O hospedeiro
Imaginem um indivíduo que, depois de ameaçar partir a loiça e tomar conta da associação recreativa, consegue o aval da direcção para, deixando-a em paz, obter o apoio necessário à presidência da junta de freguesia através de uma farsa para associados. Isto acarreta riscos, claro. Um deles é que o bruxo lá da terra, o que prescreve sempre a mesma receita, contando que o indivíduo tomasse mesmo conta da associação recreativa para ter caminho livre para a sua própria candidatura à junta, comece a espernear no seu programa da televisão evangélica. O risco existe mas é facilmente mitigado pelo desgaste dos crentes, entalados entre o reconhecimento da derrota e a oportunidade de tranquila trégua que uma dança de cadeiras proporciona.
Eu cá preferia ser presidente da junta do que director de associação recreativa falida. O presidente da junta actual é um chato. Vou apoiar a actual direcção da associação recreativa e mandar o meu filho apoiar o revolucionário indivíduo: no totobola é uma tripla.

Eu hoje estou burro. Pode fazer-me uma legenda? Quem é o bruxo e qual é a junta?
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Ja percebi. Bastou-me ler o ultimo post do Portugal profundo…
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Muito bom post. Perfeitamente verosímil nesta terra de fumo e ilusões.
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O zénite da negação da sofisticação intelectual.
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Não seja tão duro consigo. Nunca é tarde para aprender ler.
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A política paroquial é chata. Tem reduzida mobilidade e poucos cargos.
E, para além disso, é injusta: uns ‘sacerdotizam‘ vitaliciamente por vontade divina embora tenham renegado a bíblia; outros penosamente ‘sacristizam‘ porque lhes saiu na rifa (da ‘quermesse quadrienal’) …
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Dicionário:
Individuo – ACosta
Associação recreativa – PS
Associados – Socialistas
Junta – Presidência da república
Bruxo – Socrates
Eu – MSoares
Filho – JSoares
A última frase não bate certo…
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Não há empates.
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Depois dos recentes resultados eleitorais, já nada é como antes.
Outra freguesias se aprestam.
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A propósito de Hospedeiro, o PSD já contava com Marinho e Pinto na sua lista de associados próximos & votos garantidos, tendo largado a sua trupe de escuteiros no encalço desse futurista popular, e eis que o próprio parte o encanto do romance na sua 1ª entrevista pós-europeias:
«Marinho e Pinto: “Quero construir uma alternativa de Governo” (Económico)
Marinho e Pinto assume-se como político de esquerda, confessa que votou pela primeira vez no MPT nestas europeias e revela que apoiou Sócrates em 2005. Diz também, em entrevista ao Diário de Notícias, querer “construir uma alternativa de Governo” porque o PCP não é viável..»
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