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demissão – 2

4 Junho, 2014
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Não há espaço para “impasses políticos” entre o governo e o tribunal constitucional, após o chumbo orçamental da semana passada. Em face dele, ou o governo tem ou não tem condições para governar, e se as não tem só legitimando-se nas urnas as poderá voltar a ter. Se o governo, em final de mandato, voltar a repetir o expediente já corriqueiro de enfiar as suas largas manápulas nos cada vez mais estreitos bolsos dos contribuintes, o que resolve a emergência da tesouraria mas agrava a solução do problema, tomará, mais uma vez, uma atitude fraca e cobarde, em nome de uma responsabilidade que não pode, e não deve, ser só sua. É, pois então, muito boa altura de chamar à mesa das responsabilidades todos quantos as têm na situação, essa sim de verdadeiro impasse, em que se encontra o país: partidos da oposição, órgãos de soberania fiscalizadores, autores dos pedidos de fiscalização das ténues tentativas de reforma do estado feitas nestes anos e tutti quanti opinam, mandam ou se arrogam a querer vir a mandar na choldra (aqui, os dois Antónios mais do que incluídos). Se Passos Coelho voltar a meter o rabinho entre as pernas e optar pela solução mais fácil, bem pode ir andando, porque já cá nada estará a fazer.

40 comentários leave one →
  1. jorgegabinete's avatar
    4 Junho, 2014 20:02

    Descontente-se porque vive num país de hipocrisia dominante: uns porque têm a inerência de agir e decidir fazem-no sempre (e por definição) mal. Quem nada tem a perder com consequências da sua opinião (ou tem a ganhar, como os juízes conselheiros) consegue estar sempre certo. O que me admira é a quantidade de gente com cabeça própria que embala neste engodo parvo.
    O Socialismo do faz-o-que-eu-digo-e-não-o-que-eu-faço de Hollande continua a operar milagres junto da nomenklatura arredada do poder e seus discípulos.

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  2. Antonio Carlos's avatar
    Antonio Carlos permalink
    4 Junho, 2014 20:09

    Muito bem!!

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  3. manuel's avatar
    manuel permalink
    4 Junho, 2014 20:14

    Não concordo.Isto é tudo uma encenação para disfarçar a nossa situação económica e a eventualidade de um novo resgate.Sim , no 1º Trimestre ,e em cadeia, tivemos 0,7% de crescimento negativo ,a economia não suporta mais impostos e o governo não consegue cortar nas “gorduras” ,logo, o governo não tem soluções. Penso que não se demitem e espero que o PR ,se surgir um impasse, chame uma figura de reconhecido prestígio para um governo de gestão até o PS se tornar credível e poder então, marcar eleições.

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    • jorgegabinete's avatar
      4 Junho, 2014 20:30

      Ora aí está uma interpretação genuína da CRP: O PR faz a gestão de situação com um governo temporário até o PS se refazer.
      Você não tem tento nem vergonha.

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        4 Junho, 2014 20:32

        Tudo bem , se não for assim ,lá teremos de votar no Jerónimo e no Marinho e Pinto ,o resto é lixo.

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      • jorgegabinete's avatar
        4 Junho, 2014 20:37

        Ponha-se no lugar de uma pessoa que pensa, e de vez em quando fala pela sua cabeça: onde é que tem coerência em todos os seus comentários juntos? e como articula a possibilidade de gerir instituições em função do timing de putativas alternativas? Já que tenta defender princípios e dogmas tente ser coerente com eles em vez de disparatar porque tem um teclado.

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  4. Churchill's avatar
    Churchill permalink
    4 Junho, 2014 20:15

    Traduzindo, o governo não pode tirar 1% de impostos a todos (sim, todos) os portugueses, se antes puder tirar 12% a alguns, sob pena de estar a cometer um pecado capital.

    Para o Rui A. 1% no bolso dele faz muito mais falta que 12% no meu.
    Para mim 1 é muito melhor que 12 (porque zero nunca será opção)

    De resto não percebi a tal opção para quem os tenha no sitio. É o quê? uma guerra civil e imposição de ditadura? Um governo de iniciativa presidencial com o Rui e os amigos?

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      4 Junho, 2014 20:28

      Pode ser Rui mas outro.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      4 Junho, 2014 20:31

      O governo tem de tirar aos que cá andam a fazer o pão caro, não é? Para não tirar a esses, tem de tirar aos outros todos que não têm os juizes do TC, seus colegas no funcionalismo publico, para lhes defenderem os empregos, os rendimentos e a vidinha amesentada no OGE.
      Mas eu já estou como dizia o outro: não pagam agora o minimo exigivel, vão pagar mais tarde e com língua de palmo, quando o Costa estiver a gerir o 2º resgate.
      Estou em parte de acordo com o Rui a.: o governo deve demitir-se, mas não tem de esperar que a escumalha do Rato se ponha de acordo. Quanto mais desorganizados, melhor!

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        4 Junho, 2014 22:17

        Seguindo a imagem do homem do leme do Sporting, mas sem tanto prurido, isso é conversa de merda.
        Eu sou funcionário publico e não recebo nem nunca recebi um cêntimo do OE.
        Os policias recebem mas tem de policiar, se fossem empregados de uma empresa de segurança faziam o mesmo.
        Os médicos do Santa Maria fazem o mesmo que os dos Lusíadas.
        Os professores do S. João de Brito fazem o mesmo que os da C+S de Chelas.
        E por aí fora

        Por isso, e falo por mim e por muitos outros, vá bardamerda

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      • jorgegabinete's avatar
        4 Junho, 2014 22:24

        A cabimentação de pagamento a FP’s vem toda do OE logo você mente ou faz passar a sua falta de inteligência por ocasional distracção dos outros.
        Quanto à inconseguida figura de estilo do presidente do SCP foi uma tristeza que espero alguns leões lhe façam saber, eu ouvi e acho que é mais que simplório e ordinário é designador do nível de quem profere e as instituições merecem bem melhor, designem-se por SCP, SLB ou FCP ou extra desporto que é o que mais importa.
        Conversa de merda, dele e sua.

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        4 Junho, 2014 22:32

        Êh pá
        Se não sabe do que fala dedique-se a comentar os presidentes de clubes de futebol, é mais a sua praia.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        5 Junho, 2014 00:29

        O f.p. churchil não recebe do oge. Então recebe de onde? da santa casa da misericórdia, talvez. Estes palermas vêm aqui armar-se em espertos. Vai mas é trabalhar, pá!

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    • jorgegabinete's avatar
      4 Junho, 2014 20:33

      Precisa mesmo de usar o superlativo não é?
      12% a alguns? ou antes diminuir a despesa que por acaso é em salários de FP e pensões que estão atribuídos sem sustentabilidade. Pagamos todos portanto para que alguns mantenham um nível salarial não correspondente à capacidade pagadora do empregador. Tenho de sugerir na minha empresa que nos aumentem em 100% que isso custaria a todos os português 0,000001%, bem pensado!

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        4 Junho, 2014 22:29

        Não sei onde é que percebeu que a despesa com salários dos FP não tinha sustentabilidade, mas podia ajudar-nos a entender.
        O Estado não é uma empresa de produção de automóveis, que adquire muitos produtos para produzir. É no essencial um prestador de serviços. Para prestar esses serviços tem pessoas e paga-lhes por aquilo que fazem. Do que recebe de impostos, gasta uma parte bastante inferior a qualquer empresa de serviços com despesas de pessoal. O resto é para juros que contraiu ao fazer estradas, escolas, hospitais, rotundas, pavilhões e muito mais, que são para todos, incluindo os alemães que cá vêm, e que rusgaram no enriquecimento artístico de milhares de trolhas que agora são empresários (alguns até presidentes ricos de clubes de futebol).
        O que não é sustentável é fazer obras para os contribuintes muito mais caras do que aquilo que eles (ou seja, nós) pagam.

        Sobre a ultima parte, se a sua empresa é daquelas (que são quase todas) que fornecem produtos inflacionados ao Estado, dependem de subsídios, ou inventam esquemas para lidibriar o fisco, provavelmente já está a receber por conta.

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      • jorgegabinete's avatar
        4 Junho, 2014 22:41

        Ora ainda bem que evoca princípios lógico-racionais para a discussão, saúdo-o por isso.
        De facto a FP não é uma fábrica de automóveis, ou uma empresa que subcontrata a produção dos mesmos, e ainda bem.
        Vejamos:
        – Qual a evolução salarial da FP e sua correlação com a evolução do PIB ou com a evolução do um qualquer agregado económico nacional (índice de salários por ex.)?
        – Qual o aumento salarial que obtiveram com a redução de carga horária?
        – Qual a evolução de um (qualquer à sua escolha) índice de desenvolvimento que justifique o avanço de renda por unidade de trabalho dum FP em Portugal?
        – Qual o posto de trabalho não FP que tenha a mesma redundância de garantias, obrigações, privilégios (pela legislação laboral actual ou de há 3,4,5,20 anos)?
        – O que é que você aumentou em produtividade nos últimos 5,10 ou mais anos para justificar o incremento de renda face à média nacional?

        Se conseguir responder a alguma das anteriores questões, qual o rácio de solvabilidade de uma entidade (qualquer entidade) que aumenta os seus assalariados consecutivamente acima de qualquer (inexistente) aumento de produtividade?

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        4 Junho, 2014 23:44

        Desde 1970 até 2014, o valor liquido do salário do PR subiu menos que o PIB.
        Qual redução da carga horária? Com exceçao dos auxiliares as 35 horas são o horário há décadas.
        Índice, compare a qualidade da agua fornecida, da agua residual tratada e do tratamento de resíduos nos ultimos 40 anos. Se quiser compare o anterior com o pior de África e o atual com o melhor do mundo. A evolução é colossal.
        Garantias tem razão, são absurdas na generalização (ou acha que eu gosto que os parasitas não sejam demitidos?). Obrigações pelo estatuto são as necessárias (o problema é que se não forem cumpridas não acontece nada). Privilégios não se compara com as empresas, onde os quadros médios e superiores são muito melhor compensados, mas é assim há muito porque era a consequência do risco maior (risco é isso, pode correr bem ou mal).
        Na ultima vai terr dificuldade de verificar, tem de acreditar, mas em 10 anos eu e a minha equipa fazemos mais do dobro e somos menos 30%.

        O racio de solvabilidade de qualquer entidade recupera quando se cortam os serviços inúteis (a tal reorganização ou reestruturação) e não pelo corte do salário dos que são fundamentais no core business.

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      • jorgegabinete's avatar
        5 Junho, 2014 23:42

        Desta vez não me deixa forma de ser cortês na resposta, além de que falo em alhos e você em bugalhos, mas vamos nessa:

        #1…….. PR – nunca deve confundir cargo com função, os fundamentos de organização do estado não lho permitem, nem nesta nem em qualquer outra constituição. Pode delongar-se sobre o tema que não muda o facto de serem de natureza diversa (repare que não expresso qualquer opinião neste ponto). O PR não é um FP, um contratado, estranho que desconheça a diferença.

        #2…….. As 35 horas não existem há décadas, estude o assunto que factualmente não pode provar essa afirmação (repare que não expresso qualquer opinião neste ponto)

        #3……… Quando se usam índices pressupõe-se correlação. a não ser que queira relacionar FP’s com tratamento de resíduos (a comparação seria sempre sua). De facto um índice de desenvolvimento como o de saneamento básico pode ser apropriado à questão na medida em que não decorre do aumento de produtividade do FP mas sim do massivo aumento de infraestrutura. Quanto a colossal evolução (seja isso o que fôr) encontre uma no mundo imputável ao funcionalismo desse país.

        #4………. Privilégios, ahah, consulte a definição. Ser bem remunerado não é um privilégio quando a lógica é de valor de mercado, é uma consequência da produtividade, já nos FP’s é o oposto: aumentam-se todos e na mesma base, critério idiota de premiação do parasitismo. Quanto a critério de valorização de desempenho deve questionar-se sobre o que é uma progressão automática ou os estatutos de carreira, ambas idiotices devidas a Aníbal Silva e sindicatos (com igual grau de culpa).

        5#………. “em 10 anos eu e a minha equipa fazemos mais do dobro e somos menos 30%” cito a parte fraca neste comentário: esperava que a evolução em 10 anos das TI e da desmaterialização de actos administrativos, entre outros, lhe trouxesse o quê? A mesma quantidade de produção para os mesmo recursos humanos? Qual a evolução de dotação orçamental do seu serviço, e já agora, como o seu serviço não tem existência autónoma, qual essa mesma evolução para o global dos FP’s.

        6#……… (resposta caritativa) não basta ler na Wiki o que é um rácio de solvabilidade é preciso saber, onde você falha clamorosamente (de modo concreto, não sabe do que fala). O seu comentário faz esse rácio parecer um indicador de saúde como o nível de colesterol. Esse rácio não é uma abstracção, pelo contrário é uma medida prática de viabilidade financeira de qualquer entidade (no domínio da realidade, privada necessariamente). A reestruturação de uma empresa já não é uma solução mas sim um recurso de excepção para viabilizar, não é um instrumento de gestão. De modo mais simples, quando eu ponho o meu dinheiro num projecto que cria emprego espero que ele seja rentável, quero que o meu capital seja remunerado acima de taxas que obtenho em soluções de investimento (poupança/aforro) caso contrário não me paga o risco, e quero que esse investimento não seja posto em causa (porque aí perco a rentabilidade e o capital) e acredite que conheço muitos esquerdistas que preferem o conforto de garantia de capital e rendibilidade (vivam os DP’s e certificados de aforro) a porem os seus recursos ao serviço da criação de emprego. Quando a solvabilidade do meu investimento está em causa tenho de decidir se arrisco perder todo o investimento e mantenho o negócio ou se estanco a sangria e recupero algum do capital (sim.sim os mauzões dos despedimentos do grande capital etc,etc). Não pense que sem solvabilidade consegue arranjar um investidor (sócio, venture capital, capitais de risco, etc) e menos ainda crédito bancário (agora ou em qualquer outra altura). Aí é que o seu juízo o tolhe, pensa que, na sua fraca racionalização da realidade de um projecto de investimento, existe lugar para lirismos como os que usa sem conexão prática, no privado ou se prova na prática capacidade de sobrevivência ou se desaparece (ou se vive de benesses do estado comprador e/ou subsidiador – nunca me meti nisso).
        Quanto a Core Business não se percebe o enquadramento que dá, ou desconhece o conceito ou o seu juízo é ainda mais desprovido de substância.

        Cumprimentos

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      • Nuno's avatar
        Nuno permalink
        5 Junho, 2014 11:10

        Os impostos são €40MM, os salários são €16MM. Se voltarem ao valor de 2010 são €20MM. Até parece que estou a dar razão ao Churchill. O problema vem no resto: as prestações sociais são €40MM e as contribuições são €20MM.

        A não ser que o Churchill ache que devemos cortar as prestações sociais em 50% para as por em linha com as respectivas contribuições, temos um problema. Porque €60MM de contribuições e impostos mal dão para pagar €56MM de salários e prestações. Como o pessoal precisa de algum material e consumíveis para trabalhar gastam-se uns €7MM nisso e já estamos a dar prejuízo.

        A fixão de que o problema está nos €7MM em juros, não passa disso, duma fixão. Até porque não há memória de ano em que não tenha sido preciso pedir dinheiro emprestado para pagar juros.

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      • jorgegabinete's avatar
        5 Junho, 2014 23:51

        o Churchill sofre de uma doença nacional que se chama falar e pensar pelo bolso, confunde convicção com conveniência e é neste reino do venha a nós que vivemos, entre chupistas e alheados do problema, pouco ou nada sobra de cidadania.

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      • Nuno's avatar
        Nuno permalink
        5 Junho, 2014 12:32

        Substituir fixão por ficção, claro.

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  5. Zé's avatar
    permalink
    4 Junho, 2014 20:38

    Concordo que o governo deve aproveitar para sair agora. O próximo governo que ponha em prática as decisões do TC.

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    • jorgegabinete's avatar
      4 Junho, 2014 20:40

      O próximo governo arrisca-se a ser PSD (também) e essa é a falácia que imputo ao juízo do rui a. ; por outro lado se o governo tiver a cor certa vai ter o conforto de construir uma narrativa que o TC acolherá com ternura como fez com os PEC’s.

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    • Duarte de Aviz's avatar
      Duarte de Aviz permalink
      5 Junho, 2014 03:51

      Nao sem antes vender a TAP a CGD e o que resta das participações em empresas privadas, mais do resto da sucata publica. Depois sim, devem ir a eleições para ver o triplete Costa-Seguro-Sócrates a renacionalizar tudo com o $$$ do 2º resgate. Vai ser um expectáculo de contorcionismo melhor que o Cirque du Soleil

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  6. BELIAL's avatar
    4 Junho, 2014 21:11

    Ò amiguinhos: não se assanhem, caramba!
    Está aí o mundial, o verão quentinho, a coroação (lindaaaaa do guapito don felipito…) festivais….o mundo é lindo e a vida é bela – nós é que damos cabo dela.

    O que é preciso e saudinha…
    O país ainda é um bocadinho de céu, louvadas sejam as terras de santa maria!

    O bruxo de fafe (o jovial sr fernando nogueira) pode mais que o bruxo do gana (com a cara cheia de feridas, credo!…) – e ganha nos jogos da santa casa… aqui até os bruxos investem na santa casa… 🙂

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  7. BELIAL's avatar
    4 Junho, 2014 21:17

    Disfrutem, disfrutem: ele á sardinaha assada, os santos populares, os concertos…não vai passar nada.

    Tudo será pelo melhor, no melhor dos mundos possíveis – e haverá sempre quem cultive o seu jardim (como dizia o pragmático dr pangloss)…ora…

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  8. destino's avatar
    destino permalink
    4 Junho, 2014 21:50

    Vamos ter calma
    Seria muito deselegante
    Uma demissão nestas condições
    Com o maior partido da oposição
    A discutir um novo líder em eleições

    Vamos esperar pelo s João
    E pelo s António
    E pelo fim do verão
    E pelo novo líder do PS
    Porque não?

    Seria angustiante partir para uma eleição
    Sem ter um adversário definido
    Poderíamos até ter que ver, um PS a participar nas eleições sem escolher o novo líder e a fazer campanha com uma liderança bicéfala.

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  9. colono's avatar
    colono permalink
    4 Junho, 2014 22:43

    O POVO está descrente da politica, das guerrilhas constantes entre poderes: Governo, Oposição, TC, Tribunais Comuns, Tribunais, Ministérios Publico, Diapes, Pê Jotas…

    Aceitaríamos com patriotismo as “bordoadas” se à medida que os verdadeiros responsáveis do estado a que chegamos fossem julgados e presos…Vejam leiam os acórdãos do Tribunal de Contas … milhões e milhões de euros de derrapagem… Os “rapadores larápios”continuam no activo ou muito bem “reformados!
    Se perguntarem aos portugueses quantos responsáveis pela corrupção estão na pildra… só talvez se lembrarão do Isaltino de Morais… Os outros gatunos andam à solta… graças à inépcia da investigação e da habilidade de advogados pagos a peso de ouro— uma ínfima parte do que nos roubaram—..

    Não me chamem colono ladrão… Eu vim de África para colonizar PORTUGAL… Não é verdade camarada Mira Amaral?

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    • jorgegabinete's avatar
      4 Junho, 2014 22:52

      Talvez fosse importante começar pelo inicio:
      – um parecer desfavorável (ou negativo) do Tribunal de Contas não resulta necessariamente da existência de um ilícito criminal
      – Se relevância criminal existir, esse parecer resulta num processo próprio de averiguação e tem resultado em acusação não raras vezes.
      – o papel do Tribunal de Contas tem que ver com a conformidade legal dos actos e não com a relevância criminal de qualquer um deles.

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    • Incognitus's avatar
      4 Junho, 2014 23:45

      O género de corrupção do Isaltino em princípio não implica um roubo directo ao povo – terá sido corrupção para passar por cima de regras que de outra forma restringiriam actividade económica. Em certa medida, corrupção desse tipo acaba por ter um efeito económico positivo e por isso não espanta que a população local goste do homem não obstante parecer um corrupto.

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      • Incognitus's avatar
        4 Junho, 2014 23:46

        Idem para Freeports ou para cortar sobreiros, de resto.

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        5 Junho, 2014 10:19

        Em Portugal não há corrupção, como já afirmava, impante, Cavaco Silva nos idos anos 90.

        Há «acumulação primitiva de capital», como referia Marx e usa agora esse amigo pessoal de Cavaco silva, José Eduardo dos Santos, nos seus discursos justificativos da cleptocracia angolana.

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      • jorgegabinete's avatar
        5 Junho, 2014 23:53

        De que crime de corrupção tem conhecimento no que respeita a esse personagem? sabe por que crimes foi condenado?

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      • Incognitus's avatar
        Incognitus permalink
        6 Junho, 2014 01:14

        Branqueamento de capitais, fraude fiscal, etc, obviamente que na origem desses montantes não-declarados está corrupção. Mas o que importa é que esta nem é necessariamente negativa, não é igual a corrupção por exemplo dos submarinos, onde temos todos que andar a pagar não só a corrupção, mas também os submarinos inúteis e caríssimos.

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  10. Joam Roiz's avatar
    Joam Roiz permalink
    5 Junho, 2014 05:09

    Este Governo já está desacreditado há muito, não tem condições para governar e não está já legitimado, nem política, nem sociologicamente, como se viu pelos resultados obtidos pela “maioria” que o suporta na Assembleia da República. Eleições legislativas já, como, sem ambiguidades, pede toda a esquerda marxista.

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  11. Maurício Brito's avatar
    Maurício Brito permalink
    5 Junho, 2014 08:44

    Mas nunca foi necessário ir aos bolsos dos contribuintes: bastava terem tido a coragem de cortar o que deviam nas PPPs e nas despesas que alimentam os “amigos fornecedores” do estado.

    Porque raios um contrato com uma PPP é “blindado” e uma Constituição pode ser lida de 150 formas diferentes?

    Enfim…

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  12. joao lopes's avatar
    joao lopes permalink
    5 Junho, 2014 11:50

    “É isso que faz um estado de direito democratico diferenciar-se de um estado nao democratico” declaraçoes da associaçao de juizes em relaçao às declaraçoes de passos coelho de que o TC deve ser mais “controlado”. cada vez mais esta coligaçao faz lembrar o conselho de ministros do estado novo

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  13. murphy's avatar
    murphy permalink
    5 Junho, 2014 17:02

    Um post de 08 Abril, 2013: Haraquíri de Passos

    “Passos, ao optar por um “sim” para evitar complicações, cometeu um erro. Desde que assumiu a liderança do PSD, definiu a dimensão e a despesa do Estado, como “O” problema a resolver – esta era a sua receita.

    Cedo a sua “receita” teve de ser adaptada. Com o chumbo do TC aos cortes nos subsídios de férias e Natal da função pública em 2012, viu-se forçado a um aumento generalizado de impostos no OE de 2013, em vez de um ajustamento mais direccionado ao sector público.”

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/04/haraquiri-de-passos.html

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