no peito de cada socialista europeu um alexis tsipras palpita ardentemente
O que o Syriza tem vindo a dizer nos últimos tempos não difere muito do que dizem todos os responsáveis dos partidos socialistas europeus que estão na oposição. A euforia generalizada e consensual que acompanha a vitória de hoje é a de todos quantos acham que a austeridade é uma política e não uma consequência de políticas, e que os governos que a aplicam são serventuários da Sr.ª Merkel e da Alemanha. Não há, assim, diferenças substanciais entre o que diz Alexis Tsipras ou Mário Soares, António José Seguro ou António Costa. Ou François Hollande, antes do fim do seu primeiro ano de mandato presidencial. Tsipras é a «bomba atómica» de Pedro Nuno Santos finalmente deflagrada. Como os ventos da história lhe parecem correr de feição, é natural que a União Europeia ceda perante as exigências mais emblemáticas do novo governo da Grécia. No fim de contas, entre lucros e prejuízos, vale mais perder alguma coisa com a dívida grega, do que pôr em causa o euro e a própria União, cujos destinos se entrelaçaram de forma quase suicida. Draghi já deu sinais de que não está desatento. Evidentemente que o sucesso inevitável de curto prazo do governo chefiado pelo homem cujo filho Ernesto tem o nome próprio do «Che», levará a uma radicalização à esquerda dos partidos socialistas europeus. Rui Tavares pode, assim, vir a realizar o seu sonho ministerial e o Bloco de Esquerda, que estava em vias de extinção, ganhou hoje uma alma nova. Depois de anos de contenção austeritária vem aí a euforia. Quem e como a pagaremos é o que se verá depois.
Adenda:
Bloco de Esquerda: «vitória da dignidade contra a austeridade».

No que ao Syriza, elo menos o BE não pode ser acusado de oportunismo no seu apoio, enquanto PS/PCP sempre deram falta de comparência. Pelo menos a coligação governamental e os radicais de direita do Blasfémia são coerentes…
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No que ao Syriza diz respeito, pelo menos o BE não pode ser acusado de oportunismo no seu apoio, enquanto PS/PCP sempre deram falta de comparência. Pelo menos a coligação governamental e os radicais de direita do Blasfémia são coerentes…
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Você responde em eco a si próprio, ou isso já é o resultado do champagne da vitória?
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Fado, até perdeste a capacidade de leitura 🙂 Não fiques triste porque os teus amigos ficaram em 3º lugar, as Auroras Douradas que cantam !
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Obrigado.
Não falo grego, só falo francês.
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Peço licença para transcrever um bocadinho do El Pais
Podríamos decir que fue un error aceptar a Grecia en el euro pero, una vez dentro, su salida sería muy perjudicial. Es cierto que Europa puede afrontar con más calma el tema de Grecia, solo representa el 2% del PIB europeo y la deuda ha pasado de ser privada a con gobiernos del mundo, con lo cual se permite más margen de negociación. Si se deciden por una opción más populista, no pagar o aumentar el gasto de modo importante, no hay duda que la economía explotará. Y creo que los griegos saben eso y tratarán de evitar soluciones radicales.
En un mundo globalizado aislarse es el suicidio económico. La mayoría de la deuda griega es de los Gobiernos europeos y el FMI, pero otorgarles una quita unilateral sin contrapartidas significa que el ciudadano español deberia poner dinero, y eso no parece factible.
Onde está español colocar português.
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A dívida grega vende-se nos mercados secundários a patos que acreditam em soluções milagrosas, basta ver os comentadores de esquerda deste blogue…
Quanto aos gregos, lixem-se. A democracia também significa assumir as consequências das decisões democráticas.
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Essa do representar, “apenas”, 2% do PIB europeu, é bom que não seja esquecida. É que nós também pouco acrescentamos e, assim sendo, apanhemos a boleia.
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Sim e????
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Sim e????
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Calma, que o homem já começou a socio-democratizar o “speech”…
Ele sabe , e o eleitorado também, que sem ovos não se chega à omeleta – daí, ” he talks the talk”, quanto ao “walk”, há que aguardar um pouco…
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Desde que o Marxismo se tornou a bíblia da Esquerda que esta nunca mais teve senso.
Mesmo a Esquerda que diz rejeitar o Marxismo continua a rezar por ele.
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Não vai ser drama nenhum, garanto-vos. Os “investidores” querem a todo o custo continuar a mamar na teta dos países pobres, que são quem lhes paga muito mais juros. Por isso a Alemanha vai dar o dito por não dito e vai condescender no que o Siriza pedir.
Essa história de um “investidor” apontar uma arma à cabeça de um pobre e dizer “só te empresto dinheiro a 10% de juro”, quando esse mesmo “investidor”, nesse mesmo dia emprestou o dobro do dinheiro à Alemanha ao juro de 1%, é pura usura.
O perdão de 50% da dívida não é mais que considerar retroativamente que os juros negociados foram usura, pois a maior parte da dívida atual da Grécia (e de Portugal também) é contabilizada tendo em conta juros usurários sobre juros usurários negociados com uma pistola apontada à cabeça (do tipo; ou aceitas estes juros ou entras em bancarrota amanhã).
50% deve de ser mais que justo! pagar os restantes 50% é que é pagar a dívida…
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E sai mais um que é incapaz de respeitar a palavra dada.
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A palavra dada sob a coação do cano de uma pistola, não é para cumprir.
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A palavra de quem?
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O cano da pistola é o eleitor Grego, tal como o Português que só vota em quem lhe diz que oferece coisas “tendencialmente grátis”?
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“Essa história de um “investidor” apontar uma arma à cabeça de um pobre e dizer “só te empresto dinheiro a 10% de juro”, quando esse mesmo “investidor”, nesse mesmo dia emprestou o dobro do dinheiro à Alemanha ao juro de 1%, é pura usura.”
Sim, porque emprestar dinheiro a quem nos pagou sempre o que lhe emprestámos e tem todas as condições para (e mostra intenção de) nos vai pagar de volta o que está a pedir agora não difere em nada de emprestar a quem diz que não nos paga o que já lhe emprestámos e não tem condições (nem mostra intenção) de vir pagar o que está agora a pedir.
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No meio da Euforia apenas o José Rodrigues dos Santos ia fazendo umas perguntas e observações incómodas
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Na tv, no primeiro momento não conheci o JRS, mudou de “feitio”
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Acho que o tempo que passou no Iraque lhe abriu um pouco os olhos…
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Meu caro, afinal você sempre é capaz de pensar… Vou passar a vir mais vezes ao Blasfémia.
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Coelho só comenta vitória eleitoral do Syriza depois de ouvir Merkel.
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Cinco posts seguidos sobre a Grécia. Todos sabedores. Como diria o Pulido Valente daquela outra, são todos especialistas da última obra publicada por um autor de língua inglesa. Nem se percebe se estão borrados de medo se é mais vocação promana. Venha daí um artigo do Miranda sobre o crime público
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Gosta das opiniões registadas em “adenda”.
Não sei por quê fizeram-me lembrar o comentário daquelas putas que juram a pés juntos que são virgens
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Á imagem da Ilíada, o povo Helénico volta a combater os Troikanos. Tendo no seu seio um autêntico cavalo da troika ao serviço do império dos hunos, representado pelos troikanos que diziam que toda a resistência era inútil e que o destino para a Grécia estava traçado pelos hunos. Mas, como em 1180 A.C. os gregos decidiram, contra toda a desesperança, lutar para modificar destino que lhe era profetizado. Assim aqueles que foram eleitos estejam à altura de tais eleitores.
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Pois claro que isto é só uma questão de vontade!…
E quando o governo grego não tiver liquidez para pagar à polícia ou pior, ao exército?
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Talvez seja melhor esperar mais uns dias antes de deitar foguetes pela agremiação,
O Syrisa nem partido é. Maioria absoluta foi-se.
Pior, Tsipras atreveu-se a dizer: “Hoje celebramos. Amanhã começa o trabalho”.
Foi o que ouviu ao telefone de Merkel, há que esteja ao corrente.
Eu acho que ele já perdeu metade dos votos antes de começar a governar.
Os anarquistas de Atenas não lhe vão perdoar. Rezem por ele.
Quem sou eu para pensar assim? Um ignorante. Perdoem-me.
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O Syricuza, tal como o patriarca dos Açores, tem uma na manga:
… Chantagear com a saída da Nato e alugar as bases aos chinocas”
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Aos chinocas? Ou uma cedência graciosa aos turcos?
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Deixem acalmar a poeira e depois, so depois. facam os comentarios que quizerem. Ate la deixemo-nos de ser “especialistas”, esta bem?
Havia quem garanti-se, a pes juntos, que o homem nao ganhava. Afinal ganhou e por folgada margem!
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Quiserem-garantisse.Assim é que é.
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Manolo Heredia (25 Janeiro, 2015 21:47) :
“Essa história de um “investidor” apontar uma arma à cabeça de um pobre e dizer “só te empresto dinheiro a 10% de juro”, quando esse mesmo “investidor”, nesse mesmo dia emprestou o dobro do dinheiro à Alemanha ao juro de 1%, é pura usura.”
A diferença entre os 1% e os 10% tem a ver com o risco. O risco do Estado alemão não pagar é praticamente nulo. Há investidores dispostos a pagar para emprestar dinheiro à Alemanha (taxas de juro negativas). É mais seguro do que por dinheiro à ordem num Banco. Já o risco de um Estado como o da Grécia, práticamente falido e politicamente instável, não pagar os juros e o capital é muito elevado. Como se tem visto. Muitos investidores ficaram a arder com o primeiro “perdão” de divida. Com um governo Syriza o risco de incumprimento é ainda maior. Se se seguisse a sugestão do Manolo os investidores perderiam pelo menos metade do dinheiro emprestado. O cálculo do investidor é o de apenas aceitar esse risco se puder recuperar rápidamente, através dos juros, uma parte do capital e, se as coisas correrem bem, vir a ter uma boa rentabilidade. Se não fosse assim ninguém emprestaria um centimo à Grécia.
Na verdade, desde há tempos que a Grécia não se financia no mercado. O dinheiro que lhe é emprestado é apenas o da Troika. Até agora foi muito dinheiro, dois planos de resgate. Este dinheiro é emprestado a taxas de juro muito inferiores áquelas que seriam exigidas se a Grécia fosse ao mercado. Ou seja, o risco dos emprestadores poderem ficar sem uma grande parte do dinheiro é muito elevado. Agora, com o Syriza no governo, é elevadissimo, práticamente uma certeza. Estes emprestadores são agora sobretudo os Estados europeus e do FMI. Ou seja … os contribuintes dos outros paises !…
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Mas você julga que consegue ensinar matemática a alguém de esquerda, isso é culpa dos fascistas do grande capital e da alta finança. Dos imperialistas americanos e da merckel.
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Já há algum tempo, perspectivando a vitória do Syriza, coloquei aqui a opinião que seria uma lição, um valente cagaço para quem governou muito mal, abusou do poder, permitiu (e usufruiu) da continuada corrupção !
Cagaço –bem feito !!– para os “socialistas”, para os outros partidos que têm estado no poder (lá, cá e noutros países) e…para a Europa !
Uma lição, volto a registar, para o P”S”, para o P”SD” e para o PP.
Em Portugal, os tugas preparam-se para eleger o partido que chamou três resgates em 37 anos, comandado por um lírico e putativo PM incompetente. Não há modo de aprenderem…
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Bom se o Syrisa só tiver o plano A o tunel onde todos acima raciocinam e concluem então está a dar um salto trampolim sem colchão, baterão com os costados no empredado;
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mas não sugere tal o voo que se propõe. E plano B e C não são impossiveis. O Pireus já é dos chineses. E há a Russia. E há os Arabes tão perto e tão longe. E ainda há os impensáveis …
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Como tal, ver só pela luneta da Europa, Alemanha etc e tal surge miope à escala geoestratégica mundial e regional. Há mais Mundo além da Europa, glosando aquela do “há mais vida além do deficit” mau grado as simpatias emocionais circunstanciais doutros.
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Uma divida dum País não é o mesmo que a dum fulano a sicrano, ou do sicrano e do fulano a um Banco, estes mesmo muito diferentes daqueles em termos de credor e devedor. Os Países nunca abriram falência, pelo menos não conheço por mais alfarrábios de histórias que leia salvo se rasgaram alguma folha dos books.
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O syrisa é outro MODELO DE CAPITALISMO apesar de se apresentar no discurso como marxista radical ou mesmo marxista E na altura em que os PIB’s da Alemanha, Nordicos, Franceses e Italianos estão a aterrar de barriga ou a borregar a aterragem … tudo ficará na paz dos céus não pelos gregos mas pelo interesse do Sumos sacerdotes, mesmo dos ‘deuses na terra à luis XIV’ europeus.
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Interessante é observar os austeristas e os catastrofistas a virarem a casaca a velocidade de Mach 1000 … ::))) E por tão pouco, nem um tiro de polvora seca é.
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O Syriza e o futuro PM vão ter de “acalmar-se” mês a mês. AMerkel, o FMI e o BCE não vão ceder.
Ou então, a Grécia sai do Euro, não paga o que deve, volta à sua moeda e o caos (mais a corrupção) recomeça em força.
(FHollande também quis agitar as águas, mas Merkel “acalmou-o”. ACosta será o próximo a amouchar).
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com toda essa malta a acalmar-se há sempre a Merkel para “dirigir/orientar” a Europa…70 anos depois do outro alemão ter ido com os porcos.
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Portela,
A amálgama que faz entre Merkel e Hitler é uma “derrapagem” que não lhe fica nada bem !…
Ou é simplesmente a lei de Godwin a funcionar ?!…
[A Lei de Godwin, conhecida também como A Regra das analogias nazistas de Godwin, tem por base uma afirmação feita em 1990 por Mike Godwin, um advogado americano conhecido por formular essa “lei”, que diz :
“ À medida em que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 1 (100%). ”
Há uma tradição em listas de discussões e fóruns segundo a qual, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou Hitler ou os nazistas ficou sem argumentos. Portanto, considera-se que perdeu a discussão quem usou essa comparação num argumento.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin%5D
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De notar como a esquerdalhada comentarista aqui atracou.
Parece-me que, sem grande reflexão, se poderá concluir que o resultado destas eleições funcionou como tratamento para a disfunção eréctil destes comentadores.
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