Novo ano lectivo
Está aí mais um ano lectivo; mais um em que milhares de professores terão que lutar contra a autoridade perdida ao longo de muitos anos de perversão da vocação pela proletarização da profissão; mais um em que milhares de professores terão que lutar contra o permanente estado de reboliço revolucionário de colegas que tratam por tu, como camaradas, sabendo-se lá com quantos sapos engolidos, tudo para manter um equilíbrio entre a vocação e um periclitante bem-estar nas escolas progressivamente transformadas em extensões das ambições de poder político; mais um para a ladainha abrilista; mais um para organizar a-maior-manifestação-de-sempre de sempre, sempre em defesa da coisa pública e-ah-já-agora dos alunos, sabe-se lá como; mais um com jogos de culpa, de acusações, de irritações, de confusões, de centralizações; mais um para afagar o ego colectivista, centralista, unionista, anti-individualista-dos-outros-que-não-eu; mais um para a fátua discussão entre Übermensch e Übermensch-wannabe, trigo do mesmo saco, cara e coroa da mesma moeda.
Votos de felicidade e sincero sucesso para alunos, pais, comunidades. A maior força para os professores que ainda conseguem lamentar mais um destes anos lectivos.

Quem retirou a autoridade aos professores?
Quem proletarizou a profissão?
Quem os tem tratado como merda?
Quem os tem responsabilizado sucessivamente pelos fracassos do setor (bendito AO!)?
Porque ninguém se mete de modo semelhante com médicos, enfermeiros, polícias, militares, etc.? Porquê eles os bombos da festa?
Por outro lado, muitos dos mesmos são igualmente responsáveis por tudo o que lhes tem acontecido, pois, apesar de licenciados, mestrados e / ou doutorados, comportam-se como um bando de acéfalos, obedientes cegos dos ditames que vêm do ME e cuidando somente dos seus interesses individuais (passe a redundância).
Além destes, há os nódoas, os que já deveriam ter sido corridos há muito da profissão.
Por último, colocar o fetiche dos bigodes vermelhos como se os pelos fossem o pastor que o rebanho segue indiferenciada e cegamente é… isso mesmo, um odiozinho de estimação do postadeiro.
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Excelentes questões, mas o autor da prosa não será capaz de responder. Aliás, quem consegue utilizar o termo «ladainha abrilista» diz tudo sobre si e sobre a imbecilidade do seu não pensamento. O indivíduo que aqui vai destilando os seus ódios chegou à conclusão de que, apesar dos inúmeros esforços do Ministério da Educação para salvar a escola pública e valorizar os professores, a educação tem sido vítima dos maus professores instigados por vermelhos sindicatos. É obra!
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Inicialmente fiquei na dúvida: teria escrito particularmente mal ou você teria lido particularmente mal. Infelizmente é a segunda.
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Não percam tempo com isso. O meia-leca cunha não vale um caralho, não passa de mais um filho da puta armado em espertinho. Nem focinho tem para levar um sopapo como deve ser.
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O Baleeiro é professor… ,não é?
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Será que este Baleeiro é professor?
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Pela educação o Baleeiro deve ser sindicalista.
—
“Quem retirou a autoridade aos professores?
Quem proletarizou a profissão?
Quem os tem tratado como merda.”
A resposta é o Regime e os próprios professores.
O Regime precisa dos professores como meros funcionários. É assim que funciona a Educação Publica e a ideologia Esquerdista do Ministério.
Os outros culpados foram os próprios professores, preferiram a segurança do funcionário em troca da liberdade e do consequente risco do professor.
Entretanto o sacrifício das crianças portugueses inteligentes ou com jeito para trabalho manual continua.
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O próximo ano letivo antevê-se cinzentão e polémico!
Será sobretudo palco dos mais diversos protestos e manifs de “professores”, comandados pelo senhor do costume… (podia ao menos aparar o bigode)
Ou não fosse 2015 ano de Legislativas…
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Porque ninguém se mete de modo semelhante com médicos, enfermeiros, polícias, militares, etc.? Porquê eles os bombos da festa?
Porque perderam a autoridade e a credibilidade pela mão de sindicalistas comunistas que os usam para fazer política. Porque o resultado do sistema de ensino é mau. Porque passam a vida em manifestações a pedir aumento de vencimento e mais dias de férias. Porque defendem uma coisa chamada “escola pública” quando para as famílias só há escolas boas ou más.
As suas perguntas é de quem anda distraído.
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E os sucessivos governos não têm sido capazes de meter os sindicalistas na ordem?
Também perderam a autoridade?
Então é caso para dizer: que merda de governos!
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Descobriu agora?
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Não sou de cá. Só vim ver a bola…
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Ó Luís, a sério, qual foi o médico que o deu como apto?
“Porque perderam a autoridade e a credibilidade pela mão de sindicalistas comunistas que os usam para fazer política.” – Depreendo que as outras classes profissionais não têm associações sindicais ou de outra ordem e, caso tenham, não compreendem sindicalistas comunistas e não fazem política. Génio!
“Porque o resultado do sistema de ensino é mau.” – Há mau, há péssimo, há médio, bom, ótimo. Pela forma como escreve e raciocina, o amigo frequentou o assim-assim-mais-pr’ó-menos-bom. Azar, homem!
“Porque passam a vida em manifestações a pedir aumento de vencimento e mais dias de férias.” – Reconheço, neste ponto, que não tenho prestado grande atenção aos motivos centrais de queixa e acrescento que me curvarei quando os vir em manifestações em defesa da restituição da sua autoridade e do combate à indisciplina e violência de que muitos são vítimas.
“Porque defendem uma coisa chamada “escola pública” quando para as famílias só há escolas boas ou más.” – Branco ou preto, até ao dia em que os amanhãs cantarão e só haverá escolas boas.
“As suas perguntas é de quem anda distraído.” – Por isso mesmo as fiz: para que me elucidem e eu fique consciente do mundo em que vivo. Tive azar, pois só o encontrei a si. Paciência!
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Mas se não quiser perceber porque a opinião pública maioritariamente está contra a classe dos professores, nada feito. Há aí nos comentários quem pergunte porque não está a opinião pública contra médicos e enfermeiros…já reparou que as boas escolas privadas estão cheias de alunos ricos; as boas escolas públicas estão cheias de alunos remediados e as más escolas públicas estão cheias de alunos pobres? E sem nenhuma hipótese de apanhar uma boa escola? E se a escola já não serve como ascensor social serve para quê? Para manter a sociedade estratificada? Não, obrigado.
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1.º) Em que se baseia para concluir que a opinião pública está maioritariamente contra a classe dos professores?
2.º) Quer discutir os papéis da escola? Vamos a isso, mas primeiro prepare-se melhor do que eu (não é difícil, acredite!) para discutir com base num argumentário e não em patetices e vacuidades atiradas ao vento.
3.º) O que faz uma escola boa, média e má? Já pensou nisso? “Troque” a população estudantil da melhor escola privada com a homónima da pior escola pública. O que pensa que sucederá?
4.º) Já lhe ocorreu que é tão ou mais digna de aplausos uma escola (pública, privada, assim-assim) com fraco «ranking» que trabalha com alunos complicados e que consegue resgatar alguns deles do que a escola que tem lá os meninos bem, cheios de dinheiro, com uma família a incentivar, estabelecer metas, apoiar, explicações particulares a tudo e mais alguma coisa?
Branco… preto… branco… preto.
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A eficácia das escolas mede-se tal como em todas as outras actividades. A melhor maneira é deixar que a concorrência funcione e que se deixa as famílias escolherem. Agora andar a defender uma escola dita pública que a única coisa que faz é evitar ser avaliada dá que pensar. Alunos complicados? Foi a escola pública que os juntou nas más escolas públicas. Não compreende que a escola pública é um factor de desigualdade? Ainda não tinha reparado naquele resumo que faço no comentário anterior.? Como é que se dá acesso aos alunos pobres às boas escolas? Nisso é que eu estou interessado . O resto é corporativismo.E dizer que os outros não sabem não é argumento
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Luís, não reparou que a privatização do ensino (como da saúde, por exemplo) é que é um factor de desigualdade?
Mas, já agora, responda à sua pergunta, por favor: como é que se dá acesso aos alunos pobres às escolas boas? E é uma questão de pobres versus ricos apenas?
De facto, não é argumento: é constatação.
Quanto ao mais, não concordo em nada consigo, e logo a partir da primeira frase: uma escola não é igual a uma empresa ou a outro serviço público / privado de outro cariz. Tal como avaliar um médico pelo número de utentes que atende diariamente é uma imbecilidade.
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Mais uma vez o autor do post põe o dedo na ferida.
Daí fazer saltar a tampa a alguns comentadores.
Pro.bendica fala do que não sabe;
João Afonso Luz deve ser do mesmo clube;
e o paineleiro baleeiro continua o mesmo calhau com 2 olhos de sempre, o mesmo provocador e o mesmo grosseiro.
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A sério?
Então demonstre lá, por favor, em vez de se ficar por afirmações ocas e balofas.
Já agora, escreva lá em português, se faz o obséquio.
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Caro Vítor: não fale daquilo que não sabe e deixe o seu fígado em paz, pois o seu fel não atinge os professores. Quanto ao Mário Nogueira, tanto quanto sei é democraticamente eleito pela que pequena minoria de professores sindicalizados na FENPROF e faz o que os seus apaniguados lhe solicitam – eu como a esmagadora maioria dos professores não sou sindicalizado nem me revejo nos sindicatos, mas se tivesse de ser seria no maior sindicato dos Professores (a FENPROF) que me inscriveria, embora seja de centro-direita. Vá trabalhar e diga ao meu amigo Nuno Crato que faça o mesmo, que ainda não há horários nas Escolas e nem todas as turmas das Escolas estão validadadas porque ele e o seu seu superior hierárquico (o S.E. do Tesouro) ainda não fizeram o que tinham que fazer…
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O tema já não é o início de aulas ou a fantochada dos concursos de colocação. O tema já não é a falta de assistentes. O tema já não é a educação que os portugueses querem e estão dispostos a pagar. O seu tema é a indubitável capacidade dos professores para falar da educação que convém a todos e decidir por eles quanto custa e quanto se gasta e já agora “calar-me-nos”, não piaremos porque se o VC fala do que não sabe é porque vossa azémola não reconhece aptidão opinativa a quem não possa tratar por camarada, e esqueça lá os seus pergaminhos de lutador de sempre pelo bem dos vindouros. Por mim dispenso-lhe a toga e a prosa, que ensine melhor que se pavoneia. Pavão Branco!
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Diz o Martins que “embora seja de centro-direita”, votaria e inscrever-se-ia na FENPROF, se necessário. Depois também se refere ao Ministro da Educação de forma desrespeitosa. Ora, quem assim fala, não é de esquerda nem de direita, mas apenas interesseira e malcriada.
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É mais um cavalheiro de Domingo, digo doutor 12 horas por semana.
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Seara farta para os fossilizados comuno-sindicatos arménios trogloditas
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O problema na educação também se encontra na saúde e na justiça. Traves Basilares do vazadouro de gastos públicos a muitos apoquente o pouco-muito que se faça de facto. Tal qual dejecto tardio cheiram mal quando se lhes mexe e de professores, enfermeiros, médicos, agentes de justiça, advogados e outros predicados tem exalado um fedor pavoroso. Tão bem que estes pilares funcionavam antes desta legislatura que agora se assiste ao quotidiano desespero dos desapoderados das benesses do serviço inconsequente e incontestado por público que se diz. Não são todos iguais, é certo, mas agora despontam mais visíveis que nunca os chulos de carreira desta nossa perdição colectiva chamada estado.
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É acabar com ele.
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Não sou liberal, essa conversa não é para mim.
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Já que foi levantada aqui a questão do novo ano lectivo, aproveito para sugerir a extensão a Portugal de uma iniciativa muito interessante que vai ser implementada este ano na Suiça pela organização de juventude maior partido do país, a UDC/SVP. Trata-se de uma iniciativa que visa combater a doutrinação marxista nas escolas através da criação de um site onde os alunos podem denunciar os professores e as escolas que tentam impingir o marxismo cultural aos alunos. Como era de esperar os sindicatos de esquerda dizem-se indignados com a iniciativa da UDC/SVP e negam que haja intensa doutrinação marxista nas escolas secundárias. Vamos ver quais as denuncias que ao longo do ano irão sendo feitas no novo site.
http://www.lematin.ch/suisse/udc-lance-site-denonciation-antiprofs/story/12558759
Eis o site que está a aterrorizar os profs marxistas:
http://www.freie-schulen.ch/index.php/vorfall-melden
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Fazia falta um partido assim em Portugal
http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_People%27s_Party
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Enfim, mais uma cunhice, ou antes, uma mentecaptice…. Ó Cunha, pá, esqueceste-te de concorrer, ou a monguice é tanta que nem a treta do formulário foste capaz de preencher. Já agora, cuidado, não morda a língua, que raras são as espécies de serpentes imunes ao seu próprio veneno; e,, garantidamente não pertences a nenhuma dessas tão evoluídas espécies.
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Com é hábito, argumentos não há por parte dos professores. Fazem bem o papel de correctores
automáticos. Continuem, mas não me tirem o direito de decidir quanto à escolha da escola para os meus.
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Se fizessem bem o papel de correctores automáticos não tinham tido tantos erros ortográficos na prova…
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Mea Culpa. Aqui me confesso por ter ajudado contra a autoridade perdida pelos professors e pela escola. De facto, participei numa greve para sanear um vice-reitor de quem a “malta” não gostava e que rotulou de “fascista”. Um senhor fardado e de barbas veio lá ao liceu e concordou. O homem foi mesmo posto na rua. O senhor reitor e os outros professors ou bateram palmas ou ficaram mudos. Dois anos mais tarde o senhor foi declarado inocente (afinal havia leis que se apliavam ao caso) e reintegrado. O douto professor vingou-se da situação sofrida dando generosamente dezanoves e vintes a todos os finalistas. Mais uma vez, os outros professors ou ficaram calados ou bateram palmas – nessa altura já não havia senhor reitor.
Enquanto a sociedade portuguesa não perceber a raiz dos problemas das escolas más (quase todas públicas e algumas privadas), nunca há-de encontrar as soluções para melhorar. Mas também, para formar emigrantes, empregados de hotelaria, funcionários de lares para reformados e atendedores de call center, o que temos é capaz de chegar.
Nota de roda-pé: Na altura desta historieta eu tinha 14 anos e era apenas um adolescente a fazer figura de idiota. O meu pai era das poucas pessoas à minha volta que não só sabia isso, como não se cansou de mo dizer.
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