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Nacionalização da banca, saída do euro, renegociação da dívida

15 Outubro, 2014

legacies

Neste momento está o PCP a erguer uma estátua na Assembleia da República ao título deste post.

Adenda: Projecto de resolução nº 1120/XII/4a

54 comentários leave one →
  1. Procópio's avatar
  2. vortex's avatar
    vortex permalink
    15 Outubro, 2014 16:04

    o comunismo à beira-mar implantado
    tem como concorrente costa da cãibra,
    o das inundações

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    • PiErre's avatar
      PiErre permalink
      15 Outubro, 2014 21:35

      O homem também não podia fazer nada; ninguém lhe ofereceu uma galochas…

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      • colono's avatar
        colono permalink
        15 Outubro, 2014 22:14

        Ultima hora: SIC N – Comentador mano Costa:

        O Presidente da CML , que por acaso é meu irmão, acaba de celebrar um acordo histórico com S. Pedro:

        ” Só manda chuva na maré baixa”

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    • colono's avatar
      colono permalink
      15 Outubro, 2014 22:31

      Reparem na coerência dos comunas do caralh*:

      Exigiram a nacionalização do Grupo BES-Saúde: – Os chinocas compraram-na … “Quédê a nacionalização?

      A EDP/REN – eram empresas estratégicas, etc… os chinocas das Três Gargantas compraram-nas… Quédê a garganta?

      Respondam comunas de mer**

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  3. Daniel Carrapa's avatar
    Daniel Carrapa permalink
    15 Outubro, 2014 16:12

    Sem comprar esses títulos disparatados, a pergunta que fica é se a discussão sobre economia em Portugal tem de ser pejada de tabus – reforma monetária (o que tem Portugal a dizer sobre isso), sustentabilidade e reestruturação da dívida (sim, não, porquê) – sem que logo se caia nos enviesamentos extremistas e nos espartilhos mentais que nos são vendidos por parte do comentário económico.

    Também não compreendo como é que se pode apelar ao “debate sério” sobre o que quer que seja quando se tem como pressuposto esses ditos tabus, quando o debate é manietado por esses buracos negros de que não se pode dizer o nome.

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    • vitorcunha's avatar
      15 Outubro, 2014 16:29

      Não vamos ser extremistas, vamos discutir a nacionalização da banca e da sua casa, sem tabus, sem pruridos ou preconceitos ideológicos. A sua resistência a este post, com esse computador/tablet/telefone privado, deve ser devidamente analisada, seriamente, à luz de preceitos democráticos, sem gulags ideológicos ou clivagens desnecessárias, como as da constituição, que impede os fascistas de darem uma opinião sem ser sob a bandeira do socialismo verdadeiro.

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      • Daniel Carrapa's avatar
        Daniel Carrapa permalink
        15 Outubro, 2014 16:39

        Deixe lá as patetices. Não falei de nacionalização da banca. Mas porque não discutir reforma monetária. Ainda muito recentemente o Martin Wolf – não, não é um extremista radical, é o chefe da secção de comentário económico do Financial Times – fez várias declarações em defesa de uma reforma monetária profunda. Não podemos discutir isto em Portugal? E não podemos debater as propostas de reestruturação de dívida como o plano PADRE ou a proposta do Yanis Varoufakis e do James Galbraith, sem cair o carmo e a trindade?

        Será que em Portugal não se podem debater estas coisas?

        Seguem-se mais uns disparates engraçadistas de vitorcunha. O blogue é seu, eu sou apenas convidado, faça como entender. E bem haja.

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 16:40

        Aí pode discutir o que bem entender e o que o médico permitir.

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      • João Pimentel Ferreira's avatar
        15 Outubro, 2014 18:33

        O Cunha é tão infantil nesta resposta, que por certo acredito que coloca no mesmo patamar de propriedade o calhau da calçada e a roupa interior. Caro Cunha, descanse; se conhecer um “camarada vermelho”, este não lhe proporá a coletivização das suas ceroulas.

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 20:33

        Vocês andam juntos?

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        16 Outubro, 2014 11:33

        João Pimentel Ferreira,

        “temos impostos em valores absolutos mais que suficientes para a dinamização da nossa economia”

        Continuo a aguardar que esclareça como se faz a dinamização da economia através dos impostos cobrados em valores absolutos mais do que suficientes.

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  4. Um anti comunista's avatar
    Um anti comunista permalink
    15 Outubro, 2014 16:26

    As grandes causas comunistas e o comunismo no seu melhor . Uma vez implantado os debates sérios, e os tabus acabarão é o sol brilhará para todos nós.

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  5. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    15 Outubro, 2014 16:41

    Originais como gostamos de ser, somos o único país da Europa Ocidental onde o comunismo nas suas várias tendências vale 20% do eleitorado, e consegue controlar, e parar se quiser, um país inteiro.
    Em 1945 Patton, apoiado por Churchill, disse ao Eisenhower, que era um indeciso, que não parasse em Berlim e avançasse até Moscovo, aproveitando a estrutura militar que os americanos tinham na Europa. Eisenhower não quis, e meses depois os comunistas soviéticos instalavam na Europa Oriental um império totalitário que serviu para oprimir centenas de milhões de pessoas e que durou 45 anos.
    Em 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves propôs ao MFA vitorioso, que de uma vez por todas reduzissem a influência dos comunistas no país à sua dimensão eleitoral. Como sabemos a proposta não foi aceite, e Melo Antunes foi ao telejornal da RTP, que era o único que havia, ainda a 25 ou a 26, fazer as célebres declarações que serviram para branquear o papel do PCP no PREC, afirmando entre outras coisas que os comunistas faziam falta à Democracia.
    Nunca percebi bem que falta fazem partidos que defendem regimes totalitários e anti-democráticos a uma Democracia, mas se calhar a culpa é minha; o que é certo, é que em Novembro de 1975 o PCP de Cunhal já tinha conseguido os seus grandes objectivos: 1º entregar as ex colónias portuguesas sem excepção, à órbita soviética; 2º destruir a economia e o tecido empresarial através de ocupações selvagens das empresas, e nacionalizar o que restou, e fazer a reforma agrária, roubando as propriedades do Alentejo aos seus legitimos proprietários; 3º controlar os sindicatos através da Intersindical, que era a única central sindical que existia por força de uma lei aprovada ainda em 1974 pelo 1º governo do Vasco Gonçalves, a célebre lei da Unicidade Sindical.
    Temos portanto o que merecemos, e estas propostas estão de acordo com o que os comunistas sempre defenderam em todos os países que governaram ou que pretendem governar: instalar a miséria económica e social, custe o que custar.

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    • pro.benfica's avatar
      pro.benfica permalink
      15 Outubro, 2014 17:45

      Eu acho que fazem falta, sim. Desde logo, porque a sua existência é exemplificativa do que não querer ou desejar.

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    • JMS's avatar
      JMS permalink
      15 Outubro, 2014 21:40

      Alexandre C Silveira,

      Se o voto fosse obrigatório em Portugal (coisa que espero nunca venha a acontecer, sinceramente), o Partido Comunista Português valeria entre 3 a 4 por cento dos votos e as outras tendências se chegassem a 0,5 por cento seria muito. Quanto a eles conseguirem parar um país, se quiserem, concordo consigo. Não sei se o conseguiriam fazer num hipotético voto obrigatório, pela verdadeira irrelevância que eles seriam (e são, na realidade). Isto em relação ao primeiro parágrafo do seu comentário.

      Quanto ao resto, são, infelizmente, factos históricos, inquestionáveis, especialmente no que respeita ao nosso País. Ainda hoje estamos a pagar por isso.

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      • Bolota's avatar
        Bolota permalink
        15 Outubro, 2014 22:27

        JMS,

        Do que fez o Cavaco, O Oliveira e Costa, o Dias Loureiro, o Relvas , o Salgado e Afins, sabemos porque estamos a pagar. Dos comunistas…quer desenvolver??? Quer contar ” Quanto ao resto, são, infelizmente, factos históricos, inquestionáveis, especialmente no que respeita ao nosso País. Ainda hoje estamos a pagar por isso.????

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      • JMS's avatar
        JMS permalink
        15 Outubro, 2014 23:29

        Bolota,

        Pelo respeito que vc me merece, mesmo não o conhecendo de lado nenhum, deixo-lhe aqui “… o resto, são, infelizmente, factos históricos, inquestionáveis, especialmente no que respeita ao nosso País. Ainda hoje estamos a pagar por isso.”, concordando com um comentário do Alexandre Carvalho da Silveira:

        “Em 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves propôs ao MFA vitorioso, que de uma vez por todas reduzissem a influência dos comunistas no país à sua dimensão eleitoral. Como sabemos a proposta não foi aceite, e Melo Antunes foi ao telejornal da RTP, que era o único que havia, ainda a 25 ou a 26, fazer as célebres declarações que serviram para branquear o papel do PCP no PREC, afirmando entre outras coisas que os comunistas faziam falta à Democracia.

        Nunca percebi bem que falta fazem partidos que defendem regimes totalitários e anti-democráticos a uma Democracia, mas se calhar a culpa é minha; o que é certo, é que em Novembro de 1975 o PCP de Cunhal já tinha conseguido os seus grandes objectivos: 1º entregar as ex colónias portuguesas sem excepção, à órbita soviética; 2º destruir a economia e o tecido empresarial através de ocupações selvagens das empresas, e nacionalizar o que restou, e fazer a reforma agrária, roubando as propriedades do Alentejo aos seus legitimos proprietários; 3º controlar os sindicatos através da Intersindical, que era a única central sindical que existia por força de uma lei aprovada ainda em 1974 pelo 1º governo do Vasco Gonçalves, a célebre lei da Unicidade Sindical.

        Temos portanto o que merecemos, e estas propostas estão de acordo com o que os comunistas sempre defenderam em todos os países que governaram ou que pretendem governar: instalar a miséria económica e social, custe o que custar.”

        Diga-me o que não entendeu neste texto (não o deve ter lido, concerteza), porque, tendo eu passado por isto que está descrito acima, tenho grandes dificuldades em entender quais as dúvidas de alguém que defende a supracitada “ideologia”. Está a por em causa aquilo que defende?

        Já agora (off topic), explique-me onde é que a frase “patriótico de esquerda” faz sentido. Não têm o sentido do ridiculo? Não têm a noção das figurinhas que fazem?

        Em relação aos outros nomes que refere, são autênticos meninos de coro comparados com os estragos que esse partido, que vc tanto defende, fez ao nosso País. E sim, ainda estamos a pagar esse estrago. E estaremos.

        Se não entende… paciência. Informe-se. Há quem entenda e muito bem.

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  6. António's avatar
    António permalink
    15 Outubro, 2014 17:04

    Concordo com a ideia de Daniel Carrapa de que uma reforma monetária profunda a nível global é absolutamente necessária e disso não creio que haja dúvidas. No Reino Unido 7 em cada 10 membros parlamentares pensam que apenas ao governo é permitida criação de dinheiro; e apenas 1 em cada 10 conhece a realidade de que o dinheiro é criado quando os bancos fazem empréstimos e destruído quando estes últimos são pagos. Esta coisa de permitir aos bancos a criação de dinheiro a partir do nada tem que ser refreada. Nem as nacionalizações são a solução para tudo nem as privatizações são uma poção mágica. Algures num intermédio entre as duas estará o equilíbrio, fazendo ambas um feedback positivo em beneficio da sociedade.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      15 Outubro, 2014 17:40

      Sol na eira e chuva no nabal? quanto é que os portugueses perdiam todos os anos quando o Banco de Portugal imprimia Donas Marias a eito? Nesses tempos gloriosos os juros custavam quase 40%, pagos à cabeça, e a inflação chegou aos 30%. Para não ir mais longe: em 1974 uma peseta valia $40/$50, quando chegou o euro valia mais de 1$20; tudo isto em pouco mais de vinte anos.

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      • Daniel Carrapa's avatar
        Daniel Carrapa permalink
        15 Outubro, 2014 17:46

        Está a confundir dois temas diferentes: reforma monetária é uma discussão completamente diferente de saída do Euro.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        15 Outubro, 2014 18:08

        Reforma monetária é um conceito muito vago. Estamos a falar de quê?

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 18:10

        design das moedas, mais largas, para caber o perfil do doutor Costa.

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      • Carlos III's avatar
        Carlos III permalink
        16 Outubro, 2014 09:03

        E regressar ao padrão-ouro? Não seria uma solução? Dura, mas mesmo assim uma solução!

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      • vitorcunha's avatar
        16 Outubro, 2014 09:13

        Para o que eles estão para ali a dizer, não, não seria. A solução que pretendem não tem dor e a forma mais adequada de a descrever é com helicópteros a deitarem notas no meio da Serra da Estrela. É uma mistura de política monetária com geocaching.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        16 Outubro, 2014 11:14

        Saída do euro e reforma monetária são coisas diferentes, escreve o Daniel Carrapa, e eu concordo. São previsiveis as terriveis consequências da saída do euro para um país como o nosso. Mas a “reforma monetária” não sei o que é. Agradeço se o caro Daniel fizer o favor de me explicar sem me endereçar para sites e artigos escritos por gente que pelo menos eu não sei quem são, de que é que estamos aqui a falar.
        No entanto, e depois de sabermos o que se passou com o sistema financeiro em 2007/8, principalmente nos Estados Unidos, a sensação que tenho é que vamos todos num TGV a 700 km/hora, mas sem maquinista: o TGV anda sózinho, mas desde que não se acabem os carris, em principio não deve haver azar.
        Mas numa perspectiva egoísta, sempre lhe digo que é o lado para onde durmo melhor: não tenho dinheiro investido em acções, obrigações, ou no que quer que seja, nem sequer em depósitos a prazo.
        Quanto à acção que muitos consideram nefasta, de organizações como a Goldman Sachs no sistema financeiro internacional, só acontece porque lhe é consentida. Como eles funcionam em países democráticos, o poder politico só tem de os obrigar a cumprir a Lei. E se o poder politico for detido por gente que já por lá passou, só têm os eleitores, no caso de se sentirem prejudicados, de votar em quem queira acabar com tal promiscuidade.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      15 Outubro, 2014 20:30

      Algures a meio está o Fascismo coisa que se soubesse um pouco de História.

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  7. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    15 Outubro, 2014 17:36

    Se estivermos a falar com pessoas como João Ferreira do Amaral seria possível discutir a questão, tendo em conta uma negociação hábil, numa conjuntura favorável.
    Não sejamos ingénuos. A maior parte dos que falam da saída do euro procuram apenas criar miséria, muita confusão a partir da qual tirariam dividendos.
    Não os deixaremos pôr o pé em ramo verde.
    J. F. A. já se enganou em muitas previsões, nomeadamente na valorização do euro.
    Só seria possível uma decisão arriscada como essa com um governo forte (JFA dixit), coisa que não está para já. E se as pessoas soubessem ao que iam, de modo a ficarem dispostas a fazer os sacrifícios impostos por um período longo. Impossível. O que se continuam a esforçar-se fazem-no para se safarem dos ladrões (sem sucesso, a menos que emigrem).
    Só metade da população estaria em condições de responder a esse desafio.
    Trata-se pois de conversa fiada. Quem fala de decisões no protetorado, fala para se ouvir a si próprio.
    Refletam antes nas consequências do ISIS, do ébola (até na bola vejam lá), na paragem da economia alemã, na dominação islamita da Europa, a necessidade imperiosa de descobrir os ali bábás e os serviços de informação que os protegem ao menos por cá e suas ramificações no estrangeiro.
    Por acaso há quem esteja de alguns desses assuntos, mas longedo protetorado. Claro que de longe se fará perto a curto ou médio prazo.
    A propósito voltei a perguntar ao mário, à esquina da fundição:
    “Então já demitiram o governo?”. Ele voltou-se para a maria. “Já?”. Ela também não se lembra. É uma porra se é que me podem desculpar.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      15 Outubro, 2014 18:06

      JFA tem por ele o facto de ter estado sempre contra a entrada de Portugal no euro, e nesse aspecto é coerente. Quanto ao resto que defende, não tem razão, e o livro que escreveu com o Louçã é um tratado de empobrecimento colectivo. Na saída do euro o novo escudo perderia imediatamente metade do valor, e entraria numa espiral de desvalorização que ninguém sabe aonde pararia.
      O euro é um peso para Portugal e para os portugueses, aprendemos isso e amargamente, porque não fizemos o trabalhinho de casa e pensávamos que já eramos todos ricos, mas depois da bancarrota de 2011 abriu-se uma janela que mais uma vez não soubemos aproveitar.
      Apoiei desde o principio o PAEF porque seria, sem os chumbos dos zelotas do Ratton, a maneira de corrigir parte importante do problema, sabendo de antemão que isso significaria austeridade e sacrificios para os portugueses, traduzidos entre outras coisas em recessão e desemprego. Mas esses efeitos, como podemos constatar agora, seriam passageiros e depois da casa arrumada, teríamos então condições para começar uma vida nova.
      Como estamos, e o OGE para 2015 é exemplo disso, é que nunca mais saímos da cepa torta, porque se não houver coragem politica para cortar o que falta cortar na despesa do estado, corremos o sério risco de mais uma vez morrermos na praia.

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  8. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    15 Outubro, 2014 18:08

    Aparecem diariamente comentários repetidos ad nauseum pela comunicação associal que temos por idiotas encartados procurando manter a vaga de insultos à inteligência.
    “O economista Carlos Farinha Rodrigues responsabilizou o atual governo pelo agravamento da pobreza em Portugal e alertou que mesmo havendo uma mudança de políticas, o país vai demorar “muitos anos” até conseguir reparar os danos causados”!
    O senhor economista tem memória curta e uma grande lata. Pensava eu que ser Prof. do ISEG exigia alguma memória. Estava errado, estou mesmo convencido que existe uma epidemia de Alzheimer por certas bandas, associada a grandes barrigas enfunadas.
    O sr. economista não se lembra de certas passagens:
    segunda-feira, 29 de Junho de 2009
    Reacção aos indicadores de confiança revelados hoje pelo INE
    Teixeira dos Santos: “A crise aproxima-se do fim”
    Teixeira do Santos, ministro das Finanças, considera que os dados revelados hoje pelo INE são “sinais positivos que indicam que a crise se aproxima do fim”.
    Em declarações à RTP, Teixeira dos Santos lembrou que a crise, antes de se acentuar, “começou com uma deterioração muito significativa dos índices de confiança. Os novos dados são “sinais de que estamos a chegar ao fim” da recessão, disse.
    O sr. economista não se lembra da resposta à pergunta repetida de Manuela Ferreira Leite “Queira mostrar as contas, sr ministro!”
    “As contas estão publicadas, minha senhora!”
    E estavam, todas falseadas. O sr. economista, farinha do mesmo saco, não se lembra.
    E em vez de em tribunal explicar em detalhe como a coisa se passou, continua a andar por aí a arrotar postas de pescada, como tantos outros.
    Será que a impunidade está inscrita nos genes destes bandalhos?

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  9. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    15 Outubro, 2014 18:25

    Às vezes, poucas, a minha mente ilumina-se.
    Dizia eu em post anterior que estava mesmo convencido que existe uma epidemia de Alzheimer por certas bandas, associada a grandes barrigas enfunadas.
    Fui dar uma vista de olhos à ciência para não se dar o caso de fazer afirmações infundadas. E não é que encontrei com um amigo que percebe destas coisas.
    Ele teve o cuidado de me enviar matéria para reflexão:
    “Am J Alzheimers Dis Other Demen. 2009 Dec-2010 Jan;24(6):445-9. doi: 10.1177/1533317509348208.
    Obesity and Alzheimer’s disease: a link between body weight and cognitive function in old age.Naderali EK1, Ratcliffe SH, Dale MC.
    Abstract
    Obesity is now a global health hazard. It not only predisposes to an array of risk factors leading to increased morbidity and mortality amongst adults but it also has a major negative impact on children’s health. The deleterious effects of obesity on cardiovascular system have now been well acknowledged. It causes insulin resistance that in turn leads to diabetes, hypertension and cardiovascular abnormalities. The vascular effects of obesity may have a role in the development of a rapidly growing disease of late life, Alzheimer’s disease. The precise mechanisms of the association between adiposity and impairment of cognitive performance remain to be elucidated”.
    A partir de agora observem bem na TV os tipos, as raras vezes que os apanham em pé.
    Mesmo sentados a debutar mentiras lobriga-se bem.
    Não espero que me teçam loas, mas chego a pensar que acabei por contribuir para um avanço, mesmo que modesto, para a compreensão da pocilga.

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  10. João Pimentel Ferreira's avatar
    15 Outubro, 2014 18:38

    Sair do Euro, é a “albanização” do país. Aí sim, convém lembrar ao PCP, teríamos verdadeiro empobrecimento, um dos magnos estandartes dos comunistas.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      15 Outubro, 2014 20:33

      Ora bem.Então é que veríamos emigração a sério.

      Mas como os que ficam, ficam todos pobres para o PCP não há problema.

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    • naco's avatar
      naco permalink
      15 Outubro, 2014 20:35

      OK ,É isso mesmo, mas atenção se formos todos pobres e iguais a coisa é mais fácil . Os comunistas sabem lidar bem com isso, têm experiencia

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        15 Outubro, 2014 21:39

        Pobres são dependentes. Nada melhor que a pobreza para controlar uma população. O resultado ideal para uma ideoelogia totalitária como o Comunismo.

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    • Carlos III's avatar
      Carlos III permalink
      16 Outubro, 2014 09:14

      Enquanto a palavra “solidariedade” (a antiga Fraternidade da RF – onde, na verdade, também nunca existiu) for um artifício retórico, tanto faz estar dentro como fora do euro. A “albanização” vai chegar mesmo.

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  11. António's avatar
    António permalink
    15 Outubro, 2014 19:00

    Alexandre carvalho da Silveira, antes de mais permita-me dizer-lhe que venho apreciando e quase sempre concordando com tudo o que comenta neste blogue na sua generalidade. Reforma monetária não é um conceito muito vago. Trata-se de monetarismo e portanto convirá saber em primeiro lugar como funciona o dinheiro. A maior parte dos parlamentares eleitos por todos nós pura e simplesmente não sabe como funciona o dinheiro. Caso tenha possibilidade e assim o deseje dê aqui uma olhadela sem compromisso: http://www.positivemoney.org/about/
    Este documentário também é bastante sugestivo e foi recentemente transmitido na SicNoticias no «Toda a Verdade»: https://www.youtube.com/watch?v=XcGh1Dex4Yo
    No meu caso pessoal e depois de ver isto fiquei bastante esclarecido.

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    • vitorcunha's avatar
      15 Outubro, 2014 19:15

      Ratio.

      O banco não gera activos sem cumprir uma quota de passivos. Toda a ideia do positive money é engraçada se olhassem para o que realmente interessa.

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      • António's avatar
        António permalink
        15 Outubro, 2014 19:30

        VitorCunha, de acordo. Deixo isso para os economistas (coisa que não sou) sejam eles monetaristas, Keynesianos, Etc.
        Se o positive money é engraçado ou não já não sei, agora que faz sentido e de que maneira lá isso faz. Talvez se pudesse experimentar e para isso seria necessária a tal reforma monetária profunda. A história irá falar por ela própria…

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      • Daniel Carrapa (@danielcarrapa)'s avatar
        15 Outubro, 2014 20:42

        O preconceito do Vitor Cunha talvez não o deixe ir mais longe – e não estou à espera de o convencer. Mas a questão da criação de dinheiro sobre a forma de crédito centra-se no facto de que o crédito emitido pelos bancos é ao mesmo tempo um activo e um passivo – o passivo é o dinheiro lançado pelo banco (criado electronicamente) para a conta do cliente; o activo é a divida que sobre ele impende e que passa a constituir um asset do banco. É verdade que os bancos não têm a capacidade de criar dinheiro ad aeternum; existem limitações de vários factores, como as obrigações de solvabilidade perante instituições financeiras de nível superior (que representam um custo para os bancos). Mas também é verdade que o dinheiro criado sobre a forma de crédito ao abrigo deste sistema ascende a mais de 90% da moeda efectivamente emitida pelos Estados (com um crescimento geométrico nas últimas quatro décadas). A discussão sobre a reforma monetária centra-se no direito ou legitimidade que deve ser dada a instituições privadas de deter a possibilidade de gerar dinheiro, ou se esse deve constituir um poder de soberania das Nações.

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 20:49

        Vamos lá: quer gold standard ou só filosofar sobre o tema com o uuuuuuu, newageísmo do perpétuo homem novo que percebe todos os preconceitos?

        Todos os anos há um newageísmo qualquer meio-zeitgeist, meio-sent-from-my-iPhone que diz, essencialmente, “mandem-me dinheiro”.

        Se é Gold standard, também quero mas, espere aí, vou ali buscar o meu exército e continuamos já.

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      • Daniel Carrapa (@danielcarrapa)'s avatar
        15 Outubro, 2014 20:51

        Não, não quero o gold standard. Desculpa a arrogância mas estou muitos passos à tua frente. Continua a engolir o blue pill, fora do matrix a vida é muito mais infeliz. Até sempre.

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 20:54

        Não me trate por tu. Não dormimos juntos.

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  12. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    15 Outubro, 2014 19:21

    António declara que a maior parte dos parlamentares eleitos por todos nós pura e simplesmente não sabe como funciona o dinheiro.
    Desculpe mas tenho três reparos a fazer:
    1) felizmente há uma crescente massa de cidadãos precavidos que não votam. O sistema eleitoral faz com que a eleição dos deputados seja uma farsa mal conseguida.
    2) eles podem não saber como funciona o dinheiro, mas se observar o tipo de vida que levam, os automóveis que conduzem, as férias que levam, eles sabem bem para que lhes o dinheiro lhes serve.
    3) o positive money, tudo bem, mas é só para quem lê inglês, uma chatice.

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    • António's avatar
      António permalink
      15 Outubro, 2014 19:35

      Procópio, não votar não será a melhor solução. A democracia parlamentar ainda é a solução menos má de todas. Teremos que ser nós cidadãos a exigir aos parlamentares que elegemos maior transparência e práticas inclusivas. Quanto ao positive money lamento mas não o posso ajudar pois não conheço versão em Português ou algo similar.

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  13. Sousa Pinto's avatar
    Sousa Pinto permalink
    15 Outubro, 2014 19:37

    A família Espírito Santo era a Dona Disto Tudo.
    Veio o Álvaro Cunhal que, com o consentimento do Mário Soares, Rebentou com Isto Tudo.
    Vamos agora pôr o Jerónimo de Sousa a 1º Ministro que, com o consentimento do António Costa, vai Endireitar Isto Tudo.

    Mai nada!!!

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  14. marrazes's avatar
    marrazes permalink
    15 Outubro, 2014 20:03

    Não à nacionalização, mas o sim à regionalização. 5(cinco) bancos, apenas cinco; o do Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores. Isto para compensar o frequente alargamento da UE
    .
    Não à Globalização. Porquê? Não foram atendidas as recomendações que o padre Hans Kung fez em Davos na Suíça, quando este assunto foi discutido no Fórum Económico Mundial de 1997.

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    • marrazes's avatar
      marrazes permalink
      15 Outubro, 2014 20:34

      “A Globalização requer uma Ética Mundial que supere as linhas de conflito entre nações, povos e religiões. Se a Globalização for apenas um instrumento para maximização dos lucros, preparem-se para uma crise séria crise social”.

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      • vitorcunha's avatar
        15 Outubro, 2014 20:39

        Mas quando a tarde cai vai-se a revolta
        Sentam-se ao colo do pai
        É a ternura que volta
        E ouvem-no a falar do homem novo
        São os putos deste povo a aprenderem a ser homens.

        (1978)

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      15 Outubro, 2014 20:39

      Mais uma prova do Fascismo inato de alguns.
      Impedir as pessoas de venderem os seus produtos.

      Para lá dos aspectos morais que não o preocupam – impedir pessoas que transacionam pela sua vontade.
      Não tem mesmo a noção de quantas empresas e pessoas estão dependentes do que compram e vendem ao estrangeiro .Iria criar uma guerra civil ou um enorme vaga de emigração.

      Afinal a Autarchia com Mussolini funcionou muito bem não foi?

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  15. BELIAL's avatar
    15 Outubro, 2014 20:09

    Vitor Cunha: não viu por aí o camarada prof dr ABS?

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    • PiErre's avatar
      PiErre permalink
      15 Outubro, 2014 21:59

      Olha, a Rita Rato também assinou!… Assim é mesmo a sério!
      Pretendem portanto fazer uma reforma monetária. Se é a sério então devem querer acabar com o euro e restaurar o padrão ouro. Mas não falam disso, apesar de muito palavriado.
      Em que ficamos?

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  16. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    15 Outubro, 2014 22:24

    Será que esse bando merece mais algum comentário?

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