Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril
Já chega. Ao fim de semanas e semanas a ouvir repetir por todo o lado inanidades sobre os “valores de Abril”, o “destino de Abril” ou a “traição ao 25 de Abril”, ao fim de meses a anunciarem-me que vinha aí o autoritarismo, se é que já não tinha chegado, ou a preverem o regresso de um salazarismo sem Salazar, hoje achei que era demais ver o António-Pedro Vasconcelos, na capa do i, a proclamar que a “democracia faliu”.
Mas “faliu” porquê? Deixou de haver liberdade nos jornais e nas televisões? Fecharam a Internet ou o twitter? Algum militar entrou de pistola em punho pela Assembleia dentro? Proibiram as eleições marcadas para o próximo mês de Maio? Prenderam alguém por delito de opinião ou actividades subversivas? Falsificaram as eleições?
Aparentemete nada disso sucedeu. Apenas sucedeu que APV acha que a democracia não dá resposta aos problemas das pessoas. E não dá porquê? Porque ele odeia o Governo e detesta o PS de Seguro.
Ou seja, APV está mais ou menos como todo o coro que temos ouvido por estas semanas. Se fosse a menina Guidinha escreveria uma redacção mais ou menos assim: “Eu gosto muito da democracia. Eu não gosto nada do que esta democracia me deu. Eu acho que isto não é democracia”. Se em vez de ser a menina Guidinha fosse antes um Vasco Lourenço substituiria a palavra “democracia” por “25 de Abril” e a redacção também estaria perfeita.
É pena vermos as comemorações do 40º aniversário da revolução que acabou com um regime autoritário e repressivo velho de 48 anos reduzidas a esta caricatura.
Não é de hoje, nem de ontem, a disputa sobre o significado do “25 de Abril”. O primeiro jornal em que trabalhei, está quase a fazer 38 anos (eu tinha na altura 19), chamava-se, não por acaso, “25 de Abril do Povo”, e representou uma fútil tentativa de prolongar o movimento otelista e aquilo que aquele grupo achava ser “o verdadeiro” 25 de Abril. Durou apenas três meses, pois nessa altura (1976) a revolução já tinha acabado. Mas como se verificou abundantemente nas últimas semanas, muitos dos revolucionários de então continuam a achar que havia qualquer coisa no seu muito especial e específico 25 de Abril que nunca foi cumprido, e se nessa época saltitavam de fábrica para fábrica, por estes dias andaram por mais bem confortáveis salas de conferência dando vazão à sua imensa nostalgia.
Nada me incomodaria nesta pequena indústria comemorativa não fosse esta tendência para confundirem democracia com a sua ideia específica do que deve ser o destino do povo, a sua eterna tendência para acharem qque a sua liberdade é melhor e mais pura do que a liberdade dos outros.
De facto uma das coisa que distingue as democracias dos regimes revolucionários é que as democracias são muito menos exaltantes. Mas muito mais realistas. As suas imperfeições são a sua força, já que aquilo que verdadeiramente as distingue não é nelas se escolher periodicamente um governo, é nelas se poder, pacificamente, correr com um governo de que não se gosta. São regimes de tentativa e erro, onde se podem corrigir tragetórias e onde existem mecanismos que limitam o poder das maiorias.
Eu sei que muitos revolucionários, mesmo quando acham que são genuinamente democratas, sofrem horrores sempre que o povo ignaro escolhe seguir por caminhos diferentes daqueles que eles prefeririam. Também sei que já não é nada mau que não sejam suficientemente revolucionários para acharem que podem, de cima para baixo, como líderes iluminados, imporem a sua vontade ao povo, qual modernos Robespierre. Mas lamento muito que andem por aí, no 40º aniversário do 25 de Abril, a desmerecer a democracia.
Já chega.


Concordo plenamente!
O 25 de Abril trouxe democracia e liberdade. Depois, foi preciso deixar a democracia funcionar e que o desenvolvimento da sociedade seja de acordo com a vontade dos cidadãos. O estado actual da democracia, gostemos ou não, é o resultado do grau de participação de cidadãos livres nestes 40 anos.
Democracia é isto mesmo, exige liberdade, respeito e RESPONSABILIDADE a todos.
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Que um tal de António Pedro Vasconcelos (quem é este senhor?!) resolva dizer umas bacoradas sobre o 25 de Abril, certamente depois de morfar um bom jantar e emborcar uma garrafita de tinto, ainda se aceita. Agora o que é inaceitável é o Jornal i fazer disso a sua capa!!!
Não têm nada mais interessante para publicar? Que tal mais umas fotos das celebrações Benfiquistas? Isso sim é que interessa aos Portugueses…
Já agora uma sugestão:
Quando os donos de Abril de 74, Mário Soares e Sampaio incluídos, FINALMENTE nos deixarem, sugiro que os enterrem diretamente no Panteão Nacional. Evitam-se polémicas e sempre se poupa uma fortuna em trasladações…
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> FINALMENTE nos deixarem, sugiro que os enterrem diretamente no Panteão Nacional.
Porquê esperar? Acho que mereciam trasladação imediata.
(Pode-se referendar isso? Já que se referendou o aborto, não vejo impedimento …)
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Tb. concordo.
Só um pormenor: a Guidinha ñ usava pontuação.
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“Há uma parte do País que ficou suspensa na “quimera do 25 de Abril”, nos ideais e conquistas que, apesar de muita fé revolucionária, nunca se concretizaram. Essa facção, órfã de uma espécie de “Sebastianismo Abrilista”, está fortemente enraizada na capital e continua a dominar uma parte importante do aparelho centralista do Estado, com o qual se entrelaça e onde angariou os seus privilégios….”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html
Infelizmente, ao centralismo administrativo, soma-se o centralismo mediático: só um cego não vê o alinhamento do jornalismo e das redações da capital, com a(s) ideologia(s) de esquerda. Só isso explica as capas e as manchetes dos jornais que, sistematicamente, suportam a mesma narrativa ou palhaçadas como aquela que ocorreu esta manhã na TSF…
Portugal, é isto e não vai mudar. Basta pensar, que todos os anos do nosso sistema de ensino, saem novas fornadas de “democratas” inspirados nos valores de abril…
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O que falha é já ninguém lhes ligar puto… terem ido para o baú da história…. Queriam ficar com galões para sempre… serem os guardiões da democracia. Sentem que o tempo deles acabou….E mais rabugentos ficam à medida que os anos vão passando!
A alguns ( muitíssimo pucos) resta-lhes que se lhes ponha a hipótese dum panteãozinho… nos Prazeres!
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O regime anterior com constituição aprovada (33 a 74 ) durou 41 anos. Esta democracia (74 a 14 ) durou 40 anos,não sei o futuro. Como vivi nos dois regimes, posso afirmar que este, está mais corrupto e necessita de uma reforma profunda. Não me interessa o que diz sr APV para nada mas, se não lutarmos contra esta cleptocracia ,em breve , teremos uma nova democracia orgânica ,se gostam, então enterrem a cabeça na areia . O voto começa a não resolver nada a partir do momento em que, o poder económico manda no poder político.Como exemplo: ontem o sr Passos disse que não concorda com o FMI quando este afirma que existem rendas excessivas!
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“O voto começa a não resolver nada a partir do momento em que, o poder económico manda no poder político.”… mas como a confusão é tal… tenho dúvidas se é o poder económico que manda no politico ou se é o politico que manda no económico…
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A democracia é avaliada e encontrada socialmente através de elementos comparativos. Sendo assim, existem sempre estados piores que este.
A DESPENSA ESTÁ VAZIA
Bruxelas travou em 2011 uma auditoria às contas públicas portuguesas. Presidente da Republica, na mesma altura, alertou partidos políticos para os efeitos negativos que poderia trazer uma auditoria às contas públicas. Teixeira dos Santos, uns meses depois, veio afirmar que não seria necessário, porque a troika já a tinha feito antes da assinatura do memorando de entendimento.
Enquanto o principal problema andar em banho-maria, todos os cozinheiros anunciarão falsas receitas.
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O cumprimento dos ideais do 25A estão conformados, para uso de quem não se sente em posição de poder, nuns poucos critérios de avaliação: a rua diz-se feliz? tudo come e bebe e ri como no tempo em que se roía a pesada herança? estão os ricos e os poderosos com medo e a tratar de emigrar com uma trouxa de roupa? tenho alguma probabilidade de subir na vida num repente?
Se a resposta é não – não se cumpriu Abril!
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Aquilo que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Não pode haver falência de uma coisa que nunca foi esplendorosa.
Além de que o 25 de Abril foi um golpe de Estado a que se seguiu o poder caído na rua e uma ameaça de ditadura comunista.
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Mais valia que ele tivesse sido claro e dissesse que a Revolução não foi conseguida.
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Foi um inconseguimento revolucionário de que ele tem pena.
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O que se passa é que há forças políticas que, em democracia, nunca poderão alcançar o poder. A única forma de o conseguir seria através da revolta popular com subversão dos valores institucionalizados, e que historicamente só é atingida quando se atinge um certo limiar de insatisfação que consiga juntar um número substancial de massas capazes de se sacrificar por uns quantos salvadores dispostos a derrubar um regime, ou quando um regime estiver tão podre que caia ao mínimo abanão (caso do 25).
Até há pouco houve em Portugal a crença de que a crise, devidamente explorada, como tem sido, tornaria possível essa revolta popular que poderia colocar no poder quem nunca de outro modo lá poderá estar ( pessoalmente, penso que o nosso povo nunca arriscaria mais do que mandar uma bocas para fazer uma revolução, mas enfim…)
Essa eventual janela de oportunidade está a desaparecer, e começam a multiplicar-se de modo cada vez mais descarado as alegações de que a democracia é algo para ser atropelado por “causas mais justas”. Ouçam aTSF, a Antena 1, leiam os jornais “de referência”, ouçam os despeitados do regime (Soares, Pacheco, Freitas…) e vejam como este discurso é cada vez mais insidioso e apoiado. Pessoalmente penso que é apenas raiva de mais uma oportunidade perdida ( a ultima para os Vasconcelos – predestinado nome – que por aí existem), mas é um sinal a que devemos estar atentos.
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É isso mesmo…
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/11/o-espirito-de-salazar-esteva-na-aula.html
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E é de tal maneira que já parecem autênticas k7!! 😉
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Se fosse a menina Guidinha escreveria uma redacção – não como a escreveu – mais ou menos assim: “eu gosto muito da democracia e não gosto do que esta democracia me deu e acho que isto não é democracia” ( a menina Guidinha borrifava-se na pontuação).
Sobre o restante, a pergunta que se espera é a seguinte: de que tem vivido – e bem – o António Pedro-Vasconcelos?
Será que uns seres maldosos lhe querem reduzir – ou acabar de vez – o direito constitucional aos “almoços”?
Se sim, então o homem tem razão. Esta democracia não interessa nem ao Menino Jesus. Nem ao António Pedro Vasconcelos. Com hífen. Tinha-me esquecido.
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Quem anda a perverter a Democracia e o espírito do 25 de Abril, é a própria Associação 25 de Abril. O que se tem passado no “show” que Vasco Lourenço & cª montaram no D. Maria II é uma vergonha, tendo-se lá feito vários apelos descarados ao derrube de um Parlamento democraticamente eleito e ao governo que dele emanou, pela força das armas.
Ontem entretive-me até num canal de tv, a ouvir um coronel Comando aposentado, condecorado com duas Cruzes de Guerra e uma Torre Espada por actos de bravura praticados em teatro de guerra, em Angola, Moçambique e na Guiné, apelar ao regresso “à democracia do poder popular” defendida por Otelo e pelo chamado “Grupo do Copcon” do qual este oficial fez parte durante o PREC, negando assim a legitimidade deste regime. Mas confesso que já não tive estômago para ouvir o Almirante Martins Guerreiro, conhecido gonçalvista com fortes ligações ao PêCêPê, e talvez o mais radical membro do Conselho da Revolução de má memória.
Tudo gente fortemente imbuída de um profundo “espírito democrático”.
O problema do Vasco Lourenço e dos camaradas dele que pontificam na Associação 25 de Abril, é que só gostam da Democracia, quando são os amigos deles a ganhar. Quando são os outros, os que eles não gostam, então deixam de achar graça à brincadeira. E depois acontecem coisas como esta história da exigência de falarem no Parlamento, onde eles sabem que ninguém que não tivesse sido democráticamente eleito, pode falar.
Vasco Lourenço e os camaradas dele quiseram desrespeitar a Casa da Democracia Portuguesa, com o apoio de toda a esquerda.
Se foi para “isto”, ou seja, o que tem passado em Portugal desde 1976, que fizemos o 25 de Abril? não sei. O que sei é que tudo o que aqui se passou nos últimos 38 anos, foi o resultado das opções do portugueses, feitas em eleições livres e democráticas.
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No entusiasmo da escrita, esqueci-me do objecto do post do JMF. Se calhar porque a pessoa em questão é irrelevante, até na profissão que escolheu. Habituou-se muito cedo às prebendas do OGE e agora estranha. Nada que umas (fúteis) tardadas no Vá-Vá a conversar com outros irrelevantes amesentados como ele, não ajudem a aliviar…
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“Vasco Lourenço da Associação 25 de Abril, que aparece na Comunicação Social com ares de um Bolívar, de um Garibaldi, ou de um Athaturk, sempre heróico e libertador, cumpriu uma comissão de serviço na guerra da Guiné, entre 1969 e 1971, e entre 1971 e 1974 nem sequer esteve em frente de combate, porque estava aquartelado nos Açores, onde, dizem as más línguas, se cumpriam os castigos militares. Mas esta parte não consegui confirmar, porque as fontes são apenas o diz-que-disse. Mas é claro que, por estar colocado nos Açores, nem sequer arriscou com o golpe dos seus Colegas, pois que, em caso de fracasso, ele seria sempre alheio aos acontecimentos verificados em Lisboa.
Mas é este o tipo, com este nível de desempenho no Golpe Militar, que mais barulho anda por aí a fazer, esquecendo-se que desde há 40 anos que recebe todos os meses uma pensão sem nunca ter sido eleito ou desempenhado outra função que não seja coçar com o cú o cabedal dos sofás das messes e com as mãos a pele dos colhões debaixo do avental maçónico.”
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democraticamente eleito? parei de ler aí. Democracia portanto é meia dúzia de distritos do país decidirem as eleições, só Lisboa mete 50 e tal deputados. Democracia do caraças, essa.
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Democracia à moda do slint é na Coreia do Norte. O Bernardino garante que sim.
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Caro AC Silveira,
Esta democracia tem imensos defeitos mas, infelizmente, como povo, “apenas temos tido os políticos que merecemos”.
Sobre os “donos do 25 de Abril”, permita-me deixar um link para um texto de Novembro de 2013 “O espírito de Salazar esteve na Aula Magna.”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/11/o-espirito-de-salazar-esteva-na-aula.html
Cumprimentos
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“Durou apenas três meses, pois nessa altura (1976) a revolução já tinha acabado.”
Não podia ser mais claro.
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Completamente de acordo com JMF. Esse sujeito, que já muito comeu da manjedoura , para fazer filmes que quase ninguém vê, é outro dos mal agradecidos que nada fazendo na vida pensa que somos obrigados a aturar os seus dislates.
O Silveira sintetizou na perfeição o que deve ser uma democracia a sério.
Obs. Neste post apenas não gostei das “tragétorias” do JMF.
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A democracia, enquanto manifestação de vontade da maioria, é claro que faliu. Hoje, quem decide como organizar o nosso País são os credores. São eles que decidem tudo em Portugal. Se isto não é a falência da democracia, não sei o que será.
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está enganado!
Podemos optar por ficar falidos, e deixar de comer (porque uma boa parte do que nos alimenta vem de fora e é comprado com o dinheiro que nos emprestam).
Não sei se reparou mas nas ultimas eleições legislativas era essa a escolha, ou baixar a bola e apertar o cinto, ou então fazer voz grossa e voltar ao orgulhosamente sós (que curiosamente é uma opção da extrema esquerda nos dias que correm!)
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Está enganado! PPC, quando era candidato a PPM, dizia durante a campanha que não era preciso mais impostos, que nunca tocaria nas pensões (“sob pena de o Estado se estar a apropriar do que não é seu”, dizia ele), que era ridículo ficar sem o 13º mês, que a redução do défice ia ser feito pelo lado da despesa. Por isso, não sei que eleições é que você viu. Mas as portuguesas não foram de certeza.
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*candidato a PM
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Os outros partidos concorrentes, a começar pelo PS, faziam então promessas ainda mais irrealistas….
As eleições foram ganhas por aquele que os portugueses consideraram o mais apto para governar o pais.
O governo de PPC tem por isso toda a legitimidade para governar até ao fim do seu mandato.
Se os portugueses não estiverem satisfeitos, nas proximas eleições legislativas podem escolher outros para governar.
A democracia, para quem não tenha ainda percebido, funciona assim.
Não é certamente um sistema perfeito, mas é o menos mau dos que existem.
Deixando agora de lado a democracia, essa coisa tão chata !…
Nas ultimas eleições os portugueses elegeram aqueles que na altura consideraram estar em melhores condições para tirar o pais da grave crise em que então se encontrava.
E, vendo bem, não se enganaram.
Basicamente, tratava-se de aplicar o programa que o PS negociara com a Troika e que PPC disse que iria aplicar à risca.
No essencial foi o que foi feito.
O PS, que na oposição disse o dito por não dito, no governo teria feito algo de não muito diferente mas certamente muito pior.
Dos outros partidos à esquerda nem é preciso falar.
Por sinal, embora este aspecto não seja determinante numa democracia politica representativa, as sondagens mostram que uma larga maioria dos portugueses, por mais que se mostrem descontentes com o governo actual, continuam a considerar que não existia uma verdadeira alternativa ao programa da Troika e à politica de austeridade.
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Juniper
O corte pelo lado da despesa foi o maior de sempre por terras lusas, depois o 25A.
O PPC disse umas palermices, mas o programa do PSD não prometia o sol. Alias, nem o do PS.
Mas por alternativa eu estava a referir-me aonde PCP e aos seguidores da seita do Louçã. Esses é que tinham a ideia peregrina de não pagar a divida.
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Então o juniper assina um contrato e depois acusa o outro lado de lhe fazer perder a liberdade por querer que o juniper cumpra a sua palavra.
Brilhante.
Que eu saiba foi a Democracia e os “Democratas” que quiseram défice e a consequente dívida.
Mas agora que temos o Governo mais socialista das ultimas décadas – o que faz os portugueses pagar pelo socialismo – já você quer voltar à dívida ou seja a especulação financeira.
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Está a falar, de certeza, do contrato do Estado com os pensionistas e que o Estado violou, não está? Ou só se devem cumprir uns contratos e não outros?
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O drama deste fanático do Benfica e da RTP gorda e dependente do OE é que sempre olhou para a democracia como um paradoxo tipo “Gato de Schrodinger”, em que simultaneamente se tem a vantagem das pessoas escolherem pelo voto e a desvantagem das pessoas escolherem pelo voto.
Quando os governos lhe engordam os subsidios ele tende a reforçar a ideia da liberdade de voto ser uma coisa positiva. Quando lhe cortam a mama, repara mais na desvantagem dos eleitos não serem os que ele queria.
Na verdade é apenas mais um que como os comunistas vê na democracia uma forma de caminhar para um Estado socialista, que depois de atingido deixa de depender de eleições e coisas dessas que só dão despesa e causam aborrecimentos.
Em boa verdade essa ideia vem até no preâmbulo da Constituição, ele próprio um paradoxo, ao defender em simultâneo a liberdade de escolha e a definição de um caminho (no caso o socialista).
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Uma vez materialista-dialéctico….. sempre materialista. Não tem volta quem sempre quis a implantação de uma ditadura. É como uma cadeira de balouço vai para frente e volta atrás para ficar no mesmo lugar.
Isso combina com as melhores qualidades da cultura portuguesa. O achar que tem direito porque sim direito divino) e achar que todos os outros estão errados por inveja (direito tuga).
Cai que nem mel em sopa.
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Prefiro a ditadura do € (não confundir com a UERSS) à democracia abrileira. E só tenho interesse em votar em eleições municipais.
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Somos todos democratas, mas quando cortam os subsidios a alguns democratas tipo soares, tipo vasconcelos, tipo vasco então essa democracia não presta. Esta gente que anda sempre com a palavra democracia na ponta da lingua deveria de respeitar mais o Povo que tem sido estóico na ultrapassagem de mais uma crise que de vez em quando nos empurram e nessa altura altura ninguem ouve esses democratas.
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Em 1973, precisamente de Julho a Setembro de 1973, estava no CSM nas Caldas da Rainha. Militares do QP, nem vê-los quanto mais saboreá-los. Criar militares para não sairem dos quartéis, que lucro dão ao país. capitães não fizeram a guerra nem a defenderam. Se os atuais politicos não têm experiência eu concordo- mas que experiência militar tem um capitão que ao fim de 6 anos vai comandar uma companhia? Era a idade dos que se dizem mentores do 25 de Abril. 31 anos de inexperiência.No dia 25 de Abril de 1974 estava fechado na Escola Militar de Paço D`Arcos. Ficámos de prevenção, como se diz na giria militar.
Passados uns dias fui parar ao 2º GCAM no Campo Grande. Em finais de Maio/Junho Anjos e Marvão são presos e vão para a Trafaria. O quartel fica encerrado para os que estão de serviço e têm dois panhards à porta de armas. Sexta, Sabado e Domingo não há entradas pelo portão principal. Mas houve saídas pelas traseiras daqueles que nada estavam a fazer no quartel. Fui para o Ultramar. A mesma treta. Preso no pela PM mno 1º dia que fui passear para Luanda. 35 anos sou constituido arguido por discordar daqueles com quem trabalhava. Fui punido com 150 dias de multa pelo Tribunal- Fiquei a saber que é crime enviar aos camaras mails dizendo o que se sente. Novamente estou em TIR, porque uma vizinha se queixou de mim dizendo que a anda a perseguir. O MP diz que não encontra a arma do crime, mas mantêm-me em TIR e possivelmente irei a mais um julgamento. Afinal, onde muita boa gente diz que se vive em democracia, eu encontro uma desigualdade muito superior à que encontrei em 1973, onde há quem tenha trabalhado 30 ou mais anos e outros que nada fizeram na vida e têm uma reforma superior. Dos militares nem se fala. Em comparação com a maioria da AP, até são uns sortudos, com aposentações na ordem dos 1500 enquanto na AP está na média dos 700E
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a democracia esta em causa quando o FMI escreve no relatorio que o TC prejudica a recuperaçao de economia portuguesa.portanto APV têm razão
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Quereria dizer “trajetória”? Perdeu o c, mas continua o j ,acho eu…
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“Não foi para ‘isto’ que se fez o 25 de Abril”. Esta é a frase mais irritante dos últimos 40 anos. “Isto”, precisamente, o quê? Aqueles que regularmente blateram este chavão podiam ser mais explícitos. Mas já que o não são, eu “traduzo”: o 25 de Abril não se fez para que a Direita governasse o país, mas sim para que fôssemos sempre governados pela Esquerda; logo (silogismo correctíssimo), o 25 de Abril não foi um golpe de estado visando estabelecer a democracia, mas sim criar um regime de Esquerda. Aliás, mesmo alguns oficiais do Grupo dos Nove, considerados “moderados” face aos seus camaradas sovietófilos ou da esquerda folclórica, defendiam subliminarmente a aplicação em Portugal de um regime do estilo iraquiano ou peruano da época (regimes ditatoriais “progtressistas”). A este propósito, a criação do Conselho da Revolução, que durante alguns anos tutelou o poder civil e democrático, foi um reflexo desses tiques autoritários dos pseudo-democratas que fizeram o 25 de Abril. Não é preciso ser-se adepto do Estado Novo para se execrar, com igual veemência, o actual regime.
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Enquanto a esquerda PCP e os restantes não forem poder, por exemplo, participando num grande governo de esquerda, logo, saberíamos que são seres iguais aos outros, pois tinham que decidir , penso que normalmente, mal.O Paraíso na terra passava a miragem. Contestam tudo e todos pois sabem que nunca vão decidir nada. Se são democratas, então, eu sou padeiro
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Tirando “tragetórias” (já dito e repetido acima), até concordo com o conteúdo do post. E começo a ficar preocupado, não sei se comigo de com JMF, por já ter concordado para aí umas duas vezes. 😉
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Este chuleco das fitas mal amanhadas pagas pelo Zé contribuinte devia calar a cloaca.
O gajo não existe e o 25A já nasceu falido.
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Sinto-me embraiado, o motor ronca mas a trotineta não se mexe. Não há respeito pelo 25 de Abril quando ainda hoje todos o querem cavalgar como sendo propriedade sua, mesmo o que lhe saltaram em cima á pressa. Por este andar nunca mais chega Maio
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Dêem-lhe um subsídio para um filme e ele encontra logo a democracia, provavelmente quem vai falir é o produtor.
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Caro José Manuel, há muito tempo que estava para te comentar e ainda há tempos atrás (penso que no tempo do Durão Barroso) tive ocasião de comentar um artigo ofensivo para com a tua pessoa dizendo que na verdade quando os tempos eram difíceis a ti conhecia-te na luta contra a ditadura e a ele nunca o tinha visto nessas andanças, mas enfim o direito à diferença è aquilo que defendemos….
Este artigo diz bem na evolução da Democracia e como crescemos com ela, na verdade aprendemos que a liberdade é o bem mais precioso da democracia assim como o direito à diferença, Estou de acordo com toda a essência do que escrevestes com respectiva ressalva que a Democracia defende-se defendendo os princípios Básicos da Constituição
Abraço Grande
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