O povo escolheu
17 Junho, 2015
O governo grego foi eleito democraticamente. O governo grego continua a contar com apoio interno. Não há manifestações contra o governo grego nas ruas de Atenas. Ninguém pede novas eleições na Grécia. Logo a única coisa que está em causa é se os contribuintes e eleitores dos outros países da UE têm de continuar a pagar o projecto que os gregos votaram.
34 comentários
leave one →

quanto é que a helena pagou?
pediu factura?
e descontou no irs?
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Portugal tem na Grécia mais de mil milhões de euros da quotização do primeiro programa de resgate na dívida pública.
Porque terão de ser os outros a pagar os vícios gregos? Quando lá estava o SAMARAS falava-se já de superávite e de crescimento. Querem ser d’esquerda caviar? Não me peçam os tostões para o pagar.
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quanto é que este sítio tem no bpn e quanto vai ter no bes?
e nos swaps? e nas ppp’s?
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Mande as perguntas em carta para Évora. O 44 pode responder-lhe.
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Os gregos a seguir vão votar se querem um astronauta na Lua ou em Vénus.
Espero que votem em Lesbos.
Sempre era mais grego.
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Tem toda a razão, não podia concordar mais. Só uma nota: os restantes “eleitores” pagam ao abrigo de tratados assinados pelos seus democráticos representantes (mesmo com proto-chapeladas com o referendo irlandês), pelo que não se podem queixar. Ou melhor, podem: fazem como os gregos e elegem outros.
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“O governo grego foi eleito democraticamente.”
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O que prova que a democracia é um grande embuste. E já desde os tempos de Péricles.
Aristóteles dá-nos testemunho disso quando diz que a democracia descaiu rapidamente para a corrupção.
Ou seja, a democracia é a mãe da corrupção e é a pior tirania que existe.
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Não me diga, afinal a Coreia do Norte é uma democracia e eu não sabia…
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Eu desenvolvo:
Um candidato a uma eleição só tem interesse em ser eleito se poder exercer o poder de escolher os seus amigos/familiares/compartes para as vantagens do poder.
Um Presidente de camara não foi eleito para contratar como psicóloga a sobrinha do candidato do partido que perdeu as eleições. Contratará a própria filha.
A democracia, entendida como o exercicio do poder por quem tem mais votos obrigatoriamente conduz ao sectarismo e ao nepotismo.
Dir-se-á, mas a ética pode e deve regular essa tentação nepótica.
Certamente. Mas se recorremos à ética, então a ética dispensa a ida às urnas.Pois a ética permitiria escolher o mais apto e honesto para governar, dispensando a eleição.
Por isso, tem razão PIErre: “a democracia é a mãe da corrupção”.
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Segundo a ensaísta que escreve este post, as nações devem de parar de fazer eleições internas.
Basta os países votarem, para o parlamento europeu.
É isso que a senhora quer dizer?
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Na realidade devia ser assim.
Mas para isso seria necessário que todos tivessem a mesma moeda, que todos tivessem a mesma política fiscal e social e que não houvesse barreiras de espécie nenhuma.
Em suma uma nação chamada Europa.
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Que tamanha ingenuidade…
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A história mostra-nos que quanto mais o poder se centraliza, mais as injustiças se agudizam. O poder deve ser essencialmente local, onde a democracia funciona muito bem, e as localidades devem eleger representantes (nominalmente e com possibilidade de recall) para órgãos mais abrangentes: a nível nacional e transnacional. Essas câmaras não devem ter grandes poderes.
Democracia em instâncias não locais, e logo não fiscalizadas pelos eleitores directamente dá sempre em nepotismo e em oligarquia de algumas famílias iluminadas e, como vemos, imunes às consequências de tudo o que fazem.
O governo nacional não deve ter poderes executivos para além da diplomacia e da defesa nacional. Até mesmo as estradas podem ser negociadas município a município e essencialmente pagas pelas comunidades que as desejam ver construídas.
A democracia no macronível é perniciosa e gera uma extensa e privilegiada burocracia. É, por isso, economicamente ineficiente e uspaldas dos cida E como prova ininvocosda nossa dívida e a csfiscalfiscal que temos
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Muito obrigado.
Até mesmo as estradas podem ser negociadas município a município
No caso português (passe o pessimismo) a A1 ainda não tinha passado de Sacavém.
Recorde o caso do TGV, ainda estava no papel e já eram às dezenas as reclamações dos senhores autarcas contra o traçado.
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A maior parte das reclamações de trajetos era por não passar nas suas coutadas. Ou contadas.
Se houver a possibilidade de recall elections os autarcas afinarão. As pessoas querem geralmente o melhor para si, a primeira estrada, e não querem pagar a estrada paralela, como a A17 e a A13, de dúbios retornos. Antes de governos determinarem como as estradas deveriam ser cientificamente construídas, estas já o eram, mantidas pelas comunidades locais que delas usufruiam e que nelas viam passar o comércio.
A democracia funciona bem a nível micro. Após esse nível, apenas uma república constitucional com parcos poderes executivos beneficia os cidadãos sem os acangalhar.
As câmaras superiores apenas devem aprovar legislação básica e radicial comum, como por exemplo direitos civis. Nem poder para determinar impostos devem ter. Isso deve ser decidido no nível micro, e as contribuições para os órgãos trans municipais devem ser decididos por estes mesmos municípios, sendo que a única base deve ser a proporcionalidade (quanto à população, ao produto interno ou à riqueza corpórea, conforme o que decidirem).
A vantagem seria esta: quem tentasse aumentar o estado supramunicipal estaria a dar um tiro no pé, pois seria corrido pelos seus próprios eleitores.. E quem tentasse fazer cama política para se aboletar facilmente passaria ao rodapé dos livros de história.
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Muito obrigado.
Deve funcionar bem nalguma ilha da Micronésia.
E porque é que não funcionaria aqui?
Porque a matéria prima é constituída por portugueses, como eu e o senhor.
Não vale a pena acreditar em milagres.
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Onde raio foi buscar essa conclusão. A ensaísta só diz que a maioria dos Gregos escolheram de viver dos empréstimos e não pagar.
E que depende dos outros aceitar tal.
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> “É isso que a senhora quer dizer?”
Precisa reler (calmamente, respirar 10 vezes antes de ler cada parágrafo, fazer exercícios de yoga antes de iniciar tamanha dificuldade de leitura). A resposta está lá.
O histrionismo syrizanoidal típico da caviar esquerda é sempre cultivado pela adoração da Demagogia.
“A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais.” Já dizia o grego Aristóteles…
A degeneração democrática tem um nome, aplicado por Políbio, um dos sucessores de Aristóteles na linhagem de grandes autores políticos. Trata-se da oclocracia, a ditadura da ralé. Mesmo quando a ralé é doutorada ao quadrado…
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Todos os governos eleitos democraticamente, têm contra si uma parte importante do seu povo.
Para não ir mais longe, basta o caso português.
Mas estar contra esse governo não significa andar aos berros na rua (excepto para o partido comunista desse país) pois se foi democraticamente eleito deve governar enquanto tiver poder para isso.
É portanto existem (não sei como é lá na Grécia) poderes acima de um simples governo.
Deixemos os gregos dizerem de sua justiça quando for o tempo dela.
Entretanto valia a pena reparar que já se fizeram muitos filmes em que num bote à deriva há mais gente do que comida.
Talvez fosse altura de os verem e recordarem alguns finais.
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Com que então a as greves na TAP , CP, na Carris , na saude, no ensino, da admistração publica, dos juizes, do ministério público , os indignados, é tudo comunistas ,hein…
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Que trapalhada.
Quando é que foi essa greve do Ministério Público e dos Juízes?
E sim, tirando a TAP todos os sindicatos referidos são da CGTP/PCP.
E mesmo na TAP que tem trezes sindicatos a maioria é.
Se não quer acreditar no que todos vêm, é lá consigo.
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Fado voce cada vez está mais pateta :
http://www.asjp.pt/2013/11/25/ministerio-publico-faz-hoje-greve-e-juizes-mantem-ameaca-de-paralisacao/
Quanto ao resto nem merece comentário…
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Muito obrigado.
Foi horrível essa greve, nem houve pão nas padarias.
Ainda bem que não coincidiu com a do Metro, na volta parava o País.
Incrível como os telejornais não abriram com essa notícia.
Por curiosidade, vossa senhoria pertence à classe?
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Não tem de quê, disfarce o tombo e o rabo dorido, de quem presunçosamente acha que os factos se resumem ao seu achismo, e verifique as coisas antes de “abrir a boca” para não se tornar em mais um idiota funcional. A não ser que seja esse a seu desejo.
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E também ficamos a saber pelo fado, que o recurso à greve em Portugal e interesse corporativo é actividade exclusiva de comunista…
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Muito obrigado.
Não estou nada dorido, como também não devem estar os utentes dos senhores do ministério público a quem tão insignificante greve produziu os mesmos efeitos que um dia de grande labuta.
E por isso nem eu nem eles demos pela ausência de tão importantes personagens.
Nem as televisões, veja lá.
Que ingratidão perante tão úteis e afanosos trabalhadores.
E estavam em greve porquê?
Para os prazos serem dilatados até um século?
Conte-nos, por favor.
E sobre os sindicatos filiados na CGTP/PCP tem algo a dizer oi acha que é apenas a justa luta pelos “direitos adquiridos”?
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Já agora o estado Português, já emprestou algum dinheiro à Grécia?
Não, foi pedir emprestado, para emprestar, em suma são uns imprestáveis.
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Sim já.
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Os contribuintes e eleitores gregos decidiram democraticamente não pagar…
Os contribuintes e eleitores dos outros países devem decidir democraticamente pagar, ou não pagar, a dívida da Grécia.
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O CONTRIBUINTE/CONSUMIDOR TEM DE SER DOTADO DUMA MAIOR CAPACIDADE NEGOCIAL
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Existem empresários que compram empresas concorrentes com o objectivo de obter um certo domínio num determinado segmento do mercado… depois… ao alcançarem um certo domínio no seu segmento de mercado, forçam os fornecedores a baixar os preços, isto é, ou seja, reduziram a capacidade negocial do fornecedores.
Existem políticos/marionetas que fazem o mesmo tipo de trabalho: leia-se, privatizam empresas estratégicas com o objectivo de reduzir a capacidade negocial do contribuinte/consumidor… beneficiando, desta forma, certos grupos económicos.
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Exemplo 1: Há alguns anos atrás quiseram introduzir taxas em cada levantamento multibanco… todavia, no entanto, o banco público C.G.D. apresentava lucros sem ser necessário mais uma taxa… o pessoal que queria introduzir mais uma taxa lá teve de amochar!…
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Exemplo 2: A EDP Renováveis vende a energia eólica a 60 euros o MWh em Espanha, nos Estados Unidos a cerca de 50 euros, e em Portugal vende a 100 euros… o contribuinte/consumidor, de mãos-atadas, tem de comer e calar!
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RESUMINDO: uma empresa pública em concorrência no mercado, a apresentar lucro, confere ao contribuinte/consumidor uma elevada capacidade negocial!
CONCLUINDO: por meio de referendo o contribuinte/consumidor deve decidir em que segmentos de mercado deve existir a concorrência de empresas públicas, isto é, ou seja, o contribuinte/consumidor deve decidir em que segmentos de mercado deve possuir uma maior capacidade negocial.
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Anexo:
Já há alguns anos que aqui o je vem divulgando Direitos que considera serem importantes:
1- O Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones : ver blog “http://separatismo–50–50.blogspot.com/”.
2- O Direito à Monoparentalidade em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas: ver blog “http://tabusexo.blogspot.com/”.
3- O Direito ao Veto de quem Paga: ver blog “http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/”.
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Peço desculpa , isso que enunciou, faz parte do manifesto do seu partido ?
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lol
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Embora existam por aí teorias altamente giras… o ‘business’ aqui do je vai continuar a ser tão somente – e já não é nada pouco – a mobilização das pessoas que se interessam pela salvaguarda de Direitos (1-…, 2-…, 3-…).
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A Grécia tem um PIB mais ou menos idêntico ao da Rep. Checa e a diversos países de todo o planeta, com alguma pesquisa arranjam-se alguns da Europa, América Latina e Ásia. No caso da Rep. Checa o salário mínimo deve ser inferior a 400 euros, ora os gregos tinham um à volta dos 750 euros, 3 subsídios por ano, e reformas mínimas muito mais altas que as nossas ou as checas. Se a UE aceitar pagar o estilo de vida grego os portugueses calar-se-ão pois está tudo burro com a comunicação social que temos, mas na Europa de Leste e do Norte a música será outra e veremos os extremistas a subir e o povo revoltado. Os gregos não aceitam que o salário mínimo que têm é demasiado alto para a produtividade que têm, ou que gastam demasiado em reformas. Temos pena, terão a ilusão da máquina impressora. Nunca ficarão ricos com o turismo e não vai haver o crescimento que por aqui dizem. Bem podem ter outra moeda que os problemas estruturais continuam lá. Crescerão até certo ponto depois da queda que vão ter mas em termos relativos ficarão ao nível da América Latina e não da Europa Ocidental, nunca haverá convergência.
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Como já não estamos sob intervenção, se houver mais uma lista de casamento para os helenos iremos ter de contribuir com uma torradeira das mais caras.
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