Escolher pessoas ou escolher pessoas pela rejeição?
Se em Portugal existissem círculos uninominais correspondentes aos concelhos, os deputados eleitos em 2011 seriam como mostrado na tabela (exclui Açores e Madeira). O que representa melhor as pessoas, os que escolheram ou os 3º e 4º classificados num dado círculo eleitoral?
Em qualquer dos casos, para a existência de círculos uninominais, seria necessário refazer os próprios círculos e a lei eleitoral, a tal que obriga a estar bem caladinho no Sábado que antecede o grande dia, não vá uma pessoa mudar de ideias e votar mesmo bem.
Adenda: como o leitor Zé N. reparou – e bem – faltam 3 concelhos na minha tabela, que foi construída a partir de uma lista “grosso modo” de 2011. O post pretende ser meramente ilustrativo. Círculos uninominais não poderiam ser construídos com concelhos na sua forma actual (Barrancos, Alcoutim, Castelo de Vide, etc, nunca poderiam eleger o mesmo número de deputados que Lisboa, Sintra, Gaia, Porto ou Cascais).

e se os cadernos eleitorais correspondessem à realidade?
mais de um milhão de leitores-fantasma (muitos deles nem sequer sabem que estão recenseados e foram vítimas de “espertezas” das juntas de freguesia) é uma enorme contribuição para adulterar resultados.
mas em relação a este facto, todos muito caladinhos…
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Silêncios sabidos.
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Eu continuo a defender os círculos uninominais e a alteração da lei eleitoral. Acrescentando uma lei que permitisse regular o nosso “sistema partidário”, numa tentativa de restituir a confiança nos políticos (futuros, porque para os atuais o esforço seria sobre-humano).
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Onde foi buscar 275? (não seriam 278?)
Barrancos e Sintra (por exemplo) têm o mesmo peso?
Eu até acho que valeria a pena tentar círculos uninominais, mas é bom que o resultado final seja representativo do eleitorado nacional.
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Tem razão, deixei uma adenda.
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Deixemo-nos de círculos, vamos beber um “pingo”.
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O problema dos círculos uninominais é que, se por um lado nos círculos competitivos os candidatos têm mesmo que fazer campanha junto dos eleitores e preocupar-se com eles, aparecem inevitavelmente bastantes círculos que vão sempre para o mesmo lado (através de gerrymandering, se necessário).
Depois é uma questão de enfiar os amigos nesses círculos, e voltamos ao problema dos “cabeças de lista” que são eleitos independentemente do mérito. Os candidatos inexperientes são atirados para círculos difíceis, se forem eleitos e se portarem bem, se se tornarem figuras no partido, são promovidos para círculos mais facis.
Isso é bastante claro no UK, onde quase metade dos lugares estão basicamente atribuídos logo à partida. E é a esses que se candidatam os líderes do partido, os potenciais ministros, etc. Aliás, isto é essencial para formar governo, porque é suposto todos os membros do governo serem parlamentares.
A forma romântica de olhar para isto é que os ministros foram eleitos por voto directo no “seu” círculo. Mas na prática alguém do partido lhes ofereceu uma eleição fácil.
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Inscreva-se no PSD depressa. Eles estão a apreciar o seu trabalho 😂
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Noto que acha que outros acharão a democracia cómica. Deixe-me adivinhar: verdadeiro democrata.
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Nuno, exactamente. “O problema dos círculos uninominais é que, se por um lado nos círculos competitivos os candidatos têm mesmo que fazer campanha junto dos eleitores e preocupar-se com eles,…”
Isso é o que todos os obviamente pseudo-deputados da Nação, desde o 25 de Abril, nunca fizeram.
Nunca foram eleitos directamente pelos eleitores.
Foram apenas eleitos pelas respectivas elites partidárias que afinal representam.
O resultado está, e vai continuar, à vista.
Isto nada tem a ver com o valor pessoal, ou não, de todos quantos passaram pela AR. Sendo que muitos até foram, ou são, figuras com méritos.
Com o formato uninominal teria havido uma natural selecção de personagens e sobretudo de políticas…
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“…. nos círculos competitivos os candidatos têm mesmo que fazer campanha junto dos eleitores e preocupar-se com eles,…”
Então quer que os políticos se preocupem com os eleitores!?
Ainda não perceberam o que é a política?
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