Infelizmente, é verdade
6 Maio, 2014
14 comentários
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«Seguro diz que há sintonia para a mutualização das dívidas soberanas» (*)
«…é desejável o futuro desenvolvimento de mecanismos de solidariedade e de mutualização de riscos» (*). Manifesto eleitoral PSD/CDS para as europeias 2014.
Qual é a infelicidade ? Para garantir a nossa sobrevivência
será necessário renegociar a dívida … ou por acaso, have-
verá algum milagra em vista? Mesmo com uma verdadeira
Reforma Estrutural do Estado, o peso dos juros não nos
deixará levantar a cabeça! Daí, não compreender o infeliz-
mente no início do “post”!!!
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J. Madeira,
não entende qual a infelicidade? Também tinha tal dificuldade, até entender a forma infeliz como há pessoas a entenderem a felicidade. Deles. À custa do alheio.
Mas num faz -de-conta de aceitar concordar com a renegociação da dívida, ou até mesmo com o seu não pagamento, só caso se respeitasse uma condição: não haver necessidade de dívida futura. E há.
No mínimo, exige-se que se respeitem os credores, pelo menos na inteligência. Vamos pedir dinheiro alegando ,ao mesmo tempo, dificuldade em cumprir o pagamento do “atrasado”…
Valeria a pena combinar o pagamento e juros da nova dívida, ou deixava-se ao “Deus-dará”?
Que diria o J. Madeira se fosse credor?
E os credores são contribuintes, “j. madeiras” como você.
E o dinheiro que pedimos, em que aceitámos as condições, foi para nos matar a fome, ou por ter sofrido um cataclismo da Natureza? Algo que mereça a solidariedade de outros humanos? Não! Foi para satisfazer delírios de novo-riquismo e ganhar eleições.
E a maioria gostou. E, pelas sondagens, parece continuar a gostar.
Então não se queixem. E os que queiram “levantar a cabeça”, pois que o façam orgulhosamente com os próprios meios.
Começando por mudar de vida, por exemplo.
PS. os exemplos de não pagar, deixando a tremelicar as pernas dos credores, é verdadeira. Porém, a tremura será para os dois lados: eles, as pernas; nós, de fome
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Caro T. Viriato, as dívidas dos Estados não se
podem comparar com as dos particulares ponto!
Quanto à sua leitura da História destes 40 anos,
cada qual faz a sua, já ficou demonstrado que
o actual des-governo não esteve à altura da si
tuação e, continua a não estar!
Não colhe a lenga lenga da direita que, abusando
da genuidade dos portugueses, fala das contas
do Estado como as contas da nossa casinha, só
se gasta à medida do que se ganha … isto é a
velha converseta do Botas!!!
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O infelizmente refere-se a que CDS, PSD e PS serem todos farinha do mesmo saco, socialistas. O renegociar da dívida tem como objectivo voltar a elevá-la para níveis incomportáveis. E entretanto o Sócrates recusa responsabilidades e vive a boa vida…
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LOL ou quem ouviu o governo e quem o ouve agora…
As eleições são mesmo uma droga muito forte…
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Mais comédia apontada ao coração do eleitor: «Ministro quer Inglês obrigatório no 1.º ciclo em 2015 (Expresso)
Grupo de trabalho constituído por Nuno Crato vai estudar introdução do Inglês no currículo a partir do 3.º ano de escolaridade.»
O que ontem era burlesco sucede agora divinal…
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A mutualização das dívidas soberanas é uma infeliz verdade, mas parece que a mutualização das dívidas dos bancos faz todo o sentido. Pois…”liberais”…
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É algo tipicamente socialista defender a mutualização da divida dos bancos. Aqui defendeu-se: «deixa cair». Empresas falidas devem falir. o contribuinte agradece.
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E será que essa sintonia se estende aos prestatários, em última análise, os contribuintes desses países? Duvido.
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A coesão e justiça sociais não podem ficar reféns dos interesses mesquinhos de quem paga 🙂
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Infelizmente muitos só se lembram da justiça e da coesão sociais quando delas precisam como a cigarra depende da formiga
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Anda nas cabeças de muitos socialistas e quejandos, uma confusão muito grande acerca da mutualização das dividas soberanas, eurobonds, etc.,ou seja, que os que devem menos se atravessem para dividir responsabilidades com os que devem mais, para a divida acima dos 60% dos PIBs respectivos.
Este assunto não está na ordem do dia por várias razões entre as quais os calendários eleitorais, e a pouca vontade dos do norte em o discutir, e apenas o Tozé e mais uns quantos politicos de esquerda que não querem fazer o que devem falam disso, e os socialistas portugueses falam disso como se fosse uma solução que está ali ao virar da esquina. Não está. E quando estiver, porque vai ter de estar mais cedo ou mais tarde, vai estar apenas ao alcance dos países que tiverem cumprido o tratado orçamental, ou seja, que tiverem as suas contas públicas saneadas, como diz um recente estudo encomendado pela Comissão Europeia a um grupo de especialistas entre os quais estava Victor Bento.
Seguro e os seus camaradas andam a querer vender aos portugueses uma solução que quando existir, não vai estar à disposição de quem não quer contas publicas sadias, mas apenas de quem as tiver já saneado e os respectivos défices das contas publicas muito perto dos 0%.
Em conclusão: a putativa mutualização das dividas soberanas quando existir não vai servir para evitar, ou tornar mais suave aquilo a que chamamos “austeridade”, vai estar apenas à disposição de quem a tiver feito para atingir o controle dos defices orçamentais.
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Não tinha percebido que as declarações do Tozé são de hoje. Num debate entre os três principais candidatos ao lugar de presidente da Comissão na passada semana onde estava Schultz, foram unânimes em daclarar que a mutualização das dividas soberanas não é uma prioridade, nem seria para um futuro próximo. O Tozé anda a sonhar com o jackpot do euromuitosmilhões.
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Errado.
Mutualizar riscos não é o mesmo que mutualizar a dívida!
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