Determinar problema que seja resolvido pela resolução proposta
6 Maio, 2014
Aparentemente há um estudo que diz que “os colégios inflacionam notas”. Também aparentemente, isso parece ser um problema mas, mesmo que não seja, eu tenho uma solução: acabam-se com as notas internas das escolas e colégios.
Para todas as resoluções propostas há sempre um problema fácil de elaborar.
43 comentários
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Não entrando na ridicularização do pressuposto do estudo e na evidenciação da não evidência da conclusão pergunto: se existe um inflacionamento de notas atribuídas esse é mais facilmente demonstrado (para a conclusão tirada por antecipação) comparando os ulteriores resultados no ensino superior, não será?
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prevê-se que por este post adentro entrem o Pedro e o Paulo, dois rapazinhos a saltar à corda…
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Não é necessário. As notas não são inclusivas e, por definição, até são discriminatórias. Abolir notas permitiria a igualdade entre todos os seres humanos, harmonizando os que têm dinheiro para pagar colégios, livros, idas ao cinema e férias em capitais europeias com aqueles que estão na escola porque o ministério a isso obriga.
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tem razão, vendo bem não podem existir provas de aferição ou notas mínimas ou mesmo numerus clausus, basta ler a constituição. Acho mesmo que a existirem retenções (fora com as raposas) deveriam ocorrer todas no último ano de faculdade, era modo de não coartar a evolução inclusiva e não se permitiria que o mesmo professor falhasse sucessivamente com o mesmo aluno, não viesse a dar-se o caso de querer garantir um numero mínimo de turmas…
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“acabam-se com as notas internas das escolas e colégios” – absolutamente de acordo; todas as classificações resultariam apenas e só de exames nacionais.
Esses resultados, confrontados com os de anos anteriores e com os nacionais, permitiriam avaliar alunos, professores e escolas.
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Este comentário foi avaliado com nota 2.
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Tamêm áxo, como diz o dr. José maria martins jurisconçulto do caraças
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Aparentemente, o vitorcunha é insensível, astuto e iludente.
Insensível, porque sabe que a solução que apresenta não eliminará as injustiças que o famoso “Papai Pagou, Passou” criou ao longo de tantos anos e que continuará a criar, pelo menos neste ano.
Astuto porque tenta desviar as atenções do facto de que as escolas privadas estão também elas a funcionar com a mesma lógica que muitos deste espaço tanto defendem: a famosa lei da concorrência (desleal) onde os mais fortes devem sempre vencer os mais fracos (a qualquer preço), onde quem tem dinheiro pode e deve ter o poder de pagar o que quiser para o bem dos seus, mesmo que isso provoque o mal aos outros.
E iludente, porque este estudo não tem nada de aparente: apresenta as injustiças que muitos já conhecem há anos, mas que preferiam ignorar na altura da defesa da “rigorosas escolas privadas” contra as “pouco exigentes escolas públicas”.
Já agora: já pensou no motivo pelo qual ainda não foi tomada a solução que apresenta? Ora pense lá um bocadinho e veja se um certo negócio – que tanto defende e defendem neste espaço – não sairia bastante afectado caso as notas internas deixassem de contar.
Se o motivo pelo qual os papais querem pagar para os seus filhos passarem deixasse de existir, para que é que os papais iriam querer gastar dinheiro nas privadas?
Pois…
Sem querer o vitorcunha determinou um outro problema com a sua solução proposta.
E nós agradecemos.
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Bom dia, professor do ensino público assustado.
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Para mim e de facto o vitorcunha foi primeiro insensível e depois astuto e ainda assim iludente…
Ele foi insensível porque percebendo que você não tinha percebido o post (julgo eu, pressuposto que vigora do primeiro ao ultimo caracter de tudo o que aqui comento), comentou-o como se o levasse a sério e esqueceu-se de o avisar da ironia, de propósito para alimentar o seu ego desnutrido, digo eu…
Depois foi astuto porque, apesar da sua insistência, optou por continuar numa linha de argumentação restrita ao seu comentário (e alheia ao propósito e significado inicial do post) e não insistiu na factualidade que o estudo citado assume: partir para a inferência de uma conclusão preexistente. Percebe-se que tal nada releva para si…
Ainda assim ele foi iludente ( e por isso o critico abertamente) porque dá a entender a leitores curtos de interpretação que não lhe assistem argumentos para rebater a sua dramaturgia da injustiça e o faz crer que não é contraditado embora o seja stricto sensu no próprio tema do post (desculpe se pressuponho a sua estupidez na minha argumentação, mas pressuponho mesmo)
Devo assumir, “mea culpa, mea maxima culpa” que estou a ser insensível para com a assumpção de burrice que lhe atribuo pela sua resposta; pela astúcia que me atribuo na sua interpretação e do VC e na articulação da minha adenda; e ainda pela minha iludente aparência de saber ao usar mais de 0 caracteres para dizer mais que você disse…
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Assuma o que quiser. Se quiser, até pode assumir que é amante do vitorcunha, que para mim está tudo bem. Mas as sua ladainha vai toda por água abaixo porque parte de pressupostos errados.
A verdade é que o vitorcunha apenas escreveu este post porque eu quis e, para isso, desafiei-o a falar sobre o assunto.
Interessante é ir ao post anterior e verificar que ele, depois de eu ter dito mais abaixo (neste post, a vista de todos) que consegui o que pretendi, apagou o comentário em que o desafiava a escrever. Atitude própria de pequenos de espírito.
E, visto ser o quarto ou quinto comentário meu apagado pelo vitorcunha, fica por aqui a minha participação em posts do rapaz.
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Belo comentário inclusivo sobre a orientação sexual que lhe convém supor que eu tenha, ou possa ter, deveras esclarecedor sobre a sua inteligência. Informo-o que pela minha parte (não estou amigado com o VC e ele falará por si mesmo) digo-lhe que não desdenhe que não compra, tem caminho livre para satisfazer apetites ou fantasias. Poupo-me a responder 4 vezes aos seus 4 comentários iguais, devia estar a responder num movimento repetitivo, certamente…
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concordo consigo,neste blog tudo o que é privado é bom e dá dinheiro(a alguns) e o que é publico é mau.pelos vistos os alunos do privado ja tem a liçao bem estudada,tanto que ja sabem que com dinheiro(muito) consegue-se tudo
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Bom dia, vitorcunha, e obrigado pela rapidez em fazer o post que eu queria que fizesse.
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Professor do público manda.
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E, por norma, os alunos obedecem.
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Que surpresa!…
E eis que na sua fuga para a frente o VC ensaia uma tentativa de elogio a uma prática comum no gangsterismo…
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Isso não sou eu, é o professor Boaventura.
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Como professor do Ensino Público que conhece casos destes, gosto das palavras “aparente(mente)”, “estudo”, “inflacionam notas” e “solução” do seu brilhante. Fartei-me de rir… E não diga que sou corporativo, sindicalista, de esquerda ou afins, que não sou e ataques “ad hominem” não me afetam.
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Este comentário foi avaliado com um satisfaz menos.
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E, se quiser, publique o gráfico do Expresso, para tornar mais divertido o post.
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Fernando, pelamordedeus: não peças ao vitorcunha para colocar e analisar gráficos!
Poupa-nos…
😉
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Deixe-me adivinhar: educação física?
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Bom, eu sou geólogo, estudei matemática e estatística (na Universidade de Coimbra) – e o Vítor? Gostei do seu argumento (Este comentário foi avaliado com um satisfaz menos) – pelo menos ad hominem já não é tanto assim…
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O Vítor frequentou a universidade da vida, várias mercearias e supermercados e outros estabelecimentos comerciais. No meio disso licenciou-se em engenharia e conheceu a sua mulher, com quem estudou estatística e matemática, conseguindo prever com exactidão o fluxo de receitas e despesas necessárias à manutenção de uma casa com filhos. Gosta de viajar e sente-se igualmente confortável a conduzir tanto do lado esquerdo como no direito da estrada, apesar de involuntariamente ir procurar o cinto de segurança ao lado esquerdo, mesmo em carros com volante à direita.
Apreciador de coisas belas da vida, gosta de saias curtas se quem as usa não faz disso um clamor por atenção. Já ultrapassou um Porsche 911 e um Ferrari F40 numa única manobra numa auto-estrada alemã a velocidade superior a 240 km/h, isto para ser posteriormente ultrapassado por estes na mesma estrada a uma velocidade que o meu velocímetro desconhece.
Gosta de passar tempo em Espanha, tanto no norte como no sul, apesar das diferenças muito significativas. Gosta de praia mas não vê o ponto de entrar no mar havendo ondas superiores a 50 cm e temperatura da água inferior a 21 graus centígrados.
Já fez Amsterdão-Porto de uma vez só, sem parar para dormir, altura em que considerou que 800 km é “já falta pouquinho”.
Gosta de cozinhar, ler e cinema. Deixa frequentemente um livro a meio sem qualquer remorso. Gosta de música e favorece as décadas de 60 e 70, considerando o pós-1992 “música moderna da qual não percebe bolha”. Aos 13 anos recebeu um disco esquisito chamado Blonde on Blonde e nunca mais olhou para trás.
Consegue acompanhar um livro do Thomas Pynchon mas admite tirar notas sobre as personagens.
Foi o administrador do condomínio mais detestado por preferir pagar contas a pintar muros e gerou o primeiro e único superávit.
Não percebe de geologia e – talvez por isso – nunca escreveu sobre o assunto.
Passou pelo sistema público de ensino, com horário completo, e desistiu quando percebeu que as reuniões de avaliação servem para ver quem vai ter que gramar com o aluno no ano seguinte caso algum palerma não esteja disposto a negociar as 8 negativas.
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Só falta dizeres que sucumbes na presença de kriptonita.
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Gabo-lhe o humor e a vontade de escrever banalidades – argumentos (com exceção do facto de ser engenheiro – espero que numa Universidade mesmo universidade) e gráfico do expresso – zero. Nota final: Não satisfaz – Muito Fraco.
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Nunca disse que era engenheiro. Está a ver, como o diabo está nos detalhes? O Fernando pertence a um grupo restrito de comentadores que facilitam bastante o trabalho de comentar.
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Diz o Vítor: “No meio disso licenciou-se em engenharia” – foi tipo Sócrates? E em que Universidade (citando alguém, “o diabo está nos detalhes”) – e, já agora, no gráfico que insiste em (não publicar)…
Argumentos 1 – : Vítor – 0
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E, Vítor, se calhar somos da mesma cor política e de regime, votamos no mesmo partido, aceitamos as reformas, o diabo está que na Educação tiraram 1100 milhões de euros da Escola Pública (e uns trocados da privada). E o Vitor insiste em assobiar para o ar…
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O meu problema com a escola pública foi terem tirado 1100 milhões quando 2200 milhões seria muito melhor.
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E o meu problema é as dezenas de alunos que todos os dias desmaiam na Escola de fome. É os alunos com Necessidades Educativas Especiais que não tiveram, até há 2 meses, terapeutas e não têm funcionários suficientes. É não saber como motivar professores e alunos que só perdem dinheiro e vão vendo cair os mais velhos e mais fracos, ficando a Escola reduzida ao osso. E, ao mesmo tempo, saber que o Diretor, a filha do Presidente da Câmara de L e o ex governante F já trocaram este ano de carro (ou compraram) três vezes.
E é os parvos que não percebem isso…
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Percebo. A filha do presidente da câmara de L devia ser amplamente taxada para não conseguir comprar o carro. Por causa do pai. Com este dinheiro tirado a filha do presidente da câmara de L, menos crianças morrem à fome na sala de aula, só a filha do presidente da câmara de L.
Em termos de motivação, o Fernando tem razão. O governo tem que motivar os professores para fazerem o trabalho para o qual são pagos. É falta de visão governamental. Podiam, por exemplo, distribuir bolos (versão positiva) ou fuzilar um de vez em quando (versão negativa).
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Percebeu perfeitamente: o dinheiro deve ir para quem trabalha (os funcionários de uma Escola começam abaixo do salário mínimo nacional, o que é curioso…) e não para alguém que não põe os pés no Colégio e se dedica a contactos “políticos” para obter financiamentos, para mais carrões, autocarros, aulas de hipismo, etc, enquanto que nas Escolas Públicas não há dinheiro para dar de comer aos esfomeados… Fuzilar professores não dá resultado (eles abandonam a Escola logo que podem ou morrem naturalmente com regularidade – na minha Escola, no Carnaval, foi mais um com 53 anos que não aguentou e deixou a sua turma de 1º ano, deitado num caixão…) e bolos, só, não matam a fome dos alunos. Mas a sua visão determinística e liberal impressiona – parece um parvo a afundar-se em areias movediças e que insiste em esbracejar.
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Ehehehehehehe! Gosto dessa confiança, nessa crença da expansão permanente do universo. Muito bom.
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Por outro lado tive que retirar o seu outro comentário. Não aceito discos pedidos.
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Vê – não custou nada – o Abrantes é que tem razão – uma censurazita e vai tudo ao sítio, mesmo quando só se diz asneiras e se repete ad nauseam uma mentira. Mas não se preocupe, como conheço deputados em 3 bancadas (PSD, Ps e CDS – pode verificar no meu Face) hei de saber mais sobre si e o seu caso.
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O Fernando está a embaraçar-se com essa perseguição ao judeu.
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Pois estou – é pena que o judeu não seja quem o Vitor quer que seja, mas eu, que, a pretexto dos discos pedidos, vi censurado um comentário, à moda do Abrantes… E os argumentos ad hominem variam, mas continuam a ser úteis nesta sua mania de atacar os professores e a Escola Pública.
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Isso, junte-os, “os professores e a escola pública”. Até deviam ser tratados no singular: não esquecer que são sinónimos.
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Junto-os porque sem os professores já não havia Escola Pública – pagamos os bolos para as turmas pobres fazerem visitas, compramos e vendemos rifas para subsidiar a Escola, dividimos a nossa comida com os alunos esfomeados… Queria vê-lo só um dia na minha Escola, para lhe passarem os tiques e os remoques contra um grupo que tudo aguentou estoicamente, quase sem destruir o que recebeu. Na minha Escola, para o mesmo nº de alunos e turmas, passámos de de 76 para 58 professores, com mais burocracia pelo meio. Quase metade dos docentes são Diretores de Turma, numa zona onde há fome, os alunos de etnia cigana são 10% dos alunos da Escola e os estrangeiros (africanos, brasileiros e eslavos) são cerca de 10 a 15%… Mais de um terço dos alunos recebe apoio de escalão A (o máximo), há duas salas com deficientes profundos, quase não há funcionários na Escola Sede e os professores fazem de funcionários, de assistentes sociais, de psicólogos, de médicos e muito mais. O Vitor tem muita garganta, mas um dia com uma turma da minha Escola de PIEF ou de CEF de 8º Ano punha-o no sítio… Mas, de catedra, é muito fácil falar.
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Agradeço o convite mas não tenho tempo, tenho mesmo que ir ali protestar contra a falta de astronautas.
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Caro Vitor, não diga mais nada, até porque consigo aqui nem se nota a falta de astronautas – e dê uma vista de olhos ao tal gráfico do Expresso…
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