trapaceiros aéreos portugueses
Imagine que, por qualquer motivo, você precisa transportar um animal doméstico, no caso, um cão, de um país estrangeiro longínquo para Portugal. Como levá-lo de barco ou de carro está fora de questão, por impossibilidade da segunda hipótese e devido ao tempo de duração da primeira, o que fará qualquer normal cidadão português? Fácil: recorre aos serviços da TAP, a transportadora aérea portuguesa, empresa pública e orgulho de todos nós!
A primeira coisa a fazer é consultar o site da empresa. Aí, encontrará o preçário do serviço, pelo qual ficará a saber que o preço do transporte do animal, que se situa entre 48 kg e 100 kg, segundo os parâmetros estabelecidos pela empresa, irá até 480,00 euros. Não é barato, mas ainda é suportável.
Posto isto, compra uma passagem aérea para si e solicita a marcação de lugar para o animal no mesmo vôo. O bilhete é emitido e pago, juntamente com a reserva feita para o animal, cujo pagamento se processará no balcão da TAP do local de embarque.
Até aqui, tudo muito bem. Só que, imagine agora, a dois dias da viagem marcada – e paga, repita-se – você recebe uma comunicação da TAP, dizendo que o país de embarque do animal exige que o mesmo seja feito através de um despachante. Bom, você não deixará de estranhar que só a dois dias e depois de tudo confirmado, a TAP lhe comunique uma exigência que já deveria saber e ter comunicado, mas tudo bem: vamos em frente e toca a fazer o que nos é exigido.
E, então, é que a coisa se complica: o serviço do despachante custa cerca de USD$ 300,00, só que o da TAP passa, agora, para – pasme-se! – USD$ 3451,92. Qual a razão? Muito simples: a TAP aproveita a boleia das exigências legais locais e deixa de considerar o transporte como de um animal doméstico, passando a considerá-lo como carga. O animal está dentro dos parâmetros da carga e peso da companhia, só que como vai ser embarcado por um despachante, passa para outro preçário da TAP. Como é evidente, nada nem ninguém obrigam a companhia a isso: trata-se apenas de uma espertalhonice para sacar dinheiro ao indígena.
Ora, como a TAP não tem patrão, ninguém se preocupa com as eventuais consequências indemnizatórias de um futuro processo judicial. Se alguma coisa houver para pagar, o contribuinte tem os bolsos à disposição, e não será por mais mil ou menos mil que o gigantesco buraco de uma companhia aérea, que está sempre lotada e que cobra preços elevados, crescerá significativamente. É para ocorrer a esse tipo de emergências que os portugueses pagam impostos!

Não me diga que teve a triste ideia de despachar um corruptão para o Brasil. Eles são gordos e lá, com o clima, ainda ficam mais possantes
eheheheheheh
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Se veio cão, só pode ter ido gato de volta que aqui há ratos até dizer chega
“:O)))))
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Eis o alfa, o zénite, e o omega do Mercado!…
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Francamente. Se a TAP fosse privada, diga lá o que é que você faria? Processava a companhia?
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Deixava de lá andar e eles deixavam de receber o guito.
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Há 20 anos que deixei de ser cliente da TAP
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Lastimo o que lhe aconteceu.
Uma vez expliquei a pessoa amiga que em todas, mas mesmo todas as organizações há sempre uma pessoa que se destaca imediatamente pela sua qualidade e outra que só causa problemas.
Calhou-lhe uma das segundas.
É uma pena para os/as outras funcionários que se esforçam e vêm tudo por água abaixo por causa deste natural fenómeno.
Como xico expertise também tive uma surpresa quando a Câmara de Sintra começou a considerar o consumo da água do condomínio como consumo industrial aumentando a tarifa para cima do triplo.
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Agradeço que onde se lê: “orgulho de todos nós”, corrija para “orgulho de todos nós menos 1” (como no manifesto dos 74-2).
Eu não tenho orgulho nenhum nessa empresa!
Como não tenho na PT, CGD, Metro, etc.
Para clubes e clubismos já me chega (e até sobra) o futebol!
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Estou farto de escrever a reclamar, a protestar, parece mais que estou a contribuir para que este site e tantos outros consiga assim ter visitantes, sem qualquer tipo de critica mas sim para as pessoas passarem aos atos e deixarem-se de conversa fiada. Sabemos onde esta o mal, sabemos quem são, estamos a espera do quê? Para a rua e por estes tipos na rua e se possível na prisão, pelo menos responsabilizar o mal feito a todos os cidadãos que sofreram pela gestão e medidas deste governo. Sejam quais forem os partidos simpatizantes. Pelo cidadão português
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Que estupidez! E como acabou essa história?
Tive uma experiência parecida ao regressar do Brasil com o meu cão, de repente a passagem dele custava muito mais do que o esperado.
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É a praga das EPs que trazem mais prejuizo do que lucro aos contribuintes.
Bom texto.
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A TAP segue o exemplo governamental, tão incensado neste blog: muda as regras a meio do jogo, sem atender aos princípios jurídicos mais elementares.
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Chamem o TC!
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A tap , os cães e os lisboetas (nesta ou noutra ordem ) que se lixem !!!
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