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Quociente familiar

7 Dezembro, 2014

O governo introduziu um quociente familiar para determinação do rendimento colectável no calculo do IRS. Se bem percebi o rendimento de um casal passa a dividir por 2+0.3N em que N é o número de filhos. Num sistema de impostos progressivos, o resultado desta alteração é o aumento de transferências de quem não tem filhos para quem os tem. O que implica um agravamento das perversões causadas pela progressividade.

Note-se que em 2012-2013 houve um agravamento da progressividade, a qual foi considerada temporária para uma situação de emergência. O quociente familiar reduz a progressividade para quem tem filhos e eterniza a progressividade “temporária” para os restantes. O governo descobriu uma forma de optimizar a colecta fiscal que consiste em cobrar mais àqueles que em teoria terão menos despesas. É um truque que eterniza progressividade elevada com transferências maiores entre uma minoria cada vez mais pequena e uma maioria cada vez maior. Em breve teremos os impostos a ser pagos apenas pelos estéreis e os gays.

Um segundo efeito perverso desta medida é o efeito que tem em quem ainda não tem filhos. Aquelas pessoas que adiam o nascimento dos filhos porque ainda não constituíram poupança suficiente para os ter (segundo a sua perspectiva) terão que adiar um pouco mais porque estarão sujeitos durante mais tempo à progressividade temporária. Em contrapartida, aqueles que já têm filhos terão impostos mais baixos.

Note-se que os menores são por norma um encargo adicional para o Estado, em serviços de educação e, em menor grau, de saúde. A introdução deste quociente leva a que as transferências ocorram daqueles que consomem menos serviços públicos para os que consomem mais. Mesmo que se queira beneficiar quem tem filhos, haveria formas mais elegantes de o fazer. Por exemplo, através de deduções de serviços de educação e saúde comprados aos privados, opção que libertaria de encargos os serviços públicos.

60 comentários leave one →
  1. jo's avatar
    7 Dezembro, 2014 11:00

    Existe alguém que vá consultar a declaração de IRS antes de fazer um filho?
    As taxas de IRS mudam todos os anos, um filho tem de se prover durante pelo menos 18.

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    • Joao Miranda está cego's avatar
      Joao Miranda está cego permalink
      7 Dezembro, 2014 17:52

      Uma mulher solteira com 2000 euros de rendimento deve pagar a mesma taxa marginal de IRS que outra mulher solteira também com 2000 euros/mês, mas com 3 filhos?

      Justo seria se a mulher solteira com rendimento de 2000 euros e com 3 filhos pagasse a mesma taxa que uma solteira com 500 euros, mas para a actual maioria cada criança só vale 0,3 e para JM deveria valer ZERO!

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      • Crianças não são pessoas's avatar
        Crianças não são pessoas permalink
        7 Dezembro, 2014 21:54

        Considerar que a solteira com 4 filhos deve pagar a mesma taxa de IRS que uma solteira sem filhos chega a ser revoltante. Como é possível?

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      • Filipe's avatar
        Filipe permalink
        8 Dezembro, 2014 00:53

        Não tivesse tantos filhos, queixe-se ao ferbedor de justiça. Eu faço 15 filhos e exijo não pagar IRS? Está certo.

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  2. João Neta's avatar
    7 Dezembro, 2014 12:17

    Não vejo que haja alguma injustiça em cobrar impostos em proporção ao rendimento disponível. Um indivíduo sem família a cargo tem mais rendimento disponível do que outro que a tenha.

    Mas concordo se pretender-se afirmar que quem opta por não ter família não deve ser penalizado sobre quem optou. Mas então:

    – teremos de eliminar o preceito constitucional de progressividade dos impostos em função dos rendimentos, o que por muito que eu concorde com ela, é uma questão de regime que dificilmente se consegue alterar;

    – os esquemas de proteção social não podem ser inspirados na solidariedade das gerações presentes face às futuras, porque o solitário sem família atual não está a contribuir com as gerações que o sustentarão no futuro.

    A forma como a nossa sociedade planeia e executa o seu esquema de proteção social é que está profundamente errado e levará seguramente ao crescente confisco fiscal do dinheiro da classe média.

    E o futuro, contrariamente ao que o socialismo ainda vigente e enraizado na nossa sociedade aprecia defender, não será com certeza o aumento do estado social, será o nivelamento por baixo do nível de vida, caracterizado por aumentos sucessivos e brutais de impostos.

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    • Filipe's avatar
      Filipe permalink
      7 Dezembro, 2014 16:40

      “Um indivíduo sem família a cargo tem mais rendimento disponível do que outro que a tenha.”, frase mais do que acertada, só lhe pergunto porque hei-de partilhar o que ganho com você, ou outro, é que o trabalho é meu e quem ganha o ordenado sou eu.

      Repare que, se alguém tiver 2 filhos, eu pago-lhes a educação, a saude, a segurança e a justiça, ainda lhes poderei pagar o abono e evetualmente algum subsidio. Eu não tenho filhos, não acha que já pago demasiado por quem não me pertence?

      Sinto-me roubado pela Sociedade, á força toda.

      Querem incentivos à natalidade? Estudem, empreendam, invistam, mexam-se, eu não vou viver sempre e a mama vai acabar.

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        7 Dezembro, 2014 17:48

        TU ESTÁS A CONTRIBUIR – MINIMAMENTE EM RELAÇÃO AOS PAIS DOS RESPECTIVOS – PARA QUEM TE VAI SUSTENTAR A PENSÃO DE REFORMA, PÁ.

        E OS PAIS DOS RESPECTIVOS PAGAM TANTO COMO TU E AINDA TÊM QUE OS SUSTENTAR.

        SE TE SENTES EXPLORADO PELA SOCIEDADE RECLAMA. MAS NÃO RECLAMES COM AQUELES QUE TÊM FILHOS.

        FAZES FIGURA DE PARVO.

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      • Portela Menos 1's avatar
        Portela Menos 1 permalink
        7 Dezembro, 2014 18:30

        ao menos o “anónimo” vai direito ao assunto 🙂

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      • Churchill's avatar
        7 Dezembro, 2014 19:48

        Filipe
        Por um lado percebo que não queira pagar impostos, eu também não gosto.
        Devia ter o direito por optar por um sistema sem impostos, mas também sem direitos sociais nenhuns.
        Se ainda não percebeu, e paga mesmo, está em brande parte a descontar para os reformados atuais (da geração Soares e companhia), que contribuiu com 1/10 daquilo que vai receber (se for então como o velho que faz 90 anos e tem uma fundação é para aí 1/10000).
        Por isso, a sustentabilidade do sistema que lhe pagou a educação foi conseguida pelos impostos de quem cá anda, a sua pensão de reforma virá dos potenciais descontos de quem cá estiver. Se não nascer ninguém não recebe nada.
        .
        Para o seu caso e de alguns com a mesma opinião, eu retirava o tal coeficiente mas anexava uma nota a dizer que só podia estar reformado 5 anos, depois azar porque não tinha tido filhos.

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      • Filipe's avatar
        Filipe permalink
        7 Dezembro, 2014 22:19

        Oh anónimo, eu pei-te algua coisa? Ou aos teus filhos? Desliga o caps lock e vai viver à custa de outro.

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      • Rafael Ortega's avatar
        Rafael Ortega permalink
        8 Dezembro, 2014 12:15

        Oh anónimo, e eu que não vou ter reforma poque a SS vai falir mais de 30 anos antes de eu me reformar?

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        8 Dezembro, 2014 12:34

        Você também constrói estradas, escolas, hospitais, ou é daqueles que não sai de casa e dispensa todas as obras ao serviço do coletivo?

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  3. PARMA's avatar
    PARMA permalink
    7 Dezembro, 2014 12:22

    O exemplo não me parece o melhor. Até porque quem tem filhos no privado, não se deverá preocupar com tostões!

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  4. Churchill's avatar
    7 Dezembro, 2014 12:24

    Realmente a grande preocupação é com os gays que não querem ter encargos com filhos (porque os que têm filhos ao que sabemos já os consideram no IRS)!

    Parece que o problema maior da sustentabilidade do sistema de SS é a baixa natalidade, logo faz sentido a criação de medidas de descriminação positiva.

    Sobre os casais que ponderam e preferem ir de ferias para as Caraíbas temos pena!

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    • Eleutério Viegas's avatar
      Eleutério Viegas permalink
      7 Dezembro, 2014 13:11

      É! Temos pena…

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    • Filipe's avatar
      Filipe permalink
      7 Dezembro, 2014 16:42

      Então o que pede é que eu page para os outros copularem, eu bem dizia que isto, no fundo, era e é um Enorme Bordel.

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      • Churchill's avatar
        7 Dezembro, 2014 19:51

        Não é para copularem, é mesmo para ter e criar filhos.
        Até no 3º mundo percebem que sem descendência não há quem mantenha na velhice.
        Se os bosquimanos percebem, não deve ser difícil chegar lá!

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      • Filipe's avatar
        Filipe permalink
        7 Dezembro, 2014 22:17

        fazer filhos sem cópula é mais caro, “in vitro” é carissimo.

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      • Churchill's avatar
        7 Dezembro, 2014 23:26

        Filipe
        Sabe que há por aí quem copule sem ser para procriar?
        Talvez se experimentar comece a ver o mundo de outro modo.

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  5. fado alexandrino's avatar
    7 Dezembro, 2014 12:38

    Há ainda outro efeito perverso.
    Os filhos só contam até determinada idade.
    Ora vejamos o meu caso pessoal:
    Tenho dois filhos e até já tenho netos.
    Acontece que regularmente tenho que ajudar os filhos porque o rendimento que têm não chega e há sempre despesas inesperadas.
    Mas estes “filhos” já não contam para nada, dissolveram-se no éter do IRS.
    Não devo ser caso único.

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    • Churchill's avatar
      7 Dezembro, 2014 13:53

      É questão de adoptar os netos para efeitos fiscais.
      Podia-se propor como medida temporária, até os pais voltarem a ter condições económicas.
      Desde que as crianças não sirvam para beneficiar dois agregados parece uma hipótese razoável.

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      • fado alexandrino's avatar
        7 Dezembro, 2014 14:22

        Pois parece.
        Palpita-me que será mais fácil o Benfica ser campeão europeu do que haver flexibilidade dos senhores deputados para estudarem o assunto.

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  6. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    7 Dezembro, 2014 12:54

    O próximo agravamento é para quem não tem carro.

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    • Churchill's avatar
      7 Dezembro, 2014 13:50

      Partindo do principio que a falta de carros implica a falência da segurança social é uma ideia.

      Ou então é o Piscoiso a lançar entropia na conversa.

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  7. Eleutério Viegas's avatar
    Eleutério Viegas permalink
    7 Dezembro, 2014 13:10

    Ter filhos e “tomar conta” deles merece este alívio do Estado. Mais nada!

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    • Filipe's avatar
      Filipe permalink
      7 Dezembro, 2014 16:44

      Como já referí, isto e um Bordel e eu pago para os outros copularem, está certo. Ja agora, ainda bem, poupam nas camisinhas que o SNS oferece.

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      • zazie's avatar
        7 Dezembro, 2014 17:48

        Tarado. Hás-de andar a cagar na rua mais o cãozinho que é assim que acabam todos.

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  8. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    7 Dezembro, 2014 13:59

    Costumo ler as suas opiniões com curiosidade científica e, regra geral, com agrado.

    Porém, face a esta parte – “os menores são por norma um encargo adicional para o Estado” – adivinho que não tenha filhos. Está a falar do que não conhece. Ou então são os avós que os sustentam.

    Desde há 25 anos que sustento os meus 3 filhos e, através dos meus impostos, permito que aqueles que não têm filhos, gozem as férias que eu não posso gozar, tenham a casa com mais uma assoalhada que eu não consegui comprar e usufruem em geral de bens de consumo de que eu me privei por a eles não poder chegar.

    Com a sua conversa, Vc sabe lá o que é ter filhos, sem avós para os sustentar..

    Mais, até no momento de votar eu me sinto espoliado por este sistema, pois o meu voto não pode ser egoísta, pois tenho que pensar na opção que será melhor para os meus filhos no futuro, enquanto quem não tem filhos vota no imediatismo de quem lhe promete aumentos e reposição de cortes.
    Mais vão ser os meus filhos que vão descontar para pagar as reformas daqueles que preferiram não ter filhos.

    Em suma, o seu poste é uma opinião errada e demagógica. E injusta e ignorante !

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    • anónimo's avatar
      anónimo permalink
      7 Dezembro, 2014 17:16

      outra coisa: eu não estou a defender o modelo da maioria, sem mais. Apenas constato que pela primeira vez nesta merda de democracia, o meu esforço a criar os filhos poderá ter alguma diferenciação fiscal em relação aos vizinhos do 5º esq. que se gabam de não querer ter filhos para poder gozar melhor a vida.

      E os socialistas nem enxergam esta dimensão quase emotiva por parte das famílias que têm filhos.

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        7 Dezembro, 2014 17:21

        Mas serão os meus filhos a sustentar as pensões de reforma dos meus vizinhos.

        Isto é tão injusto, tão cléptomano, que francamente, deveria haver algum recato a meter farpas em quem anda a sustentar, em valores líquidos, esta merda hás tantos anos.

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      • Eleutério Viegas's avatar
        Eleutério Viegas permalink
        7 Dezembro, 2014 19:19

        Calma, anónimo! A compensação para o esforço de quem (ainda) tem filhos a (en)cargo parece que vai chegar… Fico à espera do cheque educação. É que os meus filhos pouco têm pesado nas contas do ministério da “educação”. Ah! E para isso tenho-me privado de uma série de mordomias.

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  9. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    7 Dezembro, 2014 14:38

    JM está como a malta do PS. Sigo os exemplos do CGP:
    1. Uma mãe solteira com um filho a cargo paga uma taxa de IRS superior do que uma mulher casada com o mesmo salário cujo marido esteja desempregado.
    2. Um homem divorciado pagará menos IRS se se unir com uma mulher desempregada do que se passar a tomar conta da mãe idosa
    3.Um homem solteiro que ganhe 50 mil euros e tenha 4 filhos a cargo paga a mesma taxa de IRS que um homem solteiro com o mesmo salário
    4. Se o Woody Allen fosse português teria passado a pagar menos IRS quando se decidiu casar com a filha.

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  10. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    7 Dezembro, 2014 14:42

    A taxa marginal de IRS deveria ser a mesma para todas as famílias com o mesmo rendimento e nº de pessoas, mas não.
    Segundo JM e a malta do actual PS, uma solteira com 4 filhos deve pagar a mesma taxa marginal de IRS que uma outra mulher com o mesmo rendimento mas sem filhos.

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  11. Libertas's avatar
    Libertas permalink
    7 Dezembro, 2014 14:44

    As famílias com crianças foram as mais prejudicadas com limitação de deduções impostas desde 2012. Estava na hora de mitigar esta perseguição às famílias com filhos.

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  12. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    7 Dezembro, 2014 14:53

    O problema é que os impostos, por exagerados, começaram a ser imorais. A inveja, que é uma cultura perversa que, muitas vezes, sem darmos por isso, alimentamos, faz-nos desejar que o outro pague mais, sem ter em conta o abuso sobre o outro e sobre nós. Se o outro pagar mais ficamos felizes. O Estado está a abusar escandalosamente da opressão tributária e a transformar-nos em escravos pagadores de impostos. É preciso que despertemos para esta situação alarmante.

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  13. Duarte de Aviz's avatar
    Duarte de Aviz permalink
    7 Dezembro, 2014 15:05

    E se se acabasse com o IRS sobre os rendimentos do trabalho? Já alguém pensou nisso? Era capaz de funcionar, não?

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  14. Luis Graça's avatar
    Luis Graça permalink
    7 Dezembro, 2014 15:05

    Post incrivelmente ignorante e que não respoonde a uma questão simples: um pai viúvo com 5 filhos paga o mesmo de irs que um solteiro, sem filhos e com o mesmo rendimento, e isso não é um absurdo.
    Invocar um eventual e não provado maior uso de serviços públicos pelos filhos do viúvo é uma especulação e deveria levar o João a atacar a pretensa gratuidade (pois já sabemos que não há nada gratuito) e não a correção da desiguldade entre quem tem diferentes rendimentos per capita.
    lamentável este post.

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    • anónimo's avatar
      anónimo permalink
      7 Dezembro, 2014 16:32

      apoiado!

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      • Luis Graça's avatar
        Luis Graça permalink
        7 Dezembro, 2014 22:05

        Para o quociente familiar ter o apoio dos xuxas modernaços, não se poderia falar em famílias. Tínhamos que dizer: acham justo que um casal gay com 5 crianças coadoptadas pague o mesmo de IRS que um casal gay sem crianças a cargo e com o mesmo rendimento? Aí os xuxas já achariam justo o quociente.

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    • Filipe's avatar
      Filipe permalink
      7 Dezembro, 2014 17:01

      E quanto custam os filhos do viuvo em educação, saude, segurança, justiça etc.?

      Quem não os tem paga isso tudo aos filhos do viuvo, não chega?

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        7 Dezembro, 2014 17:28

        tu pagas aos filhos dos ciganos, porra.
        Dos meus filhos sempre paguei eu tudo. Não te devo nada.
        Saude ? Pago tanto como tu. E se quero melhor, pago no privado.
        Escola ? pago tanto como tu. E se quiser melhor, pago do meu bolso.
        Justiça? os meus não gastam.

        Era o que faltava aparecer um filho da puta a queixar-se daqueles que ainda são suficientemente parvos para terem filhos e fornecer carne da canhão para esta nação de parasitas…

        Vocês, socialistas, não se enxergam. Com que então quem não tem filhos é que é vítima fiscal ?…

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        7 Dezembro, 2014 17:30

        Olha filipe,

        para haver justiça, a pensão de reforma de cada um deveria ser provida pelos filhos que cada um tivesse sustentado e criado.
        Talvez te passasse a caspa.

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      • Luis Graça's avatar
        Luis Graça permalink
        7 Dezembro, 2014 21:57

        Se andarem no privado, como os meus, custam zero e ainda pagam impostos para educação que não usam

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        8 Dezembro, 2014 12:38

        Nasceste por geração espontânea, ou alguém teve que te sustentar e usar escolas, estradas, hospitais para seres o que és hoje?

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    • zazie's avatar
      7 Dezembro, 2014 17:47

      Esta maltosa que não procria já anda a exigir SNS para animal domésitico.

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  15. Abre-latas's avatar
    Abre-latas permalink
    7 Dezembro, 2014 16:07

    Parece que este post não colheu por aqui.
    Gosto especialmente da parte em que é mais válido um abatimento nas despesas com educação nos privados do um abatimento a todos os que têm filhos. Afinal quer um imposto igual para todos mas propõe que se restrinja ainda mais, aos que têm capacidade de pôr os filhos no privado!
    Afinal algum liberalismo por aqui também é à portuguesa, apoiado no estado.

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  16. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    7 Dezembro, 2014 18:37

    o post parece que bateu no poste, uma vez que a indignação dos que têm filhos está a caminho do insulto; tenho filhos maiores…os indignados também me pagam a futura pensão? o individualismo no seu melhor.

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  17. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    7 Dezembro, 2014 19:50

    Das duas uma, ou o IRS é um imposto familiar ou individual.

    Parece-me lógica a posição do João Miranda, desde que seja também da opinião que o IRS deve ter em conta apenas os rendimentos do indivíduo.

    Agora, enquanto o IRS tiver em conta o agregado, esta medida é absolutamente lógica e peca por considerar os dependentes como menos que meias pessoas.

    Não faz sentido nenhum uma mãe solteira pagar mais imposto que uma mulher casada com um desempregado.

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  18. Supraciliar's avatar
    Supraciliar permalink
    7 Dezembro, 2014 20:51

    Deixa-te disso Miranda. Faz um filho. Entretanto … todo apoio à petição pública em curso:
    Petição para que Jorge Sampaio se recandidate e Indulte José Sócrates
    Sampaio indultou Otelo; pode indultar Sócrates. Vamos apoiar a ideia lançada por António Costa da recandidatura de Jorge Sampaio.

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    • Eleutério Viegas's avatar
      Eleutério Viegas permalink
      7 Dezembro, 2014 23:29

      O ranhoso cenoura outra vez? Mas isto aqui é a Rússia?

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  19. Abre-latas's avatar
    Abre-latas permalink
    8 Dezembro, 2014 00:06

    Para mim o problema deste post é que, antes deste, dever-se-ia falar de todos os outros socialismos ré distributivos que impregnam a nossa sociedade.
    Despesas médicas, PPRs, Pensões, abatimentos nos juros de crédito à habitação e aluguer de casa, despesas de educação. Nas empresas veículos de serviço (esquema genial: o patrão compra um carro ao funcionário o que lhe reduz os lucros ou seja paga menos imposto; o funcionário para ter aquele veiculo teria de ganhar mais uns 12000 euros/ano no mínimo, e pagar os devidos impostos-dupla fuga ao fisco. É que há quem compre automóvel com o seu salário)
    E imagino que eu nem saiba da missa a metade, como estes deve haver muitos outros casos.
    Mas sobre isto não vejo os empresários à portuguesa falar.
    Que eu saiba este governo até tentou acabar com esta história dos veículos de empresa (não sei se no tempo de Gaspar ou Albuquerque) mas embateu no “liberalismo”/”empreendedorismo” à portuguesa.

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  20. Filipe's avatar
    Filipe permalink
    8 Dezembro, 2014 00:56

    Uma Sociedade correcta, não redistribui nada, apenas o que as pessoas quiserem, o meu rendimento é distribuido sem me perguntarem como.

    Sabem o que é liberalismo? Quando vos toca no bolso, passam de liberais a socialistas e acusam-me de socialismo, cristo e credo, ganhem juizo.

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    • anónimo's avatar
      anónimo permalink
      8 Dezembro, 2014 06:26

      Olha filipe, pela tua linguagem percebe-se a idade que tens e que estás a falar do IRS, quanto muito, do teu pai. A candura é tal que não dá para disfarçar a adolescencia. Por isso, desculpa a veemencia supra, que pensei que estava a argumentar com alguém mais crescido, que estivesse a falar de uma situação real e não apenas hipotética.

      Mas vais levar com mais uma evidencia.

      O regime actual permite deduções respeitantes ao crédito á habitação. O que conduz a que quem não tem filhos e, por isso, tenha mais rendimento disponível, possa comprar uma casa maior e, com isso, deduzir mais na sua colecta. Ou seja, paga menos IRS quem compra a casa maior – o que é um hino ao socialismo constitucional, como se sabe.

      Mas o principal é que, por pagarem IRS a menos e eu ter que pagar a parte deles, sou eu que estou, em termos líquidos, a pagar a assoalhada a mais que os meus vizinhos têm no 5º Esquerdo. A tal que me fazia falta, pois eu é que tenho 5 pessoas em casa. E eles são só dois.

      Percebeste, oh jovem idiota ?

      Coisa diferente é constatarmos, eventualmente em acordo, a personalidade fisco-fascista do Núncio, ou o revivalismo dos anos 70 do eco-fascismo por parte daquele montículo de protogente que gagueja no Ministerio do Ambiente.

      Mas esses fdp vão ter uma desgraça grande em breve, porque Deus não dorme. E os eleitores também não.

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        8 Dezembro, 2014 06:28

        e os contribuintes ainda menos.

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  21. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    8 Dezembro, 2014 10:50

    O pomo da discussão devia ser não pagar, e não quem paga mais ou menos, pois o Estado, sempre a criar mais impostos, está a reduzir-nos à condição de escravos pagantes.

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  22. carlos reis's avatar
    carlos reis permalink
    8 Dezembro, 2014 12:20

    Não há nada que pague a alegria de ter um filho.

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  23. José Luís Caldeira Fernandes's avatar
    9 Dezembro, 2014 09:49

    Excelente artigo contra essa gente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosos que afirma que uma criança é um benefício imediato para o Estado. Quanto custa formar um médico em Portugal e quanto custa importá-lo. O mesmo se aplica a um pedreiro, os imigrantes por norma são excelentes, prontos a entrar no mercado de trabalho e a pagar impostos para sustentar um estado parasita.

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  24. anonimo's avatar
    9 Dezembro, 2014 17:36

    IMO,

    O IRS não devia servir para diferenciar este tipo de nuances.
    O IRS deveria taxar de forma igual os rendimentos de uma pessoa independentemente de ela ter dependentes ou não.
    Para “compensar” o fardo adicionar de quem é pai deveriam inventar uma coisa tipo abono de familia (sim, fui irónico).
    E o meu ponto de vista com a isenção de taxas moderadoras mediante a pobreza é o mesmo.
    Estamos a misturar impostos sobre rendimentos com ajudas por situação sócio-económica. Depois admiram-se que este pais seja uma burocracia.

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  1. Sobre o quociente familiar do IRS | O Insurgente

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