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Portugal manda os Comandos e a Espanha a Legião (só não sabemos se mandam tb a cabra)

28 Fevereiro, 2015

Tspiras acusa Portugal e Espanha de liderarem eixo para derrubar o Governo do Syriza

6 comentários leave one →
  1. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    28 Fevereiro, 2015 15:38

    A técnica é conhecida: depois da derrota é preciso apontar os responsáveis por ela. Se o governo português contribuiu para derrotar as tolices do Syrisa, tenho mais uma razão para me orgulhar de ser português.
    Agora já não é a Alemanha…

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  2. carlos's avatar
    carlos permalink
    28 Fevereiro, 2015 16:07

    Chavez vive em Tsipras……el comandante

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  3. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    1 Março, 2015 03:45

    Tspiras apenas confirma o que já se sabia, que não tem um pingo de sentido de Estado. É uma criança a brincar à política e, como (quase?) todas as crianças quando percebem que fizeram mal, está a inventar histórias para se safar.
    Infelizmente, os açoites que Tspiras está a fazer por merecer vão doer muito mais ao povo grego do que a ele. E, para tornar tudo isto ainda mais injusto, nem sequer se pode dizer que os gregos irão receber o que merecem porque só cerca de um terço dos votantes votou no Syriza.

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      1 Março, 2015 10:28

      Joaquim,
      Concordo naturalmente com o essencial do que diz.
      Uma pequena reflexão quanto à responsabilidade dos eleitores gregos …
      É exactamente verdade que apenas 1/3 dos eleitores votou no Syriza. Podemos ainda acrescentar os que votaram no partido de extrema direita que também integra o governo. Continua a ser uma minoria dos eleitores. Mas é verdade que é uma grande minoria. E, numa democracia, precisamente por ser uma democracia, tem de haver mecanismos que assegurem a governação, a formação de maiorias parlamentares que legitimem governos. Um pais não pode passar a vida em eleições até sair fumo branco. Existem diversas modalidades. Nenhuma é perfeita, cada uma tem vantagens e desvantagens. Na Grécia, como noutras democracias, existe o chamado “prémio de maioria”. Graças a este mecanismo, tal como aconteceu noutras vezes no passado com outros partidos, o Syriza e o seu aliado teem uma maioria parlamentar. O governo do Syriza é democraticamente legitimo. É verdade que a maioria dos eleitores não votou no Syriza. Mas também é verdade que esta maioria é fortemente heterogénea, não representa uma vontade ou um programa alternativo. Uma parte que não é tão pequena como isso, de esquerda e de direita, consegue mesmo ser tão ou mais extremista do que os proprios partidos do governo actual. No fim de contas, os eleitores que apoiavam conscientemente e claramente uma opção de governo em relativa continuidade com o anterior também representam uma minoria do eleitorado. Além do mais, nesta minoria não houve entendimento para se apresentarem unidos ou coligados de modo a poderem ter mais votos do que o Syriza e ganharem assim o “prémio de maioria”. Finalmente, temos ainda os muitos eleitores recenseados mas que se abstiveram. Ou seja, e aqui chego onde pretendo, os eleitores gregos que não votaram no Syriza também teem alguma responsabilidade (politica, entenda-se) na chegada deste partido ao governo. Estas responsabilidades são diferentes consoante os casos, naturalmente. Mas existem. Mesmo no caso dos eleitores moderados, da Nova Democracia (que até foram bastantes) e do Pasok (ficaram poucos), que no fim de contas não perceberam ou não conseguiram fazer perceber aos dirigentes dos partidos moderados que apoiavam o governo anterior que a situação talvez exigisse que se ultrapassassem diferenças partidarias para se constituir uma coligação pré-eleitoral para fazer barragem ao Syriza. O que se passou na Grécia, que pode vir a ter consequencias gravissimas para o futuro do pais, pode ser matéria de reflexão noutros paises onde, tendo em conta a correlação de forças e o sistema eleitoral vigente, pode existir também o risco de algum partido mais extremista ou populista poder vir a ganhar eleições. Não estou a propor nada em concreto nem estou a pensar especificamente em Portugal, que, felizmente, me parece ser um caso algo diferente.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        1 Março, 2015 17:57

        Fernando S,
        Concordo com tudo o que escreve. Por todas as razões que lista, o povo grego é solidariamente responsável por o Syriza ter formado Governo. Mas é suposto que o Governo eleito seja responsável e, no confronto com a realidade da governação, saiba avaliar até que ponto as consequências de manter as promessas feitas durante a campanha são comportáveis/aceitáveis. No fundo, aquilo a que Varoufakis chama “ser escravo das consequências”.

        Para Varoufakis, “ser escravo das consequências” é mau. Para mim, é inevitável e responsável.
        Uma determinada acção ser correcta ou não depende da acção em si E das consequências que provocar. A postura “isto é o mais correcto e que se lixem as consequências” é irresponsável e, quando são outros a sofrer as consequências, criminosa.
        Neste sentido e sendo o povo grego solidariamente responsável por o Syriza ter formado Governo, é suposto esse Governo ter sentido da responsabilidade e fazer o que é melhor para o povo. Mesmo que isso seja o contrário do que prometeu na campanha. A minha conclusão é que o Governo é mais responsável pelo que escolhe fazer do que aqueles que o elegeram.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        1 Março, 2015 18:13

        “é suposto esse Governo ter sentido da responsabilidade e fazer o que é melhor para o povo. Mesmo que isso seja o contrário do que prometeu na campanha. A minha conclusão é que o Governo é mais responsável pelo que escolhe fazer do que aqueles que o elegeram.”

        Joaquim Amado Lopes,

        Completamente de acordo !
        Infelizmente, pelo que se tem visto até agora, duvido que este governo do Syriza seja suficientemente responsavel para fazer o contrario do que prometeu !

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