Saltar para o conteúdo

Poderá haver razões para isso

6 Janeiro, 2015

Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) defendeu num parecer que prova de avaliação docente só se justifica se o Ministério da Educação duvidar da qualidade da formação inicial.

Mais de 1400 professores chumbaram na prova de avaliação

30 comentários leave one →
  1. zazie's avatar
    6 Janeiro, 2015 12:12

    Não li esta mas dizem que é semelhante à primeira.

    A questão é que não são provas de avaliação de conhecimentos por área mas meros testes de raciocínio.

    Ora isso podia ser aplicado na Assembleia da República ou nas chefias de qualquer organismo estatal que aposto que o resultado ainda era pior.

    Se fosse em funcionários de empresa pública a percentagem de chumbos com nota inferior a 10 (e não a 14) devia ser muito maior que entre profs.

    O que se pode conculir com isto? que para transmitir conhecimentos não é necessário grande QI. Pode até ser um QI apalermado desde que pontual e esforçado.

    Se fizerem o teste aos efectivos o resultado não há-de ser melhor.

    Quanto a mim o único teste legítimo era colocarem os profs que levam alunos a exame nacional a realizarem as mesmas provas que eles.

    Porque isto de haver escolas com média de 5, 6, 7 e 8 valores nos anos terminais é que é uma vergonha nacional e a responsabilidade só pode ser dos analfas que fazem de profs.

    (ainda que haja provas de exame que também só podem ter sido feitas por mongos)

    Gostar

  2. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    6 Janeiro, 2015 12:49

    Que interesse têm os “chumbos” numa prova que, pelos vistos, não tem qualquer valor? Chumbarem a tal coisa, até pode ser um elogio.

    Gostar

    • Reclamemos Prostitutas's avatar
      Reclamemos Prostitutas permalink
      6 Janeiro, 2015 14:06

      E que não restem dúvidas!

      Tem toda a razão. Pessoalmente, não teria pejo algum em recrutar qualquer um dos »chumbados«. Pelo seu saber e como recompensa por terem chumbado »a tal coisa«.

      Já agora, o caro comentador chumbou em alguma prova deste tipo?
      Esta sua facilidade de concatenar ideias e raciocínios ser-me-ia extremamente útil pois não passo de um camelo que ao longo da vida foi sendo examinado, avaliado, escrutinado até chegar a uma posição engraçadita. Citando a Zazie, hà alturas que tenho uma certa inveja da felicidade dos analfas, mongos e QI’s apalermados. Eles é que sabem…

      Gostar

      • Almeida's avatar
        Almeida permalink
        6 Janeiro, 2015 16:54

        O “caro comentador” não tem o privilégio de ser professor, mas percebo alguma coisa de avaliações. Sobretudo, dos que gostam de dizer que são muito avaliados, num país onde raras profissões o são. Registe-se, no entanto, o sua capacidade para se autoavaliar.

        Gostar

      • Reclamemos Prostitutas's avatar
        Reclamemos Prostitutas permalink
        6 Janeiro, 2015 17:18

        »Caro comentador»,

        Conhece a anedota do rapazinho que tomava banho com a professora?

        Pois é. Tive o azar de só haver vagas para uma dessas raras profissões em que somos continuamente avaliados. E mal de mim se por via desses constantes julgamentos, a partir de certa altura, não fosse capaz de me auto-avaliar (perdoe-me o conservadorismo), que é como quem diz, julgar o meu trabalho.

        Gostar

  3. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    6 Janeiro, 2015 13:20

    Há 5000 pessoas a concorrer para 1000 lugares. Como é que propõem que se escolham os melhores 1000? Sempre com base na mesma nota que tiveram há 1, 2, 5, 10, 20 anos? Através duma lotaria a realizar depois do concurso das faturas de verão? Através duma avaliação subjectiva pelo director da escola, depois duma curta entrevista?

    Gostar

    • anónimo's avatar
      anónimo permalink
      6 Janeiro, 2015 14:01

      nada disso. Pede-se ao Nogueira.

      Gostar

    • Luis's avatar
      Luis permalink
      6 Janeiro, 2015 14:12

      Usar a média de curso para colocar professores é injusto. Um curso tirado na UP não tem o mesmo grau de exigência nem a qualidade dos cursos da Universidade do Algarve…

      Idealmente, não fossem as cunhas, deveriam ser os directores a colocar os professores, com base na média, na avaliação da qualidade da Univ. onde o professor estudou e com base noutros factores a avaliar em entrevista.

      Mas isto num país com uma cultura de favores e de cunhas não é possível.

      Gostar

      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        6 Janeiro, 2015 14:48

        Não? No privado como se faz ?Os directores do privado não se preocupam em contratar os mais aptos? Até por causa dos rankings ? Porque razão um director da pública não usa o mesmo critério ? E os Pais não podem escolher as escolas, repudiando aquelas que, por razões de compadrio dos directores, não estão dotadas de profs idóneos levando a que os directores dispensem as afilhadas e as substituam por gente mais capaz?

        O problema, eventualmente, está na necessidade de se manter a contratação centralizada apenas para que os sindicatos possam fazer prova de vida.
        Porque o Nogueira é como as crianças mal educadas.Quando não lhe é dada a atenção que ele acha que merece começa a berrar e a atirar os brinquedos para o chão.

        Gostar

      • Luis's avatar
        Luis permalink
        6 Janeiro, 2015 16:32

        «E os Pais não podem escolher as escolas, repudiando aquelas que, por razões de compadrio dos directores, não estão dotadas de profs idóneos levando a que os directores dispensem as afilhadas e as substituam por gente mais capaz?»

        Na maior parte do país os pais não podem escolher as escolas. Acha que um aluno de Mértola pode escolher? Ou de Figueira de Castelo Rodrigo? Ou mesmo de Vila Real de Santo António? Só há possibilidade de escolha nas principais cidades e em algumas regiões do litoral.

        «Não? No privado como se faz ?Os directores do privado não se preocupam em contratar os mais aptos? Até por causa dos rankings ? Porque razão um director da pública não usa o mesmo critério ?»

        Mas o privado é um negócio. E ser um negócio não tem qualquer problema, mas se não há clientes, não há lucros. O público tem sempre o Estado pronto a tapar os buracos, independentemente dos méritos de quem dirige as instituições. O privado sabe que se não tiver bons profissionais, não terá «clientes». O público, tendo bons ou maus professores, terá sempre alunos e dinheiro do Estado. Portanto muitos directores estão-se nas tintas para rankings e têm bons argumentos para justificar maus resultados: dizem que o contexto social e económico local é mau. Em todo o lado, onde há dinheiro público e espaço para a cunha, raramente se escolhem os melhores.

        Ao longo dos anos ouvi professores de Educação Física a queixarem-se que não tinham emprego porque não tinham cunhas em autarquias. Estou a falar de ex-alunos da Universidade do Porto, onde a formação em Ciências do Desporto é provavelmente a melhor do país. Não sei se estavam no desemprego devido à falta de cunha mas acredito que assim seja.

        Gostar

      • Luis's avatar
        Luis permalink
        6 Janeiro, 2015 16:41

        «O problema, eventualmente, está na necessidade de se manter a contratação centralizada apenas para que os sindicatos possam fazer prova de vida.
        Porque o Nogueira é como as crianças mal educadas.Quando não lhe é dada a atenção que ele acha que merece começa a berrar e a atirar os brinquedos para o chão.»

        Ainda não vi nenhuma proposta viável e que previne aborrecimentos como o compadrio para substituir o paradigma local.

        A minha proposta seria esta, para a escola pública: um jurado composto por representantes dos pais dos alunos, pelo director e pelos professores com mais anos de serviço. Assim prevenir-se-ia a cunha pois a decisão ficaria nas mãos de um número elevado de pessoas.

        O director todos os anos determinaria as vagas de emprego para cada escola, e haveria um sítio na internet para anunciá-las. Seriam feitas entrevistas aos candidatos na presença do jurado, que atribuiria em envelope fechado uma nota a cada candidato, com base na média do curso, estabelecimento onde estudou, experiência, etc. O candidato com classificação mais elevada ficaria. Em caso de empate, a decisão final caberia ao director. O jurado seria composto por representantes do pais, professores e director.

        Por sua vez, avaliação seria feita pela comunidade com base no desempenho. Cumprimento dos programas, assiduidade, dedicação. Acabar-se-ia o emprego garantido para a vida, o que seria óptimo pois poria os baldas no devido sítio.

        É este o modelo que defendo: ser a comunidade escolar a decidir.

        Contudo, se puserem a decisão apenas nas mãos do director ou da autarquia está aberto o caminho para o compadrio, e para isso mais vale ficar tudo como está.

        Gostar

      • donatella's avatar
        donatella permalink
        6 Janeiro, 2015 19:56

        Por que não fazem como no privado em que se escolhe os profs em função do preço e menos dinheiro ?

        Gostar

      • PiErre's avatar
        PiErre permalink
        6 Janeiro, 2015 20:43

        “A minha proposta seria esta, para a escola pública: um jurado composto por representantes dos pais dos alunos, pelo director e pelos professores com mais anos de serviço. Assim prevenir-se-ia a cunha pois a decisão ficaria nas mãos de um número elevado de pessoas.”
        .
        E a decisão seria única ou seria uma por cada membro do jurado?

        Gostar

      • Luis's avatar
        Luis permalink
        6 Janeiro, 2015 21:52

        Cada membro do jurado daria uma classificação de 1 a 10 ou 1 a 20. Somar-se-iam todas as classificações e o candidato com nota mais elevada ficaria com o emprego. É simples.

        Gostar

      • Luis's avatar
        Luis permalink
        6 Janeiro, 2015 21:59

        Exemplo:

        Candidato a vaga para ensino de História com média de curso 14, dois anos de experiência profissional, estudou na Univ. de Coimbra.

        Avaliação do currículo e da entrevista pelos membros do jurado:

        Director: 15
        Representantes dos pais (3): 12, 15, 16
        Representantes dos professores (3): 11, 12, 14

        Nota final: 13.6

        Gostar

      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        6 Janeiro, 2015 22:16

        Luis 16:32
        Reconheço que tem razão na questão da escolha em certas zonas do país. Onde não há escolha possível. Noutros locais, porém, a escolha é possível.

        Quanto às demais objecções, Vc faz afirmações porque sim.

        Por exemplo, o privado é um negócio que só é viável se lograr bons resultados.

        O publico também é um negócio para os sindicatos e para quem neles se mantém ancorado e nem precisa de bons resultados.

        Falácias, não, amigo.

        Dá para perceber onde lhe dói, mas não venha de cátedra que por aqui não peixinhos da horta.

        Gostar

      • Luis's avatar
        Luis permalink
        7 Janeiro, 2015 01:07

        «Dá para perceber onde lhe dói, mas não venha de cátedra que por aqui não peixinhos da horta.»

        Não sou professor nem funcionário público.

        Gostar

    • Almeida's avatar
      Almeida permalink
      6 Janeiro, 2015 16:56

      “Através duma lotaria a realizar depois do concurso das faturas de verão”?

      Pelo que se lê, foi esta a solução do Crato.

      Gostar

  4. manuel's avatar
    manuel permalink
    6 Janeiro, 2015 16:48

    Luís: tem toda a razão, conheço a situação e as cunhas e os compadrios não ajudam a destruir o monstro da 5 de Outubro.

    Gostar

  5. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    6 Janeiro, 2015 17:55

    Pelo que ouvi agora, o Conselho Directivo do IAVE demarcou-se do parecer do seu Conselho Científico que, pelo que se vê, só deve dar conselhos apadrinhados pela esquerdalhada.

    Gostar

  6. manuel's avatar
    manuel permalink
    6 Janeiro, 2015 18:10

    E se o ministro se deixasse de tretas e informasse em português erudito ou vernáculo que não há emprego no ministério e que alguns professores dos quadros brevemente ficarão sem alunos. A emigração conjugada com “bomba demográfica” deixará os professores sem trabalho e depois? A tendência é para piorar e estas pseudoprovas não resolvem nada.

    Gostar

  7. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    6 Janeiro, 2015 18:56

    Como é possível ainda não terem entendido que a avaliação periódica é uma questão vital para conservar o nível adequado dos profissionais. Posso sair com a mais alta classificação de uma licenciatura, se não me preocupar, se não me actualizar, se não me adaptar a novos métodos e atitudes que raio de profissional sou eu?
    Se quizerem isentar da avaliação da escola pública peçam ao nogueira semi careca para colocar os professores, vão ver como ele é perito nisso como em tudo.
    Se quizerem que se estabeleça um grande fosso entre o público e o privado continuem com demagogias e destrembelhamentos e deppois queixemse dos resultados.
    Eles já começaram a ser publicados, são bem evidentes.
    Olhem que os meninos e meninas da plutocracia xuxa estão lá todos. Sendo o exemplo em casa deles em regra deplorável, na melhor das hipóteses vão ser uns trafulhas mais encartados que os pais, o que não augura nada de bom.
    Não é porém garantia que tenham o mesmo sucesso porque os tempos mudam.
    Entretanto algo está a mexer, estão a aparecer novos personagens.Trazem novos dados originais para analisar o pagode que foram os anos do 44 e seus acólitos, na justiça, nas ppp, nas escolas, nas empreitadas, nos centros de saúde, nos parques de estacionamento, na TAP, na PT, no Freeport, na Cova da Beira, eu sei lá.
    É preciso menos treta e mais acção. Ela vem aí.

    Gostar

    • Luis's avatar
      Luis permalink
      7 Janeiro, 2015 20:22

      «Como é possível ainda não terem entendido que a avaliação periódica é uma questão vital para conservar o nível adequado dos profissionais. Posso sair com a mais alta classificação de uma licenciatura, se não me preocupar, se não me actualizar, se não me adaptar a novos métodos e atitudes que raio de profissional sou eu?»

      Concordo plenamente.

      Temos bom exemplo na classe médica. Curso exigente, média de entrada elevada, exame final para acesso à especialidade. Mas alguns médicos pensam que quando têm o canudo na mão e o internato de especialidade completo, «têm a vida feita».

      Vi e vejo muita incompetência e desleixo nesta classe, e abusos.

      A classe médica tem parte da nata do país. Mas é um exemplo de que mesmo os mais capazes têm de ser regularmente avaliados.

      Gostar

  8. donatella's avatar
    donatella permalink
    6 Janeiro, 2015 20:01

    Grande bronca, diz Nogueira, O doutor Crato está como a mãe daquele moço na formatura, que diz ela, o meu bate certo, ao contrário dos outros, que é que vão descompassados. Por cá, na “blasfémia” é o mesmo, em tudo e tudo é que marcha certo e os mais errado .

    Gostar

  9. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    6 Janeiro, 2015 22:28

    Como presidente do sindicato dos alunos para avaliação declaro que toda e qualquer avaliação aos alunos peca por ser fascista e motivadora de desunião dos estudantes.
    Se estamos a estudar é por alguma razão, não é para sermos impedidos de entrar no ramo de ensino ( mais cedo ou mais tarde ).

    Gostar

  10. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    7 Janeiro, 2015 00:40

    Carlos Dias, apoiado, se não me tivessem obrigado a fazer exames, um atentado aos meus direitos até poruqe muitas das provas ainda era menino e e não tinha com me defender, o nogueira e o arménio ainda adavam de bibe, até onde eu poderia chegar?
    São estas iniquidades que eu não entendo.
    Ainda assim há coisas difíceis de entender, mesmo com exames em direito o vera nasceu completamente torto para as leis, lê-as ao contrário com a convicção dos abusadores da inteligência alheia e o lino mesmo com exames em engenharia, ou eu estou muito enganado ou está metido num sarilho que vai das destruição do caminho de ferro do Tua, com mortes à mistura, a secretária dele na altura ate ia dando com a língua nos dentes, até aeroportos e tgvíste-los que causaram um prejuízo até aos que votarm neles difícil de calcular.
    Mais o 44 espuma, maiso rosário vai-se desfiando. É tudo político, é sim senhor.
    É so recuar a outubro de 2010:
    “A antiga Secretária de Estado dos transportes, Ana Paula Vitorino, implicou o ex-ministro Mário Lino, no caso Face Oculta. Enquanto testemunha no processo, a agora deputada do PS revelou ao Ministério Público que Mário Lino a pressionou a resolver o diferendo entre o empresário Manuel Godinho e a Refer com o argumento de que «um amigo do PS não tem problemas com empresas públicas».
    O depoimento da actual deputada do PS e as conversas gravadas entre os arguidos revelam que Luís Pardal, presidente da Refer, era um empecilho aos negócios de Manuel Godinho e tinha de ser afastado. Luís Pardal recusava adjudicar mais contratos às empreas de Godinho, na sequência de um processo-crime contra o sucateiro por furto de carris na linha da Tua, bem como de várias outras irregularidades.
    Ana Paula Vitorino passou também a ser um alvo a abater no momento em que recusou afastar o presidente da Refer. «O Lino ligou-me ontem e eu disse-lhe a culpa é tua porque tu és o chefe e não tens coragem de a pôs na ordem», ouve-se numa escuta Lopes barreira, braço-direito de Armando Vara, dizer a Manuel Godinho. «Enquanto a gaja lá estiver é uma chatice», responde-lhe o empresário.
    Lopes Barreira foi escutado a garantir que o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, estava a par da tentativa de afastar o presidente da Refer.
    Volta pinto monteiro, volta candidinha, que falta estão a fazer para a verdade vir à tona!

    Gostar

    • Tiro ao Alvo's avatar
      Tiro ao Alvo permalink
      7 Janeiro, 2015 13:44

      Que será feito da Vuvu Grace, aquela menina do Zaire, de que o Jardim se serviu para se guindar na política?

      Gostar

  11. Piscoiso's avatar
    7 Janeiro, 2015 10:09

    O problema é mesmo o QI, por que as memórias compram-se.

    Gostar

  12. zazie's avatar
    7 Janeiro, 2015 10:26

    São testes psicotécnicos.

    É uma treta mas servirá para evitar que entrem mais mongos que os que já lá estão.

    Gostar

Deixe uma resposta para anónimo Cancelar resposta