O Baptista-Bastos é meu!
Um senhor do Júlio de Matos veio dizer-nos que o internamento do Baptista-Bastos estava previsto desde o começo deste novo “isto não se aguenta”. O senhor do Júlio de Matos (eles são tantos, que se torna difícil decorar-lhes os nomes) tem olhos de peixe morto e voz compulsiva: isto para melhor o identificar. Os protestos da Esquerdalhada atingiram a zona do confronto verbal mais tempestuoso. Desde “traição” ao abandono das nossas grandes mentes ao “capital intelectual multinacional”, ouviu-se de tudo. A paixão sublinhou as intervenções, percebendo-se que o Baptista-Bastos não é assunto neutro, nem, apenas, mais um cérebro entregue à voracidade da ‘ciência’ que tem beneficiado, unicamente, os grandes interesses.
A ‘ciência’, aliás, não é, só, o prolongamento do mundo; é a imposição de uma alternativa de contra-senso; seja: a ausência de decisões irracionais, em favor de uma ordenança específica. As pessoas ficariam desprovidas das possibilidades de escolha, reguladas pelas leis do mercado, afinal comandados pela alta finança. E a União Europeia mais não é do que uma hipótese da continuidade das ideias que formaram este poder absorvente que nos submete com absorção. O internamento de Baptista-Bastos pertence a esse projecto de controlo global. O Júlio de Matos fala da inevitabilidade do internamento. Um ex-candidato a bastonário da Ordem dos Médicos, por exemplo, entre muitos mais, desmente essa inevitabilidade, agitando o princípio de que o Baptista-Bastos é uma mente “de bandeira”, definição assaz enigmática. Aprendi, durante toda a vida, com aquele intelecto, possuo um indisfarçável sentimento de posse, sei o que ele representa para os portugueses lá de fora. O Baptista-Bastos não é unicamente um indivíduo internável ao sabor das circunstâncias, um internamento banal: é um estado d’alma, uma emoção, um pequeno orgulho e a módica vaidade que nos resta.
O capitalismo não tem lágrimas: a compaixão não lhe assiste, o coração é-lhe oco; e tanto se lhe faz como se lhe fez a natureza emocional das coisas. Os homens apegam-se aos sítios e às realidades. Há tempos, numa manifestação de protesto pela alienação do Baptista-Bastos, um antigo estagiário, reformado, gritava, com os olhos embaciados: “O Baptista-Bastos é meu!” Dele e de todos nós. Menos para esta gentalha, cuja argumentação quantitativa apenas obedece às incertas versões do momento.
Adaptação de A TAP é minha

O BB é um inenarrável contador de estórias e o VC um implacável exterminador dos figurões.
GostarGostar
O BB é mais um figurão desta ópera bufa.
Mais um batata que tem opinião sobre tudo e solução para nada.
Infelizmente só quando esta espécie morrer é que haverá esperança que a nova geração se erga.
GostarGostar
A nova geração já está contaminada.
GostarGostar
O BB não é meu, não é concerteza.
Apesar de tudo tem a vantagem de pensar pela sua cabeça o que já é muito nos tempos que correm.
Quanto a internamento no Júlio de Matos teríamos antes dele os 2,2 milhões que votaram no 44. Colete de forças para os visitantes de ar refilão que já pôs os 2, 2 milhões de cócoras.
Deixem-lhe gozar o “estado d’alma, da emoção, do pequeno orgulho e da módica vaidade” que lhe resta. Mais uns aninhos ele ainda vai rezar um padre nosso antes de chegar ao céu.
GostarGostar
tem a vantagem de pensar pela sua cabeça
A partir de determinado momento, que coincide com A Revelação, seguem uma cartilha em que acreditam, mesmo quando confrontados com a realidade.
É, no entanto, mais fácil ignorar a realidade se vivermos num modesto T4 à Estrada da Luz com renda económica.
GostarGostar
BBs de todo o mundo, uni-vos!
GostarGostar
O Baptista é nosso mas a casinha do Bastos é da Câmara,eheheheh
GostarGostar
Mas o BB já está no julinho
Mas como é daqueles que ladra mas não morde tem um regime aberto e vive numa casa camarária.
Só lá vai para o acompanhamento.
GostarGostar
Mais um bandalho que vive à minha custa, tal como os bandalhos da Refer que estão hoje em greve mais os bandalhos do Metro que voltam à greve na segunda-feira. Repito: trabalho há 63 anos, meti baixa durante 15 dias, nunca fiz um dia de greve e estou farto do saque fiscal para que o Estado tenha dinheiro para pagar o salário aos mandriões que “trabalham” na Tap, CP, Metro, Carris e RTP. Votei no PSD julgando que cumpriria o programa eleitoral e que privatizaria as empresas de transportes. Estamos a 10 meses do final da legislatura e está-se a ver que o Governo se deixa chantagear pelos bandalhos que se apoderaram das empresas de transportes. Não foi para isso que dei o meu voto ao PSD.
GostarGostar
As greves estão a ser políticas e o governo não vai conseguir, sequer, dar as empresas. Provavelmente teria de ser assumido o passivo e concedidas para exploração aos privados, neste caso, penso que não seja a melhor solução. Esperemos que o “messias” chegue ao governo e o” sol brilhará para todos nós”.
GostarGostar
VC: penso que devemos confrontar BB com a situação e se ele arranjar soluções credíveis, então, devia ser empossado administrador no lugar do Sr. Pinto. Este deve ser igualmente o caminho para o contraditório com o Sr. Costa, futuro 1º ministro deste “sítio”. Tudo o que afirmarem fica para memória futura e à medida que a situação se agravar no país (o mais certo) nada ficará sem julgamento, essa coisa dos brandos costumes é conversa da treta.
GostarGostar
Tirava-se um Pinto e punha-se lá um Galo. Era melhor e mais barato porque já tem casa própria que por sinal é nossa…
GostarGostar
O Vitor devia lançar uma caderneta dos cromos mais ridículos de Portugal, o BB para mim está no top 10.
GostarGostar
Parece-me uma excelente ideia.
GostarGostar