Poliamor de conveniência, não!
Circula por aí, nos meios mais propensos a experiências sensoriais alternativas, a teoria de que a coligação é feita por conveniência e não por convicção. Pelo menos, os proponentes desta moral estritamente kantiana dos costume políticos, têm uma convicção, a de que conveniência é incompatível com convicção. De forma espectacularmente absurda, conseguem encontrar algo passível de crítica na união de esforços por um propósito comum, a saber, a vitória em eleições; parece que não é por convicção que alguém quer ganhar eleições mas, convenhamos, isso já se sabia olhando para as bandeiras do maior partido da oposição em frente ao Estabelecimento Prisional de Évora. É que isto das convicções e conveniências é quase tipo, sei lá – assim, mais ou menos -, como a ideia de juntar trotskistas, maoístas, revolucionários-nintendo e outros chanfrados numa coisa a que chamaram “bloco de esquerda”.
Assim, à primeira vista, parece-me que Catarina Martins quer chamar a atenção para o tal “bloco de esquerda” através da curiosidade que todos temos por acidentados na estrada. Eu apoio: a prudência já saiu pela janela há muito tempo, vamos focar o debate na psicologia, que bem necessário era alguém aconselhar Catarina – em particular a escolher os momentos para estar calada.
Porém, como se não bastasse a syrizica Catarina, eis que o – ora nacional-falangista, ora sino-internacionalista – representante da alternativa a coisa nenhuma, doutor António Costa – que muita gente considera um génio, sintoma mais preocupante para a “muita gente” que para Costa – usou a mesma… digamos… “ideia” para caracterizar a coligação. Costa até vai um bocadinho mais longe, com uma referência bastante tradicional no uso de terminologia matrimonial, como que considerando que há uniões que são meras prestações de serviços. Más notícias para o Livre, que tanto trabalhinho deu: nunca o PS se prestará a este martírio com prostituições de conveniência, que isto de coligações é apenas um disfarce para o que dá jeito, nunca uma estratégia baseada em convicções.

Alguns “donos” do 25 de Abril –tal como ontem opinei no Blas antes do anúncio da coligação– sentiram-se “ultrajados”, ofendidos por tal ter ocorrido inesperadamente nessa data.
Esperemos pelo “poliamor”, pela conveniência do ACosta e do P”S” por pessoas e partidos para tentar ganhar as legislativas…
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…Esperemos também pelas reacções veladas ou não de “socialistas ilustres” que se sentiram ofendidos e marginalizados por não terem sido convidados pelo ACosta para integrarem o grupo que elaborou o tal documento sobre o país, a economia e as finanças. Idem, doutros que não foram convidados para “pensar o país” (a ânsia de protagonismo é lixada…) e entregarem ao AC conclusões para o “programa”. Mais grave será a “tranquilidade” estratégica e com tempo programado para reagirem, de uns tantos que desejavam um lugar no governo do AC mas que…
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A julgar pela última convenção, diria que o Bloco é muito mais um partido multiacéfalo mais por conveniência (de ser capaz de manter uns quantos palermas na AR) que por convicção.
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O BE sem os favores e embevecimento de certa comunicação social nunca atingiria os resultados que tem tido. Ficaria por metade ou pouco mais.
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A metade já a atingiu and counting; a CS é que insiste em dar-lhe vida. Mas numa CS morta por si mesma e a cavar o seu buraco de credibilidade…
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Aquilo parece mais um Grupo de Apoio a pessoal sexualmente mal conseguido.
Aquele ódio nas palavras, aquele rancor no olhar, aquela tensão acumulada nos ombros, é de gente que há muito tempo não dá uma queca minimamente satisfatoria.
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Um excelente post do VC. Com verve e muita atenção objectiva, coisa que não tenho em tratando dos espécimes aludidos, fósseis de um tempo passado para o qual não estou virado
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Excelente observação VC.
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Este assunto é um exemplo acabado da forma de fazer política partidária em Portugal: conversa fiada de café, catárticos mexericos de comadres no soalheiro…
… que só deviam merecer, da nossa parte, um rotundo e estrondoso silêncio de desprezo…
até que se discutisse algo de substantivo, que dissesse respeito aos problemas reais do País, que são muitos… sob pena de nos tornarmos cúmplices (sabe-se lá com que propósitos)…
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Naturalmente, João de Brito. É essa, aliás, a minha função como blogger, a discussão de algo substantivo para o país que mereça o voto dos comentadores. Nunca algo adjectivo ou advérbio, só substantivo.
Às vezes acordo para um mundo em que os bloggers não são os candidatos perfeitos mas adormeço outra vez e passa.
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Muito bom dia!
Não percebi: para mim, bloggers, como tais, são opinadores, não candidatos!…
Mas reparei numa coisa: num blogue, em cujos comentários o português é tão maltratado, ler alguém que relaciona as funções do adjetivo e do advérbio é uma agradável surpresa. É que, de facto, o adjetivo está para o nome, exatamente como o advérbio está para o verbo.
E há muito boa gente que não sabe disso!
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TPC para hoje:
“Casaste por amor ou por interesse ?” – perguntaram à mulher do João de Brito.
“Deve ter sido por amor. Não tenho interesse algum no gajo.”
Agora, vamos identificar os substantivos, os adjectivos e os advérbios….
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O PSD apoia ou não uma lei que permite ao SEF andar a espreitar se o casamento com nacionais fora da UE é ou não consumado? Não tem que se queixar.
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Espero que inclua espremer mamas. 2-em-1.
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Com relativa surpresa ouvi hoje na televisão que os guarda prisionais não podem revistar as visitas.
Também não se pode espremer as mamas.
Sendo assim porque que é que o Estado está autorizado a meter a mão nos nossos bolsos e espremer as nossas carteiras?
Afinal há uma Lei para os familiares, amigos dos detidos, mães lactantes e outra para os contribuintes?
Está mal.
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Gente desonesta. Profundamente desonesta. É extraordinário o quão desonestos são e as barbaridades que dizem para sacar votos. Já não me devia admirar, mas eles acabam sempre por me surpreender com o baixo que conseguem chegar.
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Incauto,
Gente desonesta??? Ainda á pouco tempo se discutia as maravilha da AutoEuropa e….
Fim da produção de modelo na Autoeuropa faz 100 despedimentos e ameaça mais 100.
Mas o bizarro e aqui é que entra a gente honesta…é que quem despede não é a AutoEuropa mas a Webasto.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=185525
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o que disseram não me interessa…
mas alguém vai ficar com um par de cornos…
e do que gosto mesmo, é do acordo entre os nubentes para que a distibuição dos mandatos seja feita de acordo com os resultados das últimas eleições legislativas.
(uma exigência do partido de extrema-direita).
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Deve estar, insider, a referir-se ao “hemiciclo”.
Reze para que não tenhamos um partido da extrema direita
veria quão a diferença seria abissal.
E depois há surpresas.
Maduro (depois de Hugo Chávez)
____________beija o crucifixo que traz ao pescoço
____________nas suas (longas) alucções de 30 em 30 segundos lá vem a Pátria
____________a família (dirigindo-se às mães) é um seu constante cuidado
Vejam que a originalidade não é assim grande: Deus, Pátria, Família,
já cá tivémnos um tal O. Salazar.
O outro, o Maduro, não porque revolucionário e socialista.
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dei um salto (pardon)
______um tal Salazar que era Fascista__
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Convicção é o que nos resta do salazarismo.
Temos convicção que a virgem esteve em Fátima, que iremos para o Céu mesmo sendo ateus.
Que esta merda está toda feita num oito, mas acreditamos em dias melhores (Syriza dixit).
Que basta acreditar e seremos salvos (de quê não sabemos)
Que estamos a pedir esmola por causa da crise mundial.
Que o Pinto de Sousa e os seus amigos foram engaiolados por andarem a distribuir riqueza pelo povo.
Que se os amigos do PdS forem para o governo, desta vez não farão o que já fizeram.
Que o BE já demonstrou como se gere uma coligação, quanto mais um país.
Enfim, que um país não deve ter um projecto mas sim um credo.
OK, over and out.
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Nem preciso de justificação quanto à minha posição no que se refere ao Salazarismo: leiam os meus posts.
Carlos Dias
Apoio-o na sua declaração de que os nacionais são gente de fé.
____Fé em que toda a sociedade vai parar ao Socialismo
____Certeza de que a forma mais perfeita do Socialismo é o Comunismo
____Que o que aconteceu ao Leste Europeu por 1990 foi um conluiu
dos Estados Unidos em consonância com os estratos mais retrógrados da Europa
___ Que a UE não é mais do que um apêndice do capitalismo Norte Americano
___ Que a Rússia com V. Putin se erguerá, enfrentará o Império e por fim arrasá-lo-á.
___ Que essa coisa de Partidos Políticos não é mais do que um sintoma passageiro
___ do atraso das Nações, serão efémeros, apenas servindo para emperrar as
___ decisões governamentais
___ Todos os povos do Mundo por fim se unirão e a Paz, a Prosperidade e o Amor
___ reinarão eternamente .
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Mas não foi o Tomonhé que apadrinhou a candidatura xuxalistas na Madeira em conjunto com o outro chanfrado e tudo o mais que restava na ilha, do CDS até ao PCP?
A coisa sucedeu há dois meses!
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Oh amigo Vitor (já sabe poque não lhe chamo ‘cunha’) você que é uma pessoa bem informada diga-me lá se essa Senhora Catarina Martins não é uma que ouvi falar que teria treabalhado em Pescas na Russia contratada por grandes Empresários Portugueses
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Apenas uma questão de curiosidade porque de facto não conheço a fundo a sua Catarina Martins; nem essa nem aquela diga-se de passagem. Nada contra uma ou outra ou outras qualquer Catarina Martins. Se novas, cada uma faz pela vidinha como pode como qualquer comum mortal, o habitual e tradicional, sem nada de novo.
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Resta saber se é como no cartaz estalinista 2+2=5 ou se é pelo contrário é 2+2=3.
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Fonte McKinsey (FEV-2015) e Global Institute Analisys etc
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‘QUADRO DE HONRA MUNIDIAL” das DIVIDAS PUBLICAS:
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(no caso de Portugal, ou mesmo da Grécia embora especulativamente se possa punir a partir destas percentagens, a verdade é que em moeda estas dividas cabem no buraco do dente os países maiores que aparecem com rácios menores Divida/PIB)
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1º Japão = 400% – 2º Irlanda = 390% – 3º Singapura = 382%
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4º PORTUGAL = 358% do PIB (= 83% do Estado + 19% das Emprsas – 2% Hipotecas Habitação)
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5º Bélgica = 327% – 6º HOLANDA = 325% – 7º GRECIA = 317% – 8º ESPANHA = 313%
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9º Dinamarca = 302% – 10º SUECIA = 290% – 11º FRANÇA = 280% – 12º Itália = 259% – 13º Reino Unido = 252% – 14º Noruega = 244% – 15º FINLANDIA = 238%
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24º ALEMANHA = 188% – 34º BRASIL = 128%
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Etc
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No caso de Portugal, ou mesmo da Grécia, embora especulativamente se possa punir arvorando estas percentagens,
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a verdade é que em quantidade de papel moeda estas dividas cabem no buraco do dente dos países maiores que aparecem com rácios menores mas as maiores responsáveis pelo total da Dividas Publica Mundial.
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A minha hipoteca cabe no buraco do dente desse dente onde cabe a dívida portuguesa. Não sei porque insistem comigo.
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Obviamente se não conseguisse pagar como fixado, a opção mais sólida para credor e devedor, seria reestruturar a sua divida particular que cabe na cova do dente, admitindo mesmo algum pequeno perdão, que deixá-lo cair para o‘default’ ou para a incapacidade de pagamento parcial: curava-se a “dor” sem praticamente beliscar o dente e estancava-se a posterior infeção generalizada à dentadura.
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Isso de não conseguir pagar é muito relativo. Estou muito habituado ao Porsche mas querem que eu o meta na garagem só para sobrar carcanhol. Quer dizer, a austeridade mata, como bem diz o papa Francisco.
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A reestruturação de dividas não é nenhum bicho “estranho de sete cabeças”. É um b-à-b-á corriqueiro, todos os dias e por esse mundo fora. É tão vulgar que a surpresa é ter adversários, nalguns casos mera tool anti-sistema normal dos “arrasa e destrói o capitalismo”.
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“Isso de não conseguir pagar é muito relativo”,
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A culpa é de quem analisou o bicho e lhe emprestou dinheiro para o Porsche e depois para a habitação, podemos até admitir que não pediu dinheiro emprestado para o Posche mas como apereceu de Porsche se calhar o embasbacado do Banco despachou o emprestimo há habitação em cima do joelho “o gajo tem um Posche tem guita”., estendido aos balanços de ‘sucesso’ do Banco na altura …. o pior são os balanços dos anos seguintes ……. bpn’s, bpp’s, bes’s ao que dizem por aí
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É complicado mas é tão simples. Agira quem deve tem a obrigação de pagar o que deve ajustado à sua capacidade porque quem emprestou também tem culpas no cartório por ter alinhado no CAPITALISMO ARREBENTA, selvagem, basico, da barraca, de vão de escada.
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Contraponho sem qualquer medo, incluindo de comunismos ou marxistas leninistas ou trotkistas etc; o que chamo CAPITALISMO DE ROSTO HUMANO orgulhoso dos avanços civilizacionais na Saúde na Educação e nas Pensões de Reforma mesmo com as imperfeições que ainda sossobrem. E há muito mais Capitalistas de Rosto Humano do que se possa pensar, vários com tanto ou mais sucesso que os adoradores do ‘Capitalismo dos Sovietes’, viver à babuje dos contratos do Estado com todo o cortejo que nos mostram que por aí vai de corrupções etc etc
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É só optar e escolher quem é quem para dentro dos Partidos. Depois marcha para mais do mesmo, ou para um lado ou para o outro. Também admito que é chato incomodar a malta com este tipo de ‘chatices’, até 2020 a coisa está garantida com os tonéis de euros que a UE vai depejar ‘à borla’ …… a bem do ‘tudo numa boa’ enquanto o pau vai e vem continuemos a folgar as costas com armanço ‘à brilhas’ gajos de ‘sucesso’, ‘grandes gestores’ etc etc encostados ao mesmo.
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Mas isto sou eu a divagar ….
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É a chamada culpa do emprestador. Uma forma de evitar novas culpas é não voltar a emprestar. Lá se vão as culpas. E o Porsche.
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“Uma forma de evitar novas culpas é não voltar a emprestar. Lá se vão as culpas. E o Porsche”,
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acrescentaria e o negocio bancário se não continuar a empretar abriria
falencia, não teria lucros, não comporia o Balanço da altura. Se o nem constitui preocupação da altura, a ordem expansão do “credito-moeda’.
Logo se verá nos proximos balanços.
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E se suceder o ‘default’ do Banco, entra a eterna discussão dentro das leis financeiras que regulam o fiat money,
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ou foi roubo ou engenho tipificações politicas do mesmo mas de efeitos diametralmente opostas. Uma é criminalizada, a outra é elogiada;
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venha o diabo e escolha nas várias falências bancárias do dinheiro dos seus depositantes e demais credores que desfilam aos nossos olhos.
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Por ora é o Fractional Banking System que reina, Bancos-Bancos Centrais-Bank of Settlements e tal na Suiça.
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Mal ou bem é o que há com todas as imperfeições que ainda não foram aperfeiçoadas ou substituidas por Novo por comodidade ou a chamaada ‘lei do menor esforço’,
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o que há ainda interessará a ‘alguéns’ que toda a gente sabe identifificar
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mas concerteza absoluta já não interessa nem aos proprios banqueiros nem aos depositantes nem aos credores nem aos devedores,
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que sabem bem que passarão de insultados para injuriados porque os ‘alguéns’, ultimos beneficiarios do enchimento da piramide de ponzi do fiat money até à explosão, sacodem a àgua do capote,
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a ‘culpa é dos outros ou morre solteira’. O habitual sem sequer alguma
inovaçãond past, chapa-sete, dos alfarrábios da Hisória, O velho travestido de novo, ou os velhos mascarados em novos.
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É a vida enquanto não se encontra ou ousa outro ‘Novo’
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Estas pescadinhas de rabo na boca que vendem às pessoas são deliciosas.
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Jca, pelo menos no caso do Japão a dívida pública está maioritariamente nas mãos dos japoneses – é dívida interna. A nossa é que anda no festival de música Latina, sempre a abanar.
Dos outros que menciona varia: os forretas dos holandeses estão endividados até ao pescoço na dívida privada mas a pública julgo que ainda seja AAA. Junta-se a isto que alguns têm moeda própria e não o esperanto.
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Enquadramento 809.12H).
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A crise atual já aconteceu com os defaults:
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no tempo dos Romanos com Claudio, Caligula e Nero com a redução da prata nas moedas,
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no tempo do ‘Tally Sticks System’ inventado em 1100 por Henry I em Inglaterra; e especialmente com Charles II, sistema que só acabou definitivamente em 1834 com as varas de madeira nas fornalha da House of Lords que acabaria por incendiar também o Westminster Palace (o “tally sticks system” surge como o percursor com os principios básicos do atual do atual fractional reserve banking)
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no tempo do Regente Philippe II, Duqe dÓrleans, de França com a expriência de Fiat Money feita por John Law que acabou com as falências do Banque Générale Privée (mais tarde renomeado como Banque Royale), da Compagnie des Indes e Law’s Mississippi Enterprise
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Sugerem a pergunta perante as atuais circusntancias similares:
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o Fiat Money, com ou sem padrão ouro, funciona apenas aparentemente e enquanto a buble não explode ? Conseguirá o Fiat Money System resistir com soluções novas ?
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