Olá, eu sou o João e sou perfeito na minha identidade
Os meus pais acham perfeitamente normal que eu diga que sou diferente. Eles também acham que eu sou diferente e isso deixa-os bastante satisfeitos. Algumas pessoas dizem que não é adequado que eu me defina como diferente aos 9 anos mas os meus pais sempre gostaram da ideia de mostrarem o quão especial eu sou, algo que os faz particularmente especiais também, por conseguirem ter um filho tão canonicamente perfeito, algo que demonstra o quão perfeitos eles também são, se não até mais que eu.
Eu falo-vos de transgenderismo aos 9 anos porque eu pretendo desmistificar construções sociais da sociedade, percebem?
Isso e porque a imbecil da minha mãe começa a sentir remorsos por não me ter comprado o fato de princesa na Euro Disney.
Eu sofro muito quando vou ao Continente comprar a revista da Violeta. Quando a minha mãe me perguntou se podia contar a minha história, disse-lhe que sim. Eu, aos 9 anos, tenho uma capacidade de abstracção fantástica que me permite ter perfeita consciência da problemática dos outros miúdos da minha idade que querem ir para o ballet.
Eu sou mesmo perfeito e tenho tanta sorte em ter pais tão compreensivos e sensíveis para esta problemática.

A indignação é toda sua. A mim só cabe dizer-lhe que é estupido, voÇê, assim de uma forma redundante, tá a
ver?
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Tinha acabado de ler isto.
Esta gente é louca. Até inventam o que não existe só para venderem a agenda.
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Vivem destas coisas. Se consultarmos com paciência, veremos que os fundos europeus ou o nosso orçamento de estado tem lá uma verba para isto.
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Estas crianças sofrem com o estigma cultural. Vamos passar a designar estas crianças por transsexuais, que isso não é estigma.
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E o Observador já lá tem est@s tarad@s infiltrad@s. Ontem era a anormalidade das mulheres barbudas todas indignadas por não poderem entrar na barbearia da Rua do Alecrim.
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Já foi visto, até de um modo mais extravagante, como tal já não é novidade
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2559748/If-Max-wants-wear-pink-tutu-fairy-wings-Parents-raise-son-boy-AND-girl-wont-grow-aggressive.html
Supõe-se, no entanto, que a autora do artigo não tenha sido ela própria objecto de idêntica experimentação ao longo do seu crescimento. Na fotografia que acompanha a sua maravilhosa prosa não consigo descortinar sinais de patilhas, trajes de príncipe ou até de cortes de cabelo à escovinha. Mas ela que não se preocupe… ninguém quer saber se ela sair amanhã em rua sem tratar do buço…
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É por causa destes posts que cada vez mais me afasto do blasfémias…
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Obrigado. É com bastante prazer que recebo feedback tão positivo. É o reconhecimento de um esforço que nem sempre temos a certeza compensar. É por estas que sei que estou no bom caminho. Obrigado, mesmo.
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o João, tás à vontade. Mas não vale a pena mudar de sexo….
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“Quem sabe de mim sou eu”.
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Este é um bom lema, para contrariar aqueles anacronismos, que tantas vezes impedem que o calendário dos factos não coincida com o dos afectos.
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O que é um anacronismo? Cuidado com os anacrónicos!
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Li um bocadinho do artigo.
Não percebo porque é que uma mãe tão proactiva tem que esconder o nome.
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Cortem a pila ao João e passem a chamar-lhe Joana, ou Kátia Vanessa, ou o que quiserem.
A Johan pôs cá fora o homem que existia dentro dela e transformou-se no Buck. Hoje é um homem feliz com a sua vagina!
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Um dia destes, ser normal passa a ser anormal… Farto desta converseta de psicólogo… Mais uns penduras.
A promoção da bizarria e dos direitos dos bizarros está ao rubro.
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Jhiadismo rules!…
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VC contra mundo…
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Isso foi o desejo que sentiu pela sua mãe.
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O normal.
Já você optou pela norma 2 de focar o desejo infantil no pai?…
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Mas porquê? É errado? Soa a auto-golo.
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Mais…
Transgender Woman Can’t Be Diversity Officer Because She’s a White Man Now
A student who was born female felt perfectly comfortable identifying as a man at Wellesley College — until people said he shouldn’t be class diversity officer because he is now a white male.
Timothy Boatwright was born a girl, and checked off the “female” box when applying to the Massachusetts all-women’s school, according to an article in the New York Times. But when he got there, he introduced himself as a “masculine-of-center genderqueer” person named “Timothy” (the name he picked for himself) and asked them to use male pronouns when referring to him.
And, by all accounts, Boatwright felt welcome on campus — until the day he announced that he wanted to run for the school’s office of multicultural affairs coordinator, whose job is to promote a “culture of diversity” on campus.
But some students thought that allowing Boatwright to have the position would just perpetuate patriarchy. They were so opposed, in fact, that when the other three candidates (all women of color) dropped out, they started an anonymous Facebook campaign encouraging people not to vote at all to keep him from winning the position.
“I thought he’d do a perfectly fine job, but it just felt inappropriate to have a white man there,” the student behind the so-called “Campaign to Abstain” said.
“It’s not just about that position either,” the student added. “Having men in elected leadership positions undermines the idea of this being a place where women are the leaders.”
Of course, Wellesley is also a female school, and “it seemed awkward to write an application essay for a women’s college on why you were not a woman,” he(she?) said….
http://www.nationalreview.com/article/390425/students-transgender-woman-cant-be-diversity-officer-because-shes-white-man-now
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Esta cena é demais. Já me riI um pedaço. A construção social diz que o João é maricas , e diz isso há milhares de anos , mas agora na pos pos pos modernidade temos de voltar a construir a mariquice em qualquer coisa genérica . tá bem 🙂
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Este post é fantástico, vindo de quem diz que as mulheres só usam véu porque querem, que os ocidentais acham que sabem que raio querem as outras culturas.
Não faço a mais pequena ideia a partir de que idade poderá começar alguém a sentir que nasceu com o sexo errado, caramba só a ideia de isso acontecer me parece esquisita. Mas o senhor Vítor Cunha, de certeza que sabe tudo sobre isto, ou não falaria com essa assertividade toda, não é? A ponto de chamar imbecil a uma pessoa que vive um drama destes com um filho, só porque decidiu respeitar a vontade alheia. Está certo.
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Quem é esse que diz coisas aobre ocidentais e outras culturas? Não teria aspas?
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Não tinha, não. Quando eu lhe disse que muitas das mulheres que usavam véus eram obrigadas a isso, respondeu-me com um “eu sei o que tu queres”.
(e como ainda fui insultada por essa zazie, dei por finda a conversa…)
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Então é porque sabia. Se as mulheres são obrigadas a usar bikini porque a sociedade as oprime, talvez devam afastar-se dessa sociedade tão opressora.
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Foi? tadinha. Também nasceste com o bestunto oco, mas aposto mas ainda não deste por isso.
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Pronto. Está certo. Se a ideia é desconversar, tenha um excelente dia.
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A ideia é que se uma mulher em França usa vestuário que não quer usar mas apenas porque a obrigam, deve dirigir-se à esquadra de polícia mais próxima e acusar o abusador que a escraviza.
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Teoricamente tem toda a razão. Na prática sabemos que não é assim que a coisa funciona, muitas fazem-no por acharem que não têm outra opção. Mal comparando, é como a vítima de violência doméstica que fica anos a fio na situação de vítima.
(e ainda há a questão das que usam por terem sido formatadas, as que se tornam ainda mais fanáticas que os homens, mas todos nós teremos as nossas próprias formatações)
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Chapeau!
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