Chover no molhado
29 Maio, 2014
A leitura que o Tribunal Constitucional tem feito de alguns princípios, para além de claramente política, é uma intromissão em áreas de poder que não são as suas. É esse um dos argumentos do meu artigo de hoje no Observador, onde parto da história de algumas aquisições de livros para a biblioteca do TC para concluir que os juízes têm uma interpretação errada do seu papel. Porém, face ao grau de militância existente, sinto que argumentar é mais ou menos a mesma coisa que chover no molhado.
10 comentários
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consta que ainda vai acordar antes da aprovação do próximo OGE.
pelo modo como são escolhidos são apenas politicos.
o povo é soberano para escolher os vários órgãos de soberania
com excepção da magistratura
que deste modo é encarada com mero funcionário publico
que está ali a ‘ganhar o dele’
e a ‘esmifrar’ os contribuintes
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Não há dúvida é uma excelente forma de ganhar a vida e,
demonstração de inteligência avançada, pelas compras
de livros para o T.C. se fica a saber como se elaboram os
acordãos e que, os Juízes não sabem qual é a sua função!
Melhor do que isto foram as inventonas das escutas e da
espionagem feita pelo Governo do PS ao P.R. !!!
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Bom, tudo isso está mt certo, mas o profe de Português da minha criança mais velha recebia 1900 euros brutos há um par de anos; agora recebe 1700.
Trazia, líquidos, cerca de 1450; hoje traz 1200.
Isto não bate certo com o FMI.
Fui lá a casa de propósito para verificar (e beber um copinho de Dão-Lafões que ele lá tem) e vi, claramente visto, o recibo de maio.
Mostrou-me tb a declaração de IRS de 2012 e 2013: dá cerca de 8 mil euros a menos.
Quanto ao mais, eu quero FP e privados a ganhar mais, pois, de contrário, não tenho a quem vender o que produzo.
Por último, continua a haver imensa gente a perceber (mais) de Constituição (do que os próprios juízes). Leis… quando nos servem; quando não, desrespeitem-se ou adquem-se aos nossos propósitos.
Entretanto, convinha que alguém governasse a chafarica.
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Explique lá melhor o que quer dizer, com os cerca de 8 mil euros a menos de IRS, na declaração de alguém, que recebe de salário 1700 euros brutos, é que não dá mesmo para entender…
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Alguém que governasse a chafarica?
Então não é a CRP e os seus doutos 13 Juízes?
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O sujeito casou-se e logo com uma mulher que também trabalha…
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Não, homem: esses limitam-se – bem ou mal, não discuto, que eu de Constituição percebo zero – a chamar a atenção para uma coisa chamada Lei… ou lá o que é isso.
O resto é o minuto final de silêncio!
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Pois, Florêncio Nightingale, você é mais um dos tristes artistas, que para levar a água ao seu argumento, não tem pudor em distorcer a realidade, pelo relato.
Afinal governa-se…
Estamos conversados!
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Não leio o dito “jornal”, por ser em acordês. Fui lá, apesar disso, porque esperava uma lista de títulos. Lendo o seu artigo, que está em português, encontro: “é que ela revela muita sobre a forma como eles se vêm [sic] a si próprios e às funções que desempenham. Na verdade aquilo que esperamos dos guardiães da Constituição é que eles saibam ler e interpretar a Constituição, não que sejam especialistas em economia.”
Também se espera que um jornalista não confunda o verbo ver com o vir…
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Ó Bruno, então os homens e mulheres, lá por serem juízes, não têm direito ao verbo «vir»(-se)?
Que diabo! São de carne e osso também.
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