O socialismo deixou de ser uma ideologia para se tornar num argumentário para que outros paguem as nossas contas
Depois desta proposta em 2013 – O líder socialista propõe que a partir de 2021 exista uma “mutualização europeia do pagamento dos subsídios de desemprego” quando a taxa ultrapassar a média europeia no ano passado temos agora outra proposta: – O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, a mutualização dos subsídios de desemprego na zona euro, como estratégia para a criação de emprego. Concretamente, estabelecendo “um nível de referência” – 7%, exemplificou – a partir do qual o pagamento dos subsídios deixe de ser competência de cada país, para passar a ser responsabilidade do conjunto da União Europeia. “O que eu quero não é o subdsídio de desemprego, mas políticas económicas que promovam o emprego. (…) Se os países que têm taxas de desemprego razoáveis – se é que há taxas de desemprego razoáveis – fossem chamados a contribuir, podem ter a certeza de que dariam mais atenção à construção de uma política económica robusta”, explicitou, ao intervir em Coimbra, no evento “Relançar a Europa”.
Não só o nível de ingerência que os países “que têm taxas de desemprego razoáveis” passariam a ter nos países com desemprego acima dos 7% escavacaria a UE em pouco tempo – ou alguém acha que os contribuintes desses países pagariam esses subsídios sem questionar? – como ter desemprego acima dos 7% seria o objectivo de todos os países. Qual seria o país masoquista que iria ter desemprego a 5 ou 6% que o obrigaria a pagar os subsídios dos outros quando se o tivesse a 7,1% passaria de pagador a recebedor?
Enfim a melhor ilustração para aquilo a que nos conduzirá este e outros delírios é este diálogo
02:13:40 (Robert) “Climb… climb… climb… climb…”
02:13:40 (Bonin) “But I’ve had the stick back the whole time!”
02:13:42 (Dubois) “No, no, no… Don’t climb… no, no.”
02:13:43 (Robert) “Descend… Give me the controls… Give me the controls!”
02:14:23 (Robert) “Damn it, we’re going to crash… This can’t be happening!”
02:14:25 (Bonin) “But what’s going on?”
The captain, now acutely aware of the aircraft’s pitch, has the final word:

Não é nada ético usar uma pequeníssima parte de um relatório de centenas de páginas ignorando outros factos ainda mais vitais.
Deixo só um exemplo, mais seguirão se necessário.
Todos os voos daquela noite evitaram a tempestade menos este.
Foi essa tempestade que gelando o tupo “pitot” iniciou a sequência (nunca um desastre tem uma única razão) que levou ao acidente.
A mistura entre a salganhada do subsídio com decisões em cima do joelho e aviação onde o rigor é lei só na Bimby.
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Fado Alexandrino, desde quando o exemplo metafórico de se “descer de tanto subir” necessita da burocracia dos “entretantos”?
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São cada vez mais preocupantes os casos psiquiátricos que atingem alguns ditos políticos.
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Boa comparacao e sobretudo bom post.
So e cambear os nomes Robert , Bonin e Dubois po outros que tudos conhecemos…Teve piada.
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O porquê da escuridão ao fundo do túnel
– Estamos em recessão
– Aumenta o salário mínimo
– Olhó desemprego
– Reduz o horário de trabalho
– Ena pá, tantas falências
– Bota aí uns subsídios
– Não há dinheiro
– Mais dívida
– Não emprestam
– Pede
– Não dão
– Não te esqueças de desligar a luz e fecha a porta
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como o salário mínimo se manteve o desemprego só subiu para 15%
como se aumentou o horário de trabalho as falências dispararam à mesma
como se cortou nos subsídios sociais, foi preciso cortar nas pensões e o desemprego aumentou.
ainda há dinheiro mas como não há modo de o pagar em breve não haverá.
Já reparou que as soluções que a troika manda e o nosso governo implementa dão resultados opostos ao pretendido? Nunca lhe ocorreu que é por não prestarem?
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E porque não o Papa e a Santa Madre Igreja? Tanta Ingenuidade e ………….
Incompetência! Quem são as “aves raras” que andam a aconselhar este desgraçado? Só pode ser de propósito para o queimarem de vez!
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Notícias que os Jornalistas Portugueses ignoram propositadamente:
Global Debt Exceeds $100 Trillion as Governments Binge, BIS Says
http://www.bloomberg.com/news/2014-03-09/global-debt-exceeds-100-trillion-as-governments-binge-bis-says.html
Quando for a Terra. Já estou a imaginar Obama – outro parecido – a promover a mutualização da Dívida com os Marcianos ou Venusianos ou será com os austeros Klingon…?
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Obama & CIA que deixem ja de tanto pedir para os austeros chinocas. Parecem os pedintes do DOMUND. Ate lhe vao fechar um qualquer dia o caudal. Menos guerras e mais trabalhar…A razao nao lhes falta, tudo seja dito.
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Se esse número é verdadeiro, se no mundo todos acabam por dever a todos então só haveria duas saídas: ou reajustar o valor do dinheiro (inflação); ou baixar o custo daquilo que é a fonte última do valor: o trabalho. Neste último caso, chama-se “recessão”. As 2 soluções juntas é que não funcionam.
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“O socialismo deixou de ser uma ideologia para se tornar num argumentário para que outros paguem as nossas contas”.
Para mim essa sempre foi a definição de socialismo!
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Nem mais !
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Sim, qual é o país masoquista que quer ter desemprego baixa… É como com os impostos, o meu objectivo de vida é nunca ganhar mais que o salário mínimo para não ter que pagar mais. Quem no seu perfeito juízo iria querer ganhar mais de 500 euros?!
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7% vêm de onde? Explica-se a origem deste valor, por exemplo? Dificilmente e mais ainda se introduzirmos o critério NAIRU, estamos a falar de uma proposta sem pressupostos estudados e explicados, aliás no caso não poderia haver explicação porque a alternativa ao governo actual permite-se falar de improviso e com franca ignorância para depois querer que o escutem com seriedade, e neste caso em instâncias europeias. Enquanto a alternativa política oscilar entre o saque total à propriedade privada e a tolice do soud bite, não é difícil preferir um governo que erra mas caminha para algum lado, o doce pragmatismo de quem se encontra na circunstância de ter que fazer/decidir.
A proposta é tanto mais desonesta quanto aparenta ser para Portugal um Win-Win, continuamos a aventurar-mo-nos em soluções chico-esperto como se vários dos parceiros europeus as caucionassem sem grave prejuízo próprio.
Resta a contradição de quem defende uma política para que se crie emprego e não para subsidiar o desemprego e depois apresenta proposta para mutualizar… o subsídio!
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Acabei de ler no Público a página de Pacheco Pereira, que está cheia de sumo.
É sobre o “Manifesto dos 70” e a ira que provocou a quem tem “uma vida almofadada dos custos da crise”.
Manifesto que não aceita o “glorioso esforço nacional de empobrecer como programa de vida.”
E por aí adiante.
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Termina escrevendo “…política que se assume para vinte ou trinta anos de empobrecimento, centrados num único eixo: pagar aos credores, obedecer aos mercados. Essa política não pode ser conduzida em democracia, só pode existir com base num regime autoritário.”
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Pacheco Pereira parece um tonto.
Se os credores não nos emprestam, para vivermos com a riqueza fictícia da ultima década o que faz o Estalinista Pacheco?
Manda uma Divisão dos Guardas atrás deles?
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Nos comentários dos blogues pró-governamentais, ou seja, no fim da cadeia alimentar, espuma-se com ódio… e insulto soez.
Prossegue Pacheco.
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Nestes ultimos dois anos, assistir à quadratura na SICN ou ler o PP na Sábado permite observar a mudança radical de pensamento. Mas para quem veio da extrema esquerda radical e violenta, com alguns homicídios no currículo, nada de estranho.
O que custa a perceber é cromos destes que nasceram com o rabo virado para a Lua a falarem como se carregassem o mundo às costas.
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Agora já não é só a “velha” que diz isso……até o PP embora dizendo que não quer essa “via”.
Pena que o douto pensador (como tantos outros) não tenha chamado a atenção nem uma só vez para a política suicida de endividamento que os norteou durante trinta anos.
Alegremente puseram-se e empurraram os outros para a beira do precipício e agora aparecem como iluminados salvadores da sua “merdocracia”.
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” É que o Orçamento, por muito mau que seja, como eram os anteriores, é pouco importante face aos riscos da crise política que o seu chumbo trará. E, mesmo sendo muito mau, contém medidas que não são nossa opção, mas exigências dos nossos credores. Se o (XXX) fosse Governo hoje, não teria remédio senão tomar muitas dessas medidas ou ainda piores. Se for Governo amanhã, fará o mesmo. Essas medidas vão criar uma recessão? Claro que vão, mas a sua recusa abre caminho a uma bancarrota e a uma eventual saída do euro. Estão dispostos à troca? Parece que há quem esteja.”
Adivinhe-se de quem é o solilóquio: JPP 10.10.10 11:11 ?!?!?!?!?!?!?!?!?!
Coloquei XXX no lugar de um partido político
Sua idiotia disse?
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Por falar em “… outros que paguem as nossas contas”, depois da coadopção não se pode avançar para que termine o “coaborto”? É que com o “aborto livre” todos acabamos por ter de financiá-los. Grato.
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É uma ideia.
Considerando que um dos maiores problemas atuais é a falta de natalidade, tem bastante coerência.
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Eu sei que não é aqui o lugar para este post mas gostava de a ver a discernir sobre isto:
A deputada e Vice Presidente do PSD Teresa Coelho disse ontem nas TV’s que lamentava ver deputados do seu partido a mudar de votos por pressão do eleitorado. Os deputados , assim, segundo ela, estão lá para votar não de acordo com os programas eleitorais e apoiados na vontade do eleitorado, mas para educarem o Povo, isto é, o Povo é estúpido não sabe o que quer, logo os deputados não estão obrigados a votar de acordo com o voto expresso nas urnas mas de acordo com uns estudos mais do que duvidosos.
Ouçam bem o que ela disse.
É grave a deslealdade da vice-presidente do PSD para com o eleitorado e para com os seus colegas de Partido. Ela não quer deputados livres e cumpridores dos seus mandatos mas cumpridores da sua própria vontade.
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Mas insistem em proclamar-se representantes do povo! A democracia é isto. A primeira prova de que o povo(o votante) é estúpido e ignorante é ter votado nessa cáfila.
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Parece-me que interpretou mal a ideia. Seria um pagamento marginal ( se a taxa de deemprego fosse de 7,5%, seria apenas pago o excedente de 0,5%) e não total. De qualquer modo, a ideia de AJ Seguro não faz sentido.
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É caso para dizer ao AJSeguro: não querias mais nada?
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O João Miranda declara abertamente que quer um governo estrangeiro, no Blasfémias prega-se abertamente a doutrina que a troika é a nossa salvação, defendem com unhas e dentes as intervenções da Alemanha, aplaudem a inscrição na constituição portuguesa, por imposição alemâ, o limite ao defice, pelam-se pelas escolas do liberalismos libertário internacional, o que quer que isso seja, mais parecido com o intervencionismo tipo soviético e atiram-se ao António José por propor um limite no desemprego para que a Comissão Europeia intervenha? Não andaram ao tio ao tio para que o governo português pedisse a intervenção financeira e agora andam a queixar-se que o foi negociado, com a ajuda do Catroga, foi culpa do Sócrates. No fim de contas não passam de uns socrates.
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A história do Air France Flight 447 também daria perfeitamente para ilustrar o governo de Passos Coelho.
Vai da suficiência dos cortes nas gorduras até à atual situação, e a um futuro próximo em que este, ou já o próximo governo, provavelmente terá de aplicar o Manifesto 70 ou parecido.
António José Seguro é presentemente apenas um passageiro. Passos Coelho vai na cabina.
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