a bondade do estado social
Quem por aí anda sempre a penar pelo estado social, exaltando as suas excelsas virtudes e crucificando quem o põe em causa, parece esquecer-se que o dito cujo é gerido por pessoas concretas, num regime democrático que se suporta pelo voto popular e, consequentemente, por medidas de natureza populista, e que estas decisões são tomadas tendo em consideração mais a racionalidade política e os interesses próprios e de tribo de quem os toma, do que o mítico «interesse público» com que sempre enchem a boca e os discursos, que é uma espécie de fauno das florestas, que muita a gente diz que conhece mas que nunca ninguém viu. Depois, quando o estado social «falha», os seus apóstolos, em vez de se interrogarem porquê, pedem ainda mais estado para reforçarem as asneiras acumuladas. Por último, convém não esquecer, que tanta «generosidade» é sempre paga pelos contribuintes e que, quanto mais se lhes vai buscar, mais difícil se torna sustentar a criatura. Mediante os resultados que o nosso estado social nos trouxe e que todos conhecemos na pele, ainda há quem se espante com isto e quem se indigne com isto. De facto, não há pior cego do que aquele que não quer ver.

Esta parvoíce de baptizar de Estado Social, o Estado que tem obrigação de devolver, em serviços aos contribuintes, parte dos impostos que foram cobrados, fez carreira e vai-se mantendo. Todo o Estado que governa a sociedade é social e não há dois estados dentro do mesmo território. Isto não é como os Bancos que nos roubaram e destruíram a economia: o Estado Social (o bom) e o outro, Estado Geral ( o mau).
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Que grande confusão vai nessa cabeça tapadinha.
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“não há pior cego do que aquele que não quer ver”
A riqueza dos multimilionários duplicou desde o início da crise. Isto é dito num relatório publicado por Wealth X and UBS, uma consultora que averigua os indivíduos super-ricos. De acordo com este relatório, a riqueza dos multimilionários do mundo passou de 3,1 bilhões de dólares no ano de 2009 a 6,5 bilhões de dólares no ano de 2013, cifra perto de 45% do PIB dos Estados Unidos, a maior economia do mundo. O número de milionários passou de 1.360 no ano de 2009 a 2.170 no ano de 2013. Estas 2.170 pessoas possuem uma riqueza equivalente a 10 por cento do produto bruto mundial.
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Estás com inveja, ferrão.
Vai trabalhar, pá!
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“A riqueza dos multimilionários duplicou desde o início da crise.”
E?
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o ferrão já fez as contas da “riqueza” duplicada dos multimilionários nas empresas em termos de trabalho e riqueza acumulada para cada um dos países?
é que o Bill Gates está no rol …quer fechar a Microsoft?
os accionistas da Aplle viram duplicadas no ultimos anos o valor das suas acções por isso também duplicaram o valor das fortunas
Vai deitar fora o seu iPhone?
só um burgesso como o ferrão é que pensa que essas fortunas não são o valor das empresas e acha que essas pessoas detem em dinheiro contado esse valor.
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Resta saber onde estão todos esses arquibilionários. Rússia? China? India? Singapura? Japão? Qatar?
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Sempre que o SNS salva uma vida também vai fazer um post?
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o que tem o tgv a ver com “estado social”?
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o tgv não tem nada a ver com estado social nenhum……um gasto do Passolas da Damaia ( ou qualquer outro) é que sempre tem a ver com a falta de recursos (financeiros) do estado social.~
Pergunte ao Arménio Escurinho que ele lhe explica
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falta perceber em que medida a falta inopinada de médicos por doença súbita teve impacto – certamente involuntário, que a ética de certas corporações é uma coisa que não se pode ou deve questionar – no preço à hora que o Ministério da Saúde se viu obrigado a passar a pagar.
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Tal como a “entrevista” do 44, esta artigo revela parcialidade na análise da questão. Como assim não era viável o TGV? O relatório do TC só vê a coisa de um lado… Era altamente viável e sustentável, sobretudo para o DDT e para a clique de sabujos que gravitavam à sua volta e se alimentavam na gamela do erário público. Luvas, off shores, apartamentos em Paris ou até mesmo nas Amoreiras, é disso que sovrevivem.
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Demagogia da grossa é o que escreveu. Regime democrático é necessariamente populista? É por acaso o nosso sistema constitucional um regime de assembleia? Como ninguém quer tal coisa e o autor se afirma liberal poderia indicar qual é esse regime liberal não democrático de que gosta tanto?
o que é que o tgv tem a ver com o estado social?
quanto ao segundo exemplo que dá não me surpreende. eu bem sei o que sofri às mãos do sns. e qual é a alternativa? imaginemos que tem um petiz lá em casa, que o miúdo tem doze anos, que nessa idade lhe chega um cancro – também há – que tal implica quimioterapia e duas ou três cirurgias. ou então que a criança precisa de fazer um transplante. vai a uma companhia de seguros e apresenta a conta? sem plafond? sem cláusulas de isenção? Paga e espera pelo reembolso? Vai ali à esquina a uma daquelas clínicas especializadas em operações às varizes?
Isto não é uma questão de esquerda versus direita, é tão só uma questão de juízo. Contribuintes somos quase todos – eu sou. Quanto à natureza jurídica do que é um imposto ou taxa pegue num manual de direito fiscal. A figura do contribuinte não substituiu a do cidadão.
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Demagogia é o que diz. O Estado Social vai a todas. Ainda não percebeu?
Tem que ver com Poder.
E com a inexistência da Objecção de Consciência.
Democracia é votar para uma parte que ganha obrigar a outra parte pela ameaça de violência.
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o estado social custa os olhos da cara a quem trabalha
a alguns custa os do cu
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Estes que ajudaram a construir o Obamacare, agora trepam pelas paredes.
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Em primeiro lugar, os entusistas do estado social, à maneira deles são os que se aproveitam de milhões dos que pagam impostos para fazer negócios chorudos e pôr a massa em paraísos fiscais. Não há nada como falar no ssunto para angariar votos,
Um dia se saberá quem são,até já há uma família conhecida que mais tarde ou mais cedo terá que explicar os 383 milhões, isto para não falar no ddt e famiglia.
O caso das urgências é mais bicudo.
Todos falam de medidas avulsas sem perceber o que está por detrás do caos. Ao Sr. Ministro da Saúde, pessoa respeitável, não são fornecidos os dados reais.
Em poucas palavras. O número excessivo de doentes nas urgências deve-se principalmente ao falhanço dos cuidados primários. Se as pessoas se pudessem dirigir aos Centros de Saúde em tempo útil tudo seria diferente. Não fica barato aos contribuintes uma consulta apressada a olhar para o computador, 100 euros em média, investiguem…
Não é de esperar que 60% de iletrados em saúde percebam o que é um resfriado.
Em urgência já estamos nós quase todos.
Nos Centros de Saúde de bom nível, a excepção, os dontes adoecem menos, algo é feito em termos de prevenção, e o grau de confiança com os profissionais promove confiança.
Na maioria…isto vem detrás. A carreira de medicina familiar foi de início fortemente influenciada por professores de anatomia frustrados, imagine-se, e por mangas de alpaca que optaram pela via administrativa. Os enfermeiros também sabem fazer isso.
Os chamados médicos de família desligaram-se ao máximo dos hospitais desde o início, criticando acerbamente os colegas muito mais bem classificados que puderam escolher verdadeiras especialidades.
Ergueram a bandeira do hospitalocentrismo. Deixaram assim de identificar situações graves atempadamente. Como se não bastasse, o tempo médio de consulta é um escândalo, levando a situações deploráveis que nunca vêm a público.
Nem por isso alguns se deixam de considerar os melhores do mundo, o Ronaldo também é.
Ninguém se interroga como é que um manhoso colombiano ou cubano vem da américa latrina e tem tanto “êxito” na maioria dos centros de saúde por onde passa. São simpáticos.
Ao menos isso, tenho amigos que vivem no interior (2/3 do território), que narram situações a que nem os animais domésticos se sujeitam quando vão aos veterinários.
É mais fácil dizer que a culpa é do Ministro, que é tudo a puxar para a privada. Dessem livre escolha como nos países europeus onde vivem os nossos emigrante e veriam. Perguntem-lhes pelas diferenças. Decisão essa que não será tomada por governos cobardes.
A medicina familiar não é uma especialidada. Configura intervenções de outra natureza, de alto nível de complexidade. Não se fica dela aplicação de protocolos desactualizados.
A relação médico-doente perdeu-se e as urgências são o penso nessa ferida incurável.
Acalmem-se, a situação só pode piorar. Aos mais competentes e mais novos resta emigrar, não alinhar em aldrabices. nas mesas dos congressos falar-se muito e não se diz nada.
Virá enfim um governo socialista, aleluia, com boas relações com a américa latrina, o 44 foi mestre nessa farsa, convidar médicos cheios de sabedoria. Eles fazem maravilhas e são pagos muito melhor que aos clínicos portugueses. Tais prostitutas, parte do salário vai para o chulo fidel e companhia, ele precisam desesperadamente, agora que o passarinho voôu.
Em Angola até já os toparam, morre muita gente, os doentes até fogem, aqui ainda não.
No protetorado, estado laico e republicano, quando se morre é porque Deus quiz.
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Introduzam a exclusividade no SNS. Façam os médicos cumprir os horários. Mudem os horários nos centros de saúde locais. Alterem os cursos de enfermagem, criem um exame de acesso à profissão e deixem-nos tratar de parte dos casos que vão parar ao médico de família.
O Ministério precisa de um médico que conheça bem por dentro o SNS e esteja lá para defender o bem comum e não os interesses corporativos da classe.
Já agora, as Ordens devem ser extintas.
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Há muitos casos simples que vão parar aos centros de saúde que poderiam ser resolvidos por enfermeiros ou mestres em Ciências Farmacêuticas.
É só rever as cadeiras destes cursos e criar exames de acesso à profissão, uma espécie de exames equivalentes ao exame de acesso à especialidade em Medicina.
Também há os Nutricionistas da UP… e sei que têm boa formação…
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parabens ao seu post Procópio gostei muito
e quem fala assim nao e gago…
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Luckylucky, uma coisa é o uso racional dos meios, com as limitações que tal implica, outra ainda é a do modelo de serviço de saúde – Beveridge ou Bismarck, ao que parece este funciona melhor – outra ainda é a conversa da treta vamos acabar com um serviço qualquer de saúde pública em nome da liberdade de escolha individual. Nem nos EUA antes de Osama tal sucedeu pois havia o medicare para os idosos. A coisa é tao tola que só lhes digo, lembrem-se disso quando tiverem alguém na família no hospital. Também lhes pode sugerir co-pagamentos. Basta dez por cento da conta total. Esteve aqui dois meses, cirurgias, medicamentos, internamento, ficaram em cem mil euros, toca a pagar dez mil euros. Proponha isso à sua família e espere pela reação.
Sim, é verdade, cai tudo nas urgências por causa dos centros de saúde funcionarem de segunda a sexta; como os hospitais, privados incluindo – e sei do que falo. Se quer que lhe diga, eu encerrava os centros de saúde todos. O médico que abra consultório e passe as receitas em formulário aprovado pelos serviços de saúde. De certeza que havia mais médicos na província e dispostos a irem a casa dos doentes. Só que aqui estamos na gestão e não nos princípios de base.
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Quanto é que seria necessário para o Orçamento de Estado pagar:
– O Ministério da Defesa?
– Seg. Interna?
– Justiça?
– Garantir habitação, acesso ao ensino, cuidado básico de saúde e alimentação para todos os portugueses?
– Manutenção de infra-estruturas básicas: estradas, edifícios, etc?
Ora há 15 anos qual era o valor do Orçamento de Estado? Por que subiu tanto? Por que motivo há défice? Por que motivo este Governo não acabou com o défice e não há excedente orçamental?
E quem escreve isto é liberal (não confundir com neotontismo da moda): vejo que há dinheiro para pagar o Estado Social. Mas não este Estado Social. Há dinheiro para pagar escolaridade obrigatória e gratuita para todos, há dinheiro para reduzir propinas, há dinheiro para sustentar o SNS e há dinheiro para aumentar o RSI. É só fazer a famigerada Reforma do Estado.
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…e acabar com as PPPs
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e o que é Reforma do Estado? será constitucional fazê-la? não esqueça que algumas das reformas já foram travadas pelos direitos inalienáveis.
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Pergunto: quantos portugueses recebem o RSI?
Vamos supor que 125 euros chegam para pagar uma alimentação equilibrada. Há habitação social. Vamos supor que o RSI seria de 250 euros. E que havia 500 mil portugueses a receber RSI.
A despesa seria de 1.5 mil milhões de euros.
Contudo o Estado gasta cerca de 2 mil milhões com as Misericórdias e outras IPSSs.
Vamos então supor que o Estado corta essa despesa porque decide aproveitar melhor os recursos humanos do poder local, do SNS ou da escola pública.
Quanto pouparia?
Sim quanto pouparia o Estado se prescindisse totalmente das Misericórdias e das Fundações para garantir prato na mesa para todos os portugueses com senhas sociais, RSI ou cheque-alimentação?
Nota: o valor do RSI poderia ser parcialmente pago com cheque alimentação para um cabaz pré-definido a ser levantado no comércio local (sem integrar, por exemplo, bebidas alcóolicas).
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Quanto pouparia o Estado se não pagasse mais livros às editoras? Com as novas tecnologias é desnecessário.
Quanto pouparia o Estado se acabasse com todos os contratos de associação com colégios privados e aproveitasse melhor os recursos locais da escola pública?
Quanto pouparia o Estado se encerrasse as escolas básicas (até ao nono ano) com poucos alunos, em regiões onde há alternativa? Existem tantos casos…
Quanto pouparia o Estado se o Ministério reorganizasse totalmente a oferta de cursos a nível central e impusesse essa Reforma às Universidades? E se encerrasse cursos com números elevados de desemprego? Os médicos dentistas estão quase todos a emigrar…
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Luís: não te gastes que as reformas acabarão por ser cortes nos reformados, nos subsídios de desemprego e doença e aumento dos impostos e taxas, chamem-lhe verdes ou amarelas. Este governo demonstrou pela prática que não faz nada e o PS pelo que não diz e pelo silêncio, é muito esclarecedor. Ainda hoje Renzi, em Itália, um país rico, disse que vai reformar as regiões e acabar com organismos inúteis e por cá: 3 parlamentos, 308 câmaras, centenas de fundações parasitas do OE, 150 observatórios, milhentas associações penduradas no OE, enfim, esperemos pela votação dos Gregos.
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Em França também será feito um corte maciço na despesa. Seria como cortarem por cá 4 a 8 mil milhões de euros, o que é quase o valor do défice.
Esqueci-me dos Observatórios. Mas também há não mencionei outros apêndices do Monstro chamado Estado Paralelo! São muitos!
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acabe com os observatórios e as dezenas de institutos do estado e fica na mão com uns milhares de funcionários a quem o estado não pode fazer nada mas que tem de continuar a manter os direitos constitucionalmente inalienáveis.
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Por que motivo se atacou o elo mais fraco, as freguesias, se não era aí que se concentrava o grosso da despesa?
Quanto pouparia o Estado se extinguisse metade dos concelhos e se fossem extintas todas as empresas municipais? E se os funcionários do poder local fossem todos submetidos à mesma tabela salarial a nível nacional? E se a média de funcionários públicos do poder local por mil hab. no Sul fosse igualada à média do Norte?
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Sem privatizar parcialmente Educação ou Saúde e aumentando o RSI seria possível não termos défice.
Para isso é necessário rever o sistema de pensões e Reformar.
É é necessário acabar com os apêndices.
As IPSSs e a economia social é banha de cobra. São outra renda garantida como as PPPs socratinas. Para acompanhar as famílias carenciadas já existe o poder local, especialmente as freguesias. Ponham-no a funcionar.
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IPSSs mais Fundações: só aí está metade do défice.
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Estou quase em tudo de acordo consigo.
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nas Fundações concordo plena mente. Não é por nada mas queria ver o velho senil, pai da pátria socialista de gema a ter uma síncope. Deviam começar precisamente por essa e proibir a Camara de Lisboa de lhe pagar a água e ainda dar mais 40 mil euros
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Luís,
Claro que pode malhar quanto quiser nas fundações mais IPSS, mas, “metade do défice” por causa de tal ? É demasiado.
Note, hoje foi divulgado que o Tribunal de Contas detectou mais de 100 milhões(!) de euros muito MAL GASTOS só em estudos e pareceres sobre o TGV-do-P”S”…
Quem é que beneficiou com essas encomendas, quem foi, quem foi ?
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MJRB: passe pelo insurgente e veja um post do Luís Rocha de 2012, o interessante são os comentários ao cancelamento do TGV e os prejuízos que hoje começam a ser revelados em concreto e que andam pelos 150 milhões, falo nisso por me ter despertado a atenção os seus comentários na altura, quando já se falava que as obras eram lançadas e algumas nas vésperas da saída do governo só para se receber as “luvas”, que nojo de país!
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manuel,
Grato por me “levar” até aquele clarividente post de LRocha, e reler o que me surgia na sociedade e política tuga como irremediável conecção — ontem, como hoje e amanhã assim será. É genético e irreversível na “classe” política e económica. A manjedoura é extensíssima…
E não se pense que ACosta putativo PM, não alimente a manjedoura do Estado…
O caso TGV é não só um caso político-administrativo, mas também um caso de polícia. Muita gente do P”S” ganhou avultada massaroca com projectos, estudos, pareceres, desde económicos a arquitectónicos.
Seitas autênticas !
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Os “socialistas” tugas surpreendem quase sempre: Vera Jardim, que foi ministro da justiça, afirmou hoje que JSócrates tem todo o direito de violar o segredo de justiça “para se defender”…
Logo, depreende-se por isto e por outras “peças” mais ou menos conhecidas que de facto durante os governos do P”S” foi uma rebaldaria na justiça… E foi !
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Espera-se portanto uma «reforma» na Justiça quando o D. Sebastião Costa chegar ao poder. Não foi o que fizeram no tempo do caso «Casa Pia»?
Quanto às IPSSs e às Fundações… penso que são cerca de 2 mil milhões para as IPSSs e mil milhões e meio para as Fundações… mas não tenho a certeza dos valores certos. É que há ainda o dinheiro dos jogos socais, que entra na Mis. de Lisboa, e depois há ajudas do poder local. Já agora, porquê a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a ter o monopólio? Não poderia ser a do Porto? Ou a do Funchal? Ou a de Ponta Delgada? Nos países onde este sector (jogo e apostas) está aberto à concorrência (com modelos diferentes, eu sei, mas cito Reino Unido, EUA, e com mais abertura que Portugal temos Espanha aqui ao lado), há mais transparência, o combate ao vício é mais eficaz, e cria-se muito emprego (em Portugal se fosse possível abrir casas de apostas físicas e ser bookmaker, como sucede no Reino Unido, quanto empregos seria possível criar?). E pronto, lá temos um sector incompreensivelmente protegido com argumentos hipócritas: o jogo. Em Espanha os cafés podem ter máquinas de jogo. Ainda há dias parei numa estação de serviço em Espanha e vi máquinas de jogo. Se por cá houvesse mais abertura à concorrência o Estado receberia o dinheiro das licenças das máquinas e os impostos sobre os lucros. Se fosse seguido o modelo de Malta ou do Reino Unido para apostas desportivas, regulação mas total abertura à livre concorrência teríamos dezenas de casas a operar em Portugal, com criação de emprego e mais receita fiscal. Não compreendo por que motivo somos tão «avançados» e toleramos abortos, estudantes bêbados, liberalização do consumo de drogas, casamentos e adopções «gays», leis de identidade e género… e depois temos tantos problemas em seguir os exemplos de países com economias mais desenvolvidas e abrir o sector do jogo e das apostas desportivas à concorrência. É mister proteger os casinos da concorrência e os rendimentos da SCML. Perde a economia, perde o Estado (menos receita fiscal), perdem os consumidor (sim, o jogo é um produto de entretenimento… e apostas desportivas não são um jogo de fortuna ou de azar).
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Não suporto a hipocrisia da Santa Casa de Lisboa com os jogos sociais.
Disseram às instituições europeias que tinham o monopólio porque não estavam orientados para o lucro. Lá para Bruxelas responderam que se não estavam orientados para o lucro, não poderiam fazer publicidade. Ora, o que não falta é publicidade aos jogos sociais! Que nome se dá a isto?
Em Inglaterra fazem muitos estudos sobre jogo e apostas desportivas. E sabem que a clientela das raspadinhas e dos euromilhões são as pessoas com menor nível sócio-económico. São também essas pessoas as que são mais propensas a caírem no vício.
Em Portugal, no ano passado, os jogos sociais terão batido o recorde em termos de lucros. O que é aquilo? Um mecanismo de transferência de dinheiro de pobres para o Estado e para a Misericórdia.
E em Portugal ninguém discute os jogos sociais da Santa Casa. Ninguém.
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Temos sido governados, salvo raríssimas excepções, por políticos-de-ocasião ! Entram nos ministérios, secretarias de estado, câmaras, mandados pelos partidos, conforme os ciclos eleitorais.
Muitos deles sem mundo — e neste mundo incluo conhecimento, desenvolvimento, cultura, vida criativa e administrativa.
Depois…”dá nisto !” — e “quem se lixa é o mexilhão”, entenda-se, pessoas ou a saúde do Estado.
Nada (por enquanto) a fazer : estamos phodidos !
Um, entre exemplos : alguém puxou as orelhas a sério e publicamente ao “irrevogável” por ter prejudicado durante 3 dias os “mercados” num valor total de c. 4 mil milhões ? Pelo contrário, permitiu-se retaliar, impor, ascender a vice-PM, reforçar o C”DS” no governo…e outras “coisas” mais o que verá até às negociações com o P”SD” para as legislativas…
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manuel,
repetirei isto : a vasta maioria dos tugas não quer saber das negociatas, falcatruas, mentiras, etc., etc. de quem os governa. Por ignorância, desmazelo intelectual e inerente não-reacção pública e/ou eleitoral, permite-lhes delapidar as finanças, patrimónios e…estrangular as suas vidas.
Haja televisão imberbe, anestesiante, bovinizante e “recreativa”, mais overdoses de futebol, e temos um país sereno.
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O interessante é que havia outros comentadores que eram quase “bruxos” a adivinharem o futuro. À medida que forem ” engavetando” os lançadores dos contratos e recetores das comissões a sociedade ficará mais limpa e penso que o ruído de alguns visitantes do 44, poderão ser receios da justiça conseguir chegar à corrupção sistémica .
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O actual P”S” não venceria as próximas legislativas se a justiça actuasse até Agosto sobre caval(h)eiros & caval(h)eiras do Estado que estiveram na génese e desenvolvimento de “projectos” (o TGV é um deles) que os próprios sabiam lesivos do Estado e praticamente inviáveis. Mas insistiram na tal manjedoura, claro !
Um cavalheiro (não digo o nome) ganhou uns valentes milhares de contos assim: o seu trabalho estava parado, quase sem clientes e com pré-dívidas. Aconselharam-no a filiar-se numa sede regional do P”S”. Assim fez. Passados seis meses “ganhou” um dos muitos medianos projectos para o TGV.
(O mesmo acontece noutros partidos do “arco da governabilidade”, mas…o P”S” tem abusado se comparado).
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Luís, 20:45,
Para além “dos apêndices do Monstro chamado Estado paralelo”, há a economia paralela, a monstruosa fuga ao Fisco, aos impostos ! Desde o pedreiro-desenrasca ao banqueiro… E por o que se evidencia desde há dias, um ex-PM que não declarava quanto pagava a um ex-motorista…
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De facto outra legislação tem de haver para os jogos da SCMisericórdia. É um abuso !
Outro abuso: quem ganha no totobola ou euromilhões a partir de X, fica automaticamente sem 20% sugados pelo Estado.
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Com o Sec. de Estado Adolfo Mesquita Nunes houve avanços positivos no jogo e apostas online. A proposta de lei prevê a abertura do mercado online à concorrência, o que é muito positivo e constitui um avanço histórico no sector em Portugal.
Mas uma no cravo, outra na ferradura. Querem taxar o volume de apostas entre 8 e 16%. E assim o mercado fica inviável. Nos jogos de fortuna e azar taxam entre 15 e 30%: o que é equilibrado e está dentro da média europeia. Mas nas apostas taxam o volume e aí fica tudo muito estranho. Em Inglaterra, Espanha ou Itália são taxadas as receitas brutas nas apostas desportivas. Imagine-se uma casa como a Betfair que vive de comissões médias de 6% sobre os prémios dos apostadores a pagar 8% de impostos sobre o volume! Teria um prejuízo brutal! Um apostador aposta 50 euros na vitória do Benfica contra o Porto. Volume de apostas: 50 euros. O Porto vence o jogo. A Betfair não cobra comissão porque não há prémio mas terá de pagar um imposto de 8% sobre um lucro que não existiu! Os bookmakers em mercados abertos à concorrência tentam oferecer as melhores odds, ou seja, maior probabilidade de prémio. As margens de lucro assim ficam muito comprimidas, mas os apostadores saem beneficiados (recordo que apostadores são consumidores de um produto de entretenimento, repito, são consumidores). E só é viável taxar a receita bruta! Mas por cá querem taxar o turnover (volume de apostas)? Mas quem escreveu a proposta de lei não sabe que o mercado assim fica inviável, que esta taxa sobre o volume de apostas é um erro técnico grave?
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A propósito de Tribunal de Contas: este P”S”, se quisesse apresentar ao eleitorado um homem competente, honesto, sabedor da “coisa” pública, culto, com visão de futuro para o país, pedia a Guilherme de Oliveira Martins para se candidatar.
Mas o P”S”, a máquina do P”S”, o submundo do –e à volta– do P”S” preferiu dar a golpada em AJSeguro PARA METER ACosta…
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Alguém tem de salvar um dos cancros que há em Portugal: a construção.
O Costa já anda a dizer que a construção tem de ser reabilitada.
Não faltam em Portugal casas e apartamentos sem moradores. Zonas urbanas degradadas. Não faltam casas e casinhas e parte da nossa dívida externa, dizem que 75% da dívida está em betão.
Ora o dinheiro que faria falta para modernizar a indústria e a agricultura, para explorar as nossas minas, para estudar a ZEE, para construir aquaculturas e viveiros de marisco, para modernizar o turismo (não falo do turismo de segunda habitação em vivenda em banda, para português comprar, e pagar em 20 ou 30 anos… como há na Manta Rota, onde o PM passa as suas férias de Verão; nem falo dos PINs falidos com dezenas de casas de luxo que quase ninguém compra, e disso temos alguns casos que a comunicação social não fala), dizia eu o dinheiro foi enterrado na construção. E assim temos Lisboa, que já teve mais de 800 mil almas e agora está acima das 500 mil, porque não faltam ruas despovoadas e o bom povo marchou para as periferias… e o mesmo sucedeu no Porto, nos centros de capitais de distrito, em cidades da província de média dimensão…
E entrei em tema complexo que merece reflexão. Este é um problema estrutural gravíssimo: o Ordenamento.
Há tempos ouvi um Prof. de Coimbra dizer isto: se nas últimas 2 ou 3 décadas o Estado tivesse taxado as mais valias imobiliárias, originadas pela valorização de terrenos agrícolas classificados como urbanos, teria obtido cerca de 75 mil milhões de euros em receitas fiscais.
A última vez que houve por cá uma lei de urbanismo mais ou menos decente foi no Estado Novo. Quem começou a bandalheira foi o Regime de Marcelo Caetano. Com a democracia a coisa agravou. Dizem que nem o Prof. Marcelo Caetano conseguiu mudar a legislação do urbanismo quando percebeu o erro.
O Estado decide, como lhe apetece, quem pode urbanizar e quem não pode. Isto é imoral, é injusto.
Das duas uma:
1) Voltamos ao passado e cada um constrói onde quer, mas paga a totalidade do custo da iluminação nocturna, não só em frente à casa mas também no acesso, paga a instalação dos esgotos e da água e da electricidade, e a totalidade da sua manutenção, se quiser viver no meio do mato e precisar de uma ambulância paga també o custo total do transporte, paga também o asfalto do acesso e a sua manutenção. No fim de contas, depois de umas mortes após umas quedas de falésias, cheias e avanços e recuos do mar, e como já somos sociedades sem agricultura de subsistência, o bom povo com um modelo de Ordenamento anárquico voltaria à forma tradicional de povoamento: a concentração em torno de um centro de uma povoação antiga (eu sei das excepções, Minho ou zonas do litoral algarvio).
2) Alternativamente podemos ter um modelo em que só o Estado Central pode urbanizar, e as mais valias imobiliárias são taxadas a 100%, e os dinheiros do sector são minuciosamente controlados. É outra alternativa.
A bandalheira da construção não pode voltar. Foi um esquema que arruinou o país e Costa quer mais.
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Luís, 23:17
Quase totalmente de acordo.
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Luís, 23:47,
Coincidência: hoje, um taxista com bastante tarimba em Lisboa dizia-me que nunca sentiu a cidade tão despovoada, com menos circulação de viaturas, e mais reduzido movimento nas avenidas e ruas. E que tal facto não se devia só à “crise”. Perguntei-lhe então, por quê ? — “muita gente foi viver para fora”
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