Uma ideia
Estive aqui a pensar qual a melhor forma de resolver o problema das finanças públicas em Portugal e ao mesmo tempo resolver os problemas da desigualdade entre público e privado, do desemprego, do salário mínimo e da competitividade. O esquema é mais ou menos este:
1. Aumentar a TSU paga pelos trabalhadores em 7%.
2. Reduzir a TSU paga pelas empresas.
3. Isentar progressivamente as pessoas de salário baixo do aumento da TSU.
4. No sector privado, 2 e 3 devem compensar 1
Esta medida teria as vantagens seguintes:
1. Trata-se de um aumento de impostos, portanto é constitucional.
2. Permite cortar a massa salarial líquida que o Estado paga.
3. Equlibra as contas da Segurança Social reduzindo as transferências do orçamento de Estado.
4. Coloca 7% dos salários do privado em renegociação facilitando o ajustamento, e permitindo que este ocorra apenas onde é necessário.
5. Reduz os custos dos salários reduzindo o desemprego.
6. No caso do salário mínimo, as empresas passam a pagar menos 7%, reduzindo o efeito do salário mínimo no desemprego.
Acho que nunca ninguém se lembrou disto, mas é uma opção melhor que todas até hoje tentadas.

Boa ideia
Sempre é melhor 7 do que 12
O ponto 4 é inconstitucional
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Tenho outra proposta: eleger um PM constitucionalista 🙂
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100% de acordo, embora me pareça que isso nunca vai acontecer ja que esse tipo de medida nao tem o apoio do cds e da opinião publica em geral
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Até é capaz de haver uma canzoada nos jornais, e acabarem por desistir da ideia sem a tentarem por em prática.
(Era aqui que o Gaspar e o Álvaro os deviam ter mandado enfiar os assessores das jotas num buraco bem fundo, e despejar lá umas centenas de toneladas de pedra. Mas assim pelo menos ficou-se a ver a qualidade.)
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“Acho que nunca ninguém se lembrou disto, mas é uma opção melhor que todas até hoje tentadas.”
Perdoem-me se não percebi a ironia: Vitor Gaspar?
A proposta da TSU de 7/9/2012 nunca foi verdadeiramente discutida. Se na concertação social tivessem sido salvaguardados os ordenados baixos na concertação social, a proposta não era muito diferente desta.
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eheheheheheh
O JM e a sua ironia fina.
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A este hora, até o Tozé deve estar a perguntar ao pouco Brilhante Dias e a coçar a cabeça ao mesmo tempo: mas porque é que eu nunca me lembrei disto?
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YHWH HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
5 Junho, 2014 17:20
Desde que correram com o secretário de estado que afrontou Mexia, que todo o quadro de disponibilidade macro-económica onde este governo estava disposto a tocar se revelou: «carregai em quem não tem pau nem pedra para nos atirar».
Um governo fraquíssimo com os poderosos, os protegidos e demais associados poderes instalados, mas fortíssimo com os fracos, os individualizados, e os desprotegidos.
Sic transit.
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A ironia é uma figura de estilo para inteligentes.
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Ou, tomamos uma medida genuinamente liberal do tipo:
– Privatizar todo o sector público, transferindo a responsabilidade da sua gestão primeiro aos seus trabalhadores e de seguida aos portugueses começando por:
1) Propor aos funcionários de comprarem “acções” do serviço que vai ser privatizado. Se por exemplo o serviço X valer (ou custar) 1 milhão de € e houver 1.000 funcionários, 1 milhão será dividido por 1.000 o que dá 1.000 € de acções por trabalhador. Os funcionários poderão pagar os ditos 1.000 descontando dos seus impostos.
2) Se depois do primeiro turno, as acções não tiverem sido transferidas todas deixará de haver limites à compra: se antes só se podia comprar por 1.000€ no máximo agora deixa de haver limite.
Volta-se a repetir esses turnos recorrendo à população portuguesa total, se ainda houver acções vende-se o resto nos mercados internacionais.
Assim corramos a despesa definitivamente, os portugueses que se queixam da má gestão pública poderão finalmente a exercer directamente, ou serão libertos dela, e o TC não poderá dizer nada porque continuará a haver um sistema público só que directamente gerido pela população.
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Outra ideia captada de Guerra Junqueira:
E que tal o poder legislativo deixar de ser o esfregão de cozinha do poder executivo, e deixando este último o vício de servir como a puta de uns clientes de luxo enquanto se tenta iludir a ele e terceiros de estar ao serviço do povo?…
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Guerra Junqueiro
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O interessante ,como povo, é que passado quase 150 anos ,estamos na casa de partida!
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Os 7% propostos pelo JM não andam muito longe da proposta de Vitor Gaspar/António Borges.
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.” Reduz os custos dos salários reduzindo o desemprego.”
A teoria é tão verdadeira que com salários inexistentes (zero),
o emprego é de 100% e o desemprego é 0%.
Mal empregado o leite que a tua mãe te deu!
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É interessante mas, há outras saídas:
1)Redução unilateral do tempo de uma unidade de trabalho usual (que constitui um emprego típico atual) em, digamos 15% (de 8 horas para cerca de 6,5 horas diárias) com o ajuste proporcional da remuneração. O pagamento mensal reduz-se mas a remuneração/hora mantém-se. Será constitucional.
O Estado viria reduzida a sua folha de pagamentos e os funcionários perceberiam a situação pois a sua qualidade de vida subiria, pois trabalharão menos. Há menos trabalho disponível pelo que esta redistribuição do tempo de trabalho permitiria o crescimento de empregados, menos desemprego e emigração, menos fuga de jovens, logo, redução da queda da demografia.
2)Aumenta-se o IVA o que for necessário (até um valor próximo a 40%) eliminando os impostos sobre os rendimentos e os descontos sociais de todo o tipo. O financiamento do Estado Social viria de uma parte do IVA. Logo, viria não apenas de taxas (TSU) que oneram os produtos nacionais, mas de um imposto bem mais abrangente que inclui também as venda de produtos de importação. Investimentos externos (IRC zero) poderão ser potenciados. Simplificação total do sistema de contabilidade, burocracias, sistema de impostos, etc…
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Gonçalo,
Se fosse possível aumentar o IVA para 40% o mercado interno da UE implodiria.
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