Syriza e as reformas estruturais na Grécia
18 Fevereiro, 2015
Quando se elogia as reformas e a consolidação orçamental grega convém ter em conta as propostas do Syriza:
1. Aumento do salário mínimo para 751€
2. Eliminação do salário mínimo reduzido para jovens (desemprego jovem é de mais de 50%)
3. Eliminação do imposto sobre propriedade (2 mil milhões de euros)
4. Reposição da contratação colectiva
5. Reabertura da TV pública
6. Recontratação de funcionários públicos despedidos
7. Reposição do 13º mês para reformados
8. Congelamento das privatizações.
É difícil levar a sério a ideia de que a Grécia foi muito reformista, e por isso devemos ser muito tolerantes com a Grécia, quando o novo governo pretende reverter as principais reformas feitas ou prometidas em anteriores acordos.
4 comentários
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Os negociadores gregos já deram mostras de que, sob pressão, vão baixando os seus ambiciosos objectivos. Mas sabem, e nós também devemos saber, que ao começar tem que se pedir muito mais do que o esperado, e depois ir baixando a fasquia. Os sindicalistas são especialistas neste negócio de puxa e encolhe.
Não devemos levar a sério as propostas iniciais dos governantes gregos. Mas estarmos convictos de que se alguma coisa eles conseguirem, será favorável para os outros PIGS que ficam sentados a ver o torneio.
Assim como à UE ou melhor ao Grupo do Euro, não convêm que a Grécia saia da moeda única, por existir o perigo de ser o tijolo que ao sacar pode derrubar o muro. E, por outro lado, não querem melhorar as normas,erradas, que colocaram para reger esta história de uma moeda comum.
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As propostas que elencou custam 12 mil milhões a pagar pelos do costume. A porta de saída nunca esteve tão aberta como está agora. É aproveitar!
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Isto da Grécia até se torna divertido quando se vê alguem como o João Miranda a opor-se á abolição de um imposto sobre a propriedade.
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O Siriza deveria ter coragem e pôr em prática o programa que apresentou antes das eleições. Mas como são trapaceiros como todos os políticos, vão negociar com o Eurogrupo uma austeridade com outro nome para enganar os seu eleitores.
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