Jornal para a década

Sugestão foi de Carlos Costa, e Maria Luís Albuquerque manteve-a na acta da reunião que teve com chefes da supervisão. Mesmo que, publicamente, rejeitasse essa hipótese. Foi a última decisão antes do fim do BES.
Este governo é muito estranho. Primeiro, anda ali a discutir e a ponderar coisas sem nos dizer directamente que anda ali a discutir e ponderar coisas, como se comunicar a decisão final fosse sequer o que nos interessa quando estamos muito mais interessados em conhecer todo o processo de pensamento à medida que ele decorre, como nas capas do Público; segundo, andam ali a elaborar actas mencionando o que foi dito e proposto numa reunião, como se não fosse suposto a acta ser aquela coisa chata que se faz usando um modelo retirado do website ‘fórum do condomínio’ e que menciona apenas aquilo que interessa, ou seja, que entra fumo na lareira do 1º Direito e não que o senhor António do 3º Esquerdo acha por bem apresentar uma agenda para a década.

O ano passado, a meio de uma reunião de turma do 8º ano de um dos meus filhos, quando confrontei a directora de turma sobre a introdução na acta de um assunto pertinente levantado por outro pai, a resposta obtida foi: “Ó pai pôr na acta? Mas eu já trago a acta feita, a acta já está fechada. É que o pai não sabe, mas eu faço 100 km por dia para vir trabalhar.” Pimba. Como dizem os meus putos: “Engoile gasoile”.
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Inédito! Uma capa do Público “pró-governo”.
Não é todos os dias que o jornalismo vem reconhecer estarmos perante um governo ponderado…
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A sede de denegrir é tanta que desce ao nível da ingenuidade e da inrfantilidade
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E ninguém deu um trac naquela reunião que não venha na acta?
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out of topic
Curioso que o Juiz Carlos Alexandre, nas medidas de coacção tivesse sido exaustivo impondo o dever dos arguidos não poderem contactar, além das pessoas e serviços envolvidos nos factos, membros das magistraturas do Ministério Público e Judicial.
Nunca tal tinha “ouvisto”.
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Quer dizer, corrupção sistémica.
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Aplica-se aqui a mesma dose que no post sobre Ana Gomes.
O Público é um jornal sem credibilidade nenhuma, excepto a previsão do tempo, e portanto deve ignorar-se tudo o que lá vem.
Como se dizia dos dois jornais da URSS:
A Verdade não trás notícias.
E o Notícias não trás verdades.
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” O Público é um jornal sem credibilidade nenhuma ”
Pois…é enquanto desmascara a quadrilha. Quando a protege já é.
Deve ser por não ter credibilidade que não diz nada sobre esta noticia. ” Academia Latina distingue Carlos do Carmo com Grammy ” Nem diz o publico e Cavaco agradece
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Só por isso já Cavaco merece o Nobel Latino.
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eheheh…. mesmo na fora de iniciar o turno
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do Carmo, Carlos musicalmente desconheço.
Sei que pertence a um partido e que está sempre presente em muitas cerimónias onde se pede mais dinheiro para os artistas.
Também apoia regularmente candidaturas de “esquerda”.
Dizem que por motivos pessoais abdicou de usar o nome do Pai.
E constava (já pareço a Ana Gomes) que houve problemas com a Mãe por causa de um restaurante.
Quanto aos Grammy o Jimmy Sturr ganhou 18, não faço ideia quem é, mas aí em Baleizão deve ter feito um sucesso do caraças em cada um deles.
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Fado,
Essa tua resposta é resposta de casa do segredos.
Carlos do Carmo ganhou um grammy, ponto final. Coisa que os fadista do sistema não foram capazes de ganhar.
Tens a prol Camara Pereira e são uma resma deles, tem o João Braga esse marialva encartado, tens o embuçado do João Ferreira Rosa, mais serôdia mas não menos importante tens a Katia Guerreiro que não falha a uma comitiva presidencial. Com tantos vai ganhar o Carlos do Carmo esse Terrível comunista.
Quanto aos sucessos é mais que evidente que em Baleizão não pescam nada destas coisas.
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O Carlos do Carmo é um velho tonto. Você (e outros que procuram discos pedidos nos comentários) são simplesmente comunistas. Não mais permitirei off-topics.
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mas um grammy não é uma daquelas aberrações da sociedade burguesa e corrompida pelo capitalismo opressor?
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Mais é ainda pior, veja-se discrimina, é só para latinos.
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O C do C é um parolo arrogante e comuna. Um perfeito mete-nojo. Não se aproveita nada.
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A nossa sorte é que o Eleutério Viegas é um espectaculo, apeoveitasse tudo.
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Que surja essa acta ou depoimentos para constatarmos factos.
O Público erra e acerta como qualquer outro órgão de comunicação social. Mas percebe-se a saga na Blasfémias contra…
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Entretanto, e já fora do mundo das fábulas com bichinho-narrador, lá foram mais 18 milhões na RTP para…futebol. Um feito nacional e patriótico, portanto. Upa! Upa!
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O governo pondera e ainda bem. Normalmente, do que me queixo (e quando me queixo), é das decisões que, espero bem, sejam sempre resultado de ponderações. Aposto que algures alguém, nessa fase de ponderações, ponderou sobre o Estado (BdP, CMVM, Governo) não fazer nada e deixar cair tudo.
Portanto se a ponderação do governo é notícia para o Público, talvez seja por julgarem que normalmente os governos não ponderam. Ou por julgarem que o governo tem que ponderar em público e sujeitar as decisões a votação de braço no ar em assembleias populares. Ou por qualquer outro motivo que faz com que, em qualquer dos casos, não valha a pena comprar e ler o Público.
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Bom, devo ter percebido mal mas aquilo que noto é que o Governo ponderar e ter alguém a colocar à ponderação do Governo não são exactamente a mesma coisa (e talvez por isso a insistência em registar em acta quem coloca o cenário e quem o propunha) mas a notícia em circulo fechado é o que traz a capa, envolta em ambiguídades qb para zurzir sem armas.
Já agora e a quem de memória, a constatação repetida que existia de facto a solução de recapitalização, ao contrário do que por aqui e em diário de negociatas ou jornal em conta se fez constar a propósito de uma regulamentação que ainda não vigorava. Chama-se efeito de fazer boa imprensa, nuns lados é o Costa e em outros é o não toques no tesouro público, em ambos os casos desprovidos de sentido crítico. Disse (e redisse).
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In Observador. “(…)O presidente da CMVM defendeu que se deve encontrar uma maneira de compensar os investidores que perderam dinheiro nas horas finais de negociação em bolsa. (…)”
Estranha-se que não procure maneira de penalizar quem negociou nessa altura em posse de informação privilegiada (nomeadamente investidores institucionais), quem libertou essa informação privilegiada (óbviamente o sr Governador do BdP por inépcia senão algo bem mais grave – nem me interessa que seja tido por impoluto, os factos são evidentes e as consequências estavam ao alcance da sua previsão), e quem não parou o mercado (a negociação) perante evidências de factos relevantes omitidos ao mercado mas em evidente efeito no trading de grandes brokers (obviamente o sr Presidente da CMVM). Com tantos mecanismos conseguiram fazer tudo ao contrário e permitir aquilo que primeiramente devem evitar: manipulação de mercado, abuso de informação privilegiada e omissão de factos relevantes. Aqui e como não há políticos para culpar já não interessa apurar responsabilidades e irresponsabilidades.
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Num país decente, qualquer empresa cotada em bolsa cujas acções valorizem 15% ou desvalorizem os mesmos 15% num curto espaço de tempo na mesma sessão, é imediatamente suspensa a sua transacção, sendo dado aos mercados um tempo (2/3 horas) para reflectirem.
As acções do BES chegaram a desvalorizar 47% (!!) na mesma sessão, tendo terminado a mesma, com as acções do BES a desvalorizarem 42%.
Ficam todos muito mal na fotografia, especialmente a CMVM. Especialmente a CMVM…
País da treta…
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A questão é que quem tem o poder de agir aparece na praça pública a alvitrar reparos a investidores quando isso implica a certeza de dano aos mesmos e assumpção do não funcionamento regular do mercado, e essa certeza implícita vem… do presidente da CMVM e eu pasmo. A ministra MLA veio dizer o óbvio em http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=513969 mas a questão é que a CMVM teve mais que tempo para auditar todas as transacções e incluam-se as feitas ao abrigo do “Internal Matching Facility” !!!
Não temos actuação da parte da CMVM como não tivemos e essa incapacidade está aquém do exigível, mas esse sr não tem o pudor de se demitir!!!
Posso supor que o mercado negociou nesses dias porque valores mais altos se levantaram e posso supor que esses valores não eram de bem comum mas de facilitação a alguns, lamento mas a minha conclusão não presume intenção mas apenas constata o efeito, Não perdi um tostão com o assunto e não perdi emprego ou benesses mas custa ver como no rol de perdedores estão muitos que embora tolos não foram devidamente defendidos pelos mecanismos que se supõe existirem.
Acresce que no caso BPN se pediu (e bem!) a cabeça do Governador do BdP, o imprestável Vitor Constâncio, e agora ninguém tem o mesmo rigor com o sr que se seguiu, o que reunia à porta fechada com os institucionais que já tinham em curso a sua estratégia de fuga (ou contenção de perdas).
Ainda mais pavoroso que assistir a tanta incapacidade é ver os mesmos incapazes nos mesmos lugares meses depois.
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Subscrevo, em parte, o seu comentário Jorge mas não se esqueça que os dois casos (BPN vs BES) tiveram desfechos diferentes.
Imprestável por imprestável “prefiro” o Carlos Costa mesmo assim.
E a oposição, no caso BES, tinha mais interesse em entalar o governo do que propriamente a cabeça do regulador.
A “cegueira” tem destas coisas… 🙂
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Também ficàmos hoje a saber pela voz sempre sábia do rapazinho que faz tremer as pernas dos banqueiros alemães, que o PS defende para o BES a mesma receita que aplicou no BPN, ou seja, a maralha pagar a factura toda.
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O Público e o “minuto de informação inútil” teleguiada. O Público e o Expresso, já se sabe, são filhos do Pravda.
Isenção a sério, é no Correio da Manhã e no Observador.
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