Precisa-se político a horário completo (M/F)
O grande-demais-para-falhar Paul Krugman está de saída de Princeton. Esta saída do hiper-inflacionista preferido de toda a gente de bem, não sendo tão relevante como o pendurar de botas de Puyol, levanta questões interessantes sobre a persona pública do homem que há muito trocou a integridade académica pela propaganda a favor de António Costa1.
Ideia para a televisão para combater o número excessivo de concursos culinários: um concurso de neo-keynesianos. Ganha aquele que conseguir propor a ideia mais parva para regular a vida do Zé. Bem sei que algo do género já existe mas, inclusivamente, deve incorrer em inconstitucionalidade por não ser em canal aberto.
Não querendo ser desagradável, o desempenho de Paul Krugman nem sempre foi apurado. Em tempos, antes da profissionalização, era um cronista muito interessante para rústicos não-progressistas, como exemplificado neste belo texto: In praise of cheap labor.
Ya know, he peaked too early.
1 Não pretende ser ofensivo, pode ser substituído por outro Messias qualquer.

Entendo o que subjaz no seu post, contudo e em abono da verdade não foram só os economistas keynesianos ou neo-keynesianos que falharam (qual seria a opinião de Keynes, se fosse vivo, das teorias actuais de Krugman??). Foram todos os economistas das mais diversas correntes que globalmente e salvo raríssimas excepções falharam as suas previsões relativamente à moderna prática económica deixando a sociedade em maus lençóis.
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Há escolas que não acreditam que a predição seja do domínio de estudos económicos e sim algo que videntes estão mais habilitados a fazer.
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Há diversas correntes mas só há duas nascentes: o socialismo e o liberalismo.
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Só se pode prever aquilo que já aconteceu e mesmo assim muitas vezes não se consegue.
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Bem, posso sempre prever que repetir fórmulas que não funcionaram antes tem elevada probabilidade de não funcionarem outra vez.
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Está a referir-se aos telemóveis? Tem razão, de facto não funcionaram no tempo dos faraós.
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o problema é que a economia é como a historia, entende muito bem o que se passou mas nunca sabe o que se vai passar e acredita em historias de autorregulação, ética e outra tretas, enfim economistas precisam freud pelo menos para se deitarem um pouco
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Está dizer a “autoregulação” do Estado definir o valor dos juros muito baixos, da quantidade de notas impressas e de estimular o crédito das mais diversas maneiras? Porque os tony’s caso não tivessem dinheiro barato correriam a gritar que economia não se desenvolve e os juros são agiotas e discriminatórios? depois admirando-se que aconteceu uma bolha?
Quanto ao Krugman está muito bem como “professor” de desigualdade a ganhar >$200000 por ano e ter de fazer muito pouco. Basicamente foi a compra de uma Estrela para dar reputação a uma Universidade.
http://www.insidehighered.com/views/2014/04/21/essay-what-hiring-paul-krugman-says-about-values-public-higher-education#sthash.zfYM77Lg.dpbs
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Não confundir ao que se presta uma ciência com aquilo a que se prestam muitos cientistas. Tal como em outras áreas científicas cavalgar a onda fá-los perder o pé, que os cavalos não se fizeram para surfar. Deste modo já tivemos Peters contra Peters e teremos Krugman contra Krugman.
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