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serviço público

19 Abril, 2015
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Seguem os links para a tradução brasileira (que não conhecia) do Law, Legislation and Liberty, de Friedrich August von Hayek, talvez o livro mais importante para se compreender o que é o mercado, ou a ordem espontânea ou cataláctica, ou a mão invisível, tudo expressões sinónimas, segundo o Liberalismo Clássico. Hayek foi o John Locke do nosso tempo e este livro é o seu Two Treatises. Por outro lado, quem quiser criticar o liberalismo e nunca tiver lido este livro, não sabe do que está a falar.

Volume I: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol1.pdf;

Volume II: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol2.pdf;

Volume III: http://www.libertarianismo.org/livros/fahdllvol3.pdf.

Vão ler!

7 comentários leave one →
  1. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    19 Abril, 2015 23:43

    A minha candidatura à pr não promove textos apodíticos, eventualmente perigosos para mentes débeis. O libertarianismo põe-me os nervos em franja.
    Refleti muito ao longo dos meus 35 aninhos. Conclui que existem princípios a respeitar dentro da realidade nacional/socialistas/internacionalista, completamento opostos a qualquer veleidade neo liberal, a saber:
    Ditadura burocrática do regime de partido único;
    centralização dos processos de tomada de decisão no núcleo dirigente do Partido;
    burocratização do aparelho estatal;
    completa eliminação de quaisquer formas de oposição;
    culto à personalidade do(s) líder(es) do Partido e do Estado;
    intensa presença de propaganda estatal e exacerbado nacionalismo;
    censura aos meios de comunicação e expressão;
    perseguição das religiões e igrejas estabelecidas;
    coletivização obrigatória dos meios de produção agrícola e industrial;
    militarização da sociedade e dos quadros do Partido.
    Diz o rui, quem quiser criticar o liberalismo e nunca tiver lido este livro, não sabe do que está a falar. Eu não quero lê-lo, sequer criticá-lo, eu desejo trucidá-lo. Prontos!

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  2. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    19 Abril, 2015 23:51

    Naturalmente querem que eu dê alternativas.
    Esperem um pouco. Aí vou basear-me nas notas do Professor Krause na sua viagem a Portugal. Trata-se dum Professor de diversas Universidades do Estado de Turíngia, na Alemanha. A sua tese de doutoramento é uma grossa reflexão de 4 volumes e meio intitulada “Ensaio sobre a Dinâmica Contratual Consoante o Credor – Contributo para uma Teoria Dinâmica do Dinamismo Contratual”. Não foi da Sciences-pro. Exclama ele:

    “Portugal, que já deu novos mundos ao mundo”, surpreendeu-me; afinal, Portugal também está a dar novos contratos ao mundo. Procurei por tantos países experiências que comprovassem as minhas teses, mas nunca tinha encontrado nada assim. Para simplificar, fiz uma categorização dos tipos raros de contratos que descobri e que nunca tinham sido observados a olho nu:

    1. Contratos-fingimento – Esta curiosa categoria de contratos é muito surpreendente. Trata-se de contratos em que uma das partes assume plenamente que as suas obrigações não são para cumprir, sabendo, de antemão, que a outra parte não irá exigir o seu cumprimento, nem se preocupar muito com o assunto. São muito utilizados quando há compras a empresas alemãs de material militar ou quando se vendem empresas à China. Determina-se que as empresas estrangeiras têm que construir fábricas ou fazer outros investimentos, mas, passado uns tempos, o dinamismo contratual inerente faz com que essas obrigações desapareçam e fiquem adiadas até ver. É um extraordinário exemplo de obrigações contratuais descartáveis, uma brilhante inovação portuguesa.

    2. Contratos-de-pedra – Dei este nome imortal a esta categoria de contratos. São contratos que vivem, sobrevivem e tornarão a viver para todo o sempre. Trata-se mesmo de uma situação de imobilismo contratual que daria para criar toda uma nova tese da ciência dos contratos. São contratos tão inalteráveis e rigídos que até dão para partir a cabeça de arremesso, se for necessário. Quando se discute a sua alteração, decide-se sempre que não podem ser alterados sob pena de o Estado de Direito acabar já amanhã. Exemplos destes contratos envolvem sempre investimentos avultados em contratações público-privadas e pagamentos ao Estado relacionados com energia. Admirável mundo novo contratual português!…

    3. Contratos de requalificação – Esta espécie exótica de contratos é uma originalidade portuguesa. Diria mesmo que no glorioso firmamento contratual, esta é a espécie que cintila destacada de todas as outras. Trata-se de contratos de trabalho que contém em si os germes da sua própria destruição. Eu explico. Através da celebração de um contrato de trabalho, poderá haver lugar à requalificação. Só que não é a requalificação do trabalhador. É mesmo a requalificação do contrato, que passa a ser requalificado na sua não existência. Ou seja, através da requalificação, faz-se desaparecer o contrato num golpe de magia. O contrato e o trabalhador. De génio. Estes portugueses sabem o que fazem.

    4. Contratos-não contratos – Foi este o contrato pelo qual me apaixonei e ao qual gostava de dedicar a minha obra final. Um contrato que se nega a si próprio. Um contrato que é em si um não contrato. Um contrato que nega a sua própria existência numa vertigem demente. Um contrato que se contorce e desaparece. O exemplo mais típico e acabado deste contrato são os contratos envolvem pensões de reforma do Estado. Num momento, existem. No outro, não. Num momento, pode haver pensão. Passado uns meses, pode haver outra pensão bem mais baixa. E tudo com o mesmo contrato. No fundo, não existe contrato nenhum. Desde o astrolábio náutico que os portugueses não inventavam algo tão genial”.

    Qual Friedrich Hayek, qual carapuça!
    Um verdadeiro candidato à PR tem as suas referências na ponta da língua. Prontos.

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    • josephvss's avatar
      20 Abril, 2015 00:55

      Por falar em candidatos a PR, estou aouvir o Marcelinho de Cabeceiras a falar(TVi24). O homem ‘e tao vaisdoso Q era capaz de vender a propria mae. Mas Q besta…

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      • Eleutério Viegas's avatar
        Eleutério Viegas permalink
        20 Abril, 2015 09:09

        O Marcelinho é de Celorico, por interposta avó… Eu também sou de Aveiro por interpostos avós. Ser de Lisboa deixou de ser sexy.

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  3. licas's avatar
    licas permalink
    20 Abril, 2015 00:24

    Hilariante, “Bravô”

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  4. Piscoiso's avatar
    20 Abril, 2015 09:40

    Não tem a versão do Youtube?

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  5. Kubo's avatar
    Kubo permalink
    20 Abril, 2015 10:21

    rui a., grato pela informação!

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