Battle Royale
Podemos “defender a escola pública” quanto quisermos, com todo o afinco hooliganista de quem conhece todos os cromos da caderneta do campeonato distrital do Azerbaijão; porém, nada faz mais pelas escolas privadas como o regime de 25 horas obrigatórias nos primeiros anos do ensino básico, separadas ao longo do dia, acrescido de 5 horas para actividades de cariz duvidoso (“A escola e eu”? “Civismo e cidadania”?) e N horas adicionalmente disponíveis para meter a canalha numa sala especial para uma variedade de Battle Royale fomentadora de auto-comiseração enquanto os pais não saem dos empregos.
Para a maioria dos leitores, as 25 horas obrigatórias foram realizadas exclusivamente de manhã ou de tarde. Agora não, melhor repartir ao longo do dia para, em prol da escola integral, lixar a vida às crianças que, infelizmente, têm possibilidades monetárias para actividades fora e apoio familiar suficiente para permitir uma melhor gestão destes tempos livres.
Incrivelmente, quem mais protesta nem são os encarregados de educação. Vá-se lá perceber. Que pena não se poder tirar as pilhas aos miúdos e desligar o sistema durante umas horas. Porém, nada como ir tentando.

A escola publica serve mais os professores, que os alunos.
Os professores queixam-se que não tem tempo para dar o programa, mas há 3 meses sem aulas.
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Então. pensando nos superiores interesses das crianças, devia aumentar-se o número de dias de aulas? Não acha que as crianças já estão demasiado sobrecarregadas?
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Quanto a enfiar as crianças na escola o dia inteiro, isso também acontece no privado. Aliás, um dos critérios que leva os pais a colocar os filhos em colégios privados é poderem deixá-los lá enfiados até à noite e mesmo durante parte das férias e interrupções letivas. Defendo que as aulas deveriam decorrer apenas no periodo da manhã. Na parte da tarde, os pais decidiriam o que fazer com as crianças. As escolas continuariam de portas abertas para os alunos que lá quisessem ir participar em atividades extra curriculares. Seria preciso um governo muito corajoso para tomar uma medida que iria por a maioria dos pais a protestar histericamente.
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No entanto, no colégio pode usar como critério para a inscrição a existência de actividades e seus horários que sejam compatíveis com a sua preferência e disponibilidade.
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Terá sido por causa desta injustiça que a Lurdinhas Rodrigues apanhou três anos e tal de cana? Não se faz…
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ruy cunha parabens pelo poste.
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Não conheço os méritos da acusação e da prova, logo desconheço o cabimento da pena. No entanto ouvi um esboço de defesa da própria que alega não ter agido com conhecimento de infracção: podia adjudicar por milhares de euros e não me teve a mim para a informar a troco de 30€, e esse mérito da defesa é patético.
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No ensino há grande fragmentação de saberes, deveria existir uma grande diminuição de disciplinas, através de compactação de saberes. Claro que este tipo de medidas iria criar grande contestação, pois implicava o reforço e fim de de alguns grupos disciplinares. Foi o que aconteceu com a Educação Tecnológica, quando a transformaram como disciplina de um só professor, a contestação foi a que se viu.
Não compreendo quando em certas escolas há aulas de Português e Matemática no final de tarde e aulas de educação física logo de manhã. Acho, que os alunos ficariam a ganhar mais se tivessem aulas de disciplinas mais teóricas de manhã e aulas de disciplinas mais praticas de tarde.
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ginastica depois de almoço se possivel!
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Mais uma vez, vendo e entendendo o país a partir e como o umbigo.
Consideremos o distrito de Viseu, que conheço razoavelmente bem pelos anos que a minha vida se cruzou com a Citroen: Mangualde, Penalva, Armamar, Tondela, Nelas, Canas, Cinfães, Lamego, São Pedro do Sul, Castro Daire, Cinfães, Sátão, Tabuaço, Tarouca, Vouzela, Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira, etc., etc.
É colégios aos pontapés.
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Nem piscinas municipais, nem clubes desportivos, nem ranchos folclóricos. É tudo um deserto. Ainda bem que há auto-estradas para o deserto.
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Nem no azul acertou.
Não, também não há auto-estradas para o deserto. Faltou o alcatrão depois das «n» que defecaram no litoral e nas pontes.
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Temos que fazer disso um desígnio nacional.
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Não é necessário. O pessoal só quer uns catos para acompanhar a areia.
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E umas cervejas para o Benfica de Portalegre, seu urbano.
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Creio que é de Castelo Branco.
Da urbanidade, falou o mestre.
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Portalegre precisa de um Benfica. E de um colégio (com auto-estrada).
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Por outro lado, a leveza flutuante parece consignar o desconhecimento em torno da génese da escola a tempo inteiro, da sua autoria, dos aplausos generalizados que suscitou.
E quando alguém se pronunciava contra, aqui del-rei que só poderia ser profe e não queria trabalhar.
Como é óbvio, com os horários que os pais têm de cumprir nos tempos que correm (os felizardos que têm emprego, entenda-se), as crianças têm de ficar nalgum lado, despejadas, até que alguém as venha buscar.
Não há pior do que o boliquense…
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Este ano lectivo temos 36 alunos em turmas de 12º ano! Até onde será possível ir? Cada ano que passa a situação da escola pública agrava-se. Por experiência própria pois tive filhos no secundário há 10 anos e tenho um filho agora para entrar na universidade.
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Quantas pessoas existem numa aula tutorial?
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Duas perguntas:
– Quantas turmas de 36 alunos está certa de que existem? (onde obteve a informação?);
– No seu tempo como era? (que me recorde, fiz todo o Liceu em turmas de 32-36 alunos).
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Em primeiro lugar importa subtrair as crianças pelo maior período possível, à nefasta influência dos pais (sim porque existem pais que conseguem ter o luxo de organizar as suas vidas e famílias para ter tempo para “estar” com os filhos e não hospeda-los nas ausências da escola). O problema é ter educadores/professores que sugerem programas de fim-de-semana e avaliam a dieta alimentar seguida fora da escola. O problema é termos educadores/professores que se vangloriam das “crianças sucesso” e se desculpabilizam das “crianças fracasso”. O problema é serem os mocetões inquiridos na escola não sobre hábitos de leitura mas sobre a selecção literária (e quererem discuti-lo com os pais). O problema é que para formatar se deve quadrar a criança e isto significa cortar as gorduras, e quem define massa gorda é o professor/educador que a este ponto se transmuta em filósofo existencial. O problema é ter uma criança (ou mais) não obesa e sem cáries (quase esquecia a pílula de flúor, que benfazeja, que lavar os dentes na escola não pode ser), com sucesso escolar e normal desenvolvimento (na óptica do pediatra e do clínico geral, e dos vizinhos e de quase todo o mundo) e ainda assim ter que receber conselhos de quem duvidosamente singra equivalentemente no seu próprio desiderato. Mas o problema é maior que isso, é o Ministério e grande parte dele os professores que ainda estão em guarida no Ministério.
Para finalizar recordo a baboseira dos dias de hoje que recentemente ouvi a Canavilhas e a Crato: isto de ser professor é a profissão mais difícil do mundo (ou exigente) – porra que são estúpidos, ignorantes e não se tocam – já o soldado ou o pescador fugiram para esse ofício para não se submeterem aos incomparáveis rigores do professorado. E não há quem brade contra esta estupidez e lhes enfie a verdade pelo nariz…
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Os alunos passam cada vez mais tempo na escola. Deve ser para se irem habituando ao que os espera em adultos, que é passarem a maior parte do tempo no local de trabalho. Os pais ainda acham pouco. Ainda hoje de manhã, na tv, o presidente de uma confederação de associações de pais( para a comunicação social ele representa a opinião de todos os pais!) afirmava que há demasiadas pausas letivas. Para este iluminado, as mães deviam dar à luz na escola e deixar lá os bebés até aos dezoito anos. Eu gostava que as minhas filhas passassem menos tempo na escola, mas não tenho liberdade para decidir isso.
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Presumo que quando se refere às atividades de enriquecimento curricular. São facultativas, pode gerir os tempos livres à vontade.
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Costumo lê-lo e concordar.
Desta vez, todavia, não tem qualquer razão.
As 25 horas do currículo devem ser divididas pelos períodos da manhã e da tarde e só excecionalmente no chamado regime duplo quando as instalações estão sobrelotadas.
As vantagens da distribuição por 2 períodos de aprendizagem estão documentadas em inúmeros estudos empíricos.
Por outro lado, os pais com posses para atividades extracurriculares caras, podem sempre optar pela matrícula em organizações privadas.
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