duas saídas
Num breve e lacónico comunicado de 75 palavras, António José Seguro reagiu com sobranceria ao desafio de António Costa, para que ele marque um congresso extraordinário do partido. Ele e a sua equipa têm-se escudado no ridículo argumento do respeito pela legalidade estatutária, quando uma das formas previstas nesses estatutos para a convocação daquela reunião é, precisamente, a decisão unipessoal do líder. Não se entende se, deste modo, Seguro pensa que poderá escapar ao inevitável, ou se julga que poderá desgastar Costa, quando, na verdade, se desgasta apenas a ele mesmo, dando provas de temer o seu adversário e o julgamento do partido. Uma coisa, contudo, parece mais do que evidente, quer queira quer não, António José Seguro só tem duas saídas possíveis: ou convoca ou convoca o congresso. De resto, de pouco lhe vale a displicência com que tratou, no comunicado, o autarca de Lisboa. Até porque concluiu esse texto com um erro factual, ao escrever que “O Secretário-geral do PS registou a posição do Dr. António Costa”. É que ele já não é, de facto, o secretário-geral do PS, embora pareça ser o único que ainda não o percebeu.

Eu diria que num incomunicado Seguro não reagiu, aliás está sem reacção ao não convocar apaniguados para uma demonstração de força e prova de vida.
Esta estratégia (se o é) tem a virtude de dar tempo ao surgimento de novos aspirantes ao poder que fragmentem a força dos descontentes.
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O PS é agora liderado por três fantasmas e um pai.
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Os do PS que resolvam, se é que há alguma coisa por resolver. Tive em tempos a impressão de que a escolha de Seguro para SG do PS correspondia a uma solução transitória até ao momento em que o panorama se definisse melhor. Será que esse momento já chegou, ou não?
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Deixem lá o Seguro que está muito bem. Será a melhor garantia de que aqueles que nos conduziram a três bancarrotas desde o desatre nacional do 25/4 não voltam à gamela do poder tão cedo.
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Porto, Braga, Lisboa e Coimbra representam 57% dos filiados. Braga não aceitará livrar-se assim de Seguro. Das 4, Costa tem Lisboa e Porto tem mais membros que Lisboa. Não querendo presumir que Costa avançaria às escuras, resta a existência de um cheiro a esturro no ar.
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Sei, não. Porque o Costa nunca dá ponto sem nó.
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Bom!!!Pelos vistos o articulista, acha que sempre que uma “personalidade” de um partido quer a liderança,deve haver sempre um congresso para tal,como se os estatutos sejam “palha”. Grande cérebro.
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Ó Guimarães, vc. verá o destino que os cérebros que colhem a sua admiração terão nas próximas semanas. Depois, apareça por cá a dizer que me enganei nas contas…
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Desculpem intrometer-me.
Não foi isso que guimaraes escreveu.
O que ele escreveu é que há regras, há leis, há procedimentos.
Há, no fundo legalidade.
É triste ver quem deve ser o garante da legalidade democrática proceder como se fosse um, deixa lá ver, Putin?
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O Dr. Seguro é um grande líder e o país carece deste homen. O Dr. costa é também um bom líder e o país não pode avançar sem a sua contribuição. É por isso que estou em sofrimento.
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No P.S. podia abrir-se uma porta de esperança para o país. Pessoalmente, penso que o interesse do aparelho e dos seus empregados se vai sobrepor a tudo. Gostaria de me enganar ,pois como tenho expressado considero que os partidos do poder e não só ,funcionam como agências de empregos e assalto ao aparelho do estado.Não é por acaso que o país chegou ao estado de corrupção que tão poucos vêem.
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“No P.S. podia abrir-se uma porta de esperança para o país.”
Você esteve fora do planeta terra nestes ultimos 30 anos?
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Pena que não se possa resolver a contenda num duelo. Ficaríamos sempre a ganhar.
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Os socretinos já estão todos perfilados ao lado do Costa para se reinstalarem no bem-bom do OGE quando ele “tomar conta disto”. Os Vieiras, os Silvas & Santos, os Pereiras, o Lello, o Sérgio SP, o Galamba e tutti quanti. Se o Costa não se livrar desta cáfila socretista, nas legislativas não chega aos 30%. Eles ainda não perceberam a verdadeira razão porque tiveram apenas 31,5% dos votos: os portugueses não se esqueceram que foram eles que levaram o país à falência. E os que temos visto a apoiar o Costa, são apenas os socretistas. Começa mal!
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Merecem-se uns aos outros: socratistas, passistas*, (* vide relvistas), portistas…
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Seguro hesita, pois como Passos ainda não escolheu o talhão do cemitério político que habitará proximamente.
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Eu quero que o peiésse vá para o diabo que o carregue… Para não referir destinos ainda mais adequados.
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A diferença entre Seguro e Costa chama-se ‘Tratado Orçamental’ que o segundo classificou como um ‘erro histórico’ (agora tudo é ‘histórico’)
Anda toda a gente a esconder isto, muito particularmente Passos Coelho (basta ler a intervenção de ontem no CN do PSD).
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