Eleições que importam
Tenho andado arredado da blogosfera e das redes sociais. Também não tenho lido jornais. Toda a informação que tenho consumido tem sido através do telejornal de um canal qualquer, lá no fundo, sem som, com um ou outro rodapé a clamar atenção. Nestas circunstâncias, e como parece que decorre uma campanha eleitoral com a normalidade do costume, estou mais habilitado para comentar o que parece estar em jogo nestas eleições.
Ninguém na “minha rua” fala de eurobonds, mutualizações, solidariedade europeia ou espirais de qualquer geometria. Na “minha rua” fala-se do tempo, do futebol, do carro, da escola dos miúdos, de bebés e de como os políticos são todos bandalhos.
Não faço ideia quem vai ganhar as eleições e, tirando os cabeça de lista do PSD/CDS e PS, o Rui Tavares e aquela moça rouca do Bloco, não sei quem são os candidatos. Não sei se alguém diz algo interessante ou que consiga gerar alguma diferenciação perante os outros candidatos. O que sei é que ninguém da “minha rua” quer saber do Parlamento Europeu. Na “minha rua” estas eleições servem para distribuir lugares para burocratas emplumados inconscientes, inclusivamente através de uma solicitude de boa vontade, da sua própria insignificância.
Na “minha rua” ninguém liga às eleições europeias. A “minha rua” está muito mais preocupada com as eleições que realmente importam, as eleições para o Tribunal Constitucional.

Caríssimo, talvez esteja melhor assim sem este tipo de preocupações. Nos meses de Verão, estarei longe deste labirinto e pode crer que a saúde até melhora sem TVs, jornais, etc. As pessoas tb se podem despoluir.
Cumps.
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Não me diga que não conhece o eng.º José Manuel Fernandes!!!???
Candidato pela Aliança Portugal em representação do Minho.
Fosse a “sua rua” numa destas terras do interior e certamente estaria bastante mais atento às Eleições Europeias…
É tudo uma questão de sobrevivência!
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Vive numa rua muito esquisita se alguém lá está preocupado com o Tribunal Constitucional.
Olhe que as leis e os tribunais são precisos.
Imagine que um governante decidia que para pagar o défice todos os cidadãos chamados Vítor pagavam o quíntuplo dos impostos da média nacional. A quem recorria?
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Pare de embirrar com os funcionários públicos. Já sabemos que não pagam impostos e isso tudo mas 1/3 deles ainda fazem falta.
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Queixar-se dos tribunais é típico dos meliantes.
O “mãozinhas dos autorrádios” aqui da minha rua também tem um pó aos juízes que nem queira saber.
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Queixar-se de quem se queixa é típico de funcionário.
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Não pagam impostos??
Olha que fixe, também tenho ouvido poucas noticias e ainda não me tinha chegado essa.
No próximo mês vou receber o dobro, quem sabe ainda ajudo a crescer a economia.
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Um par de calças com dois bolsos…
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E os bolsos vêm cosidos?
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Só os jornalistas e afins, além dos políticos se preocupam com assuntos destes… Eu preocupo-me em pagar o menos possível para este festim e para os penduras do estado.
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ehehe, com uma anestesia tão prolongada, vi logo que a injecção seria profunda…
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“Na “minha rua” fala-se do tempo, do futebol, do carro, da escola dos miúdos, de bebés e de como os políticos são todos bandalhos”
O VC deve ser meu vizinho…
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“A “minha rua” está muito mais preocupada com as eleições que realmente importam, as eleições para o Tribunal Constitucional” : o Vitor Cunha é vizinho de todos os Portugueses…
“Na “minha rua” ninguém liga às eleições europeias” : o Vitor Cunha é vizinho de todos os europeus.
Aquela boca da Manuela Ferreira Leite sobre a suspensão da democracia so é chocante porque é estupido, no fundo, não é preciso suspender coisissima nenhuma…
Boas
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Quando um comunista fala em democracia morre um gatinho.
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Não sou comunista. Sou cigano e ateu, e homosexual, e sociologo. Mas comunista, nem por isso…
Boas
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E o Senhor disse a Pedro: hoje renegar-me-ás três vezes.
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Falsa questão perante o positivo papel do TC. O Guardião do Regime, zela por ele. O TC e o grupo dos cinco. Sim, os cinco pp presentes no Capitólio da democracia lusitana.
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Mais um náufrago da jangada de pedra…
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Tirando os caríssimos deputados europeus e os seus respectivos tachos acho mais ninguém liga um corno às eleições europeias.
Na verdade tenho seguido com mais atenção os reclames da televisão que as notícias.
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Então e o Marinho E Pinto? Esqueceu-se dele?
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As pessoas tentam sobreviver. Relativamente aos deputados ao parlamento europeu penso que podiam ser acordados entre os partidos e poupava-se muito dinheiro. A alternativa para motivar a uma boa afluência era a coincidência com legislativas mas o PR continua nos roteiros ,agora parece que vai à grande muralha.
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Na minha rua vivem muitas pessoas muito diferentes entre elas, não me dou ao trabalho de auscultar as diversas e representativas opiniões, na minha rua vive-se uma extensão de pelouro do PCP e não me dou ao trabalho de ouvir a grande maioria das pessoas que faz questão de divulgar opinião e essas são uma curta minoria. Na minha rua vive um alienígena, que sou eu (com o meu solidário e sofredor agregado), estimado por todos e cinicamente não confrontado pelos libertos de opinião.
Talvez se saiba na minha rua que a importância que se quer dar ao processo eleitoral em curso é diminuta face ao que Abril devia dizer da importância de todo e qualquer acto eleitoral, mas todos (ou quase) sabemos, na minha rua, quem foge ao fisco e se gaba disso e todos sabemos que não temos interlocutor no estado para a denúncia, todos sabemos que o parecer vale mais que o ser e que nessa matriz socialista viveremos aprisionados por décadas mesmo depois da sua refutação final pelo método reductio ad absurdum. Mas depois disso continuará a sobrar a inconsistência, incoerência e cobardia da maioria dos liberais e conservadores: a constante cobardia acomodativa – poucos vejo bradar contra a falta de vontade de combate à traição que é a fuga ao fisco ou a acção de supostos novos libertadores como os Anonymous, ou muitos outros exemplos de como acusamos o estado de falta de coragem e vontade e continuamos, na esfera de alcance individual, a demitir-mo-nos da acção. Pergunta: quem se oferece para actuar e dizer “recuso ser cobarde” sob o disfarce de “nãodelatordotipoamigodaPIDE” ou “nadaadizerdosAnonymouspormedopuroderetaliação”.
Devo ser inimputável para afirmar supra!
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Esta merda de se dizerem de princípios e ideias e depois, quando chega à parte de o demonstrar abdicando, optar pelo conforto do mínimo dispêndio é a colectivização da propriedade e individualidade moral, é prostituição intelectual, como o é ficar sempre do lado confortável da crítica a quem, faz pela natureza de não ter a responsabilidade e ónus de propor e executar outro fazer, é triste mas vejo o maior empecilho a um futuro melhor não numa esquerda dominante que entendo equivocada, quando não desonesta ou ignorante, mas sim uma direita esclarecida de ideais bem articulados mas de práticas opostas a isso e bem mais abomináveis. Pergunta: alguém sem medo de dizer claramente, e por exemplo, que os autores de Anonymous são uns cobardes?! Por mim estou receoso da retaliação que impende sobre o meu PC ou sobre a potencial exposição de meus dados pessoais e privados, mas não deixam de ser uns cobardes, a título de exemplo e exemplares. É muito corajoso da parte deles divulgar dados que favorecem acima de tudo os intuitos criminosos, ou transparece uma falta de amor-próprio que suplanta quaisquer ideais.
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Esses são terroristas e devem ser tratados como tal. O Jorge tem que compreender que uma sociedade que anseia por mais poder do estado é uma sociedade que não valoriza particularmente a privacidade.
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Não existem palavras para descrever o que aquilo que diz “expressamente” representa para o que argumento. A actual inexistência generalizada de uma crítica vigorosa e explícita torna cada crítico individual num alvo particularizado desses otários, a disseminação da crítica expressa a esse tipo de actos tornará irrelevante a retaliação dos mesmos, se me faço entender…
Sei que este não é o veículo (e não tento instrumentalizar) mas pode ser um dos lançadores 🙂
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Soube-me a pouco e quero ir mais longe…
O que separa a minha existência mesquinha (e de certo modo a sua também, a partir de agora) da existência de arautos que vemos por aí e cujo manifesto existencial não depende, certamente e a partir de agora pelo menos, da minha insistência no tema é a inexistência e nem sequer a relevância do comentário sobre o assunto Anonymous. Esse movimento representa, agora e sempre, a recrudescência do Fascismo, perante a qual não serei eu e você os supostos interlocutores/opositores esclarecidos, sê-lo-iam mais ainda os BE e os Socialistas factuais e mais movimentos que existem pela não afirmação explícita.
O que vemos de verdade é a inexistência de reacções, interpelações parlamentares e/ou comissões de inquérito à evidência desta investida criminosa.
O que me desagrada também me conforta, a prova existencial de contradição de esquerda começa e acaba aqui…
Quem não quiser comentar comenta aqui, quem quiser comentar faz manifestos tão ou mais prementes que os recentes.
Certo é que para já e na blogosfera sou o único a afirmar que estes senhores (os Anonymous) são uns palermas!!! E sei que me recairá em cima ou não fossem eles fascistas-socialistas como são…
Em última análise ver-me-á ao estalo no Jardim da Estrela (aos fins-de-semana), a polícias e policiados antes de ingloriamente morrer por uma inglória causa, não pela causa mas porque sou parvo, Graças a Deus e, no imediato, contra a família
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Vítor, eu não comento aqui porque os meus comentários estão sob moderação, mas quero dizer-lhe que gosto imenso dos seus posts e sentido de humor. Boa aquisição do Blasfémias!
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Ironia? ???
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“A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se apoiavam mutuamente e não tinham que dar satisfação a ninguém. A UNIÃO EUROPEIA é governada por duas dúzias de pessoas que se apoiam mutuamente, se reúnem à porta fechada, não dão satisfações a ninguém, nem são passíveis de destituição.”
“Poder-se-ia dizer que a U.E. tem um parlamento eleito. A URSS também tinha uma espécie de parlamento, o Soviete Supremo.”
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes” (Vladimir Bukovsky)
A eleição para o soviete supremo visava conferir regalias ao deputado eleito. Do mesmo modo, as eleições europeias só são importantes para os próprios eleitos.
Provavelmente votarei no Nicolau Breyner.
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Tem a certeza que é a mesma coisa?
“In February 1989, two years before the fall of the Soviet Union, a research paper by Georgian historian Roy Aleksandrovich Medvedev published in the weekly tabloid Argumenti i Fakti estimated that the death toll directly attributable to Stalin’s rule amounted to some 20 million lives (on top of the estimated 20 million Soviet troops and civilians who perished in the Second World War), for a total tally of 40 million.”
O pessoal amontoa-se às portas da Coreia do Norte para entrar, porque não lhes vai fazer companhia? Aquilo é igual à união europeia!
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Vou-lhe fazer um resumo da única opinião que expressei, porque é manifesto que V. por distracção ou impossibilidade natural não chegou lá: “as eleições europeias só são importantes para os próprios eleitos.”
E com a citação, pretendi demonstrar que a eleição dos deputados europeus é igual ao litro em termos de eficácia da legitimidade democrática.
Agora, explique lá o que é que esta opinião tem a ver com a coreia do norte.
Acho extraordinário que V. tenha descortinado no meu coment qualquer tipo de apoio ao fascismo vermelho sovietico.
Mas deu para perceber que V. nem sonha sobre o que seja o fascismo azul.
Podia explicar-lhe, mas como veio a escoicear, não vou perder mais tempo consigo.
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1. Registo o seu insulto, ao qual não irei, obviamente, responder.
2. Eu sei que o grau decisório desses deputados resume-se a burocracia e que são obviamente orientados por forças políticas, mas foi nelas e nas suas ideias que votámos.
Mas a comparação que fez é escabrosa. Numa altura de tanta higienização histórica é importante não esquecer alguns dos resultados que tais regimes produziram.
Com todos os defeitos que tem a UE, não posso comparar as suas elites ás elites do regime soviético e concluir que é o mesmo.
Como não posso dizer que Álvaro Cunhal, que em 1975 dizia que não iria permitir que em Portugal houvesse um parlamento, é igual a Freitas do Amaral ou Soares, por muito bacocos que estes sejam e mesmo que digam que vivemos sem direitos humanos em Portugal.
3. No entanto, folgo em vê-lo irritado pela alusão à Coreia do Norte.
Eu também não gostaria de ser confundido com um cassete!
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Ok. Já percebi.
V.é daqueles que passa imeaditamente ao ataque e, à cautela argumentativa, chama logo comunista ao infeliz que se atreveu a atravessar à S. frente uma situação que para si era desconhecida. Na dúvida, o gajo é comunista. Mainada.
E depois, confrontado com as luzes do esclarecimento, amua, declara-se insultado e preenche tempo de antena com cús que nada têm a ver com as calças.
Mutatis mutandis, (trocando comunista por neoliberal) V. lembra o Tózero, pá.
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Número 2.
Deve dar uma trabalheira manterem aí o registo da coisa.
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Confesso que tenho votado ps em anteriores eleições. Bem se vê que tenho alguns defeitos.
Mas como não vou à catequese (trauma de infância) e o seguro me deixa inseguro e o passos, tal como o outro que o antecedeu, não passam de artistas de circo e não têm adn, vou votar no meu colega, como sempre fiz na ordem dos advogados.
Tem o defeito de cuspir muito na sopa, é certo. Mas como também não gosto da sopa europeia e os outros que para lá vão não vão resolver coisíssima nenhuma, é deixá-lo cuspir.
Não receiem: nem eu nem ninguém vai comer sopa. Se não azedar, guardem-na para mim: as minhas galinhas e patos acham-na um pitéu.
Já agora: os meus dois cães detestam sopa, mesmo quando sou eu a fazê-la. Mas adoram a minha canja de galinha.
Abaixo a sopa! Viva a canja de galinha caseira!
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Orgulhosamente sós, pois…
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Avise lá na sua rua que a maioria da legislação que nos regulamenta vem da União Europeia.
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Tenho por hábito não querer ser considerado maluco na minha rua.
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