só duas?
Ricardo Salgado fez uma revelação extraordinária à Humanidade: não que seja a segunda encarnação de Cristo, não que seja a besta do Apocalipse, nem sequer o Dono Disto Tudo. Ele anunciou que teve duas reuniões com Aníbal Cavaco Silva. Duas! Duas exactas. Nem uma, nem três, tão-pouco quatro ou cinco, mas duas, coisa extraordinária que faz ruborizar os nossos inocentes jornalistas! Por mim, para um sujeito que encabeçava o maior banco privado português em falência iminente, até acho pouco. Pelo andar da coisa, parece, contudo, que não levou nada. Mas já que se está com a mão na massa e em maré de insinuações, e considerando a disposição de Salgado em colaborar com as autoridades, não seria de lhe perguntar quantas reuniões teve com Mário Soares? Ou com José Sócrates? E, já agora, perguntem-lhe se também saiu dessas reuniões com as mãos a abanar.

Subscrevo o post.
Rui A.,
uma rectificação: na penúltima linha do post, está escrito “teve” com MSoares. Certamente pressa sua ao escrever, acontece a todos.
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“teve”, do verbo TER, está correcto;
a alternativa a “… quantas reuniões teve com Mário Soares?” poderia ser: “… EM quantas reuniões ESTEVE (do verbo ESTAR) com com MS ?
penso eu de que 🙂
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Não antevejo RSalgado a revelar tudo o que sabe dos bastidores (também por si protagonizados) da banca com governos e de políticos com banqueiros… Ocorreria uma hecatombe !
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P”S”, P”SD” e PP ficariam no fio da navalha…
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Esses do fio da navalha não espantam ninguém. Venham de lá surpresas de cortar á faca.
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E o PCP?
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Não creio que haja jornalistas ou deputados da comissão com bolinhas para esse tipo de perguntas. Uma lista completa de todos os que foram ao beija mão quando aquilo dava para tudo peço eu daqui.
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Não estou a ver Salgado a afundar-se sozinho 🙂
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Porque me pareceu que Cavaco estava nervoso com o sucedido??? Como quem não deve não teme…mas parece que não, mais uma vez vai ,éter a cabeça na areia como é seu timbre.
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Se MSoares lhe deu qualquer coisinha, não sabemos …
Mas que Salgado dava á fundação 370 mil anuais, todos sabemos!
…” Não há petiscos de borla”…
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Reuniôes?.
Com “Anibal C. Silva” ou com o Presidente da República?.
Na Presidência da R.?.
Ou nos Pasteis de Belém?.
A pedido/convite de quem?.
A frase requer uma análise semântica precisa.
Tema: Porto vs Benfica?.
A que propósito fala nisso agora?.
Quer involver C. SIlva ou o PR?.
O homem está mesmo descoroçoado.
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Não está nada “descoroçoado” nem temeroso. Sabe que precisa de tempo, muito, para se defender e coloca na opinião pública, na cena política, casos para baralhar e atrasar o processo.
Sabe também que vai safar-se…Melhor: que vão safá-lo — por que será ??
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A vingança serve-se fria! é um cliché, mas é assim mesmo. Ricardo Salgado resolveu vingar-se de quem não lhe aparou os golpes, e vá de atirar merda para cima da ventoínha, aproveitando a ignorância de uns e a má fé de outros nos media e nos partidos da oposição.
Mas teve azar, porque hoje mesmo uma pessoa que assistiu às reuniões em causa, disse taxativamente que nessas reuniões só se falou do GES, não se falou do BES; foi José Honório no Parlamento.
Mas uma campanha destas é imparável e amanhã aposto que vai abrir todos os telejornais. Esperemos pois pelas cenas dos próximos capítulos!
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Muito bem mandada. Curioso, porque nos últimos dias do governo de 2011, quando Portugal já só tinha dinheiro para umas poucas semanas de reformas e salários, ninguém se preocupou assim com os pedidos feitos ao contrário, nem com as reuniões de Cavaco Silva com diversas individualidades, incluindo banqueiros. São gravíssimas estas reuniões! Demitam-se já todos em bloco.
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“Ele que não se esqueça do amigo de Paris”
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Vamos descobrir que Salgado foi exigir o pagamento do empréstimo para as obras da marquise…
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Rui, em cheio. Identifico-me a 100%.
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Há certas coisas que nós podemos fazer, mas não um Presidente da República.
Se o negócio de um amigo está em apuros e precisa de levantar dinheiro é normal que nos procure para abonar sobre o seu bom nome. Se acreditar-mos nas suas capacidades é também natural que o façamos de forma privada, porque públicamente cabe às empresas de rating e aos analistas fazer isso. A CMVM é suposta controlar estas coisas.
Os políticos são muitas vezes tentados a fazer abertamente o papel de promotores de negócios privados (e.g. Sócrates e Paulo Portas), mas, com excepção dos ministros dos negócios estrangeiros e da economia em relação aos investidores internacionais, não deviam fazê-lo de forma directa.
Se esta regra se deve aplicar aos governantes por maioria de razão devia ser seguida pelo Presidente da República enquanto representante máximo do estado Português.
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