Alexandre Carvalho da Silveira,
“Pobre Tozé: nunca vi um sorriso tão amarelo a anunciar uma vitória eleitoral…”
Ao ver as primeiras projecções ele até ficou contente. Ficou assim quando lhe explicaram que as eleições que o PS venceu eram para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República e que era prematuro escrever o discurso de tomada de posse como Primeiro-Ministro.
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A questão é bem mais importante que os pequenos ‘fait divers’ dos resultados destas eleições em Portugal que sugerem a rejeição dos Portugueses da habitual alternancia bipartidária de poder convencionado chamar-se ‘Centrão’;
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centrão que surge em implosão de fim de ciclo sem capacidade de soluções diferentes e de interessar as vontades dos eleitores que se abstiveram em massa e aumentou mais o voto em branco e nulo,
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na esteira do fenómeno inesperado do desaparecimento dos Partidos Socialistas e Sociais Democratas (caso PASOK, PS francês, Sociais Democratas escandinavos etc) que dalguma modo lembra o que já se havia sucedido com os Partidos Comunistas (PC Italiano, Francês, Espanhol etc).
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O realmente importante é que podemos estar a poucos meses ou semanas do desaparecimento da União Europeia e/ou do Euro. Com efeito a Le Pen está a exigir eleições nacionais em França. Ou são feitas ou abrirão a porta a uma quase ‘queda do poder’ na rua de intensissima conflitualidade social. Tudo sugere que serão marcadas eleições em França a muito curto prazo. Se a Extrema Direita Lepeniana as ganhar, no dia seguinte a França sai da União Europeia e instaurará o Franco Francês. Nesse dia a União Europeia e o Euro acabarão tão de repente como caiu a Ditadura com o 25 de Abrl, implodiu a União Sovietica ou se reunificou a Alemanha, Numa noite. Inesperadamente.
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Um grande erro é ter-se convencionado o chavão que a Europa, em especial o Sul da Europa, estariam reféns da Alemanha ou mais lateralmente da Escandinavia. É exatamente o contrário,
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é a Alemanha que sempre esteve refém da Europa; 45% das exportações alemãs são compradas pela Europa. Significa noutras linguagens que praticamente metade dos seus postos de trabalho dos alemães, o poder de compra de cada alemão, a paz social alemã, o baixo desemprego alemão, o excelente estado social germânico, em suma o sucesso do desenvolvimento e crescimentos alemães são reféns da Uniao Europeia e do Euro. Se acabarem instantaneamente as exportações alemãs para a Europa serão substituidas pelas Chinesas, dos BRIICS etc até por serem produtos muito mais baratos e portanto os unicos capazes de ficarem ao alcande da bolsa do cidadão comum no caso do fim da Uniao Europeia e do Euro. Para já não falar no regresso da irrupção das Ditaduras na Europa.
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O cenário muito possivel que sugerem os resultados eleitorais europeus relativamente a Bruxelas, á Uniao Europeia e à moeda unica Euro. É facil perceber as consequências relativamente a Portugal e aos Portugueses que não tiveram governantes com unhas para transformar os miles milhões de ajudas europeias em produção sustentada de riqueza tendo imposto ao País o ‘novo riquismo’ ou a tragédia nacional dos ‘condes e barões falidos.
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É a vida por cá nestas terras da cara virada para o Atlantico. Quiçá a história fatidica e o destino trágico numa das partes acima das colunas de Hercules.
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Respeito a tua análise . O que eu lamento é que não se queira discutir a nossa saída do euro ,voluntária ou obrigada ,pois um cenário de fim do euro, de modo repentino, deixa-nos sem plano alternativo. Já li em jornais Ingleses que os grandes países como a França e Alemanha tem planos detalhados para uma eventual saída do euro e no caso da Alemanha até têm moeda têm imprimida de reserva.Na França existem inclusive estudos publicados na net.
Dos partidos que não elegeram deputados digo só isto.
Os seus dirigentes pensam assim:
Vale sempre a pena concorrer. Só que a gente tenha 10 000 votos, já são 35 000 euros que o Estado nos paga (os contribuintes de impostos). Contudo admito que existam pessoas bem intencionadas nesses partidos.
Dos partidos que elegeram deputados digo isto.
O PS, que teve mais votos, demonstrou que está ávido por tachos. O Tozé Seguro quer é poder, e se um dia chegasse a 1º Ministro diria, já consegui tudo o que queria da política. De resto, os portugueses que se linchem.
A Aliança Portugal teve poucos votos, mas atendendo às medidas que o Governo aplicou nos últimos 3 anos, tenho que concluir que os 27% de votantes são ainda assim um conjunto importante de pessoas conscientes do seu voto e uma base forte para uma recuperação eleitoral dos partidos do Governo se este, daqui para a frente sem a Troika a massacrar, tiver engenho e arte para melhorar Portugal.
A CDU (PCP) continua igual a si própria. É um partido da contestação, do bota abaixo, que para sobreviver precisa de ter um país pobre e atrasado. A prova disso é que a 1ª intervenção do Jerónimo de Sousa foi para dizer que o PCP ia apresentar uma moção de censura ao Governo. É a evolução na continuidade. Pois se não tem deputados para derrubar o Governo, para que serve essa moção senão para contestar. E mesmo que houvessem eleições legislativas antecipadas o mais provável era que fosse o PS a ganhá-las. Então como é? Querem pôr o PS outra vez no Governo? Eu sei que querem. Para voltarmos outra vez ao socratismo, à bandalheira, à confusão. Porque é em águas turvas que o PCP gosta de andar, para dizer que está tudo mal.
O MTP com o DR Marinho Pinto. Foi a surpresa. Mas vendo bem, tem lógica. Quanto ao Dr Marinho Pinto é caso para dizer que com a verdade me enganas. É evidente que ele é um fala-barato, um populista, que concorre como diferente dos outros mas não consegue disfarçar que tendo tomado o gosto pelo poder enquanto foi bastonário da Ordem dos advogados, já não quer outra vida e como deputado do Parlamento Europeu tem a garantia de uma reforma regalada. É um oportunista típico.
Por fim o BE. A votação no Bloco de Esquerda denota o cansaço das pessoas com a demagogia e a decadência da Esquerda no seu todo. Para não me alongar só refiro o seguinte. Na noite eleitoral, na sede do BE, quando o semblante dos presentes era carregado por causa da previsão dos votos e quando se percebeu que a Marisa Matias ia ser eleita, só ela sorriu. E a cara dela não mais deixou de manifestar contentamento. Estava o seu tacho garantido por mais 4 anos.
Cada um que tire as suas conclusões destes resultados eleitorais e da interpretação que os dirigentes partidários deles fizeram.
Pobre Tozé: nunca vi um sorriso tão amarelo a anunciar uma vitória eleitoral…
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Alexandre Carvalho da Silveira,
“Pobre Tozé: nunca vi um sorriso tão amarelo a anunciar uma vitória eleitoral…”
Ao ver as primeiras projecções ele até ficou contente. Ficou assim quando lhe explicaram que as eleições que o PS venceu eram para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República e que era prematuro escrever o discurso de tomada de posse como Primeiro-Ministro.
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A questão é bem mais importante que os pequenos ‘fait divers’ dos resultados destas eleições em Portugal que sugerem a rejeição dos Portugueses da habitual alternancia bipartidária de poder convencionado chamar-se ‘Centrão’;
.
centrão que surge em implosão de fim de ciclo sem capacidade de soluções diferentes e de interessar as vontades dos eleitores que se abstiveram em massa e aumentou mais o voto em branco e nulo,
.
na esteira do fenómeno inesperado do desaparecimento dos Partidos Socialistas e Sociais Democratas (caso PASOK, PS francês, Sociais Democratas escandinavos etc) que dalguma modo lembra o que já se havia sucedido com os Partidos Comunistas (PC Italiano, Francês, Espanhol etc).
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O realmente importante é que podemos estar a poucos meses ou semanas do desaparecimento da União Europeia e/ou do Euro. Com efeito a Le Pen está a exigir eleições nacionais em França. Ou são feitas ou abrirão a porta a uma quase ‘queda do poder’ na rua de intensissima conflitualidade social. Tudo sugere que serão marcadas eleições em França a muito curto prazo. Se a Extrema Direita Lepeniana as ganhar, no dia seguinte a França sai da União Europeia e instaurará o Franco Francês. Nesse dia a União Europeia e o Euro acabarão tão de repente como caiu a Ditadura com o 25 de Abrl, implodiu a União Sovietica ou se reunificou a Alemanha, Numa noite. Inesperadamente.
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Um grande erro é ter-se convencionado o chavão que a Europa, em especial o Sul da Europa, estariam reféns da Alemanha ou mais lateralmente da Escandinavia. É exatamente o contrário,
.
é a Alemanha que sempre esteve refém da Europa; 45% das exportações alemãs são compradas pela Europa. Significa noutras linguagens que praticamente metade dos seus postos de trabalho dos alemães, o poder de compra de cada alemão, a paz social alemã, o baixo desemprego alemão, o excelente estado social germânico, em suma o sucesso do desenvolvimento e crescimentos alemães são reféns da Uniao Europeia e do Euro. Se acabarem instantaneamente as exportações alemãs para a Europa serão substituidas pelas Chinesas, dos BRIICS etc até por serem produtos muito mais baratos e portanto os unicos capazes de ficarem ao alcande da bolsa do cidadão comum no caso do fim da Uniao Europeia e do Euro. Para já não falar no regresso da irrupção das Ditaduras na Europa.
.
O cenário muito possivel que sugerem os resultados eleitorais europeus relativamente a Bruxelas, á Uniao Europeia e à moeda unica Euro. É facil perceber as consequências relativamente a Portugal e aos Portugueses que não tiveram governantes com unhas para transformar os miles milhões de ajudas europeias em produção sustentada de riqueza tendo imposto ao País o ‘novo riquismo’ ou a tragédia nacional dos ‘condes e barões falidos.
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É a vida por cá nestas terras da cara virada para o Atlantico. Quiçá a história fatidica e o destino trágico numa das partes acima das colunas de Hercules.
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Respeito a tua análise . O que eu lamento é que não se queira discutir a nossa saída do euro ,voluntária ou obrigada ,pois um cenário de fim do euro, de modo repentino, deixa-nos sem plano alternativo. Já li em jornais Ingleses que os grandes países como a França e Alemanha tem planos detalhados para uma eventual saída do euro e no caso da Alemanha até têm moeda têm imprimida de reserva.Na França existem inclusive estudos publicados na net.
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Está descansado que também cá existem esses planos de contingência. Até existem planos para o caso de uma invasão espanhola, quanto mais para isso…
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A minha análise das eleições europeias 2014
Dos partidos que não elegeram deputados digo só isto.
Os seus dirigentes pensam assim:
Vale sempre a pena concorrer. Só que a gente tenha 10 000 votos, já são 35 000 euros que o Estado nos paga (os contribuintes de impostos). Contudo admito que existam pessoas bem intencionadas nesses partidos.
Dos partidos que elegeram deputados digo isto.
O PS, que teve mais votos, demonstrou que está ávido por tachos. O Tozé Seguro quer é poder, e se um dia chegasse a 1º Ministro diria, já consegui tudo o que queria da política. De resto, os portugueses que se linchem.
A Aliança Portugal teve poucos votos, mas atendendo às medidas que o Governo aplicou nos últimos 3 anos, tenho que concluir que os 27% de votantes são ainda assim um conjunto importante de pessoas conscientes do seu voto e uma base forte para uma recuperação eleitoral dos partidos do Governo se este, daqui para a frente sem a Troika a massacrar, tiver engenho e arte para melhorar Portugal.
A CDU (PCP) continua igual a si própria. É um partido da contestação, do bota abaixo, que para sobreviver precisa de ter um país pobre e atrasado. A prova disso é que a 1ª intervenção do Jerónimo de Sousa foi para dizer que o PCP ia apresentar uma moção de censura ao Governo. É a evolução na continuidade. Pois se não tem deputados para derrubar o Governo, para que serve essa moção senão para contestar. E mesmo que houvessem eleições legislativas antecipadas o mais provável era que fosse o PS a ganhá-las. Então como é? Querem pôr o PS outra vez no Governo? Eu sei que querem. Para voltarmos outra vez ao socratismo, à bandalheira, à confusão. Porque é em águas turvas que o PCP gosta de andar, para dizer que está tudo mal.
O MTP com o DR Marinho Pinto. Foi a surpresa. Mas vendo bem, tem lógica. Quanto ao Dr Marinho Pinto é caso para dizer que com a verdade me enganas. É evidente que ele é um fala-barato, um populista, que concorre como diferente dos outros mas não consegue disfarçar que tendo tomado o gosto pelo poder enquanto foi bastonário da Ordem dos advogados, já não quer outra vida e como deputado do Parlamento Europeu tem a garantia de uma reforma regalada. É um oportunista típico.
Por fim o BE. A votação no Bloco de Esquerda denota o cansaço das pessoas com a demagogia e a decadência da Esquerda no seu todo. Para não me alongar só refiro o seguinte. Na noite eleitoral, na sede do BE, quando o semblante dos presentes era carregado por causa da previsão dos votos e quando se percebeu que a Marisa Matias ia ser eleita, só ela sorriu. E a cara dela não mais deixou de manifestar contentamento. Estava o seu tacho garantido por mais 4 anos.
Cada um que tire as suas conclusões destes resultados eleitorais e da interpretação que os dirigentes partidários deles fizeram.
26 Maio, 2014 11:58
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concordo.
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Foram o fim de todos os mutualismos europeus.
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