O fim da demagogia
27 Janeiro, 2015
Dez ministérios? Boa! Vamos a isso! E tenho outra proposta: reduzir de sete para cinco o número médio de administradores das 50 maiores empresas portuguesas. Já viram quanto isso poupará aos accionistas ou quanto o investimento no país poderá aumentar? É fazer as contas: 250.000 euros x 2 x 50 = 25.000.000. Por ano. Há todavia um pequeno problema, é que isto não é economia, é demagogia.
Tsipras faz governo só com 10 ministérios — 27 de Janeiro de 2015.
24 comentários
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Lains, o maior especialista mundial em espirais recessivas.
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Também acho, o fim da demagogia. Podia era ter começado quando os alemães encharcaram a Grecia de submarinos e afim, mas ai, nem o Lains nem o vitorcunha se deram conta disso.
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Foi lamentável isso, de venderem o que eles queriam comprar. Para isso é que faz falta um porco preto em cada esquina, para o talhante não nos lixar a cobrar pelo chouriço.
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“Eles”, quem? Os únicos que se conhecem, parece que foram parar à cadeia. Os vendedores, também. Talvez porque outros “eles” não queriam.
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E nenhum grego foi preso? Que coisa estranha.
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Não se percebe esta polémica.
Com mais de mil ilhas como é que queriam que os gregos vigiassem o seu território?
De automóvel?
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então, por cá também temos um governo demagógico…
confiram as excrecências: um irrevogável vice-ministro, um da presidência, um maduro, um cromo da fiscalidade verde…
sobram tantos como os futuro dez da grécia…
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Insider, há uma diferença.
Daqui a um mês as prateleiras dos supermercados por cá permanecerão cheias. Por lá, pela Grécia, depende do facteur d’Hollandization que eles aplicarem à acção política.
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http://sol.pt/noticia/122811
“O deputado do Syriza Yanis Varoufakis, apontado como provável novo ministro das Finanças, afastou hoje a saída da Grécia do euro e assegurou que o partido não procurará “a confrontação”.
Em declarações ao programa radiofónico Today, da BBC, Varoufakis disse que o novo Governo grego liderado pelo Syriza negociará construtivamente uma restruturação da dívida do país com Bruxelas.
“Houve um pouco de ‘bluff’ da nossa parte”, declarou o parlamentar de dupla nacionalidade grega e australiana, acrescentando que “o que realmente importa agora é sentarmo-nos a falar” sobre a melhor maneira de reorganizar o pagamento da dívida grega.
“‘Grexit’ (a saída da Grécia do euro) não está em cima da mesa, não vamos para Bruxelas ou para Frankfurt com uma postura de confrontação”, afirmou.”
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O quê? Fizeram bluff para ganhar eleições? Isso dá direito a demissão, se o Cavaco fizer o que lhe compete.
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Quando não há cheta… reciclam-se os manuais da Tecnoforma. Será que existem royalties?
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O governo da Syrisa é constituido a partir de uma coligação de 13+1 organizações politicas, um verdadeiro saco de gatos, portanto. Vai ser uma festa quando cada um começar a dizer o que lhe vai na cabeça. Posso estar enganado, mas lá para o final deste ano, principio de 2016, os gregos vão eleger um novo governo, em que a Syrisa será apenas a imagem de uma experiência fracassada. É baralhar e dar de novo.
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E ainda se foram coligar com a Direita nacionalista.
É de doidos.
Alguém imagina o BE coligado com o PND de Manuel Monteiro?
Nem dentro do BE se entenderam.
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Suspeito que vão tentar a via do fascismo fiscal e do combate à economia paralela.
Estes gregos do século XXI têm sangue turco. Não vão gostar nada quando forem obrigados a pagar impostos pela propriedade ou quando forem obrigados a pedir factura pelo cafézinho.
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Os gregos já pagam um violentíssimo imposto de propriedade. Tem o curioso nome de “ENFIA”.
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Merkel desejou a Tsipras ” muita força e sucesso”, eu também. Não haverá algum exagero nos comentários de quase sentido único e nos ataques “ad hominem” ao Dr. Pedro Lains? Começou um processo negocial e a força dos Gregos é imensamente superior ao que era no sábado. É necessário outras políticas, estas(da troika) falharam redondamente e o nosso exemplo é lapidar: ontem , o Dr. Medina Carreira, demonstrou com números que o nosso ajustamento se fez simplesmente com a quebra do investimento público, entretanto mandámos borda fora 350000 portugueses qualificados e estamos mais pobres ( o PIB caiu) e não é com frases cheias de conteúdo ” conto de crianças” que esta maioria se livra de uma pasokização. Qual civilização Maia, esta maioria caminha para o suicídio coletivo e como paradigma desta governação, eu relevo a reforma do estado do” irrevogável”.
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Caro Manuel,
na província as indústrias tradicionais desapareceram. Essa é parte da nossa desgraça.
No meu distrito antes do 25 de Abril havia centenas de fábricas. Hoje há meia dúzia. Havia frota pesqueira, não era moderna como a dos espanhóis ou a dos gregos, mas existia. Havia uma agricultura que também não estava modernizada, mas fornecia trigo às moagens locais, azeitonas aos lagares, frutas aos armazéns. Aliás, havia pequenas fortunas feitas com o negócio da fruta. Era possível comprar um terreno agrícola e pagá-lo em poucos anos com sementeiras de melão e melancia. O meu avô foi produtor, recordo-me de ver camiões do Porto ou do Minho que iam ao armazém da minha família abastecer-se.
Depois do 25 de Abril, muita coisa mudou. Tanta que nos anos 80 já era visível o abandono maciço da agricultura. Os espanhóis ou os italianos já produziam azeites gourmet, vinhos de qualidade, vinagres balsâmicos caríssimos. Por cá, os lagares e as adegas cooperativas morriam. As fábricas encerraram e foram abandonadas. A frota pesqueira, em vez de se modernizar, desapareceu entre os anos 80 e 90. No final dos anos 90 já não havia nem agricultura, nem fábricas, nem pescas. Havia funcionalismo público, restaurantes, cafés, boutiques, e construção civil, muita construção.
As famílias dos pequenos industriais locais, dos proprietários agrícolas, dos armadores, não preparam os filhos para seguir o negócio da família. Mandaram-nos para as Universidades estudar em cursos que nem têm saída profissional, Sociologias, Antropologias, e afins. Esta geração com a melhor preparação de sempre não foi preparada para modernizar os negócios da família. Foi preparada sim para arranjar emprego no funcionalismo público e numa qualquer grande empresa do Regime.
Este erro demorará agora 10 a 20 anos a corrigir, e para já pouco se fez. Para reindustrializar o país é necessário dinheiro, muito dinheiro. Tenho um familiar que herdou uma pequena indústria e umas obras da treta ficaram em 250 mil euros. A maquinaria industrial e agrícola é caríssima! Com o elevado esforço fiscal, burocracias e regulamentações que temos as empresas apenas conseguem pagar as despesas essenciais à sua manutenção, mas não conseguem acumular capital que possa mais tarde ser investido! Daí vem a estagnação, ou alternativamente o endividamento. Para além disso as regras do mercado laboral ou fiscais não favorecem o crescimento, e os empresários preferem manter-se como estão, enquanto «der para despesas» e «para comer» não contratam nem investem.
Culpados? O pode político, especialmente a Esquerda, mas também a Direita cavaquista!
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Acrescento isto.
Nos anos 90 o cavaquismo, o poder política e a sociedade em geral desprezaram as indústrias tradicionais e a produção agrícola tradicional: calçado, têxteis, cerâmicas, vinhos, fruticultura, mobiliário, construção naval…
Iríamos viver do quê? Consta que um membro do Governo cavaquista dizia: «agricultura nunca mais»!
Curiosamente, lá fora achavam que o nosso futuro estava na modernização dessas indústrias. E eu acho que isto com as indústrias tradicionais das famílias portugueses, algum investimento estrangeiro e o turismo equilibrava e dava para vivermos bem e sem grandes sobressaltos, e para termos um PIB per capita superior ao espanhol.
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Parte do que escreve é verdade, mas só parte. Não vou rebater ponto por ponto as coisas em que discordo de si, até porque já escrevi alguns comentários aqui no Blasfémias sobre o assunto, mas deixo-lhe apenas uma pergunta: que país desenvolvido é que o Luís conhece que ocupe mais de 20% da sua população activa na agricultura, que é o que se passava em Portugal até aos anos 80?
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Luís: concordo genericamente consigo, mas quando aderimos à CEE os governantes sabiam bem para o que iam e ignoraram que os subsídios eram para mudar a estrutura produtiva e na altura já sabíamos qual era o modelo económico previsto para nós. O dinheiro foi para “formação profissional ” PAC (jeeps piscinas ) e por aí adiante. Mas agora não choremos sobre leite derramado,olhemos em frente e como estou na economia real, a situação é muito difícil nas empresas, mesmo exportadoras (vendem a perder) e quase todas sem capitais próprios. Nesta trajetória mais gente vai ter de pagar na mala de cartão !
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Já que falam em Cavaco por ai, Cavaco tem alguma coisa a ver com isso??? Nã tem pois não???
Já agora por Cavaco, mandou ás malvas o Grammy ganho por Carlos do Carmo, hoje condecorou 5 fadistas que não sei se alguma vez atingirão o estatuto de Carlos do Carmo. Granda Cavaco
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O Carlos do Carmo já foi condecorado em 1997. Entretanto já gravou mais um disco, acho.
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Tá bem abelha, mas Cavaco tem ou não tem alguma coisa a ver com o que se diz acima???? Essa é que é a discussão:
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Não é preciso ir à Grécia.
Lembremos a anormalidade da primeira orgânica do XIX.
Menos ministérios, viagens a Bruxelas em turística.
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