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Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014

15 Maio, 2014

44 comentários leave one →
  1. joao lopes's avatar
    joao lopes permalink
    15 Maio, 2014 15:06

    existem 500 razões para não votar psd/cds.esta é apenas ,mais uma…que tambem nao é propriamente”nova”…afinal os ultras pê ésse dê e os cê dê ésses tem como “razao” de vida apenas e so:dinheiro,dinheiro,muito dinheiro…que é uma optima “alimentaçao” e faz bem ao rabinho…

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    • politologo's avatar
      politologo permalink
      15 Maio, 2014 17:19

      O PSD vendeu o País aos amigos e conhecidos ( a começar com a Lusoponte de Ferreira do Amaral e a acabar-nos com os encargos do BPN do cavaquismo) . O PS acabou com a escala de valores . Como diria Franco Nogueira , é preferível existir uma escala de valores (mesmo que dela não se goste) do que um anárquico vazio a servir de norte .o que com Sócrates atingiu os limites da leucemia social .
      P.S.
      Esta do “rabinho” relativamente ao CDS francamente não entendi …

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      • Jungle Jim's avatar
        Jungle Jim permalink
        16 Maio, 2014 17:58

        Right on target!…

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  2. António Parente's avatar
    15 Maio, 2014 16:00

    Votei pewla primeira vez CDS nas últimas eleições. Nas próximas eleições, de certeza que não vou repetir o mesmo voto. O CDS desiludiu-me profundamente. Votar PSD. PS, BE, Livre ou CDU também está fora de causa. Talvez o voto em branco seja a solução.

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    • politologo's avatar
      politologo permalink
      15 Maio, 2014 16:34

      a solução passa pelo voto nulo . afecta as percentagens e as receitas dos partidos

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    • wwww's avatar
      wwww permalink
      15 Maio, 2014 21:48

      Votar em branco tornou-se uma questão de respeito próprio.

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    • Rui's avatar
      Rui permalink
      17 Maio, 2014 16:14

      penso que tem 18 candidaturas nas próximas eleições. Se nenhuma da 5 merece a sua confiança porque não optar por uma das outras 13? Votar branco ou nulo é simplesmente deixar que outros escolham por si. De certeza que acha que os outros vão saber escolher melhor do que o António Parente?

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        17 Maio, 2014 22:50

        Não há nada para escolher. São todos Socialistas.

        Nulo é o voto.

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  3. Jungle Jim's avatar
    Jungle Jim permalink
    15 Maio, 2014 17:08

    Fa-bu-lo-so!

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  4. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    15 Maio, 2014 19:30

    Os que não são de esquerda e andam a dizer que não vão votar, lembrem-se que os “joâos lopes” e os “jungle jims” vão lá todos pôr a cruz no quadradinho. A direita dizer que não vai votar é musica para os ouvidos deles. Depois não se queixem!

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    • wwww's avatar
      wwww permalink
      15 Maio, 2014 21:50

      Oiço esse tipo de argumentos há muito tempo. “Votar útil” tem sido inútil e votar contra não faz sentido: ps-cds-psd estão todos nas mesmas lojas.

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    • RR's avatar
      15 Maio, 2014 22:22

      O senhor nºao percebeu alexandre.Os de direita que não vão votar no PSD e CDS,não o fazem por considerarem qe o PSD e CDS não são de direita,e praticam politicas iguais á da esquerda.

      PS: o seu discurso faz-me lembrar o que os do PS dizem do PCP e BE,que votar nestes é permitir que a direita ganhe as eleições

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 01:38

      RR : “o PSD e CDS não são de direita”

      O RR é que diz quem é direita e quem é de esquerda ?…
      A verdade é que para a esmagadora maioria das pessoas, seja qual for a sua orientação politica, o PSD e o CDS são os partidos com assento parlamentar que em Portugal estão à direita do espectro politico.
      De resto, esta situação não difere no essencial do que se verifica na generalidade dos outros paises, em particular na Europa.
      Pelos vistos, o RR é que se auto-exclui da direita.
      O que não espanta porque, desde os argumentos que avança até à preocupação obcessiva em atacar unicamente e sistemáticamente o actual governo e os partidos da coligação que o sustenta, o RR mostra que está muito mais proximo da esquerda do que da direita.
      De resto, acho que, para ser coerente com o que vem dizendo e minimamente eficaz como eleitor, o RR, até deveria votar util pela queda do actual governo nas proximas eleições. Ou seja, votar PS !…

      Claro que o PS tem razão quando diz que os votos no PCP e no BE fazem falta ao PS para poder ganhar as eleições.
      Do mesmo modo, quem se diz de direita e não vota está na prática a favorecer a vitoria eleitoral do PS.
      Simples aritmética !…

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 11:51

        O que eu pretendia dizer era que se há eleitores de direita que pensam não votar no próximo domingo como me parece implicito neste post do Gabriel,era porque não se sentem representando em qualquer uma das forças politicas que concorrem ás eleições,incluindo o PSD e CDS,senão votariam,não é lógico Fernando?
        De resto,aconselharia-o a acalmar-se.Não me conhece de lado nenhum para dizer se sou mais de esquerda ou de direita.Creio que apenas na semana passada comentámo-nos um ao outro,e eu não escondi as minhas posições.Mas se sou de esquerda então Keynes e Marx são de direita 🙂
        Posso-lhe dizer que claramente creio que muitas das politicas seguisas por este gocerno ao invés de um rumo liberal parecem ter mais um sentido intervencionista e socializante,e que no essencial não há diferenças face ao que tinha sido seguido.E a este respeito,não sou um adepto do relativismo politico.
        Eu não ataco o governo.Ataco todos os partidos que existem em Portugal.
        Da esquerda eu não tinhas grandes esperanças.Mas esperava que o PSD e CDS naõ seguissem o seu exemplo em determinadas matérias
        Gostaria de não ter razões para faze-lo mas a verdade é que para mim essas razões existem.
        As pessoas votam em quem se sentem representadas,

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 12:59

        O Fernando é que está a enfiar a carapuça.Se o faz feliz pensar isso,então muito bem,está no seu direito.Eu da minha parte digo que não,e não tenho nada a temer a esse respeito.Até porque pode muito bem ser o Fernando quem volta e meia comenta comoutros nicks,o que não sendo certo,também não é impossivel!
        Sou sólido na minha posição.O Fernando também me parece ter a mesma posição,sem mudanças
        O Fernando não percebeu ainda.Para mim votar no PSDe CDS ou votar nos restantes vale a mesma coisa em termos politicos.Não me parece que atualmente exista o tal mal menor a que se refere tanto.Se ganhar a dreita,vamos para o mesmo caminho.Se votarmos nos restantes para esse mesmo caminho também.
        O Fernando acha que o PSD e CDS são mesmo a favor de menos despesismo,e de m rumo liberal na economia.Lamento dize-lo,mas não há convergência entre os nossos pontos de vista nessa matéria 🙂
        Portanto,se o Fernando quer ir votar no Domingo,que faça bom proveito,está no seu pleno direito.Mas não é a minha opção,e não vejo alguma vantagem relevante no PSD e CDS face aos restantes.
        Eu não sou porta voz de ninguém,apenas coloquei uma hipótse

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 12:33

      RR,
      Vc já comenta aqui na blogosfera, mudando de nicks mas não mudando de discurso nem de posições, há muito tempo … Não me venha de novo com essa conversa fiada …
      Quanto a “acalmar-se” comece Vc por não pretender ser o porta-voz dos “eleitores de direita que pensam não votar no proximo domingo”.
      Se quer mesmo “um rumo mais liberal” comece também por estar do lado daqueles que, por pouco que seja e mesmo criticamente, tomam medidas para consolidar as contas publicas, mesmo que estas sejam impopulares, e não passe o tempo a juntar a sua voz àqueles que apenas criticam o pouco que se faz para que fique tudo na mesma.
      Ninguém sugere às pessoas para apenas votarem nos partidos e candidatos com os quais se sentem perfeitamente identificados e pelos quais se sentem completamente representadas.
      De resto, na generalidade dos casos, as pessoas votam em função do que lhes parece ser o menos mau e o mais util e não de hipotéticos partidos e candidatos ideais.
      Se Vc foi mesmo, como diz, eleitor do PSD, e se é sinceramente contra mais despesismo e mais intervencionismo, então não contribua com o seu voto para fortalecer as posições do PS e daqueles que dizem querer mais despesa publica para relançar o crescimento economico e mais rigidez no mercado de trabalho para impedir os baixos salários.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        18 Maio, 2014 12:39

        A expressão “e mesmo criticamente” é naturalmente relativa a uma posição de apoio à politica de austeridade.

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 13:17

        Enganei-me respondi-lhe imediatamente em cima,abaixo da minha outra resposta.Acho que assim consigo-lhe chamar á atenção para isso

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 15:18

      RR,

      O tempo do beneficio da duvida já passou há muito tempo … Hoje tenho a certeza do que digo. Mas não me interessa voltar sempre a este assunto, estranho, menor e pouco relevante. Foi o RR que o relançou escrevendo em cima que “[] não me conhece de lado nenhum … creio que apenas na semana passada comentámo-nos um ao outro”. De resto, o RR também se descuidou um pouco ao dizer que “[] o Fernando também me parece ter a mesma posição,sem mudanças”. Para quem não me conhece de lado nenhum !!…

      Há muito que percebi bem a sua posição. Ao dizer que direita ou esquerda é tudo a mesma coisa o RR coloca-se fora do verdadeiro confronto politico actualmente em curso em Portugal : entre aqueles que defendem mais rigor nas contas publicas e um mercado de trabalho mais fléxivel, e aqueles que defendem mais despesa e mais regulamentação na economia.
      Também é, naturalmente, uma opção legitima.
      Mas não me venha dizer que é “liberal”.
      Ou melhor, se pensa se-lo nalguns principios gerais, é como se não fosse na prática.
      De resto, e até independentemente da sua posição politica, vários dos seus argumentos e a sua visão de conjunto da economia teem muito pouco a ver com o que caracteriza o liberalismo e aproximam-se bastante mais do que diz e sustenta a esquerda. Já tive anteriormente a oportunidade de me explicar com algum detalhe sobre este aspecto.

      Na verdade, os casos individuais como o do RR, que se dizem de direita e liberais mas que se opõem incondicionalmente ao governo actual e à politica de austeridade, pelo que ameaçam não voltar a votar nem no PSD nem no CDS (se é que alguma vez votaram…), não me preocupam tanto como isso.
      Estas pessoas são uma pequenissima minoria, práticamente apenas visivel na blogosfera, nalguns ambientes académicos e nalguns orgãos de comunicação social. Eleitoralmente não teem práticamente nenhum peso.
      Se fossem mais representativos, pelo menos saberiamos que não iriam dar os seus votos ao PS e a outros partidos e sectores de esquerda.
      O que me preocupa verdadeiramente são as pessoas que, tendo anteriormente votado à direita, nas proximas eleições, efectivamente, ou não vão votar, ou vão votar nulo, ou vão votar no PS, ou vão até votar noutros partidos ainda mais à esquerda, pura e simplesmente porque acham que o PSD de Passos Coelho é exessivamente neo-liberal e não suficientemente social-democrata.
      Infelizmente, esta categoria de pessoas é já bastante mais importante e poderá ter uma influencia real nos resultados das proximas eleições e no rumo do nosso pais nos proximos tempos.

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 15:54

        E como é que conclui que me descuidei? O facto de não comentar,não quer dizer que já não tivesse a observar a discussão destes temas neste blog,há uma ou 2 semanas,Eu nunca meti-me consigo,o Fernando é que me interpelou!.E para observar não é preciso comentar. 🙂 Mas não me preocupo com o que você acha ou não.Todos nós temos os nossos fantasas e criamos personagens na nossa cabeça 🙂
        Eu naõ me ponho fora de coisa nenhuma Fernando.Antes pelo contrário.A questão é que ese ponto que o Fernando diz existir,não existe na minha opinião.Pura e simplesmente,na minha não existe essa diferença ao nivel dos partidos.
        Eu defendo menos estado,incluindo social,menos impostos,menos défice e menos défice,quando a esquerda prefere mais estado.
        A esquerda e o PSD,defendem mais impostos.Não me interessa se os dos trabalhadores ou do capital.Impostos são impostos,é mais dinheiro para o estado,e menos dinheiro para as pessoas.No essencial é a mesma politica.O Fernando e a coligação govnernamental é que estão muitos próximos do que o Partido Socialista e restante esquerda diz.E este supostamente “liberal” praticamente sistematicamente o contrário a esses principios liberais.
        Se o governo governasse minimamente de acordo com essas linhas,ainda teria o meu voto.Mas na situação atual,não tem e voltará a não ter se não houver mudanças.
        Posso lhe dizer que estou totalmente de acordo com o que diz o luckylucky sobre esta matéria.
        Não tenho mais nada para lhe dizer,creio que não há mais conversa sobre esta matéria
        Boa Tarde

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 15:55

        Perdão: esrtão muito proximos do que o PS fez na passada legislatura*

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 16:04

      Claro, o RR quer tudo e mais alguma coisa !… Se possivel com direito a brinde !… 🙂
      Chegamos finalmente a um ponto de acordo …
      Boa tarde também para si.

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 16:12

        Não é o “tudo” é um pouco mais de ruptura e menos de continuidade

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 16:34

      Em Portugal não há condições objectivas e subjectivas para “mais de ruptura”.
      Nem apoio popular nem, até por isso, forças politicas com viabilidade para ganhar eleições e governar com um programa de “mais de ruptura”.
      Já é suficientemente complicado e problemático com o “menos de ruptura” !…
      A politica é uma arte do possivél, não é um jogo virtual com avatares…

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 17:54

        Havia outras opções politicas mais convenientes para quem não queria uma ruptura e sim uma continuidade,até porque de ruptura pouco ou mesmo nada tem havido.Nada que outros governos tivessem feito ou tentado já.Mas vejo que não adianta discutir isto.Boa tarde

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 19:47

      “Havia outras opções politicas mais convenientes para quem não queria uma ruptura e sim uma continuidade …”

      Sim, já se tinha percebido que o RR teria preferido a continuação do governo PS de Socrates com os seus PECs para fazer de conta …
      Mas não desespere porque os portugueses às vezes teem memoria curta e ainda podem voltar às tais “opções politicas mais convenientes” !…

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 20:15

        Sim, já se tinha percebido que o RR teria preferido a continuação do governo PS de Socrates com os seus PECs para fazer de conta …
        Mas não desespere porque os portugueses às vezes teem memoria curta e ainda podem voltar às tais “opções politicas mais convenientes” !…”
        Desespero é o Fernando dizer que eu preferia o PS e os pecs!! Estou sinceramente perplexo. Mas aonde me viu a dizer isso? Isso é extremamente absurdo
        Pelo contrário,quando os atuais partidos da coligação aprovavam os pecs,eu opunha-me por se concentrarem sobretudo no aumento da receita e não na redução da despesa.Outros não podem dizer o mesmo.Pior: esses “pecs para fazer de conta” continuam a existir e a ser praticados,ainda que esteja outro partido no govermo.Não devo ser bem eu que prefiro isso!
        Mas no atual momento não estou desesperado com a volta a outras politicas.Bem sei que um ou outro partido fazem o prato com receitas semelhantes.Não ficamos pior do que já estamos ao menos

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 23:00

      O facto do RR ter criticado os PECs não demonstra absolutamente nada.
      Todos aqueles que se opunham ao governo socialista o fizeram.
      A principal critica de fundo à direita era a de que as medidas prrevistas, apesar de algumas delas irem na boa direcção em termos do objectivo de consolidação orçamental, eram insuficientes, em particular no que se refere aos cortes no investimento e na despesa do Estado.
      Esta perspectiva justificou que, tendo em conta a situação de emergencia financeira em que o pais então já se encontrava, o PSD não tenha votado contra. Tratou-se de uma atitude de bom senso e responsabilidade que deve ser louvada.
      Mas um problema apareceu quando se tornou patente que o governo socialista não era capaz ou não queria aplicar as medidas anunciadas no tempo e na dimenção previstas nos sucessivos planos.
      Foi este esta circunstancia, associada a uma nitida perda de credibilidade do governo português, duramente sancionada pelos mercados, que levou o PSD a não aprovar o PECIV.
      De resto, o programa de assistencia financeira da Troika, que foi práticamente imposto ao governo, então ainda socialista, ia bem mais longe nas metas e nas medias previstas.
      O PSD de Passos Coelho ganhou as eleições dizendo que aplicaria à risca e com determinação o programa da Troika.
      Foi, no essencial, o que aconteceu ao longo destes 3 anos de programa.
      Naturalmente que houve ajustamentos em função da evolução da realidade, tanto interna como externa.
      Mas todos eles foram acertados e aprovados pela Troika e bem vistos pelos mercados.
      O mais importante foi a forte consolidação das contas publicas, sendo que os cortes nos investimentos e gastos publicos representaram a parte mais importante do esforço efectuado.
      Isto foi reconhecido pelos principais observadores e organismos internacionais e, sobretudo, a prova da realidade, foi sancionado favorávelmente pelos mercados.
      Ao contrário do que foi anunciado e previsto por muitos dos criticos e opositores do programa de austeridade da Troika aplicado pelo actual governo, os principais objectivos foram alcançados, o pais não entrou em espiral recessiva, a produção e o emprego recomeçaram a crescer, a divida publica (e privada) foi controlada e é hoje vista como sustentável a prazo.
      Pode-se sempre criticar o programa da Troika e a politica de austeridade que foi aplicada pelo governo durante estes ultimos 3 anos.
      Para alguns, à esquerda, foi-se longe de mais no neo-liberalismo, o custo suportado pelos portugueses foi excessivo, um verdadeiro retorno ao crescimento economico e uma redução efectiva do desemprego exigem uma politica completamente oposta, com menos austeridade ou até mesmo sem austeridade, aceitando voltar a aumentar os investimentos e as despesas do Estado.
      Para outros, mais liberais, não se foi ainda suficientemente longe, sobretudo no que se refere aos cortes nos gastos do Estado e nas reformas estruturais.
      Tudo isto é perfeitamente discutivel.
      Mas dizer, como faz o RR, que a politica que foi seguida pelo actual governo foi essencialmente igual àquela que era seguida pelos governos anteriores ou que teria sido seguida pelo governo Socrates se este tivesse continuado … é de quem passou completamente ao lado da realidade.
      Assim sendo, não admira que o RR continue a dizer que “[] havia outras opções politicas mais convenientes”, entenda-se COM O PS, e que continue a não perceber que, depois de termos com tanto esforço e sacrificio saido da situação de quase bancarrota em que o ultimo governo PS nos deixou, com o regresso do mesmo PS à governação ficariamos certamente pior do que estamos agora.

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      • RR's avatar
        18 Maio, 2014 23:28

        Pois,então a nossa discordância é definitiva.As medidas do pec na minha opinião eram pior que insuficientes,eram más,era ir na direcção contrária do que o pais precisava.É essa a minha critica.
        E depois constato que o Fernando dá grande credibilidade á esquerda nas suas palavras contra o governo.Muito bem,o BE e PCP sempre se opuseram a qualquer coisas que não viesse da sua área mas tenho claro que o PS está a ser demagógico e não diz a verdade,porque muitas das medidas que este governo tomou são de uma forma geral semelhante ás que Sócrates,Guterres e Soares tomaram,quando chefiaram o governo.E tenho a certeza que o PS seguirá pelo mesmo caminho caso um dia regresse ao governo.Tal como Durão Barroso tomou medidas iguais ás de Guterres quando entrou para o governo.
        Respeito as suas convicções quanto a esta matéria,mas tenho claro para mim que continua a não haver diferenças essenciais entre os dois partidos,e pressinto que esta tend<~enci é para continuar.Assim a história e o presente me dizem :).
        Salvo aquele periodo a seguir á queda da Lehman Brothers de 2008-2009,o PS no anterior governo seguiu uma linha politica muito semelhante á deste governo.Comparo as medidas e não vejo diferenças claras.Portanto o "passar ao lado da realidade" é algo muito subjetivo Fernando.
        É o que a minha memória diz.E as diferenças secundárias não disfarçam as essenciais
        Passar ao lado da realidade seria eu dizer o contrário daquilo que tenho visto,como eleitor ao longo da minha vida.Seria eu fechar os olhos
        Se não se importa,eu discordo de si e vice-versa.Ficamos assim.Tenho pena,mas não me resta nada senão dizer isto.
        Boa Noite e Boa Semana para si.

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Maio, 2014 23:54

      Ou seja, para o RR tudo é igual tudo e o confronto politico em curso na sociedade portuguesa é apenas teatro ?…
      Tudo bem.
      Fique então sentado à espera dos amanhãs “liberais” que cantam !…

      Igualmente para si, uma boa noite e uma optima semana.

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  5. Pseudónimo 1's avatar
    Pseudónimo 1 permalink
    15 Maio, 2014 23:14

    Sou contra uma Europa Federal não pretendo ceder mais soberania, esta Europa tem uma construção muito pouco democrática, lamento que não exista um P.I.P Partido para a Independência de Portugal.

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  6. Jungle Jim's avatar
    Jungle Jim permalink
    16 Maio, 2014 17:07

    A realidade vai mostrando os truques de feira deste governo em propaganda desvairada pró-1640:

    – Bruxelas ameaça com 2.º resgate se falhar défice de 2,5%.
    – Europa está preocupada com sinais de abrandamento da reforma do Estado.
    – Economia cai 0,7% no primeiro trimestre.

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  7. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    16 Maio, 2014 18:13

    Eu vou votar no PSD de Passos Coelho. Sem hesitações nem estados de alma.
    Não concordo com tudo o que este governo faz ou deixa de fazer.
    Mas as alternativas (politicamente viáveis) parecem-me muito piores : mais despesismo e mais intervencionismo do Estado na economia.
    Não votar ou votar “em protesto” é naturalmente uma opção legitima.
    Mas o resultado prático é apenas o de reforçar as posições daqueles (inclusivé dentro do proprio PSD) que tudo fazem para que Portugal não se reforme e mantenha o estado de coisas que quase nos levou à bancarrota.

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    • joao lopes's avatar
      joao lopes permalink
      16 Maio, 2014 18:16

      parabens.gosto de pessoas que assumem as suas posiçoes politicas(nao concordo,politicamente,mas nao temos que concordar em tudo)

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      17 Maio, 2014 22:54

      O PSD de Passos Coelho – ou outro qualquer PSD – defende o despesismo e mais intervencionismo do Estado na Economia.
      Sempre que o PSD esteve no Governo ficámos mais socialistas: os impostos subiram, o Estado ficou com mais poderes e os portugueses ficaram com menos liberdade.
      Pode-me dizer que com o PCP, PS seria pior em grau e eu estou de acordo. Mas o caminho é o mesmo.

      É o caminho do Socialismo: o controlo dos outros.

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  8. JCA's avatar
    JCA permalink
    17 Maio, 2014 23:24

    .
    Powdered Alcohol Has Arrived
    http://www.businessinsider.com/palcohol-powdered-alcohol-2014-4

    Austerity kills, economists warn
    New book points to devastating effects on health in Europe and US of government cuts
    http://www.theguardian.com/business/economics-blog/2013/apr/29/austerity-kills-health-europe-us

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  9. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Maio, 2014 00:05

    lucklucky,

    Claro que se pode sempre fazer como o lucklucky … NADA !
    NADA porque não há nem haverá uma alternativa (falo em opções politicamente viáveis em democracia e não em hipoteses de escola) que, de acordo com os seus critérios, não seja “socialista”.
    Eu prefiro apoiar, mesmo que criticamente, aqueles que são “melhores em grau” contra aqueles que são “piores em gau” (expressão e classificação sua).
    Admito sem dificuldade que o PSD tivesse contribuido no passado para mais despesismo e mais intervencionismo do Estado na economia.
    Mas também é verdade que, por pouco que fosse, apenas com o PS e sem o PSD, esse despesismo e, sobretudo, esse intervencionismo, teriam sido ainda maiores.
    Não é verdade que o PSD de Passos Coelho “defende o despesismo e mais intervencionismo do Estado na Economia”.
    O governo de Passos Coelho foi o primeiro desde há muito tempo a reduzir investimento e despesa publica, em particular a despesa primária estrutural. E não cortou mais porque as resistencias, as oposições de todo o tipo (inclusivé institucionais), e até o “fogo amigo”, não deixaram.
    O governo de Passos Coelho, por pouco que fosse, flexibilizou um mercado muito importante e onde o intervencionismo é dos mais nefastos : o mercado de trabalho.
    Aumentou impostos ? Sim, é verdade. Mas, tendo em conta as circunstancias, de emergencia financeira e de resistencias internas, não ter aumentado impostos, não dando prioridade à consolidação orçamental, ao respeito pelos compromissos assumidos com os credores, e às proprias expectativas dos mercados, teria sido pura e simplesmente contraproducente,senão mesmo suicidário.
    Mesmo os liberais teem de ser pontualmente capazes de aumentar impostos para fazer face a uma situação de emergencia nas finanças publicas tendo presente que, sem a ultrapassagem com sucesso desta emergencia, nunca seria possivel delinear e levar acabo uma politica de mais longo prazo e sustentavel de redução dos gastos estruturais do Estado e, in fine, da propria carga fiscal.

    O que se passou durante a Revolução francesa, em que os deputados que aderiam às ideias liberais dos fisiocartas e de Adam Smith, sujeitos então à permanente pressão da rua e à gesticulação dos seus colegas mais populistas, não tiveram a coragem de tomar as medidas fiscais que se impunham para por ordem nas finanças publicas, deixando assim o campo aberto à iniciativa aos sectores mais jacobinos e radicais, que enveredaram então pela emissão de quantidades enormes de papel moeda para financiar as despesas e as dividas do Estado e, de seguida, para fazer face aos efeitos desastrosos da inflacção sobre as condições de vida da população, avançaram também para medidas fortemente intervencionistas e desrespeitadoras da liberdade economica e do direito de propriedade. Esta evolução ficou conhecida pelo nome do “terror économico” e teve consequencias profundas sobre a situação da França ao longo do tempo (ainda hoje a França sofre de jacobinismo economico). No final, a maior parte dos cidadãos, a começar pelos mais pobres, acabou por pagar um “imposto” muito pior e muito mais pesado do que aquele que teria sido cobrado se os mais liberais do inicio da revolução, em 1789, tivessem controlado a situação com medidas que, embora impopulares, eram aquelas que a situação exigia.
    Para quem se queira informar ou aprofundar este aspecto recomendo a leitura de um livrinho de um liberal frances, insuspeito de cedencias perante as ideias socialistas, Florin Aftalion : “L’économie de la Révolution française” ; Hachette ; 1987.
    Claro que eram outros tempo e outras paragens mas a lição a tirar, com as devidas adaptações, é a mesma : sem um controlo rapido das finanças publicas não há condições para levar a cabo qualquer politica liberal, por modesta que seja, antes pelo contrario, abrem-se as portas para o avanço dos habituais e eternos expedientes despesistas e intervencionistas.

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    • JCA's avatar
      JCA permalink
      18 Maio, 2014 04:01

      Apenas para animar este tema. O contraditório, sobre Estado, Liberdade Cidão, Totalitarismo e Revoluçao Francesa, outras abordagens::
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      “Evidentemente, mas há ainda essa herança que vem da ditadura e que, ironicamente, foi continuada depois do 25 de Abril pelo processo revolucionário e tem sempre na sua origem a ideia de que o Estado é sempre superior ao indivíduo.
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      O pensador francês Bertrand de Jouvenel escreveu um livro em que contestava aqueles que estavam muito espantados com os regimes totalitários que tinham emergido na Europa no século XX. Este pensador afirmou que o que estava a acontecer na Europa era a conclusão lógica de um processo de crescimento do Estado que só poderia conduzir a isso.
      .
      Chama Minotauro ao Estado, um monstro que foi crescendo em tamanho e controlo sobre os cidadãos.
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      Mesmo a Revolução Francesa, que alegadamente se fez contra o absolutismo régio, no fundo o que fez foi herdar os mecanismos de controlo da sociedade para os aumentar na mesma direcção absolutista.
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      Portanto, quando lhe fazem a pergunta “Como é que a Europa chegou a esta desumanidade?”, Jouvenel diz que isto é apenas o culminar de um longo processo histórico que começou em finais da Idade Média com a emergência do Estado e a destruição de todos os corpos intermédios que podiam ser obstáculo ao crescimento do Estado, a começar pelo baronato medieval”.
      .
      http://www.ionline.pt/artigos/portugal/pereira-coutinho-salazar-durou-muito-porque-os-portugueses-eram-tao-iliberais-ele-0/pag/-1
      .

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        18 Maio, 2014 12:43

        Efectivamente, sobre as causas dos totalitarismos do século XX, Bertrand de Juvenel até fez reflexões interessantes.

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  10. Rui C's avatar
    Rui C permalink
    18 Maio, 2014 01:11

    Não há nenhuma razão para não votar nem alternativa à Aliança Portugal (PSD/CDS).

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  11. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Maio, 2014 02:27

    Quanto a impostos, repare-se que toda a oposição de esquerda critica e é contra o seu aumento.
    O PS no governo aumentou o “Estado Social” mas em vez de o financiar apenas com impostos optou pelo endividamento. O endividamento é um imposto diferido, eventualmente para outras gerações. Mas é um imposto disfarçado, que as pessoas de hoje, e portanto também os eleitores, não sentem.
    Enquanto o endividamento foi sendo sustentavel sem custos adicionais os portugueses acomodaram-se bem : tinham mais “Estado Social” sem grandes custos adicionais.
    O problema aparece quando o endividamento deixa de ser sustentavel e, sobretudo, quando o seu custo passa a ser excessivo.
    O aumento de impostos dos ultimos anos (começou mesmo antes da chegada da Troika e do novo governo) é, no fim de contas, um ajuste ao custo de um “Estado Social” maior.
    Isto é, na hora da verdade, os portugueses estão a começar a perceber que se querem ter mais “Estado Social” teem de pagar mais por isso.
    A alternativa é também ela muito simples : querem pagar menos impostos ?… então aceitem uma redução do “Estado Social” !
    Mas neste momento a comprensão e a escolha dos portugueses ainda não está clara pelo que o caminho dificil para uma solução do dilema actual ainda está no inicio !

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