O futuro está nos números
Poderá António Costa vir a ser um grande reformador, como sugere o Carlos Guimarães Pinto?
A resposta está nestes números: 0,5%,130%, 5%, 59.2%, 66%, 31,5%, 8%, 24,85%, 0,15%, 4,25%
0,5% é o défice estrutural imposto pelo tratado orçamental
130% é o peso da dívida pública em Portugal.
5% é o défice actual
59.2% é a votação de PS, CDS e PSD nas eleições europeias.
66% é a percentagem de deputados para mudar a Constituição
31,5% é o IRC que o investimento estrangeiro relevante paga em Portugal
8% é a votação do PASOK nas europeias.
24,85% é a votação de Marine Le Pen nas europeias.
0,15% é a actual taxa de juro do BCE
4,25% é a taxa máxima que os juros do BCE atingiram no final do ciclo económico anterior à crise
Um governo de António Costa teria que cumprir os 0,5% de défice estrutural do pacto orçamental, o que implicaria baixar aqueles 5% de défice para valores abaixo de 1% ou 2%. Claro que o Costa pode negociar com a UE para relaxar essa meta (tendo em conta o seu enorme peso político na Europa), mas os factos macroeconómicos não mudam, nomeadamente os 130% de dívida que obrigam em qualquer circunstância a um corte no défice, para alem de que uma renegociação esbarraria nos 24,85% de Marine Le Pen e de outros líderes de extrema direita. António Costa poderia apostar em atrair investimento estrangeiro baixando aqueles 31,5%, mas o PS tem um historial de minar esse abaixamento, e demoraria anos até ser levado a sério. A outra alternativa é fazer reformas de longo prazo, mudando a Constituição, liberalizando saúde e educação e reformando a segurança social. Aqui ainda poderá haver uma janela de oportunidade para que aqueles 59.2% de votos superem, graças ao método de Hondt e à bipolarização das legislativas, os 66% de deputados necessários para mudar a Constituição, isto se a ala esquerda da bancada do PS votar a favor, o que não é garantido. Outra alternativa ainda é cortar salários e pensões contando com a bondade do Tribunal Constitucional, ou aumentar impostos, mas estas opções esbarram no fantasma do PASOK (8%). António Costa, que sempre procurou estar no centro do status quo, teria que optar sobre que aspecto do status quo iria ter que deixar cair, e optaria por não deixar cair nenhum. Retórica e prática política de António Costa resumem-se a falar de agendas, planos e apostas e no fim atirar dinheiro para os problemas. E o tempo não pára. Ao longo do actual ciclo económico as taxas do BCE subirão de 0,15% para valores próximos dos 3% ou 4%. E haverá uma nova recessão. Quando isso acontecer, quem não se preparou voltará à bancarrota.

Pois se nem o PSD e CDS (que são de esquerda) tocaram na reforma do Estado, ia ser agora um partido que dá sempre uma mãozinha ao PCP que ia fazer o que está por fazer.
Como é óbvio, não. Eu também me enganei há uns anos, quando o JM explicava a diferença entre ser o Santana Lopes ou o Sócrates.
Na altura não votei em nenhum e achei que a UE ia obrigar o PS a fazer o que não está na natureza hipócrita deles e fizeram o inverso- iam levando à bancarrota. Porque as bancarrotas são de esquerda- temos duas no passado para o testemunhar.
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É bom que se fale claro e se deixe de repetir o raio do disparate da “Direita”. Não há Direita em Portugal e até a extrema-direita foi toda para o PCP
ehehehehehe
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De acordo também.
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Totalmente de acordo com a zazie
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Olá ,seja bem-vindo 🙂
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São os 800 mil (ao que consta). Isso e as siglas do Monstro. e sem Monstro não há apoio para o poleiro.
Não vejo saída porque a populaça gosta de ser enganada com aquele treta da igualdade e dos coitadinhos.
Como os que mais metem ao bolso vendem a patranha de serem pelos coitadinhos, e o resto continua a funcionar por palavras repetidas pelos media- “o neoliberalismo”; o “facismo” e coisas assim, a bancarrota, se não houver coragem para acabar com o TC e mudar a Constituição é o destino mais provável.
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800 mil ou 60% da população que depende do Estado. O retrato é este. Uma falsa classe média criada a partir do ar. A partir dos empréstimos e dos impostos sobre os outros.
Porque nem capitalistas a sério temos. Correram com eles em nome do tal objectivo que ainda está na Constituição.
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Basta ouvir o que diz o Costa e olhar para os que andam a cirandar à volta dele, para percebermos que dali não vai sair nada de novo ou de bom. O que os move para chegar ao poder são os 25 000 milhões do novo QREN, e o resto é conversa fiada.
Mais tempo para baixar o defice significa mais divida com juros mais elevados, significa menos crescimento economico, significa mais desemprego, significa o 2º resgate.
Significa que nunca mais somos capazes de sair do pântano onde o Partido Socialista nos meteu desde 1998.
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Mas o CGP diz uma verdade. O TC tem dias. Em sendo os da cor dele mudam de igualdade.
O José até deu o exemplo de como foi em 83 : http://portadaloja.blogspot.pt/2014/06/os-impostos-rectroactivos-de-mario.html
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Na situação actual de estagnação ou mesmo recessão ,considerando que o PS não faz a reforma do estado ,a única variável que terá de ser negociada é a dívida para reduzir os 8 mil milhões de juros do próximo ano. A vida do governo, seja ele qual for, está quase impossível.
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Qual é a contrapartida que Portugal oferece para baixar a dívida?
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É assumir que no euro ,e se nada for mudado, a nossa vida será impossível, e como tal ,só nos resta a porta de saída e os credores terão grandes hipóteses de irem receber ao BPP e ao BPN. Olhe uma hipótese é deixarem utilizar os 25 mil milhões do QREN para irmos sobrevivendo ,pagando os juros, e amortizando algumas tranches. Outra hipótese é o BCE comprar-nos 60 % da dívida pública e transformá-la em dívida perpetua(sem juros) e já seremos viáveis com metade dos juros a pagar. Esta renegociação exige um governo de gente credível e unidade nacional ,condições que este governo não reúne nem propicia ,portanto precisamos de novos actores. A situação é preocupante e se confirmar o pior cenário ,recessão ,em breve estamos com o PIB por pessoa da Bulgária. A minha solução era reduzir a estrutura do estado à dimensão da riqueza produzida e gastar no máximo uns 40% do PIB,para isso basta pensar que temos a população, de médias cidades(10,5 milhões) e não me conste que essas cidades tenham 3 governos,3 parlamentos,308 câmaras,150 Observatórios,milhares de institutos ,milhares de viaturas de representação,centenas de fundações,120 PPP, uma presidência a gastar o dobro da casa real espanhola(16/8),etc.
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Quantos milhões é que na sua opinião seriam reduzidos aos 8 mil milhões, após a renegociação da divida?
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tudo corre bem,enquanto os blasfemos dizem mal(nao sabem fazer outra coisa) de antonio costa,este vai apresentando uma proposta credivel para retirar do poder o pior governo de sempre desde o 25 abril
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Qual é a proposta?
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a primeira é dizer menos mal dos outros e começara ter algum respeito pelas opinioes dos outros
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João Lopes,
Leia atentamente os seus 2 comentários e tente explicar como é que a frase ” o pior governo de sempre desde o 25 abril” se concilia com “dizer menos mal dos outros”.
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Para começar, solicitar ao BCE a devolução ao país do valor que ele ganha com a dívida portuguesa não sendo um banco comercial. (~4000M€ cependant…).
Depois, questionar um governo que aderiu ao interesse alemão (e ao interesse de mercado alemão) sem exigir a prevalência do interesse da UE, como fizeram os EUA para tratar a crise que recusaram colocar-se nas mãos invisíveis do mercado.
E isto, para começar em termos de atitude, faria todo um outro caminho de dignidade.
Mas é o que temos como governo: YES MEN.
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António Costa tem a vantagem de, sentando-se ao lado de Merckel, no Brasil, a assistir ao Portugal-Alemanha, poder manifestar-se abertamente com os golos da nossa selecção. Já Passos Coelho não o pode fazer para não irritar a sua chefe, a quem tem de obedecer cega e descabeladamente!
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Pois é.
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O Costa ou Neo-Socrates…
Que fez este homem para ter este elan aparte de ter um irmão que é director na SIC e no Expresso?
Como ministro da justiça não lhe vi nada de relevante, ah inaugurou os julgados de paz de telheiras em Janeiro de 2002, ui que obra, na Camara de Lisboa não vejo nada como deputado nada vi.
Portanto preparem-se as eleições para este caramelo ganhar e preparem-se para a quarta bancarrota… pois há que manter mordomias a quem de direito.
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E é preciso? Eu já ficava satisfeiro se soubesse o que o homem pensa. Mesmo sem fazer.
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Foi apenas considerado o melhor ministro da justiça do Portugal democrático.
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Ai sim?????!!!!! Que grandes medidas aprovou???
Que grande ministro até acho estranho não ter ficado mais tempo na pasta tão bom que era!
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Deve ter sido a mesma agência que considerou o Mexia o melhor CEO (ou lá o que seja) da Europa, exceptuando todos os outros que não gerem monopólios nem vivem de contratos manhosos com o governo do respectivo país.
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Costa parece preferir a NEGOCIAÇÃO à GENUFLEXÃO.
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YHWH, diga lá o que é que há para negociar? se o Costa quando e se for 1º ministro desta parvónia negociar tão bem com os credores como negociou com a Bragaparques, estamos feitos. Também entrou a falar grosso, e acabou a oferecer um acordo de 110 milhões, mas vai ter de pagar 180 milhões. Mas ca ganda negociador: duro, perspicaz, defensor do interesse público…
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Para começar, solicitar ao BCE a devolução ao país do valor que ele ganha com a dívida portuguesa não sendo um banco comercial. (~4000M€ cependant…).
Depois, questionar um governo que aderiu ao interesse alemão (e ao interesse de mercado alemão) sem exigir a prevalência do interesse da UE, como fizeram os EUA para tratar a crise que recusaram colocar-se nas mãos invisíveis do mercado.
E isto, para começar em termos de atitude, faria todo um outro caminho de dignidade.
Mas é o que temos como governo: YES MEN.
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Eu ouvi dizer, não sei, que foram precisos 27 mil milhões de euros em medidas para ajustar o défice em 9 mil milhões.
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O governo tem utilizado balas a torto e a direito para acertar no alvo. Talvez não pensasse que as balas pudessem acabar. Mas acabam-se. Acabaram-se. Utilizaram tantas balas para corrigir uma situação que ia ao sitio naturalmente, que agora estão sem munições para ir mais longe.
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Eu bem avisei. Mas não acreditaram. Austeridade é benéfica quando os motores da economia estão a acelerar. Quando os motores estão desligados qualquer esforço austeritário é redundante. Como a realidade acabou de o provar.
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Bem podem atribuir culpas aos juizes que as opções de governo é que foram claramente erradas.
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Rb
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que medidas o Ricciardi tinha tomado? Nós temos um défice de 5% para eliminar,como os nossos parceiros europeus demandam.Ou prefere a saida do euro?
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Tinha saído do euro e nacionalizado tudo. Antes disso, tinha acautelado o carcanhol no estrangeiro
“:OP
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Bem, se pensarmos que o nível de défice médio histórico anda na casa dos 3,5% a 5%, parece-me racional pensar que, se não existisse governo, o défice já teria regressado a esses níveis há muito tempo. Naturalmente.
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Note-se que em 2007 o défice já estava nos 2,9%.
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Portanto, se em 2009 e 2010 as receitas de estado colapsaram devido à crise do subprime e que levou o défice aos quase 10% do PiB, parece-me claro que, se não tivessemos governo algum, sem medida alguma, regressariamos aos parametros normais rapidamente.
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Mas o governo existia para impedir que a economia se tivesse ajustado. Primeiro existiu um governo que aumentou a despesa e depois veio outro que aumentou impostos.
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-A Divida em 2007 (antes da crise) estava nos 62% do PiB.
-A Divida em 2011 estava nos 102% do PiB.
-A divida em 2013 estava nos 130% do PiB.
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O programa de ajustamento foi um tratado ideológico que falhou redondamente. O falhanço foi de tal monta que o BCE se sente agora na necessidade de fazer o impensavel – imitar os gringos do FED. Draghi’s move.
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O governo de Socrates negociou mal o programa. Pronto o homem nem o queria, verdade seja dita, e PPC secundou-o sem pensar na impraticabilidade do mesmo. Um prazo inaceitável e com medidas anti recuperação bem patentes que só tinham por missão agravar as divida nacional. Era tão claro… que só mesmo quando verificamos em 2013 tivemos quase o dobro do défice acordado.
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E vc pergunta-me o que é que fazia de diferente?
– Quase tudo, mesmo aceitando continuar na UE.
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Desde logo eu sou amigo da austeridade verdadeira. Aquela que se faz quando os motores da economia estão mais quentes. Primeiro tem de se por a economia a aquecer e nessa fase tomam-se medidas de austeridade. Nunca se fazem este tipo de medidas quando o pessoal está a ser despedido, as fabricas a fechar, as receitas a baixar. Parece-me evidente e de bom senso.
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Mas o Liberais acham que não. Acham que se deve acelerar o sofrimento de forma a sofrer muito e violentamente pelo tempo que as forças de mercado acharem convenientes porque depois virão os dias solarengos. Esqueceram-se que o pessoal habituou-se a ter medo. A recear investir. Os bancos não emprestam e preferem depositar as massas no BCE, sem risco algum. Parecia mesmo que estava a ficar com uma economia do tipo do Japão. Amorfa, sem animo, continuamente sem vida.
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Rb
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Zazie, não tinha saído. Saí. Voltei a ver se investia em terras lusas e voltei a basar.
Nacionalizar coisas não vai mesmo com a minha cara por várias razões que agora nem interessam. Mas nacionalizava por aí umas parceriazitas que o estado fez com alguns privados…
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Lá isso nacionalizava. Dá-va a esses Parceiros das desgraça umas bonds especiais de corrida a uns 100 anos de vista de maturidade e com reembolsos indexados à produção de lucros dessas parcerias.
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Rb
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Ok,ricciardi a sua solução era.. aumentrar ainda mais o défice,para 15 ou 20%.
Nem tudo correu bem mas vamos a caminho do 4% de défice este ano,ou melhor ainda.A era dos défices acabou.Por muitos e longos anos
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Quem quer que seja que venha com bacoradas como esta – “A Divida em 2007 (antes da crise) estava nos 62% do PiB” – uma mentira tão vergonhosa que deliberadamente ignora que antes de sair o bandido pediu um resgate de 80 mil milhoes, não merece a liberdade de expressão que disfuta. Merece de facto ser positivamente censurado,
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Eu não disse que eras tu que saías. Escrevi que, para ti, Portugal tinha saído do euro e privatizava-se tudo.
Tu és escardalho. É um problema de marranice.
eheheheheheh
Se queres saber, quem evitou esta treta de ir directa para a bancarrota foi o outro de Chicago, de quem eu até tinha reservas de início. O Gaspar.
Estes tipos têm conseguido evitar o inevitável. O Passos Coelho (em quem eu nunca coloquei expectativas) tem sido determinado.
Ficou por fazer a reforma porque aí toca a todos. E ficou por travar muita merda das parcerias e tachos com os escritórios de advogados.
Mas alternativa ao que este governo fez, não a tem mais ninguém.
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O que eu acrescentei, à laia de boca- como já tinha feito com o PA- é que todos os aconselham a saída do euro já puseram o próprio carcanhol a salvo.
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Por exemplo, isto que escreveste, é poesia : «Nunca se fazem este tipo de medidas quando o pessoal está a ser despedido, as fabricas a fechar, as receitas a baixar. Parece-me evidente e de bom senso.»
É pá, diz isso ao PS. Porque foi agora que vieram cobrar a dívida. Não foi enquanto andaram a esbanjar os empréstimos.
O timming nunca é o certo porque o défice é sempre maior quando a escardalhada está no poder.
Depois, nos tempos de crise, nos das vacas magras, eles piram-se e quem vai para o poder é que tem de fazer de mau da fita.
Claro que nessa altura nem podem fazer o necessário porque a constituição socialista não deixa e o Conselho da Revolução está vigilante.
Não te esqueças que vivemos numa caricatura de país sem mais algum semelhante no mundo civilizado.
Até em Cuba despediram mais funcionários públicos. Por cá é proibido. São vitalícios.
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A economia está amorfa porque os monopólios portugueses foram corridos no PREC e nunca mais regressaram.
O que temos é pequeno e até faz mais do que seria previsível.
O problema não é quem produz. O problema é quem vive à conta desses e ainda tem a Troika Avoila/Jerónimo/Arménio para sabotar.
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Certo, eu digo mesmo, esse Costa ainda vai dar volta a isto. Também só ele, visto como é sério, culto, homem bem falante, além de inteligente, como não se vê passar, ultimamente, na política .
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Isso, vota nos bem falantes… Não te chegou um Sócrates!
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Vamos precisar de um bom negociador mas é para decidir qual é a percentagem dos depósitos que vamos ter que entregar à UE na próxima bancarrota.
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Zazie, nao adianta falar de partidos. Estou-me nas tintas para o PS ou para o PSD (onde cresci e vivi). Não gosto de nenhum e partilho pequenas coisas em quase todos.
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O problema é que nem o Gaspar, nem o PPC, nem o Portas resolveram os verdadeiros problemas do país.
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Os monopolios continuam a produzir preços que muito bem entendem. Continuamos dependentes dos preços da energia que importamos e que é das mais altas do Ocidente, embora tenhamos potencial no Gas e até, ve la tu, produzimos o combustivel para as centrais nucleares. Enfim.
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As importações não foram substituidas. Diminuiram temporariamente devido ao medo da populaça no futuro. As exportações aumentaram ligeiramente. Agora sabe-se que, afinal, sem a refinaria de Sines as exportações andariam para trás. Mais grave: a PII (posicao de investimento interbacional) que é uma espécie de balanço do país agravou-se neste tres anos. Ou seja, as responsabilidades para com o exterior cresceu mais do que as disponibilidades sobre o exteriror.
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Tudo isto quer dizer que se trata de uma ajustamento colado a cuspe. Sem consistencia.
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O mais grave é que se utilizaram mais municoes do que aquelas que eram precisas. Retirou-se à população (particulares e empresas) cerca 27 mil milhoes para consolidar 9 mil milhoes no défice. TRES vezes mais dinheiro.
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AGORA vê beM:
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Desconsolidação das contas públicas operada:
Total Receitas
2011 – 77.043,2
2013 – 72.409,7
Total Despesa
2011 – 84.441,6
2013 – 80.531,4
Défice:
2011 – 7.398
2013 – 8.121
Fonte: DEO 2014
Conclusão:
A Receita diminuiu 4.634
A Despesa diminuiu 3.910
Desconsolidação efectuada: – 724
Notas:
1º Em TRÊS anos o governo desconsolidou 724 milhoes de euros. Parabéns.
2º Em TRÊS anos o governo aumentou txas de impostos em mais de 20% e as receitas diminuiram. Parabéns
Rb
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Qual era a alternativa?
Não sabes tu nem sabe ninguém. É apenas por embirração que dizem disparates, como esse do timming para os cortes não ser o melhor.
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Quanto aos resultados, de que é que estavas à espera. Logo que li o Memorando escrevi que estávamos numa situação de dívida armadilhada.
Portanto, nem para os juros chegava.
Como v.s querem menos cortes e prolongar a dívida, a lógica é ela aumentar ainda mais.
Os argumentos que usam contra o que este governo fez devem aplicar-se ao que querem agora- prolongar ainda mais, para não se tocar na sagrada função pública.
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Quanto à saída do euro nem respondeste porque sabes tão bem quanto eu que é puro disparate.
Basta-me perguntar onde punham v.s- os que aconselham a saída- o v. dinheiro antes de se sair para se perceber a anormalidade da ideia.
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Agora, eu defendo que Portugal volte ao Escudo. E é inevitavel que o faça. Só não o fez ainda porque está a contrair empréstimos sucessivamente para aguentar o barco.
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Já vimos que não é possivel melhorar a competitividade através de reduções salariais. Os salarios não descem como desceriam se houvesse alguma inflação. Sobra-nos a possibilidade de melhorar o tipo de produtos que fabricamos e vendemos. Acrescentar-lhes VAlor. Mas isso não se faz do dia para a noite. Leva tempo. Um geração talvez. Podemos ver isso no calçado. Levou uns 20 anos a melhorar os seus produtos. E bem. Esse é o caminho, mas entretanto o pessoal tem que sobreviver. Mesmo os negocios de merda, de mao de obra intesiva e/ou não exportadores tem de sobreviver uns tempos porque dão trabalho à populaça.
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Com o Escudo este nivel de endividamento seria impossivel. Os mercados há muito teriam recusado mais massaroca ao país. Teriamos, enfim, os emprestimos que de facto ,mereciamos e não os emprestimos que os alemães merecem.
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Se é oportuno sair do euro ou não é outra conversa. A mim parece-me que sim.
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Rb
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Não digas disparates.
Nem dá para discutir uma anormalidade dessas. No dia seguinte a isso transpirar cá para fora, os bancos iam à falência.
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Não iam nada.
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As reduções, os grandes cortes que estão por fazer é no Monstro estatal.
E o nojo da Constituição mais o nojo do Conselho da Revolução impedem-no porque lhes toca- porque esta merda do estatismo alimenta demasiada gente.
Quem paga são os outros, os tais que v.s depois dizem que nem devem ter salários mais baixos.
Têm-nos e terão ainda mais, enquanto tiverem de sustentar os 800 mil e mais os encostados em que não se toca.
A mega-estrutura estatal é que tem de ser desmontada. E é isso que v.s protegem com paleio idiota como se se pudesse voltar aos tempos anteriores à globalização.
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O problema do país está naquilo que PPC se glorificou por manter. Os Subsidios Sociais. Manter pessoas que nunca descontaram como o RSI e outros subsidios que o valham. E isso atinge o valor de cerca de 5 mil milhoes de euros todos os anos. Os salarios estão em linha com as médias de outros paises. Pode baixar mais um bocado, mas nunca será muito mais. É um logro pensar que se pode baixar muito mais a despesa. As pensoes dos regimes contributivos estao em linha tambem. Até um bocado abaixo. O problea está sempre no excesso de subsidiados que é preciso separar bem de quem trabalha e trabalhou.
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Mas o verdadeiro problema do país não está nas contas do estado. Está na dinamica da economia privada. Os governos esforçam-se por manter negócios de merda. Com as parcerias, com os monopolios, com a educação etc. Nunca se esforçam por usar o dinheiro que dispenderam com essas cenisses para baixar impostos sobre rendimentos e lucros. Não. Usam as massas que elevaram a nossa divida a este nivel para ajudar as construtoras, as energeticas e os bancos. A nossa divida é 60% derivada desses ‘investimentos’.
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Rb
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“Sobra-nos a possibilidade de melhorar o tipo de produtos que fabricamos e vendemos. Acrescentar-lhes Valor” — aqui temos o comentário tápico da besta quadrada que decide comentar sobre economia e negócios depouis de acabada a época do futebol e até à chegada do Mundial. Só um estúpido ignorante é que pensa que alguma empresa que pudesse fazer isto – “melhorar o tipo de produtos e acrescentar-lhes valor” – não o faz para chatear o PPC ou o Cavaco. E é esta bostada filosófica que se pretende como alternative? Vai passear o cão,
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Claro que iam. Já te fiz a provocação- onde é que tens tu o teu dinheiro?
“:P
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Num cofre. eheheheh
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E eu a pensar que era na piscina da cubata
“:OP
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O que eu acho incrível nestas conversas é que é sempre o mesmo defeito da chico-espertice tuga.
Estão sempre a pensar nos próprios ou nos familiares a quem os cortes podem tocar.
E acredito que até os retardados mentais do Conselho da Revolução façam o mesmo- a ideologia de esquerda começa e acaba na própria barriguita.
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