Gostava que fizesse uma pequena viagem ao Congo (R.D.C.), fizesse uma avaliação da condição da rede rodoviária, essencial para o transporte de mercadorias no país e voltasse a falar de mercados… Parece um off-topic, mas na realidade, não o é.
von, a diferença é que a crença nos mercados é a crença nas outras pessoas, no que querem e no que são capazes de fazer … um mercado não tem como não funcionar. Agora, um mercado também não consegue suprir as necessidades de todas as pessoas, nomeadamente não fará nada por quem não consegue ou não quer fazer algo pelos outros.
Se a crença nos mercados é a crença nas outras pessoas, parece-me que o início do Antigo Testamento é bem mais crível que os mercados… Ou a diferenciação actual do mundo é o efeito final do funcionamento dos mercados?
Mundo real: CNN apresenta destacadamente na abertura um gráfico com um retângulo a vermelho com o nome “Portugal” lá dentro, associado à responsabilidade de quedas nas bolsas e afetação de todo o sistema. É mais um objetivo conseguido e garantido: desconfiança total e inequívoca. Mundo virtual: fotos caríssimas da West Coast da Europa e do Allgarve em revistas internacionais. E o teatro continua e continuará, até um dia em que a Europa se vai cansar e que se calhar está mais próximo do que se pensa. Espero que as pessoas tenham ouvido e percebido o significado do modo como Juncker tratou e considerou Portugal em Público com aquela questão da chamada que estava a fazer para a sua senhora, porque é isso que toda a Europa pensa de nós há muitos anos, em privado! Portugal continua a nadar alegremente no esterco.
..e aos reformados da Caixa Geral de Aposentações. Não te esqueças desses.Os que estão protegidos pelo princípio da Confiança.
Que os reformados estrangeiros ainda pagam do bolso deles. Mas os reformados da CGA pagam do meu bolso. E vivem melhor que os reformados estrangeiros. Que, esses, tiveram de descontar durante toda a vida para receber pensões. O que não é o caso dos reformados da CGA, que só descontaram uma exiguidade do que agora recebem.
(oh lopes, ou maria albertina, não dás uma para a caixa.Vai acabar primeiro o 12º, e depois tenta de novo)
o melhor é privatizar tudo o que é publico.deixa de haver divida publica.o BES disparou os juros da divida publica,mais uma promessa NAO CUMPRIDA do “amigo” passos(lol)
Conheço miudos com 14 anos com mais maturidade nos raciocínios. Tu só lês os títulos das notícias e as palavras de ordem do comité central, não é ? E mesmo essas não alcanças completamente,
E tudo o que seja fora disso, então, não percebes patavina. Falas de cor como um papagaio.
Para “deixar de haver dívida pública” – e a maneira como te referes a esta matéria elucida o conhecimento técnico subjacente – não é “melhor privatizar”.
É exactamente ao contrário, lopes, aliás, maria albertina.
Para “deixar de haver dívida pública” com o mecanismo que sugeres, basta nacionalizar os Bancos que são os detentores de parte significativa da Dívida Pública – aliás, conforme é doutrina sagrada lá no teu comité central – e como o outro inteligente do Louça tem proposto.
O mercado não é nenhuma entidade abstracta . O mercado não exclui ninguém e por isso tem sempre razão . Mesmo os regimes comunistas e socialistas anti-mercado acabam por sucumbir , porque o mercado e a liberdade fundem-se na essência do ser humano . O horror ao mercado livre é uma extensão do horror á liberdade humana .
O mercado só seria verdadeiramente livre se não houvessem empresas de notação corruptas, capazes de dar AAA a um banco na véspera de ele falir, ou de dar BB- a um país porque não se submete completamente aos caprichos dos grandes banqueiros…
É o mundo que temos, tudo menos um mundo livre…
O mercado não é abstracto mas também não é cognoscente, logo não é passível de ter razão. O mesmo será dizer que numa compra e venda é o preço que tem razão ?!
Um mercado quase livre como o MVM não é isento de tentativas de manipulação, tentações reguladoras e ignorância suprema dos participantes (ou boa parte deles).
Num outro prisma (de um desconhecedor de política da mistificação do momento) este foi o momento perfeito para assegurar mais-valia (ΔYtD de ~11%) investir num short ETF do EnextLx/PSI 20. Entretanto (a 28 de Julho?!) liquida-se o short e compra-se de volta o mesmo quantitativo de títulos por muito menor investimento.
E os momentos perfeitos tendem a ser criados artificialmente, nascem numa pequena reunião de um grupos de amigos que têm amigos, etc Cria-se a pressão vendedora e usa-se o álibi do momento. O resto é engenharia de mercados que devora curiosos ávidos de ganhar um jogo que desconhecem, pelo caminho beliscam um grupo económico e aí, pasme-se, nasce o gáudio dos néscios. Quanto de bom vem a todos pelo mal de um grande grupo económico?
Um banco, desde que não supervisionado, pode criar dinheiro do nada.
Foi ao que assistimos durante mais tempo do que seria desejável ao longo da ultima década e meia. A frase “dinheiro há sempre” resume bem o paradigma. Muitos se habituaram a isso sem sequer fazerem muitas perguntas.
Agora, se é para voltarmos a uma mínima normalidade, vamos descobrir que um banco, se for supervisionado, não cria dinheiro do nada.
Simplificando, o banco empresta dinheiro, carrega num botão e “cria” o dinheiro, não faz questão de saber porquê nem para quê, fica com esse “activo” (alguém lhe deve esse dinheiro), “cresce” em tamanho (activos), desde que vá recebendo um mínimo juro tem resultados, pode ir sempre renovando o empréstimo ad eternum, toda a gente feliz. Se o devedor espatifou o dinheiro todo a comprar ferraris ou acções do BCP ou não espatifou, só é uma preocupação real se algum supervisor fizer perguntas.
Na mínima normalidade, o supervisor faz perguntas. Portanto o banco só empresta se for para financiar um “bom” projecto, de alguém que está a criar alguma coisa e o dinheiro que o banco “cria” nessa altura vai corresponder ao valor de alguma coisa real que aconteceu na economia, alguém fez um investimento rentável, montou uma empresa que deu certo, comprou uma máquina que deu lucros, etc. Senão vai ter perdas, que o supervisor obriga a assumir. A “coisa” de resto costuma ficar empenhada como garantia do dinheiro.
Com uma gestão independente, aos poucos é natural que se vão descobrindo mais buracos ainda não reconhecidos em anteriores auditorias, que terão de ser cobertos eventualmente por quem empresta dinheiro ao BES ou accionistas novos que cubram esses buracos, E para comprar um banco com contabilidade habilidosa e os ratings aos trambolhões só vejo 2 candidatos: a troika e o contribuinte.
Cumps,
Buiça
“Agora, se é para voltarmos a uma mínima normalidade, vamos descobrir que um banco, se for supervisionado, não cria dinheiro do nada.”
Não tem mesmo a noção do que fala.
O banco é supervisionado precisamente para isso, os baixos juros dos bancos centrais julga que são o quê? óleo para os bancos emprestarem mais e mais.
Julgo que não percebeu, talvez lendo de novo, com mais calma.
O BPN foi supervisionado? E a Goldman Sachs? Ou a defunta Caja Madrid?
E o que raio tem a política monetária do banco central a ver com os buracos criminosos de uma ou outra instituição financeira?
Tudo perguntas retóricas.
Os bancos criam sempre dinheiro do nada: é o mecanismo de criação de moeda escritural*, que se verifica quando um banco abre um crédito a alguém. A questão é saber se o banco está a calcular bem ou mal o risco do negócio para além de limites admissíveis. Mas há sempre riscos e nem todos os sabem aceitar. Todos conhecemos casos em que foram recusados pedidos de financiamentos para projectos que depois se tornaram conhecidos no mundo inteiro.
* Não são apenas os bancos que criam moeda. As relações entre particulares também: imagine-se alguém, chamemos-lhe A que quer vender limonadas e pede a B, dono de limoeiros – ou de um lugar de fruta – que lhe fie 10 euros de limões. A faz as limonadas, vende-as e e ao fim do dia entrega os 10 euros que deve. Quando cedeu os limões sem pagamento, B criou moeda.
Há por aí muita gente a chorar pela nacionalização do BES, para depois virem dizer que o estado é que paga os prejuizos dos banqueiros; são os mesmos que defendiam a banca nacionalizada que dava milhões de prejuizos todos os anos. E que defendem que o estado deve ser o dono de tudo, desde as escolas aos hospitais e aos transportes, p. ex.. São também os que defendem o calote proposto pelo Louçã, que mais não é do que a nacionalização de toda a banca e do dinheiro dos depositantes.
Mesmo que o BES precise de ser intervencionado, o que eu duvido, não é com dinheiro do OGE. É com o dinheiro da troika: estão lá mais de 8 mil milhões para serem usados se for caso disso.
Tamal 18:03: diga lá então qual é a verdade? quanto é que descontou ao longo da sua vida contributiva um funcionário público que se reformou com uma pensão igual ao último salário? Não se canse, eu digo-lhe: o que descontou, mesmo capitalizando os descontos, não dá nem para pagar 30% do que recebe; o resto vem dos impostos de quem trabalha!
Alexandre,não coloque as coisas nesses termos.Havendo um desiquilibrio,a culpa não é dos trabalhadores que descontaram EXATAMENTE o que estava previsto descontarem.O Estado é que talvez não cumpriu os 23,75% que estava previsto contribuir.O Estado é que falhou,não cumpriu,pior,não obedeceu á lei! O problema é de quem não cumpri,não dos que cumpriram.Quem não cumpriu,tivesse cumprido! Há coisas que não têm volta atrás
Essa é boa! Foi a conhecida laxa regulação aos bancos que permitiu isto, como é que é o mercado que tem sempre razão? Foi o mercado que permitiu que o maior banco português tivesse uma estrutura accionista a funcionar em esquema Ponzi. Houvesse regras como deve ser aos bancos e não estaríamos aqui com o banco praticamente falido. Agora reze o seu mercado livre e desregulado que não haja uma corrida aos 38 mil milhões de euros que há em depósitos que é para isto não ir de vez para o galheto.
É pena que se confunda um grupo de empresas com o banco, se façam comentários que indiciam completo desconhecimento do que comentam e depois concluam, inevitavelmente, com disparate:
– Como se pode falar de falência do Banco?
– Como se pode confundir reestruturação de dívida soberana e eventual haircut com reestruturação de um grupo privado?
– Como se pode falar de regulação bancária como se o problema que existe fosse desse âmbito?
– Em última análise como é possível que a ignorância não tenha pejo?
Se estivéssemos a falar de uma fábrica já se temiam perdas de postos de trabalho, mas como se trata só de um gigante económico-financeiro sobram as odes à falência e ao decréscimo do PIB, é a narrativa que serve aos que se alimentam de tudo o que possa correr mal. Comunistas ou Fascistas, Socialistas ou Centristas de má formação ideológica: sois uns imbecis!!!!
Termino citando: “A ignorância da maioria dos comentários a este post é vergonhosa.”
Julgo que é isso que o autor do post quer dizer com “mercados”.
Podemos todos continuar reféns do “amiguismo” bancário que, conforme a perspectiva, tanto pode ter construído um “gigante económico-financeiro” cheio de empregos, como o podemos facilmente ver como obtendo um banco praticamente de graça e a partir dele foi INFECTANDO todo o tecido empresarial e estatal do pais até não sobrar pedra sobre pedra. Depois a maré vazou e toca a vender o país, não é? “É inevitável” não faltará quem diga.
Voltando aos “mercados” e ao post, basta decretar a falência do GES e quem lhe tiver emprestado dinheiro receberá o que sobrar por lá, uns hotéis, uma seguradora, uns hospitais, muitos outros etc. e os 25% do banco.
Isto assumindo que o banco ainda conta como positivo e tem pernas para andar. Com troikas, BCE, BdP, auditores e tanta mais gente a olharem para as contas dos bancos nos ultimos anos, seria dramatico que se pudesse agora de repente encontrar no banco um buraco do tamanho do que se encontrou no luxemburgo.
E sobre a “diferença entre o banco e um conjunto de empresas” diria apenas que o belo conjunto todo somado deve ocupar quase 3 caixas postais inteiras no Luxemburgo e que da mesma maneira que as velhinhas que compraram papel comercial da Rioforte pensavam que estavam a investir no banco, também podemos assumir que os 4 mil milhões que se “esqueceram” de contabilizar lá nas caixas postais não terão sido culpa do carteiro.
Uma família inteira com mais de 100 anos de “palmarés” está a ser corrida da administração do banco que sempre foi a peça central do “gigante economico-financeiro”. E não só não reclamam como ainda correm para ver quem sai primeiro…! Com certeza para trás deixam rosas…
.
que os mercados não têm razão é tão verdade como os que dizem que a receita do Estado tem de se adaptar às despesas do Estado.
.
Não tenho nada contra o que os Funcionarios Publicos ganham por cima ou por baixo da mesa. Problema deles e dos outros que se dizem albradabos e ludibridiados por aqueles.
.
Mas julgava, como em qualquer familia ou empresa, que as despesas é que se têm de adaptar às receitas.
.
Alguém anda a ser enganado. E estupidamente porque o resultado está aí à frente dos governantes, dos arcos da governação, da oposição, dos da situação, dos esquerdas aos suspostamente esquerdas passando pelo direitas e supostamente direitas etc etc etc,
.
que, APENAS estã todos a pagar em conjunto o ERRO COLOSSAL que tão talibã defendem com unhas e dentes …… mas cada vez estão pior …….
.
mas quem corre por gosto não cansa, qas vitimas são os que não correm mas são obrigados pelos que correm a cansar-se,
.
alguém no seu perfeito juizo GARANTE que isto vai dar a algum lado ????? 3ª Republica para cima enquanto há tempo de para cima não venha a DITADURA se calhar para reinstalar os que hoje ‘correm por gosto’,
.
não está lá longe, e a ‘xinas e o bangdeshs’ se´rão ineugurados no Ocidente pelas atuais ‘elites’ tugas em ‘Oposição’ e em ‘Situação’ ..
.
Gostava que fizesse uma pequena viagem ao Congo (R.D.C.), fizesse uma avaliação da condição da rede rodoviária, essencial para o transporte de mercadorias no país e voltasse a falar de mercados… Parece um off-topic, mas na realidade, não o é.
GostarGostar
Qual a diferença dessa fé dos mercados, e digamos, o Islão, Cristianismo e Budismo?
GostarGostar
von, a diferença é que a crença nos mercados é a crença nas outras pessoas, no que querem e no que são capazes de fazer … um mercado não tem como não funcionar. Agora, um mercado também não consegue suprir as necessidades de todas as pessoas, nomeadamente não fará nada por quem não consegue ou não quer fazer algo pelos outros.
GostarGostar
Se a crença nos mercados é a crença nas outras pessoas, parece-me que o início do Antigo Testamento é bem mais crível que os mercados… Ou a diferenciação actual do mundo é o efeito final do funcionamento dos mercados?
GostarGostar
Mundo real: CNN apresenta destacadamente na abertura um gráfico com um retângulo a vermelho com o nome “Portugal” lá dentro, associado à responsabilidade de quedas nas bolsas e afetação de todo o sistema. É mais um objetivo conseguido e garantido: desconfiança total e inequívoca. Mundo virtual: fotos caríssimas da West Coast da Europa e do Allgarve em revistas internacionais. E o teatro continua e continuará, até um dia em que a Europa se vai cansar e que se calhar está mais próximo do que se pensa. Espero que as pessoas tenham ouvido e percebido o significado do modo como Juncker tratou e considerou Portugal em Público com aquela questão da chamada que estava a fazer para a sua senhora, porque é isso que toda a Europa pensa de nós há muitos anos, em privado! Portugal continua a nadar alegremente no esterco.
GostarGostar
Estava escrito: iam sobrar judiarias pro indígena…
GostarGostar
O melhor é privatizar o BES… Ah, espera.
GostarGostar
o melhor é privatizar portugal…ups,ja foi privatizado aos reformados alemães , suecos e filandeses.
GostarGostar
..e aos reformados da Caixa Geral de Aposentações. Não te esqueças desses.Os que estão protegidos pelo princípio da Confiança.
Que os reformados estrangeiros ainda pagam do bolso deles. Mas os reformados da CGA pagam do meu bolso. E vivem melhor que os reformados estrangeiros. Que, esses, tiveram de descontar durante toda a vida para receber pensões. O que não é o caso dos reformados da CGA, que só descontaram uma exiguidade do que agora recebem.
(oh lopes, ou maria albertina, não dás uma para a caixa.Vai acabar primeiro o 12º, e depois tenta de novo)
GostarGostar
E ao anónimo aí, nem lhe dirijam palavra, se a ver pela amostra anónima não diz uma para a caixa, i. é. atropela, indecentemente, a verdade .
GostarGostar
o melhor é privatizar tudo o que é publico.deixa de haver divida publica.o BES disparou os juros da divida publica,mais uma promessa NAO CUMPRIDA do “amigo” passos(lol)
GostarGostar
Conheço miudos com 14 anos com mais maturidade nos raciocínios. Tu só lês os títulos das notícias e as palavras de ordem do comité central, não é ? E mesmo essas não alcanças completamente,
E tudo o que seja fora disso, então, não percebes patavina. Falas de cor como um papagaio.
Para “deixar de haver dívida pública” – e a maneira como te referes a esta matéria elucida o conhecimento técnico subjacente – não é “melhor privatizar”.
É exactamente ao contrário, lopes, aliás, maria albertina.
Para “deixar de haver dívida pública” com o mecanismo que sugeres, basta nacionalizar os Bancos que são os detentores de parte significativa da Dívida Pública – aliás, conforme é doutrina sagrada lá no teu comité central – e como o outro inteligente do Louça tem proposto.
Ou seja, continuas a leste. Cada tiro cada melro.
GostarGostar
O BES vai safar-se, nós não.
GostarGostar
Quando os ladrões são grandes, nem lamentamos!
É preciso viver “abaixo das nossas possibilidades”, dizia um tal pirata!
GostarGostar
Sim, mas, obviamente, o mercado está enganado. Passos Coelho já veio declarar, solenemente, que no BES não há nenhum problema .
GostarGostar
O mercado não é nenhuma entidade abstracta . O mercado não exclui ninguém e por isso tem sempre razão . Mesmo os regimes comunistas e socialistas anti-mercado acabam por sucumbir , porque o mercado e a liberdade fundem-se na essência do ser humano . O horror ao mercado livre é uma extensão do horror á liberdade humana .
GostarGostar
O mercado só seria verdadeiramente livre se não houvessem empresas de notação corruptas, capazes de dar AAA a um banco na véspera de ele falir, ou de dar BB- a um país porque não se submete completamente aos caprichos dos grandes banqueiros…
É o mundo que temos, tudo menos um mundo livre…
GostarGostar
São os países que são normalmente beneficiados pelos ratings. Portugal que o diga. Com AAA e já estava a >100% de dívida publica.
GostarGostar
BB- parece um grande favor quando existem tantas pessoas, possivelmente até incluindo o Manolo Heredia, a achar que a dívida é impagável, não?
GostarGostar
O mercado não é abstracto mas também não é cognoscente, logo não é passível de ter razão. O mesmo será dizer que numa compra e venda é o preço que tem razão ?!
Um mercado quase livre como o MVM não é isento de tentativas de manipulação, tentações reguladoras e ignorância suprema dos participantes (ou boa parte deles).
Num outro prisma (de um desconhecedor de política da mistificação do momento) este foi o momento perfeito para assegurar mais-valia (ΔYtD de ~11%) investir num short ETF do EnextLx/PSI 20. Entretanto (a 28 de Julho?!) liquida-se o short e compra-se de volta o mesmo quantitativo de títulos por muito menor investimento.
GostarGostar
E os momentos perfeitos tendem a ser criados artificialmente, nascem numa pequena reunião de um grupos de amigos que têm amigos, etc Cria-se a pressão vendedora e usa-se o álibi do momento. O resto é engenharia de mercados que devora curiosos ávidos de ganhar um jogo que desconhecem, pelo caminho beliscam um grupo económico e aí, pasme-se, nasce o gáudio dos néscios. Quanto de bom vem a todos pelo mal de um grande grupo económico?
GostarGostar
Um banco, desde que não supervisionado, pode criar dinheiro do nada.
Foi ao que assistimos durante mais tempo do que seria desejável ao longo da ultima década e meia. A frase “dinheiro há sempre” resume bem o paradigma. Muitos se habituaram a isso sem sequer fazerem muitas perguntas.
Agora, se é para voltarmos a uma mínima normalidade, vamos descobrir que um banco, se for supervisionado, não cria dinheiro do nada.
Simplificando, o banco empresta dinheiro, carrega num botão e “cria” o dinheiro, não faz questão de saber porquê nem para quê, fica com esse “activo” (alguém lhe deve esse dinheiro), “cresce” em tamanho (activos), desde que vá recebendo um mínimo juro tem resultados, pode ir sempre renovando o empréstimo ad eternum, toda a gente feliz. Se o devedor espatifou o dinheiro todo a comprar ferraris ou acções do BCP ou não espatifou, só é uma preocupação real se algum supervisor fizer perguntas.
Na mínima normalidade, o supervisor faz perguntas. Portanto o banco só empresta se for para financiar um “bom” projecto, de alguém que está a criar alguma coisa e o dinheiro que o banco “cria” nessa altura vai corresponder ao valor de alguma coisa real que aconteceu na economia, alguém fez um investimento rentável, montou uma empresa que deu certo, comprou uma máquina que deu lucros, etc. Senão vai ter perdas, que o supervisor obriga a assumir. A “coisa” de resto costuma ficar empenhada como garantia do dinheiro.
Com uma gestão independente, aos poucos é natural que se vão descobrindo mais buracos ainda não reconhecidos em anteriores auditorias, que terão de ser cobertos eventualmente por quem empresta dinheiro ao BES ou accionistas novos que cubram esses buracos, E para comprar um banco com contabilidade habilidosa e os ratings aos trambolhões só vejo 2 candidatos: a troika e o contribuinte.
Cumps,
Buiça
GostarGostar
Excelente comentário.
GostarGostar
“Agora, se é para voltarmos a uma mínima normalidade, vamos descobrir que um banco, se for supervisionado, não cria dinheiro do nada.”
Não tem mesmo a noção do que fala.
O banco é supervisionado precisamente para isso, os baixos juros dos bancos centrais julga que são o quê? óleo para os bancos emprestarem mais e mais.
.
GostarGostar
Julgo que não percebeu, talvez lendo de novo, com mais calma.
O BPN foi supervisionado? E a Goldman Sachs? Ou a defunta Caja Madrid?
E o que raio tem a política monetária do banco central a ver com os buracos criminosos de uma ou outra instituição financeira?
Tudo perguntas retóricas.
GostarGostar
Os bancos criam sempre dinheiro do nada: é o mecanismo de criação de moeda escritural*, que se verifica quando um banco abre um crédito a alguém. A questão é saber se o banco está a calcular bem ou mal o risco do negócio para além de limites admissíveis. Mas há sempre riscos e nem todos os sabem aceitar. Todos conhecemos casos em que foram recusados pedidos de financiamentos para projectos que depois se tornaram conhecidos no mundo inteiro.
* Não são apenas os bancos que criam moeda. As relações entre particulares também: imagine-se alguém, chamemos-lhe A que quer vender limonadas e pede a B, dono de limoeiros – ou de um lugar de fruta – que lhe fie 10 euros de limões. A faz as limonadas, vende-as e e ao fim do dia entrega os 10 euros que deve. Quando cedeu os limões sem pagamento, B criou moeda.
GostarGostar
Há por aí muita gente a chorar pela nacionalização do BES, para depois virem dizer que o estado é que paga os prejuizos dos banqueiros; são os mesmos que defendiam a banca nacionalizada que dava milhões de prejuizos todos os anos. E que defendem que o estado deve ser o dono de tudo, desde as escolas aos hospitais e aos transportes, p. ex.. São também os que defendem o calote proposto pelo Louçã, que mais não é do que a nacionalização de toda a banca e do dinheiro dos depositantes.
Mesmo que o BES precise de ser intervencionado, o que eu duvido, não é com dinheiro do OGE. É com o dinheiro da troika: estão lá mais de 8 mil milhões para serem usados se for caso disso.
Tamal 18:03: diga lá então qual é a verdade? quanto é que descontou ao longo da sua vida contributiva um funcionário público que se reformou com uma pensão igual ao último salário? Não se canse, eu digo-lhe: o que descontou, mesmo capitalizando os descontos, não dá nem para pagar 30% do que recebe; o resto vem dos impostos de quem trabalha!
GostarGostar
E são também os que estão calados quando a CGD aumenta capital com o dinheiro dos impostos.
GostarGostar
Alexandre,não coloque as coisas nesses termos.Havendo um desiquilibrio,a culpa não é dos trabalhadores que descontaram EXATAMENTE o que estava previsto descontarem.O Estado é que talvez não cumpriu os 23,75% que estava previsto contribuir.O Estado é que falhou,não cumpriu,pior,não obedeceu á lei! O problema é de quem não cumpri,não dos que cumpriram.Quem não cumpriu,tivesse cumprido! Há coisas que não têm volta atrás
GostarGostar
Essa é boa! Foi a conhecida laxa regulação aos bancos que permitiu isto, como é que é o mercado que tem sempre razão? Foi o mercado que permitiu que o maior banco português tivesse uma estrutura accionista a funcionar em esquema Ponzi. Houvesse regras como deve ser aos bancos e não estaríamos aqui com o banco praticamente falido. Agora reze o seu mercado livre e desregulado que não haja uma corrida aos 38 mil milhões de euros que há em depósitos que é para isto não ir de vez para o galheto.
GostarGostar
Passageiros do Titanic. Nao temam. As balsas foram feitas de pedra.
GostarGostar
A ignorância da maioria dos comentários a este post é vergonhosa.
GostarGostar
É pena que se confunda um grupo de empresas com o banco, se façam comentários que indiciam completo desconhecimento do que comentam e depois concluam, inevitavelmente, com disparate:
– Como se pode falar de falência do Banco?
– Como se pode confundir reestruturação de dívida soberana e eventual haircut com reestruturação de um grupo privado?
– Como se pode falar de regulação bancária como se o problema que existe fosse desse âmbito?
– Em última análise como é possível que a ignorância não tenha pejo?
Se estivéssemos a falar de uma fábrica já se temiam perdas de postos de trabalho, mas como se trata só de um gigante económico-financeiro sobram as odes à falência e ao decréscimo do PIB, é a narrativa que serve aos que se alimentam de tudo o que possa correr mal. Comunistas ou Fascistas, Socialistas ou Centristas de má formação ideológica: sois uns imbecis!!!!
Termino citando: “A ignorância da maioria dos comentários a este post é vergonhosa.”
GostarGostar
Julgo que é isso que o autor do post quer dizer com “mercados”.
Podemos todos continuar reféns do “amiguismo” bancário que, conforme a perspectiva, tanto pode ter construído um “gigante económico-financeiro” cheio de empregos, como o podemos facilmente ver como obtendo um banco praticamente de graça e a partir dele foi INFECTANDO todo o tecido empresarial e estatal do pais até não sobrar pedra sobre pedra. Depois a maré vazou e toca a vender o país, não é? “É inevitável” não faltará quem diga.
Voltando aos “mercados” e ao post, basta decretar a falência do GES e quem lhe tiver emprestado dinheiro receberá o que sobrar por lá, uns hotéis, uma seguradora, uns hospitais, muitos outros etc. e os 25% do banco.
Isto assumindo que o banco ainda conta como positivo e tem pernas para andar. Com troikas, BCE, BdP, auditores e tanta mais gente a olharem para as contas dos bancos nos ultimos anos, seria dramatico que se pudesse agora de repente encontrar no banco um buraco do tamanho do que se encontrou no luxemburgo.
E sobre a “diferença entre o banco e um conjunto de empresas” diria apenas que o belo conjunto todo somado deve ocupar quase 3 caixas postais inteiras no Luxemburgo e que da mesma maneira que as velhinhas que compraram papel comercial da Rioforte pensavam que estavam a investir no banco, também podemos assumir que os 4 mil milhões que se “esqueceram” de contabilizar lá nas caixas postais não terão sido culpa do carteiro.
Uma família inteira com mais de 100 anos de “palmarés” está a ser corrida da administração do banco que sempre foi a peça central do “gigante economico-financeiro”. E não só não reclamam como ainda correm para ver quem sai primeiro…! Com certeza para trás deixam rosas…
GostarGostar
.
que os mercados não têm razão é tão verdade como os que dizem que a receita do Estado tem de se adaptar às despesas do Estado.
.
Não tenho nada contra o que os Funcionarios Publicos ganham por cima ou por baixo da mesa. Problema deles e dos outros que se dizem albradabos e ludibridiados por aqueles.
.
Mas julgava, como em qualquer familia ou empresa, que as despesas é que se têm de adaptar às receitas.
.
Alguém anda a ser enganado. E estupidamente porque o resultado está aí à frente dos governantes, dos arcos da governação, da oposição, dos da situação, dos esquerdas aos suspostamente esquerdas passando pelo direitas e supostamente direitas etc etc etc,
.
que, APENAS estã todos a pagar em conjunto o ERRO COLOSSAL que tão talibã defendem com unhas e dentes …… mas cada vez estão pior …….
.
mas quem corre por gosto não cansa, qas vitimas são os que não correm mas são obrigados pelos que correm a cansar-se,
.
alguém no seu perfeito juizo GARANTE que isto vai dar a algum lado ????? 3ª Republica para cima enquanto há tempo de para cima não venha a DITADURA se calhar para reinstalar os que hoje ‘correm por gosto’,
.
não está lá longe, e a ‘xinas e o bangdeshs’ se´rão ineugurados no Ocidente pelas atuais ‘elites’ tugas em ‘Oposição’ e em ‘Situação’ ..
.
GostarGostar