Razões para não investir no Porto
Rui Moreira avisa que pode expropriar edifícios para salvar lojas ameaçadas pelo aumento das rendas
Rui Moreira, em vez de representar os portuenses, é representante dos inquilinos de rendas congeladas:
A sala do Hotel Intercontinental, no Porto, estava cheia de investidores, proprietários e potenciais proprietários de edifícios no centro da cidade e foi a eles que o presidente da autarquia, Rui Moreira, se dirigiu, com um aviso muito claro: “Se porventura pensarem que vão expulsar [cafés e lojas históricas] resistentes da cidade, saibam que a Câmara do Porto utilizará todos os recursos legais ao seu alcance para o impedir. Para sermos claros, no Estado Novo usavam-se expropriações por esta razão”
Veja-se como Rui Moreira se esquece dos senhorios (muitos deles cidadãos do Porto) que durante anos receberam rendas simbólicas pelos seus prédios:
Rui Moreira defendeu que a actualização de rendas era “razoável e útil”, mas não a qualquer preço. E, depois, voltou-se para os proprietários, dizendo que, apesar do “muito respeito” que tem por eles, irá estar “muito alerta” em relação à forma como eles lidam com espaços emblemáticos da cidade. “Estou muito preocupado com os cafés históricos e lojas tradicionais da cidade. Eles que aguentaram tanto tempo, subitamente, podem ser excluídos, quando, pela primeira vez, vêem que o investimento que fizeram começa a dar frutos?”, questionou. E afiançou: “Não queremos transformar o Porto na República Dominicana das cidades”.
Parece que a malta que investiu foram os parasitas que nem uma renda a preços de mercado pagam ao proprietário do prédio.
De que espaços históricos é que Rui Moreira está a falar, e que devem manter as rendas abaixo das de mercado? Dois deles são cafés para turistas que cobram 2 euros por um café e têm receitas anuais de centenas de milhar de euros:
À margem da conferência, o autarca confirmou aos jornalistas que “no limite” está disposto a avançar com expropriações, caso espaços que o município considere serem de interesse municipal estejam em risco de fechar as portas por causa do aumento das rendas. “Não consigo imaginar a cidade sem o [café] Guarany, sem o [café] Majestic, sem a Loja das Sementes”, disse.

Pois Rui Moreira tem direito a desejar a manutenção desses espaços “de interesse municipal”, por isso e coerentemente deve pedir autorização em Assembleia municipal ou lá o que é para a Camara assumir o pagamento da diferença para a renda “actualizada” desses espaços. Vai é abrir uma caixa de Pandora pois será de imaginar muita gente perguntar quais são os critérios que definem o interesse municipal e ele ter que enfrentar multidões aos gritos a reclamar a classificação de interesse municipal para o seu estabelecimento!!
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Fónix. A senhora da Associação de Comerciantes que logrou sacar 5 milhões à custa do PPA receberia 10ME e uma homenagem com RM a negociar a favor do comércio tradicional. E decerto o presidente da CMP quereria ficar na fotografia.
É o maior atentado ao Porto desde que Rui Rio preferiu pintar bairros e ir partindo alguns blocos…
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Já agora, poderia começar por expulsar os inúmeros bancos que ocupam os pisos térreos do centro da cidade, alguns deles revestidos como celas de cadeias, e que matam qualquer actividade desde as 15h de sexta-feira até à manhã de segunda. É ver a tendência em Júlio Dinis e a tradição na Praça.
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A derrota eleitoral ainda não está digerida , parece. O senhor referia-se a espaços históricos e até deu exemplos e concordo com ele . Passa pela cabeça de alguém que a CMP se vá intrometer em todos os contratos de arrendamentos ? Ainda recentemente se passou algo semelhante com a Ginjinha em Lisboa. E relativamente às rendas, ele utilizou o termo razoável.
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Caro Manuel, é irrelevante se o espaço é histórico ou não. O Majestic é um negócio que envolve centenas de milhar de euros. O Senhorio não é a Santa Casa para estar a subsidiar esse negócio.
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Ele fala em razoabilidade das rendas ,como economista, entendo perfeitamente o que ele quer dizer.
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Claro que não é nada irrelevante o espaço ser hitórico ou não. Que barbaridade de comentário!
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Você citou o caso da Gingiha em Lisboa, mas conhece o acordo em toda a sua extensão e detalhe?? Fica-se com a sensação que é mais um que fala por ouvir dizer!!
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Não conheço o contrato ,li que a imobiliária queria despejar o proprietário do negócio e na semana passada observei que pelo local passam milhares de turistas por dia ; a importância do espaço em si e na envolvente não pode ser deixado à frieza da relação contratual.
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Não sabe nada e do alto da sua ignorancia bota sentença. e se atentarmos bem no seu inicio “A derrota eleitoral ainda não está digerida …” torna-se difícil fazer que não se percebe ao que vem!
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manuel,
E quem é que decide que renda é razoável? O inquilino? A Câmara Municipal?
É o técnico da Câmara que come de graça no restaurante quem vai decidir qual é a renda “razoável” que o dono do restaurante deve pagar ao senhorio a quem arrenda o espaço?
Se o manuel “entende perfeitamente” o que Rui Moreira quiz dizer não será por “ser economista” mas sim APESAR DE “ser economista”.
Uma amiga minha teve uma inquilina que não lhe pagou renda durante mais de 6 anos e não podia fazer nada porque o Estado não achava “razoável” desalojar uma “mãe solteira com baixos rendimentos”. Mas era “razoável” a proprietária ter que pagar os impostos relativas ao imóvel e alojar gratuitamente uma família que deixou o apartamento quase destruído.
Quando finalmente conseguiu fazê-la sair, a “mãe solteira com baixos rendimentos” demorou menos de 30 minutos a arranjar casa para morar. De graça. A senhoria ficou a arder com mais de 25 mil euros de rendas não pagas, as despesas legais relativas ao despejo e os arranjos do imóvel.
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Manuel,
Quem viveu dezenas de anos com rendas congeladas vem agora falar de “rendas razoáveis”? Rendas razoáveis são as rendas de mercado. Senhorios não são a Santa Casa. Não têm que subsidiar actividades turísticas que rendem centenas de milhar de euros.
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Dada a brutal carga fiscal, a economia sobrevive e os espaços em causa não dão nada centenas de milhares de euros além de assegurarem postos de trabalho. Se aplicarmos uma lógica de mercado chegamos à conclusão que este país não é viável como friamente eu já tenho escrito várias vezes e teremos de fechar tudo. Só se pede razoabilidade , a mesma que os portugueses tem demonstrado face ao cataclismo que nos caiu em cima .Eu, abdico da doutrina, se o que está em causa, é a minha sobrevivência na nossa terra ou em alternativa a “mala de cartão”.
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Ficamos a saber pelo manuel que a “brutal carga fiscal” não se aplica aos senhorios, que “razoável” é uns viverem à conta dos outros e que respeitar o direito de propriedade é “doutrina”.
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“Rendas razoáveis são as rendas de mercado”… Depende. O mercado nem sempre é lógico ou tem razão. Também há uma coisa chamada especulação e “crashes”…
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Tem toda a razão. O tripeiro não tem nada que decidir por quanto deve vender o seu trabalho ou aquilo que produza porque não se pode confiar que tome as decisões que melhor defendem os seus interesses. Essas decisões devem ser tomadas por um organismo público.
Só preciso que me explique por que razão o tripeiro poderá vir a tomar más decisões sobre matérias que lhe dizem directamente respeito mas os técnicos desse tal organismo público nunca se enganarão nas decisões que tomarem sobre matérias que não os afectam e sobre as quais não poderão de forma alguma saber tanto quanto o tripeiro.
Em troca da explicação que o tripeiro não vai deixar de me fornecer, fica uma sugestão: procure (no dicionário ou na Wikipedia) o significado do termo “mercado” porque claramente não faz a mínima ideia do que isso seja.
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Muita da atractividade que o centro da cidade do Porto tem neste momento deve ZERO à acção dos proprietários de imóveis. Não digo que intencionalmente, dado não poderem ter rendas adequadas, e daí receitas para investir, mas isso não é culpa dos cafés ou lojas ou dos munícipes actuais. No entanto, e dado que o Estado gastou e gasta muitos recursos na recuperação dos centros históricos não é justo que, agora que o centro está na moda, estes queiram tirar partido sem qualquer limitação. Uma outra razão é que os privados têm dificuldade, quando não horror, ao longo prazo e à sustentabilidade, e aí a Câmara e outros organismos têm um grande trabalho a fazer. Varrer tudo o que fez do centro um lugar apetecível e substituir por algo que no curto prazo dê rendas altas mas transforme o centro numa monocultura de lojas de souvenirs ou bancos é contraproducente e matará o negócio que os privados neste momento querem explorar. Logo, a acção de Rui Moreira não só é justa como inteligente, dado que pretende prolongar o mais possível um estado onde todos lucram o máximo.
Sim, eu nem sempre tomo as melhores decisões para mim próprio. É por isso que vou ao médico quando estou doente ou ao advogado quando preciso de aconselhamento legal. Neste caso, os proprietários estão a pensar bem, mas apenas no bem imediato pessoal e de curto prazo. Um administrador da cidade tem a RESPONSABILIDADE de ver muito para além disso.
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E não se preocupe, sei mais do mercado que você, sem dúvida. E a Wikipédia não é o melhor local para se aprender algo a fundo. É uma boa ferramenta para conhecer algo superficialmente mas usa-la como fonte de suposta autoridade e profundidade é ser estudante amador. Dicionários? Dicionários não ensinam teorias, apenas fornecem significados de palavras. No dia em que alguém pretender aprender uma disciplina económica ou teoria científica a decorar sinónimos estamos conversados.
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Vivo cá por baixo e fui poucas vezes ao Porto.
Não é no Guarany que se reúne a fina flor do FCP?
A ser assim até devia já estar considerado como Monumento Municipal com uma estátua daquele de que nem é preciso escrever o nome.
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Guarany actualmente é um café de turistas.
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O Guarany serve mal, sempre serviu. O Majestic idem. As fachadas dos dois edifícios são bonitas, de preservar. Os negócios não prestam e não são muito apreciados pelos turistas. Passam por lá e bebericam, tirando umas selfies, mas serão poucos os portuenses que lá gastam os euros. O Guarany era importante pelas mesas de bilhar e quando as salas enchiam, nunca serviu de palco conspirador do FC Porto cuja sede ficava 150 metros acima…
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O socialismo é a manifestação exterior de um doença mental incapacitante de que muitos humanos padecem. Nuns a doença manifesta-se mais com o futebol, noutros com a religião, e noutros ainda com a política. Deve ser uma sensação deveras estimulante ter a capacidade de tirar pela força a uns para dar a outros, e sentir-se bem e justo com isso.
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Já se percebeu que este tipo é mais uma betinho do Puarto que gosta da guarida xuxa…
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Muito bem Rui Moreira. Mais uma vez a supreender pela positiva. Mas passa pela cabeça de alguém deixar espaços como o Majestic ou Guarany serem chantageados pelos donos dos prédios, agora que o centro é mais que badalado quando estes cafés e outros espaços foram durante muitos anos a única coisa viva no centro da cidade? Os gerentes destes espaços devem ser elogiados e recompensados porque tiveram a visão, a coragem e o empenho que ninguém na altura tinha e do qual muitos se querem aproveitar agora. Muito me honra ter um presidente que é ou foi um empreededor mas não é uma hárpia. A continuar assim Rui Moreira ganha com 90% a reeleição, e justamente!
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O seu sarcasmo é do melhor. Os meus parabéns.
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Não estava a ser sarcástico, muito pelo contrário. Uma coisa é pagar um valor justo de renda, outra é ceder à especulação. E apoio a 100% qualquer acção que combata esse fenómeno.
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tripeiro,
Quem é que decide qual é o valor justo? E justo para quem?
Se o inquilino estiver a pagar 1000 euros por mês e houver interessados no espaço disponíveis para pagarem 1500 ou 2000, qual é o valor justo?
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Entre um café de charme a pagar 1000 e um bar de alterne a pagar 2000 por baixo de sua casa, qual é o valor “justo”?
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No Porto do Tripeiro não há nada entre o “café de charme” para turistas e o bar de alterne (para turistas??) não há nada!! Como não é turista quem quiser encontrar o tripeiro é procurar nos bares de alterne. Havia qualquer coisa com os bares de alterne e o Porto, já não me lembro o que foi …
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tripeiro, repito:
Quem é que decide qual é o valor justo? E justo para quem?
Se o inquilino estiver a pagar 1000 euros por mês e houver interessados no espaço disponíveis para pagarem 1500 ou 2000, qual é o valor justo?
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Não me respondeu à pergunta, porque tenho de responder à sua? Repito, 1500 euros por um bar de alterne ou 100 pelo Guarany, é fácil de escolher, pelo menos para quem tem de se preocupar com a sustentabilidade de um modelo de promoção da cidade. Rui Moreira tem toda a razão.
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O “mercado” provavelmente também diria que o Vale do Douro seria um excelente local para armazenamento de resíduos nucleares, dada a geologia, mas…. pois. Ainda há quem tenha juízo.
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tripeiro,
1. Eu perguntei primeiro e as minhas perguntas são pertinentes. Foi o tripeiro quem falou em “rendas justas” e apenas lhe pedi que explicasse o que isso significa.
2. A sua “pergunta” não é apenas despropositada (não vem a propósito da
matéria em discussão), é também cretina.
3. Os estabelecimentos comerciais têm que ser licenciados pela Câmara Municipal. Duvido seriamente que bares de alterne num centro histórico fossem licenciados, além de que quem o poderia fazer é a mesma entidade que o tripeiro defende que possa decidir quais os estabelecimentos comerciais que devem ser sustentados pelos senhorios.
Ou seja, o tripeiro está a defender que, p.e., a Câmara Municipal possa decidir que um bar de alterne instalado no centro histórico do Porto e que pague 100 euros de renda deve continuar lá nessas condições mesmo que exista quem esteja disposto a pagar 1500 euros de renda para instalar um café-restaurante tipo Guarany no mesmo espaço e a Lei dê ao proprietário do espaço o direito de aumentar a renda.
O tripeiro já percebeu que não tem quaisquer argumentos para defender a sua posição e, por isso, passou a desconversar. Acha que o direito de propriedade (dos outros) só deve ser respeitado se o tripeiro aprovar a forma como eles o usam e está-se nas tintas para se isso faz sentido ou não.
E diz que é “economista” e que percebe muito de economia mas pretende atribuir ao mercado, uma entidade abstracta, intenções e lógica que este nunca teve e que, por definição, não pode ter.
Deve ser daqueles “economistas” que acham que a solução para o problema da dívida crescente é ter deficits cada vez maiores e fazer figas para que os credores perdoem a dívida.
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Ía escrever uma réplica longa e elaborada, mas nem preciso, só tenho de repetir o que disse: ” … (o) mercado, uma entidade abstracta, intenções e lógica que este nunca teve e que, por definição, não pode ter.”, O mercado dita muitas coisas, nós (individualmente e quem governa e administra bens públicos) decidimos se são lógicas ou não, se são favoráveis no curto, médio ou longo prazo e qual das opções favorecemos. Não é complicado. O interesse de uns (os proprietários) não é a única coisa em jogo. Por exemplo, os “privados” teriam visto com excelentes olhos a demolição do Barredo para fazer novas ruas e prédios novos lá nos anos de 50 3 60 do século passado, apenas com olho no lucro imediato. Mas, como felizmente há ainda quem pense para além do seu próprio umbigo e mais longe no tempo, fez-se um esforço para renovar a zona, e hoje o Porto é património mundial e é esse conjunto de factores (preservação cultural e arquitectónica) que faz com que o centro da cidade possa sr um local tão atractivo que permita rendas dessas. Quem teve razão há 60 anos? Os “privados” ou o Estado? Claro que foi o Estado!
E o seu arrazoado é desprovido de lógica porque fala como se o governo, ou as câmaras não estivessem desde já a ditar o que se faz e como se faz com o território. Já ouviu falar de REN e RAN e zonamento? Licenciamentos? etc.
E é claro que o uso que um privado faz de uma propriedade inserida num meio urbano TEM de ter condicionantes. Uma cidade não é um ermo no meio de nada, há sempre vizinhos e outros utilzadores da cidade, como é que pode defender a total liberdade de decisão dos privados?
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Normalmente quem começa a chamar cretino em vez de responder a perguntas é que parece estar sem argumentos, mas você lá sabe.
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E a pergunta não é nada cretina, o “mercado” não distingue se o dinheiro é de um tipo de negócio ou de outro. Porque raio é cretina a pergunta?
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Os interessados em pagar rendas mais altas têm de ser escolhidos de uma pré-lista de aprovação? É que só assim a minha pergunta deixa de fazer sentido, mas se assim for o seu argumento da liberdade de escolha é nulo. Como acredito que não queira limitar as opções de escolha do proprietário, é claro que a minha pergunta faz todo o sentido. Por isso, responda.
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tripeiro,
Não lhe chamei cretino, apenas afirmei que a pergunta é cretina.
As questões que lhe coloquei (e a que continua a não responder porque sabe que não tem como responder) foi sobre “rendas justas”. A sua pergunta é cretina porque passa de “rendas justas” para “cafés-restaurantes vs bares de alterne”, como se uma tivesse alguma coisa a ver com a outra.
Aliás, até o tripeiro acaba a concordar que a questão “cafés-restaurantes vs bares de alterne” não tem nada a ver com rendas justas porque, como afirmei antes, a Câmara Municipal pode simplesmente recusar-se a licenciar os estabelecimentos comerciais que considere inadequados para o local, sem “necessitar” de expropriar a propriedade.
Terei todo o gosto em responder a uma pergunta que coloque (aliás, já respondi à sua questão sobre bares de alterne – ver ponto 3 do meu comentário anterior e o parágrafo acima) se o tripeiro responder às questões que lhe coloquei anteriormente:
1. Quem é que decide qual é o valor justo?
2. E justo para quem?
3. Se o inquilino estiver a pagar 1000 euros por mês e houver interessados no espaço disponíveis para pagarem 1500 ou 2000, qual é o valor justo? Assuma que os interessados no espaço querem instalar um estabelecimento comercial semelhante ao que já lá está.
Se não responder directamente a estas três questões muito simples e directas só posso concluir que é mesmo cretino ou um troll (o que, no essencial, é a mesma coisa). Em qualquer dos casos, não valerá a pena continuar a conversa.
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Continuo a ver que recusa assumir a responsabilidade das opções que defende. Se o mercado é o ditame de tudo, e as rendas são a única coisa que o proprietário pretende maximizar, a proibição de instalação de um negócio diferente do actual é uma limitação abusiva da “liberdade” de mercado. Porque é que para algumas coisas a liberdade de mercado serve e para outras não? Porque é que para algumas coisa a acção reguladora e preventiva da Câmara ou Governo é boa, mas para outras não?
Porque é que, e estou a assumir pelo que escreveu, a Câmara tem toda a razão em não licenciar um bar de alterne, mas não tem razão em impedir que um café histórico seja substituído por uma loja do chinês por exemplo? É uma incongruência. Só quando lhe interessa a si o negócio é que vale a liberdade?
Pense antes de responder.
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Ahahahaha… nem de propósito:
Germany to impose rent-rise caps on inner-city properties
http://www.theguardian.com/world/2014/sep/23/germany-imposes-rent-caps-inner-city-properties
Está a ver como o Rui Moreira está certo? A total liberdade de “mercado” na definição de rendas é muito, mas muito discutível, quer economicamente, quer socialmente. Até os alemães, esses tolos ineficientes sabem.
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tripeiro,
“Porque é que, e estou a assumir pelo que escreveu, a Câmara tem toda a razão em não licenciar um bar de alterne, mas não tem razão em impedir que um café histórico seja substituído por uma loja do chinês por exemplo?”
O poder de não licenciar um bar de alterne é exactamente o mesmo de não licenciar uma “loja do chinês”. Ao insistir nessa questão apenas demonstra que é mesmo um cretino.
E continua a não esclarecer quem deve definir que renda é “justa” para cada imóvel e para quem a renda deve ser justa, o que confirma que não tem resposta para essa questão básica que o próprio tripeiro levantou.
Fique bem.
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Sem resposta e sem argumentos… Não tinha esperança que fosse de outra maneira. Os entusiastas do “mercado às vezes” são assim. Só olham e pensam para um lado. Como um cretino tendencioso.
Deixar tudo nas mãos apenas e só de uma das partes é o caminho mais rápido para destruir a cidade. Folgo em saber que o presidente da Câmara da minha cidade não pensa assim. Por isso foi eleito e por isso tem o apoio que tem.
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E eu estou muito bem. Sou do Porto e tenho um presidente de Câmara que pensa na cidade.
No dia em que a sua for governada por alguém que concorde consigo, avise. Quero ver em que se vai tornar a dita.
Fique bem (se conseguir eheheh)
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Ah, e eu não estava a falar do PODER de licenciar um bar de alterne ou loja de chinês, eu estava a perguntar o PORQUÊ de um caso ser aceitável e o outro não. O dinheiro é o mesmo! Ou será que cheira diferente? A liberdade ou é liberdade ou não é. E se não é, o mercado não é perfeito. Logo, a sua argumentação de o mercado ser a força que melhor define quem deve ocupar o espaço é falacciosa. O seu mercado é um mercado limitado e artificial e que não inclui todas as variáveis e externalidades, logo, incapaz de avaliar todo o real valor de cada oferta.
Mais uma vez, pense antes de falar.
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E, justiça seja feita, o Rui Moreira nunca disse que as rendas teriam de se manter inalteradas, mas sim poderiam ser aumentadas até um valor justo. O que pressupõe que haveria espaço para aumentos, mas que se oporia a valores especulativos.
Não há nada a apontar à actuação do presidente da câmara. A defender os interesses da cidade como um todo e a conjugar até um nível aceitável os interesses individuais, como um bom gestor e presidente. Correctíssimo!
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Passamos todo o tempo a carpir a falta de qualidade dos políticos e depois levamos com o resultado merecido que são estes proto-representantes do povinho que dizem umas coisas para exultação das massas e seguem adiante até daqui a anos entrarem na matriz do politicamente correcto. Como este imbecil temos o “MP((T”)olo) e outros que singram graças à nossa fineza e recorte na hora de exigir do político que seja melhor que a massa que elege. Claro está que a receita da demagogia semeia e colhe junto dos papalvos. Mas essa receita não é exclusiva da política: pensemos por momentos em autores de post’s que são a favor da lei do arrendamento mas contra os seus ajustes, mas depois são contra estes tiques de acerto revolucionário – esses autores de post’s como o acima representado querem o céu e a terra, e como nunca os obterão, continuam a ter imensa matéria para erudição abstrusa. A razão de ser desta estupidez não está na lei ou nos aproveitadores de rendas baixas mas sim nos recalcitrantres e relapsos que se fazem arsenal da vaga anti.
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Pois que exproprie.
Desde que pague preço justo…
Agora, continuar a “roubar” os proprietários: não!
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E expropria com que dinheiro??? Com o dele não certamente…
É que isto de fazer boa figura com o dinheiro dos outros, tem muito que se lhe diga…
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“espaços que o município considere serem de interesse municipal”
Sendo que o que é “de interesse municipal” é o que alguém faça ser do interesse de quem, na Câmara Municipal, tome a decisão.
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Eu até gostava que o Rui Pizarro Moreira cumprisse a ameaça de expropriar os edificios dos cafés que ele quer defender. E também gostava de saber aonde é que ele iria buscar o dinheiro para os pagar. O resto da história já nós sabemos qual é: os contribuintes a financiar o negócio do Majestic e do Guarany.
Saíu melhor do que a encomenda, este Ruizinho.
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Maú, podia solicitar isenção de IMI, ou isenção de outros impostos ou até retorno do programa RECRIA, mas prefere atacar a propriedade privada? Afinal o Porto elegeu os socialistas, Pizarro e bairros sociais, e agora ataque ao mercado? Está muito maú isto, e vai descambar não tarda, já se nota bem a diferença.
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Volta Rio! Estás perdoado!
Esta é só mais uma consequência da malfadada Lei do limite de mandatos… Alguém parou para pensar que se um autarca era reeleito possivelmente era porque tinha competência para o cargo?
Agora levaram com Rui Moreira, fantoche dos Socialistas e comparsa dos figurões da Mafia do FCP.
Enquanto houver dinheiro nos cofres da Câmara, vai ser um fartote…
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Oh Miranda, não vês que a expropriação é o livre mercado a funcionar, o mercado do poder e da força. É assim a natureza das coisas. O que os proprietários querem é proteção do livre mercado e querem, em vez disso, um mercado protegido e não livre.
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Para que quem aqui fala sem saber, transcrevo parte do texto da notícia do Público onde há dados interessantes:
Rui Moreira frisou que não se opõe ao aumento de rendas, mas
à possibilidade de um proprietário “poder dizer, ao fim de cinco anos,
que não está interessado” na continuidade do negócio que ali estava
instalado.
É este o caso de um dos cafés mais conhecidos da cidade, o
Guarany, conforme denunciou em Janeiro a AHRESP — Associação de
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
Na altura, a AHRESP alertou para o caso do Café Majestic, que tinha sofrido
um aumento de renda dos 969 euros para os 9 mil euros, e do Guarany,
que vira a renda subir de mil euros para 3500, com a agravante de
lhe ter sido apresentado um contrato de arrendamento de apenas cinco
anos, findo o qual deveria sair.
O café inaugurado em 1933 foi alvo de um investimento na ordem de um milhão de euros, por parte dos novos arrendatários, em 2003, mas a AHRESP indicava, em Janeiro, que
a marca Guarany “é de uso exclusivo do proprietário, pelo que o fim do contrato de arrendamento significará também o fim do Café Guarany”. Na semana passada, Rui Moreira disse que, “no último”, poderia recorrer à expropriação, caso estivesse em causa a continuidade de estabelecimentos como o Guarany.
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Vou repetir aqui isto para que não se tome os proprietários como coitadinhos:
“Na altura, a AHRESP alertou para o caso do Café Majestic, que tinha sofrido
um aumento de renda dos 969 euros para os 9 MIL EUROS, e do Guarany,
que vira a renda subir de mil euros para 3500…”
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O que tem? Acha que mil euros é o preço normal nessa zona da cidade? Uma mercearia de bairro nos suburbios paga uns 500 euros de renda, e você acha que um café famoso no centro do Porto não pode pagar 3500 euros? Já faz lembrar os imbecis da discoteca Jamaica em Lisboa que ficaram ofendidos por lhes subirem a renda de 200 euros.
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E isto para que não se pense que o arrendatários são uns irresponsáveis:
“O café inaugurado em 1933 foi alvo de um investimento na ordem de um milhão de euros, por parte dos novos arrendatários, em 2003…”
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Em 2003, a baixa do Porto não era nada do que é hoje, em termos de movida e fluxo de turistas. Por isso, quem acha que o Presidente da Câmara é um abusador e os proprietários uns coitadinhos , por favor, pensem antes de falar.
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