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Assim como assim

1 Novembro, 2014

qual é o critério vigente nas redacções portuguesas para noticiar as manifestações: número de manifestantes? Existem tumultos? Mortos? Razões da manifestação? Não. Se assim fosse as manifestações contra a construção de uma barragem em França , a morte de um dos manifestantes  e agora as manifestações em Toulouse e Nantes protestando contra essa morte teriam sido noticiadas em Portugal. Mas à excepção de umas referências tardias como esta não se encontra muito mais.

 

16 comentários leave one →
  1. LTR's avatar
    LTR permalink
    1 Novembro, 2014 20:16

    O critério é “conforme”.

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  2. gastão's avatar
    gastão permalink
    1 Novembro, 2014 21:00

    Comentadora numa gazeta de extrema-direita que se quer respeitável, a sra. vem agora armar-se em provedora da imprensa nacional. Haja pachorra!

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  3. fado alexandrino's avatar
    1 Novembro, 2014 21:28

    Não percebo a questão.
    Porque é que uma ou mais manifestações em França com impacto e relevância para nós nulos tinham que ser noticiadas?
    E porque não os crimes que há no Brasil onde ontem apareceram cinco num carro, um decapitado, no Rio de Janeiro?
    E porque não o problema que hoje houve com o TCX1638 um Boeing 757-3CQ que perdeu uma peça e teve que retornar quando já estava sobre a Bélgica a Gatwick.
    E porque não o “British banker arrested for murder after woman’s naked body is found with throat slashed and second female corpse found stuffed in suitcase in Hong Kong flat
    Porque é que os jornais não têm 500 páginas para acomodar tudo?
    Só problemas.

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    • MG's avatar
      2 Novembro, 2014 01:22

      A questão é, que a imprensa é, e está politicamente instrumentalizada.
      Neste caso temos um governo de esquerda francês a carregar com violência em cima de um movimento de protesto que normalmente se associa à esquerda e que esta tem tendência de defender . E por isso a omissão , ou a colocação da noticia num lugar mais escondido e pequeno possivel e longe dos julgamento opinador dos comentaristas.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      2 Novembro, 2014 08:26

      Não percebe?

      A Razão porque não é notícia é porque não pode ser usado pela Esquerda.

      Se fosse numa manifestação contra banqueiros, custo de vida no Ocidente, e existisse um morto já seria notícia.

      Já se fosse uma manifestação contra imigração, aborto e existisse um morto haveria notícia mas a culpa seria do manifestante que seria “extremista”.

      Manifestantes bons ao invés são “activistas”.

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      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        2 Novembro, 2014 21:21

        Olhe que foram grupos de esquerda a convocar as manifestações.

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    • fado alexandrino's avatar
      2 Novembro, 2014 08:37

      Obrigado.

      As vossas respostas completam o que eu queria por vias tortuosas dizer.
      Mas essa dicotomia esquerda-direita também tem limites.
      Nenhum jornal de esquerda francês noticiou que Sindicalistas da CGTP e pensionistas manifestam-se hoje junto à Assembleia da República para contestar a aprovação, na generalidade, do Orçamento do Estado para 2014 e pedir a demissão do Governo. (*)
      Isto porque há que ter em conta que é uma notícia que não interessa a ninguém, lá.
      O mesmo naquela para cá.

      (*) Propositadamente a noticia é de 2013 para se ver como ano após ano repetem sempre o mesmo circo.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        2 Novembro, 2014 09:53

        Para começar estás a comparar uma manif, com uma manif+morto.

        Depois aquilo que um país notícia de outro tem também que ver quanto um país influência outro. A França influência Portugal não o contrário.
        É certo que muita dessa influência se tem vindo a perder, no entanto ainda é um país que os jornais seguem de perto.
        Quando Hollande apareceu como a esperança da Esquerda que iria bater o pé à bruxa má Merkel e os tempos ricos da especulação imobiliária iriam voltar viu-se os velhos mecanismos em acção.

        Por isso é que a censura ao morto na manifestação em França é ainda mais forte do que se fosse num país seguido casualmente.

        Se um sindicalista tivesse morrido frente à nossa assembleia é bem possível que tivesse sido notícia em França, mesmo tendo em conta que eles não nos seguem como nós os seguimos.

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      • fado alexandrino's avatar
        2 Novembro, 2014 14:54

        Obrigado.
        É sempre um prazer ler as suas intervenções.
        No meu caso pessoal a França e o que lá se passa interessa-me pevide.
        Um morto (coitado lugar errado, hora certa) é de lastimar mas só para notícia de rodapé.
        Mesmo numa manif há que pôr travão.
        Qualquer dia os jornais pareciam o boletim da Servilusa.
        Sim, não influenciamos a França, na realidade não influenciamos nada nem ninguém.
        Há que assentar os pés no chão.
        Cumprimentos.

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    • MG's avatar
      2 Novembro, 2014 11:49

      Básicamente o sentido da frequência ou importância dadas aos acontecimentos politicos e economicos no mundo é proporcional à importância que têm no impacto mundial e na influência para alavancar as agendas politicas e as narrativas ideológicas em cada país.
      De uma forma sucinta narrativa criada pela pela imprensa e maioria dos comentadores politicos em Portugal foi num sentido oportunista tendo em conta que em Espanha , Portugal , França, Alemanha , Inglaterra todos governos de direita, centro direita , de estabelecer a ligação entre austeridade sobre os cidadãos e actuação das forças policiais sobre os protestantes , como forma planeada de opressão das forças dominantes de direita , era a consequências das politicas neo-ultra-mega – tubarões-direita-fascistas-liberais-etc.
      Agora que governos de esquerda socialistas começam a tomar o poder devido à alternância ciclica governativa e não conseguem resolver os problemas que se propunham resolver com as suas soluções alternativas de mágicas socialistas. Como é o caso da França. O insucesso das politicas de Hollande e o surgimento de casos destes, de cargas policiais e a morte de um protestante sobre a presidência de um partido socialista, tornam-se matéria tabu nas redações e são alvo de censura e omissão , porque destroi toda a narrativa da imprensa e da esquerda, construida em volta da diabolização dos governos de direita , enquanto , opressores da liberdade, amigos dos banqueiros e destruidores do estado social. E porque põe em causa o discurso politico daquele que pretendem levar às “costas” à ascensão do Poder.

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  4. vortex's avatar
    vortex permalink
    1 Novembro, 2014 22:02

    imitadores de sarjeta do soial-fascista Beria ou do socialista Goebbels

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  5. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    1 Novembro, 2014 22:03

    Como é a “súcia” a ocupar (temporàriamente) o Eliseu e Matignon, há que assobiar para o lado…

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  6. Duarte de Aviz's avatar
    Duarte de Aviz permalink
    2 Novembro, 2014 04:19

    Holandices… Coisa sem importância e sem qualquer relevância para o processo de santificação do beato Costa.

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  7. EMS's avatar
    • MG's avatar
      2 Novembro, 2014 20:47

      Foram capa da frente ? Reparou na data dos acontecimentos e a data de publicação dos artigos que mencionou ? OS protestos começam a 25 de outubro a morte do protestante acontece a 26 de outubro, o expresso publica 3 dias depois a 29 de outubro .

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