Terça à tarde no cinema da avenida
Vim ao dentista. Tenho uma dor no dente que não consigo resolver recorrendo ao direito adquirido de não ter dor no dente. Vou pagar a consulta, uma ignominia sem memória desde que tive que comprar os livros escolares do ensino obrigatório (ainda por cima escritos numa vertente ortográfica muito disléxica e bastante cansada).
…
Está um indivíduo de bigode à porta do dentista que me quer proteger. Diz que não me pode deixar entrar no dentista, para meu bem, enquanto não nacionalizarem todos os consultórios e aumentarem os salários para “níveis dignos”. Agradeço. Gostava mesmo de ter uma consulta agora para que me deixasse de doer o dente mas o senhor de bigode diz que a gangrena é para o meu bem, que se é para o bem de todos também é para o meu bem. Sinto-me impelido a concordar. A sério que sinto ou então é o bastão nas minhas costas. É isso, uma das duas.
…
Doem-me seis dentes.

Se arrancar um dente, só lhe doem 5 e, se continuar a arrancá-los, as dores irão diminuir até que desaparecerão com o arranque do último. É preciso paciência, porque o SNS tem resposta para todos os males. Ainda que, sem dentes, irá comer menos. Se arrancarem os dentes as todos os portugueses a balança comercial melhora, porque o consumo de produtos importados irá baixar.
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BOA………..!
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Não há doresw de dentes que resistam aos amanhãs que as curam.
Tenha calma Vitor Cunha, tenha esperança, não faltarão dentistas para extraír essas cáries, filhas do neoliberalismo, afim do colonialismo e do capitalismo.
Uma vez nacionalizados os consultórios, não sei se tem médico de família, mas saberá que os centros de saúde já o foram há muito, o arménio, o nogueira e geróimo lá estarão para nos tratar da saúde por inteiro muito, para além da dentuça. Se usar dentes de ouro atuam mais rápido só para seu bem, para bem de todos eles.
O louçã fica de fora, esse só autoriza a entrada aos doentes afiliados em partidos intensamente revolucionários
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Tapadinhas, não ter dentes tem outra benesse.
Mama-se mais à vontade.
Até fazem bicha.
Ui, o que eu fui dizer!
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Tá tudo fodid…
O pior é que agora já nem de férias vão!
Ou então, com a autoestrada, é dois dias nas manif’s em Lisboa e cinco dias na praia da Mantarrota. O sindicato paga…
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Os exames de avaliação devem mesmo ser uma ignomína e uma humilhação e há que impedir que quer obrigar a fazê-lo com empurrões e tocar em tachos e panelas. A minha mulher, que é professora, diz que, a partir de agora, espera que os alunos assim reajam depois de bem aprendida a lição de hoje na tv.
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Parei em «ignomína»… Pedir à esposa umas aulitas de português talvez dê jeito.
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OK, leve lá a errata. Ignomínia, pronto.
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Olhe que havia uns bigodes com patilhas em 1975 que só não resolveram de vez o problema dos bigodes de que se queixa, porque uns finórios de Lesboa ganiram ai que não pode ser que a democracia deve incluir também aqueles que são contra a democracia. O que era um previsão errada, conforme a História tem demonstrado.
Por favor, não enfie todos os bigodes no mesmo saco. Nunca se sabe quando vai voltar a ser necessário um bigode para lhe garantir livre acesso ao dentista.
Em vez de “um indivíduo de bigode à porta do dentista” – que melindra os outros bigodes, entre os quais muitos honestos, francos e farfalhudos – porque não usa a expressão “um indivíduo com ar ostensivamente inteligente à porta do dentista” ?
Assim já não melindrava os inteligentes, pois que se sabe que o indíviduo se alguma coisa ostenta não é seguramente a dita. Só a dura. Desde que em directo nas TV´s. Que fora das TV´s, como por exemplo na Guarda, mete a viola rapidamente no saco quando percebe que está prestes, como o João das ìndias.
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Podia arrancar todos os dentes (com um martelo?) ao zé dos bigodes – explicando-lhe que não o fez cobardemente, nas suas costas…
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e rapava-lhe o bigode com uma foice ?
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…a partir do pescoço.
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ehehe…
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No AVENTAR: Os vigilantes que foram vigiar a Prova não são professores – são um monte de merda” (22/07/2014 por Ricardo Ferreira Pinto).
Uma bela prosa, sim senhor.
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Releia-se Vieira (esqueçamos o realismo mágico sul-americano) para melhorar um pouquinho as supostas alegorias.
P.S. Eu não tenho orgasmos nem excitações com homens, muito menos com bigodes.
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Um geadas que achasse que tivesse uma dor no dente nas circuntâncias descritas teria um aplauso na toirada!
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Adoro estes gajos quando estão à rasca, já não se importam se o dentista sou eu.
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Os dentes são um privilégio injusto das classes opressoras do proletariado e como tal sobrevalorizados.
Depois, existem camaradas que não tem dentes. A verdadeira essencia do comunismo é aquela que consegue que todos alcancem a miséria, o que implica que mais ninguém tenha dentes. Logo o futuro dos amanhãs que cantam é desdentado.
Sorria. Tem motivos para isso.
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Doem-me seis dentes.
Doem-lhe seis dentes, Vítor?, é pouco para a maldade do dono que se sabe, sempre a dizer mal de tudo, despeitado, sectário e renitente.
Homem, pá, por uma hora diga olá à vida, aqui estou, disposto a fruir, também eu, sem ruindade, um pouco .
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Comece o exorcismo.
Estas pessoas não só nacionalizaram a razão como inventarem o bondómetro. Sou um 0 na escala do Bem.
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Qualquer um sabe que a dor de dentes indicia maus hábitos.
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Envio-lhe 17 flores como gesto de benevolência.
Agora basta.
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Aguardo 257 na próxima.
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