Focagem
15 Novembro, 2014
Volta e meia o NYT dedica umas fotos a Espanha e a Portugal. Desta vez trata-se de um trabalho de Mário Cruz intitulado “Roof” que segundo o site da Renascença “põe a descoberto a vida sob um tecto precário ao qual centenas de portugueses chamam casa: edifícios devolutos parcialmente ocupados por sem-abrigos, que em Lisboa são 2.800.” A perspectiva não mudou muito desde que Robert Capa fotografou a Guerra Civil de Espanha: muito preto e branco para realçar o dramatismo da pobreza. De igual modo trata-se a vida das pessoas fotografadas como se estivéssemos nos anos 30. Ora sem desmerecer na qualidade das fotografias explicar o que ali se vê pelo desemprego ou como resultado da crise é um claro problema de focagem.
24 comentários
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os PAIS da república dos gringos viviam da escravatura preta
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sem dúvida que o triste destino que envolve a sociedade portuguesa foca muito melhor o problema…
e não esqueça aqueles que trabalham e que são pobres e vivem em barracos…
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Por muito que custe Portugal é muito preto e branco. Tenho uma empregada doméstica, aqui em Lisboa, que não sabe ler nem escrever. Nem sabe como defender-se nem fazer valer os seus direitos. É uma versão mais apurada do meu cão. Nem sequer consigo confiar nela para certas coisas simples. Com ela aprendi no entanto o que é a pobreza hereditária. Quarenta anos depois do 25 de abril, é um bicho ou pouco mais. Quem a soube fazer foram os srs doutores. Custa mas é verdade. João César das Neves tem toda a razão quando diz que são os que mais podem quem melhor se sabe defender. Este tipo de gente nem sequer tem voz.
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Para HMatos e para o governo “gold”,
aquela edição do NYT é um insulto a todos e ao país. Não corresponde à realidade.
O ideal seria a inexistência desta reportagem fotográfica e respectivo texto.
Ou então mais suave, editando fotografias coloridas e se necessário retocadas/alteradas e com textos duma qualquer escritora light ou jornalista/opinadora do regime.
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Não percebeu nada.
O NYT não faz reportagens da pobreza de Cuba.
O NYT não faz reportagens a sobre a pobreza na Escandinávia.
Mas talvez os consiga convencer se disser que a pobreza na Escandinávia é por causa do racismo.
O NYT também não faz reportagens sobre:
Poverty level under Obama breaks 50-year record
http://www.washingtontimes.com/news/2014/jan/7/obamas-rhetoric-on-fighting-poverty-doesnt-match-h/?page=all
E pode estar certo da censura em todos os media tuga.
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lucklucky
não percebe que aquelas fotos são reais, correspondem a uma situação de pessoas, e na cidade.
Também não sabe que o NYT edita de vez em quando reportagens sobre outros casos humanos e sociais noutros países, inclusivé a pobreza, mendicidade nos EUA.
“E pode estar certo” que jornais, revistas e tv’s tugas têm publicado e noticiado factos idênticos.
É a vida, nem sempre “gold”…
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Permita-me acrescentar que se me pagarem faço cem fotografias de Beverly Hills que só mostrem pobreza e outras cem do Porto que só mostrem riqueza.
Com quem aprendi?
Com aquele senhor que fez o filme da criança que afrontou as balas para salvar outras criança na Síria.
Espera foi em Malta.
Olha não eram crianças.
Shit
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4241423
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A mim não me espanta que em cuba haja “disto”.O lucky, e muito bem, não pára de nos lembrar que nos países comunistas é sempre assim.
O que eu acho estranho é haver ” disto” num país não comunista.
Ah, e já agora, e com tantos gatunos não comunistas.
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fado, 17:00
permita-me a sugestão : na qualidade de cidadão, rebata, proteste, envie para o NYT essas fotos captadas em BHills e no Porto. Demonstre que aquela edição foi tendenciosa, não corresponde à realidade.
E se alguma vez se cruzar com um fotógrafo tuga ou não a registar a pobreza em Lisboa ou noutro local, chame a polícia.
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Adenda :
obviamente chame a polícia para identificar e interrogar o fotógrafo e não para prender os pobres.
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Fado
Há também aquela famosa fotografia “o beijo” que foi encenada.
E depois? Não me vai dizer que aquela foto onde o meu pai aparece a tourear que é encenada? Os touros não se deixam encenar assim por dá cá aquela palha!!
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O senhor é uma pessoa inteligente e compreendeu perfeitamente o que eu quis dizer.
Há miséria aqui, há.
Há miséria lá (ponha aqui o lugar que lhe apetecer) há.
O preto-e-branco é mais artístico, é.
Tudo pode ser encenado. Sim.
E por aí fora.
Nota.
Tem algo a dizer sobre o “filme” das criancinhas?
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Tal como canta a Capicua , ide a Vayorken, a gente diverte-se imenso.
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Hoje, na China, o secretário de estado do turismo (uma, mais uma eminência no sector…) declarou que “em 2015 os turistas chineses em Portugal podem ser mais de 100.000”.
Quatro hipóteses para esta afirmação : Excitou-se por sentir-se vedeta a milhares de quilómetros e saíu-se com essa, como poderia ter sido outra ; O SET valeu-se de (inexistentes) estatísticas ; Efeitos ainda do jet lag ; Convém ao governo nestes tempos de quase 90% de Visas Gold atribuídos a chineses com massaroca duvidosa, atapetá-los perante a opinião pública tuga.
Em 2013, estiveram por cá 74.000. Seria interessante saber se estes números conferem com o SEF…
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Nota : oxalá sejam mais de 100.000 turistas, de Norte a Sul e nas Regiões Autónomas.
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Imagens & Imagens.
Anterior regime, uma reportagem numa TV Suiça com um quadro negro sobre a miséria em Portugal.
Coube a Fernando Namora, insuspeito, denunciar a demagogia da reportagem.
Somos assim.
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Se a preto e branco o incomoda, talvez com mais padrão cromático o satisfaça.
http://ecurioso.blogs.sapo.pt/303811.html
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013-05-04-numero-de-sem-abrigo-e-mendigos-em-lisboa-tera-triplicado-no-ultimo-ano
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Quem circula em Lisboa depara-se com crescente miséria humana que obviamente vive em locais degradados.
E, infelizmente, não é preciso estar bastante atento ou procurar esses casos. Encontramo-los inclusivé nas áreas mais visitadas por turistas. É isso que contraria os números “de recuperação” da sociedade e incomoda o governo, alguns autarcas e seus indefectíveis apoiantes.
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A acreditar em alguns comentadores é estranho como um país cada vez mais socialista, com o Governo mais Socialista do Séc XXI como o de Passos+Portas* e logico com cada vez maiores impostos a pobreza alastra.
Eu não estou surpreendido. Mas uns parecem estar.
*Não me digam que julgavam que Socialismo é ir buscar dinheiro aos mercados…
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Com que então, este governo tuga é “socialista” !? “Num país cada vez mais socialista”…
Porra, o luck deve andar na estratosfera…ou então está a manganar.
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A pobreza mostrada nessa foto-reportagem e descrita no artigo existiu, existe e existirá também nos países mais ricos. Em alguns casos de pobreza até se adivinha com anos de antecedência esse desfecho. Más escolhas, dramas pessoais, até azares, contribuem para que, infelizmente, existam pessoas nessa situação. Admito até que possa haver casos em que se trate de uma opção voluntária. E claro, algumas vezes a razão de ser desta situação deve-se à crise.
De facto na foto-reportagem e no artigo, a ideia parece ser a de “criar simpatia” pela causa certa, criando antipatia pela causa errada. “Existe crise / austeridade em Portugal e só não se dá por isso porque a malta por cá não anda a partir montras e a incendiar carros”; “o que se passa é que a malta é muito passiva e tímida e não quer dar nas vistas. Até um jovem foto-jornalista que queira encontrar quem tudo perdeu tem que se armar em detective e dos bons”.
A ilustrar as fotos só falta um texto no género: “O eng. Guterres conseguiu reduzir o número de pobres em Lisboa para 28; o 1º governo do eng. Sócrates reduziu esse número para 2,8 pobres; com o PEC IV pretendia-se reduzir esse número para 0,8 pobres em Lisboa; o chumbo do PEC IV aumentou esse número para 280 e, após seis meses de governo Passos Coelho / troika sobreviviam nestas condições 8.200. A mera possibilidade do dr. António Costa vir a chefiar o PS em 2014 e de vir a ser PM em 2015 deixou os credores com as pernas a tremer e baixou esse número para 2.800”.
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Fado Alexandrino,
15 de Novembro – 17.00 horas
Li a reportagem e vi o “filme”. Está tudo dito. Desde que seja a malta certa a alertar para os problemas ‘certos’ é permitido tudo: enganar, mentir, deturpar, desinformar. E as justificações! “Nunca me passou pela cabeça que as pessoas não iriam perceber que era uma montagem”. É incrível. É a confirmação de que nem no que nos apresentam entidades supostamente sérias devemos e podemos acreditar. Muita da informação que eu via em jornais revistas e TV’s já não valia muito. Agora vale ZERO.
A Ética pode (e para alguns deve) ser esquecida. TUDO vale pela causa certa. Só assim se percebe que este caso não seja um escândalo e veementemente reprovado e condenado por todos os jornalistas e órgão de informação do mundo inteiro.
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Obrigado.
Começou a ser moda.
Ai tem outra “”fabricação”.
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2836245/Report-slams-new-surveillance-photos-released-Russian-state-broadcaster-MH17-shot-shoddy-fake.html
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pena não se aplicar ao nyt o que fizeram na análise social, censura.
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