avanços
Passei os últimos cinco dias em Paris, cidade que não visitava há muito tempo. Apesar da brevidade da visita, o tempo que lá estive foi mais do que suficiente para perceber a razão pela qual Marine Le Pen (e antes dela o seu paizinho) tem vindo a subir vertiginosamente nas intenções de voto dos franceses. Na verdade, um só dia teria sido suficiente para constatar a impressionante presença – em muitos pontos da cidade dominante – das comunidades islâmicas, que mantêm os seus hábitos de vida e tradições como se permanecessem nos seus países de origem. Por mim, que só lá vou muito longinquamente, a questão não me preocupa. E, embora, pelos resultados eleitorais da Frente Nacional, a coisa pareça preocupar um cada vez maior número de franceses, não tenho dúvidas que o assunto acabará por ser localmente resolvido, ainda que possa sê-lo da pior maneira, que é a que a FN preconiza com crescente sucesso. Infelizmente, é por chegar tarde a este género de questões, que o politicamente correcto acaba por proporcionar as piores soluções para problemas de previsibilidade muito razoável. Como o caso do chamado “Estado Islâmico”, que provocou, hoje, inflamadas declarações do Secretário-Geral da NATO, Anders Rasmussen, que nos garantiu que a Aliança impedirá que ele “avance mais”. Distração de Rasmussen. Em boa verdade, o estado islâmico, senso latíssimo, avançou muito mais do que indiciam as suas palavras: há muito que ele está muito bem instalado dentro das fronteiras que ele agora acha necessário defender.

Teve sorte ter escapado a mijo de Femen.
Consta que Paris está mijado delas e as mesquitas também.
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Elas ilustram bem o modo como a civilização progride- tapar a sujidade com mais porcaria.
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É muito “delicado” falar da barbárie do islamismo na Europa (dentro e fora de portas) quano o assunto tem danos colaterais numa das causas de estimação da esquerda europeia: o conflito entre israelo-palestiniano…
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2014/08/o-que-tem-em-comum-igreja-e-israel-ma.html
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D’acord, Rui A.
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Quem o mandou andar por Barbés-Rochechouart e Saint-Denis? Fosse para o VI, o VII ou o XVI. Para andar por esses sítios ficava-lhe mais barato ter feito um passeio pela Mouraria.
Espantoso, espantoso mesmo, é ver a qualidade daqueles tres bairros com a nossa apregoada e pindérica Lapa apinahda de carros em terceira fila e pedras das calçadas a fazerem de lombas.
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Se a revolta não vier de dentro da população a situação não terá fim. Este tipo de guerra não se combate com 4 ou 5 mil militares. Estes países são enormes e basta um só jiadista para pôr tudo em pantanas.
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Como já escrevi, abri a boca de espanto ao ver em Londres dezenas de burkas.
Como a TAP e mais umas quantas voam todos os dias de lá para cá, breve vamos ver o mesmo aqui na santa terrinha.
Aquilo é como o azeite.
Espalha-se e deixa nódoa profunda.
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Qual o pior JIHADISTA, o que mostra uma decisão para muitos horrível, mas que para eles está correto.
Ou o JIHADISTA do Casino Estoril, que num despedimento coletivo ilegal afirma substituir uns por outros a recibo verde e que diz à boca cheia quem é que manda em mim. Mais utiliza os traficantes de influências, para estes golpes de destruição de centenas de famílias, onde tem até agora tem tido ajudas da justiça provocando atraso de um processo contra este despedimento elaborado pelos JIHADISTAS do Casino Estoril.
Um grande negócio da CHINA.
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Ó Silva faça o seguinte: bata com uma marreta na cabeça várias vezes, os seus dois neurónios ou entraram em paragem cardiorrespiratória ou estão em greve e você não se apercebeu!!
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Oh amigo Silva , consulte um medico urgentemente
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Silva,
O que lhe falta para entender que essa repetição constante, essa pirronice só vai contra aqueles que você supostamente pretende defender?
Uma empresa privada despediu alguns trabalhadores.
Quer o quê? Que o estado fique com o casino Estoril?
Por favor, para seu bem e dos que você supostamente defende, pare com essa lenga-lenga.
E poupe-nos, já agora…
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Compre já o seu talhão.
Residents living in a picturesque rural village have hit out at controversial plans to build what would be Britain’s largest Muslim cemetery on rural land.
The proposed 11-acre site in Catherine-de-Barnes, near Solihull, West Midlands, would include a total of 11,000 graves for followers of Islam.
Currently, the largest Muslim-only cemetery in the UK is in Ilford, Essex, which has 5,000 plots.
Mail On-Line
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Quando o Obama decidiu abandonar o Iraque à sua sorte não se preocupou muito com o que podia acontecer. Agora vai ser muito mais difícil resolver o problema. Mais uma excelente decisão deste grande presidente.
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É o petróleo… bruto!
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O Rasmussen e um vigaro como tantos outros que existem pelos governos ocidentais e na sua sede em Bruxelas. So veem o que toda a gente viu ha muito tempo.
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Genial!
Esteve em Paris!
Foi preciso ir lá para a brilhante conclusão?
Podia ter visto o mesmo na TV!
Bom, fico à espera do diagnóstico da dupla Costa-Rio e resolução imediata do problema!
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Este blog é mesmo reaccionário e é gente como vos que contribui para que os povos nao se entendem. Sois absolutamente jihadistas.
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Os Jihadistas querem-nos matar, como pessoa sensível, humanista o Julio compreensivo com as exigências dos dois lados defende certamente que encontremos um meio termo… 50 50 morto vivo?
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Bom comentário e já agora, o que diz sobre o tema?
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Não percebeu manuel? O que ele quer dizer sobre o tema é que todos os infiéis são reaccionários e por serem reaccionários são “fássistas” e assim sendo inevitávelmente são culpados de contribuir para que “os povos” não se entendam. Mesmo os fuzilados em massa ou os degolados só o foram por culpa deles, porque eram reaccionários.O jihadismo dele não é religioso é ideológico.
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Mais um que acha que não podemos criticar os jihadistas pelos seus comportamentos pois se criticarmos estamos a ser iguais a eles. Devemos por isso ser acríticos para não beliscarmos nos seus usos, costumes e tradições. Grande raciocínio.
Se a minha filha aos seis anos não tiver argumentação mais apurada fico preocupado.
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Em 70/71 vivi cerca de um ano em Paris de onde me mudei para Amsterdam de onde com frequencia visitava Paris. Depois de regressar em 75, sim também fui um retornado mas da Europa, passei em Paris em 91 e o choque foi terrível imagino agora!! quando dizem cobras e lagartos da Le Pen esquecem-se que grande parte dos que votam na FN eram votos de esquerda não dos flutuantes mas dos convictos que se mudaram com armas e bagagens.
Só falta a faísca que a palha está seca e vai dar um grande braseiro.
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Oh! Como a direita mudou: de patega e provinciana, para cosmolita e bem falante. No resto, com mais ou menos botox, “fascistóide”, como sempre.
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Caramba, voces parecem saloios da aldeia que veem um preto pela primeira vez. Sim, ha’ muitos muculmanos em Franca, como os ha’ em toda a Europa. Portugal e’ uma excepcao. E e’ assim ha decadas, so’ agora se aperceberam? Se estivessem os Europeus quietos no seu canto e nao tivessem colonizado o norte de Africa e o Medio Oriente, nao teriam estes problemas. O que querem, que se vao todos embora? Agora e’ tarde, muitos ja’ nasceram na Europa e sao Franceses ou Britanicos de nacionalidade. Vao ter de lidar com eles, e nao sera’ facil.
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Caro Rui, muito bem. Rasmussen aparenta esquecer que a Europa convive com muito mais do que quintas colunas.
Em Portugal, muita gente não percebe porque razão a Frente Nacional cresceu tanto (será sempre mais fácil criticar à distância)
E a Marine Le Pen foi muito mais inteligente do que o pai, em questões como o semitismo.
Mas, para uma melhor noção da realidade, é necessário ir ao sul, a Marselha, onde as ruas ficam interditas à circulação nas horas da oração.
E já agora, também convém não esquecer Londres, onde manifestações carregadas de “amor” pelos ocidentais são politicamente esquecidas pelos mass media.
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Na mouche. Lembro aquela comuna que se tronou reaccionária, Oriana Fallacci, e que se indignava há mais de 10 anos pelo desrespeito que tais comunidades demostravam ao acampar e fazer todas as suas necessidades aos pés dos mais grandiosos e estimados monumentos de Florença…
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na wiki
A Força da Razão (no original em italiano, La forza della ragione – ISBN 88-17-00296-8) é um livro publicado em 2004 pela escritora e jornalista italiana Oriana Fallaci. O livro é focado em critícas ao Islão e foi um best-seller na Europa.
No início do livro, Oriana Fallaci faz uma relação entre seu livro, e o livro do escritor Mastro Cecco, autor de um livro hérege que foi queimado durante a inquisição em 1327. Ela demonstra um grande preocupação com a Europa e a constante imigração de muçulmanos, e que sobre o dominío muçulmano a Europa tenderá para uma total islamização, algo como “Eurabia” (originalmente o título do jornal editado pelo presidente da associação Franco-Árabe de Solidariedade, Lucien Bitterlein). Oriana Fallaci afirma que a coexistência pacifíca entre o islamismo e o ocidente é impossível.
é o que se tem visto…
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Vamos ignorar o facto de os extremistas islâmicos franceses e a Frente Nacional?
O problema de tentativas de desinformação como estas é que basta um leitor ser minimamente atento que desmascara logo.
PS: ser muçulmano ainda não é crime na Europa
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ADENDA: Vamos ignorar o facto de os extremistas islâmicos franceses e a Frente Nacional serem aliados?
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Caro Rui,
Há uns 10 anos atrás atendi uns clientes ingleses, já bem avançados na idade, que constituíam residência no Norte de Portugal. Findo o negócio, em conversa agradável, tomei a liberdade de perguntar-lhes o porque da escolha do Norte e não do Algarve. Fiquei surpreso com a resposta: “Quero morrer no meio da civilização. Inglaterra está tomada por estrangeiros de hábitos diferentes dos nossos. E seus filhos são muito perigosos e não respeitam ninguém” e completou: ” And we have many green here, like England.”
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Hoje na RTPI passou uma reportagem do J.Rodrigues dos Santos que está no norte do Iraque ..Não sei qtas já fez mas é para aí a 3 ou 4 .Não via o JRS nestas coisas há muito tempo , e apesar de o ter achado um bom profissional da informação , não sei porque ? , preconceito ?, depois da sua fase actual livresca , que mal conheço , achei que ele mantinha o vinculo para efeitos de reforma do Estado , uma vez que está na nossa RTP .
Pois estava enganado . Vou explicar porque e acerca do que a reportagem de hoje dá o sinal daquilo que bem está a seguir , ou pode estar a seguir.
Tenho reparado que as reportagens internacionais têm dedicado muito tempo á questão do ISIS , e agora do eventual comeback após formação dos ditos ocidentais que por lá se alistaram.A BBC e CNN dedicam tempos enormes mas dos refugiados a CNN deu gde importancia aos yazidis do monte Sinjar … e ainda bem … pois alguem teve de fazer qq coisa .Há 70 anos tb deram info aos aliados sobre os campos da morte dos nazis … mas ninguem acabou por fazer nada pelos judeus, e outros que por lá sofreram e morreram.Houvesse uma CNN ou BBC e talvez a coisa tivesse corrido de forma diferente .Afinal os judeus quase foram eliminados da Europa, e foram acrescentar saber e desenvolvimento aos EUA , e ao Estado de Israel … digam lá o que disserem .Em contraste a Europa , acolhe milhões de muçulmanos , alguns por necessidade de mão de obra , outros por motivos de perseguição politica , e passado este tempo todo há uma latente incomodidade mutua qto ao futuro das suas comunidades , pois não há nitidamente uma intersseção de interesse comum aquelas que os acolheram.
Já mais não digo qto ao numero de prémios Nobel de variados saberes , que judeus ganharam , vis a vis ,os adeptos do Corão.Talvez um , ou outro escritor , porque é giro.
Estou a carregar um pouco mas é intencional, e um pouco biased, para pôr a pensar aí o pessoal.
Durante seculos existiu uma divisão latente .Guerras , escravatura , cativos .Durante seculos existiu um combate latente , e tem sido uma coexistência dificil .A total preponderância do ocidente após a queda do imperio otomano , já o sick man of europe nos oitocentos, o desfecho da II guerra com a instalação do Estado de Israel , as independencias arabes , a guerra fria , o petroleo … tudo isto contribuiu para o belo panorama actual.
De facto , não houvesse petroleo e gás acessivel que constituem uma forma fabulosa e fácil de riqueza para alguns, e a questão do seu controlo , tal como já foi o das especiarias, estes fenomenos talvez estivessem mitigados.Acresce o conflito milenar entre sunnis e shias , entre a potencia Arabia Saudita e aliados da zona , e o Irão para dominar a região .
Voltando á reportagem de hoje do JRSantos .Interessa-se o JRS por o destino da comunidade cristão do Iraque , e procede a umas entrevistas numa igreja caldeia .ás tantas se repara na serenidade resignada como alguns entrevistados acham ter o seu destino de passar pelo exilio .Tal como os yazidis .Agora o verdadeiro sinal dos tempos vem da sabedoria como o padre aborda ( em françês ) o porque do ISIS estar por ali .Alega o sacerdote que tal só resulta da força do dinheiro que os Sauditas têm injectado nos movimentos integristas mundiais , no facto de a sua educação pugnar e promover , o unico reconhecimento da superioridade do Islão .E termina o sacerdote com uma advertência … a Europa tambem vai colher frutos desta politica .
Afinal é ou não verdade que há aqui qualquer coisa que funciona mal ? Seja no East London , ou em Minneapolis ?
Durante seculos , e é um designio do Corão , engrandecer o mesmo .Por conversões , umas forçadas ou não , e outras compradas … foi sempre um pouco assim .O dinheiro vai na frente construindo mesquitas , que se convertem em locais de proselitismo politico, mais que religioso.Ou a par .Será possível que não se consiga abandonar o espirito medieval ? da conquista ? . Já o Adolfo criou uma Divisão SS islâmica com voluntários bosnios .
Isto é espirito de aventura ? . Que faz um muçulmano ocidental educado no respeito e tolerância passar para a deriva medieval, e acompanhar um conjunto de outros malucos alucinados com o poder das armas que possuem ? o racismo ? acham mesmo ?
Há qualquer coisa aqui de animalesco .Afinal somos da mesma especie ou não ? .Será uma coisa tipo formiga preta , e formiga vermelha ?
Que motiva esta gente.Até poderia pensar que poderia ser repressão de genero nas comunidades de origem .Afinal tanta violência parece fazer crer na falta de afecto .Mas não têm muitos acesso ás menores brancas de Rotherham ? outros ás yazidis de 600 dolares ? .Ironizo mas há aqui qq coisa que está mal .
Degrade e destroy diz Obama .Mas com juizinho.E orçamento lá das terreolas.
Afinal é aquela malta de lá que se deve empenhar na coisa , sobretudo.
Os curdos agora estão interessados , pois estão apertados pelo ISIS , e deram em protectores das minorias ( dá agora um jeitaço …em 1915 era vê-los a liquidar armenios , para ficar com as terras perante o comando do jovens turcos ).Querem armas modernas ? espero que não seja como os shias iraquianos do exercito do Iraque , largarem para o ISIS e fugirem .
Apenas um pormenor .
Certamente que não , pois o Foreign Office dos finais da I guerra , até achava já os curdos mais merecedores de confiança que os arabes.
É resposabilizar aquela gente pela sua própria segurança .
Relativamente ao problema do regresso dos jihadistas … é fácil .Retira-se a possibilidade de regressar , o que os deve chatear um bocado , ainda , me parece.
É pôr agora os sauditas e outros que os financiaram anos a fio , agora a combate-los.Fazem bem os americanos em não querer voltar .
E procurar combater o proselitismo financeiro actual nestas terras do norte.
Já Quaddafi achava que se podia comprar conversões e mudar o sentido do mundo politico ocidental.Há que dar um sinal contrário .
Infelizmente parece ser este o sentido contemporâneo desta relação .
Ou isto um dia vai ficar bem pior .
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Então e em Portugal?subrepticiamente aí estão,aparecendo de todos os lados que nem ratos.Tenho reparado e é uma loucura.!Reparem bem,burkas por aí, eles com os faldrais.Assustador.!
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Paris assusta
Grupos de desintegrados
Não aceitam e não se revêem na cultura francesa
Ao contrário de outra grande capital europeia
Em Paris existe uma forte presença magrebina
Em conjunto com uma grande comunidade
De africanos do golfo da Guiné
Zona onde o Islão avança
Poderia fazer como os outros
Atrair imigrantes de zonas mais diversificadas
De qualidade, indianos, e outros do sudoeste asiático
Nem a cultura francesa os atrai
Mas também quem se recorda de ver um filme francês até ao fim
Não é por falta de histórias
Só as aventuras do garanhão socialista que governa a França
Dariam um bom tema para um filme.
Mas teria que ser feito em língua inglesa
Pois se fosse feito um realizador francês.
Adormeciam todos antes dos preliminares.
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Ora, sobre isso, também a mim me lembrou don quixote o falador vaidoso de rasmussen .
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Todos diferentes, todos iguais!…
—> Isto é: TODAS as identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta!…
{nota: Inclusive as de ‘baixo rendimento demográfico’ (reprodutivo)!… Inclusive as economicamente pouco rentáveis!…}
—> Uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum.
—> Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço.
Leia-se:
– os ‘globalization-lovers’ que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa!
.
.
.
P.S.
Separatismo-50-50
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Boa noite
Colei para v/conhecimento uma excelente análise do blog Do Portugal Profundo na sequência ou conexo ao assunto aqui discutido.
Aqui vai :
Cobardia
Sem coragem, sucumbimos. Não agimos, adiamos; e atrasamo-nos: perdemos. Arrastados pelo vento da história que nos engolfa, sem força para resistir, nem vontade, nem fé. Somos os culpados únicos da nossa miséria.
Ainda em tempo, merece destaque o aviso aos cristãos ocidentais do exilado arcebispo caldeu da cidade iraquiana de Mossul, conquistada pelo Estado Islâmico da Síria e do Iraque (EISI), em 10-8-2014 :
«Os nossos sofrimentos de hoje são o prelúdio daqueles de que padecereis até vós, europeus e cristãos ocidentais, no próximo futuro. (…) Eu perdi a minha diocese. O lugar físico do meu apostolado foi ocupado pelos radicais islâmicos que nos querem convertidos ou mortos. Mas a minha comunidade ainda está viva. (…) Por favor, procurai perceber. Os vossos princípios liberais e democráticos aqui não valem nada. Devem refletir sobre a nossa realidade do Médio Oriente porque vós estais a acolher nos vossos países um número crescente de muçulmanos. Também vós estais em risco. Deveis tomar decisões fortes e corajosas, mesmo à custa dos vossos princípios. Vós pensais que os homens são todos iguais. Mas isso não é verdade. O Islão não diz que os homens são todos iguais. Os nossos valores não são os valores deles. Se não percebeis a tempo, tornar-vos-eis vítimas do inimigo que acolhestes na vossa casa.»
Arcebispo caldeu de Mossul, Amel Nona, em entrevista em Erbil a Lorenzo Cremonesi, «Nel campo dei cristiani stremati», Corriere della Sera, 10-8-2014 (tradução minha).
Podem os governos ocidentais não querer a guerra com o Islão ou pensar que ela está longe, naquilo que o historial Samuel Huntington chamou, em 1993, em «The clash of civilizations», as «fronteiras sangrentas» dessa religião e política. Mas o Islão quer, e faz, a guerra connosco, povos dos países de matriz cristã e judeus. A Jîhad (guerra santa do Islão) está em curso, em Israel, na Síria, no Iraque, no Líbano, na Líbia, na Argélia e no terrorismo nos outros países do Magrebe, no Egipto, na Indonésia. A partir do santuário da Síria e dos territórios ocupados, onde decorrem massacres ignorados, serão, mais cedo ou mais tarde, lançados ataques terroristas a países ocidentais, como aconteceu a partir do Afeganistão, em 2011. E, entretanto, nesta guerra global do Islão, o cerco vai apertando até Al-Andalus, desde 2001, sem que o Ocidente tenha, na sua cómoda cobardia, sequer uma estratégia (presidente Obama, 4-9-2014) ou, antes de mais, a vontade de combater. No fim, como explicava Churchill, em 1938, sobre a ameaça nazi e a pusilanimidade do governo de Chamberlain: depois da escolha da vergonha, virá a guerra, mas em piores condições.
Podem até as governamentalizadas televisões ocidentais (como a RTP deles) proibir a exibição das decapitações de ocidentais na Síria e das cabeças degoladas dos cristãos em Mossul, e evitar notícias da limpeza étnica na Síria e no Iraque, ao mesmo tempo que os governos promovem nos média a ideia de um Islão pacífico e moderado (!?…) – embora estes se oponham a reinterpretar o Corão – ao mesmo tempo que canalizam a indignação popular para a resposta militar dos israelitas na Faixa de Gaza. Mais: há um desprezo sub-humano, pelos cristãos do Médio Oriente – tal como, noutra frente, os ucranianos.
Já Camões contava que «fraco rei faz fraca a forte gente» (Os Lusíadas, Canto III, 138), refusando dos portugueses «o pátrio Marte» (Canto IV, 15). O débil Timorus adormece o corajoso Marte. O pior é que, nesta fase de obsolescência da democracia representativa, sem possibilidade de escolhermos livremente os representantes nem de decidir diretamente sobre os desígnios do Estado, não temos líderes apenas intelectualmente pobres, tecnicamente impreparados e negligentes na administração da coisa pública, mas também ladrões da fazenda do povo que deviam servir e cobardes perante o dever. A culpa da prevalência da ruína não é dos líderes corruptos: é nossa que, moles e também moralmente corruptos, lhes consentimos os abusos.
Publicado por António Balbino Caldeira
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Está tudo bem, não precisamos de fazer nada. Os nossos novos concidadão euro-somalis e afins estão a fazer os possíveis para hostilizar o seu novo lar, e, por muita propaganda multiculturalista que se enfie pela garganta, o Zé Otário europeu tem os seus limites. É só esperar que salte a tampa ao Zé Otário, e já não deve faltar muito. Eu já ia comprando as pipocas, que vai ser um filme do caraças, tipo a comédia do século…
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