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Virtudes e vícios de um consenso europeu

19 Maio, 2014
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Como a Helena já noticiou, o Observador começou hoje. Com estes dois blasfemos em força. Eu escrevi sobre o Assis, o Rangel e estarem os dois muito de acordo: 

A União Europeia tem sido sobretudo uma construção de Estados e de burocratas – os cidadãos só muito gradualmente começaram a ter uma difusa influência por via do Parlamento Europeu. Por isso é natural que na União Europeia a tradição seja a da negociação entre Estados, e que os seus consensos acabem por arrastar o consenso entre as grandes forças políticas. Ou seja, o consenso que torna tantas vezes Paulo Rangel indistinguível de Francisco Assis não foi construído entre os seus grupos políticos no Parlamento Europeu, antes derivou daquilo que foi sendo decidido nas cimeiras europeias pelos chefes de Estado e de Governo. É por isso um consenso tão artificial como inamovível – artificial porque deixa de existir mal descemos para o nível nacional; inamovível por ancorado numa negociação entre Estados.

4 comentários leave one →
  1. gastão's avatar
    gastão permalink
    19 Maio, 2014 13:39

    Parabéns ao homens de negócios do PSD-CDS que arriscaram o seu dinheiro na criação do Povo Livre online. Esperemos que haja retorno por parte do governo e muitos “ajustes directos”.

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  2. jorgegabinete's avatar
    19 Maio, 2014 19:49

    Não vou elogiar o conteúdo, o que requer tempo e familiarização. Elogio o que já conhecia, a diversidade (não digo representatividade e ainda bem) de detentores de capital social, augura melhor do que temos encontrado…
    A linha editorial e as inovações (conteúdos linkados para a “concorrência” e explicador – como o “i” já tentou) também prometem.
    Anyway, qualquer novidade que venha romper a statu’cracia actual dos media deverá ter o mérito de existir independentemente da existência que lhe advenha.
    Parabéns e Sucesso!
    P.S.- Quanto à falácia que seria a semelhança de europeísmo Popular e Socialista, ela só existe enquanto julgarmos o assunto por dilemas: dentro ou fora do euro? sociedade promotora ou sociedade liquidatária da UE? etc; fora desses leitmotif’s existem matrizes ideológicas diferentes (muito ou pouco não é assunto) e nada mais natural que saibam afirmar as diferenças quando em campanha.

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  3. Calos's avatar
    Calos permalink
    22 Maio, 2014 14:07

    Pois é consenso qual o que falas o domínio dos povos do Norte sobre os preguiçosos do Sul… ou aqui localmente o do empobrecimento sucessivo à austeridade com mais austeridade ou andes o do rompimento desse vazio pela afirmação dos povos pela igualdade.
    A UE foi criada e concebida por dois grupos políticos a saber Socialistas e Democrata-Cristãos, onde o conceito de solidariedede de povos com mais ou menos dificuldade esteve sempre presente.
    Hoje no tempo em que os Socialistas enfraqueceram e os Democrata-Cristãos ficaram quase em estado de defuntos, emergiram os liberais e neoliberais com a bíblia do mercado na boca e a defesa de interesses na prática onde os povos deixam de ser solidários e passam de repente a um outro paradigma que não será por certo a do desenvolvimento global mas antes de alguns outros nem que para isso outro padeçam….
    Assim no nacional e internacional vamos parar ao mesmo, que europa queremos a dos mercado e domínio de uns sobre outros, ou a do desenvolvemento solidario e coeso
    Delors, Willy Brandt , Soares têm visão da Europa muito distinta das de dirigentes de agora como Angela Merkel, Jyrki Katainen, Durão Barroso ou Pedro Passos Coelho,

    Por isso consenso…. Já era, Continuo a pensar que Delors e Brandt estavam no caminho do consenso desejável em que a solidariedade dos povos europeus era facto e não miragem nem dominio de uns dobre outro

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