Aqui chegados, dificilmente as coisas ficarão como dantes.
Seja qual for o desfecho.
Ao contrário do que tentaram fazer passar, os gregos não só continuam a apoiar o governo como até se orgulham dele.
Lamento muito dizê-lo, mas eu sinto-me muito mais bem representado por Tsipras do que por Passos.
Este ajoelhou perante os especuladores.
Aquele recusa-se a fazer pagar ao povo os desmandos dos especuladores e dos corruptos.
Seja qual for os desfecho, Passos deveria corar de vergonha!
À covardia do nosso governo, o governo grego responde com coragem e dignidade.
Eles não são os verdadeiros responsáveis pela dívida.
Já os nossos governantes não poderão dizer o mesmo.
Há sempre uma razão!…
É incrível como a direita critica de Uniões Sovieticas se transformou na beata da nova união, desta feita europeia. Da qual é impossível dissidir… Ao cidadão exige-se responsabilidade para lidar com más decisões de investimento (BES?), já o credor tem de ser protegido das más decisões na atribuição de crédito…
O quê? Então não é um matriarcado que deve ser combatido eficazmente sustendo a respiração e morrendo no processo? Eu concordo consigo: estou mesmo a ver alguém lá na UE a dizer “vai chamar mãe a outro”.
Alguém lá na UE dizer “vai chamar mãe a outro” seria um bom sinal. Ponto de partida para negociar entre adultos um equilíbrio presente para as irresponsabilidades passadas (mutuas)… Ou não, e cada um segue a sua vida e sara como pode as suas feridas.
Esta situação grega é tratada por muitos comentadores, com um distanciamento temperado de desumanidade, que é quase criminoso. Parece que não se trata de problemas de pessoas nossas irmãs. Para muitos, parte-se do princípio que os credores, mesmo vendendo o produto ao preço que lhes era favorável, têm sempre razão. Quem está por cima, pode pisar, com toada a força que entender. Não estamos formatados para a fraternidade. Cultivamos a desigualdade e a mania de que somos sempre melhores que os outros. Esta civilização, por este caminho, está condenada. Possivelmente, não tenho razão, pois não posso ser um iluminado e melhor que outros. No fundo, somos todos farinha do mesmo saco, embora repentinamente possamos ter alguns momentos de lucidez.
A realidade é que a Grécia pertence ao corpo da Europa. No fundo, sejam as democracias que governam a seu gosto ou as ditaduras a contragosto, como diz o Variações, o corpo é que paga. É preciso aprofundar as relações entre os países da UE, pois isto não é uma guerra, entre bonzinhos e cumpridores e malandros que não querem cumprir. Os gregos, muitos deles, tal como muitos portugueses, estão com fome e isso não abona a União Europeia. Eu não posso ser feliz, mesmo que viva bem, se o meu vizinho estiver em dificuldade. Se não tivermos tal compreensão, não passamos de animais selvagens. Posso estar errado, pois, para muitos, isto é um salve-se quem puder.
Assim é difícil. Mas a juventude é lutadora e, mesmo que não esteja no caminho certo, por que é repentina, investe sempre. É preciso amadurecer o fruto para dele se tirar o melhor proveito. Não podemos ter tudo: juventude e experiência. Um abraço lusitano.
Infelizmente o seu discurso não vende neste mercado em que só se valoriza a competitividade, o lucro, o consumo e o crescimento ad eternum.
Mas o seu discurso da solidariedade há de vingar, porque é o que se coaduna com a nossa natureza humana.
Porque somos pessoas.
Porque não somos bichos.
Pois, mas a Europa, à pergunta “porque me bate” deve responder:
-Se não fostes tu, foi o teu Pai
GostarGostar
Aqui chegados, dificilmente as coisas ficarão como dantes.
Seja qual for o desfecho.
Ao contrário do que tentaram fazer passar, os gregos não só continuam a apoiar o governo como até se orgulham dele.
Lamento muito dizê-lo, mas eu sinto-me muito mais bem representado por Tsipras do que por Passos.
Este ajoelhou perante os especuladores.
Aquele recusa-se a fazer pagar ao povo os desmandos dos especuladores e dos corruptos.
Seja qual for os desfecho, Passos deveria corar de vergonha!
À covardia do nosso governo, o governo grego responde com coragem e dignidade.
Eles não são os verdadeiros responsáveis pela dívida.
Já os nossos governantes não poderão dizer o mesmo.
Há sempre uma razão!…
GostarGostar
Quando lhe congelarem as contas bancárias, muda mais depressa de opinião do que Jesus de clube.
GostarGostar
Era bom se fosse uma birra. Mas é mesmo uma tragédia.
GostarGostar
Mãe?! Qual mãe? De quem? Sintomático…
É incrível como a direita critica de Uniões Sovieticas se transformou na beata da nova união, desta feita europeia. Da qual é impossível dissidir… Ao cidadão exige-se responsabilidade para lidar com más decisões de investimento (BES?), já o credor tem de ser protegido das más decisões na atribuição de crédito…
Deal with it.
GostarGostar
O quê? Então não é um matriarcado que deve ser combatido eficazmente sustendo a respiração e morrendo no processo? Eu concordo consigo: estou mesmo a ver alguém lá na UE a dizer “vai chamar mãe a outro”.
GostarGostar
Alguém lá na UE dizer “vai chamar mãe a outro” seria um bom sinal. Ponto de partida para negociar entre adultos um equilíbrio presente para as irresponsabilidades passadas (mutuas)… Ou não, e cada um segue a sua vida e sara como pode as suas feridas.
GostarGostar
Esta situação grega é tratada por muitos comentadores, com um distanciamento temperado de desumanidade, que é quase criminoso. Parece que não se trata de problemas de pessoas nossas irmãs. Para muitos, parte-se do princípio que os credores, mesmo vendendo o produto ao preço que lhes era favorável, têm sempre razão. Quem está por cima, pode pisar, com toada a força que entender. Não estamos formatados para a fraternidade. Cultivamos a desigualdade e a mania de que somos sempre melhores que os outros. Esta civilização, por este caminho, está condenada. Possivelmente, não tenho razão, pois não posso ser um iluminado e melhor que outros. No fundo, somos todos farinha do mesmo saco, embora repentinamente possamos ter alguns momentos de lucidez.
GostarGostar
Ninguém obriga a Grécia a nada. Nem a pedir emprestado, nem a pagar o que já pediu. Não é possível amar quem aponta a arma à sua própria cabeça.
GostarGostar
A realidade é que a Grécia pertence ao corpo da Europa. No fundo, sejam as democracias que governam a seu gosto ou as ditaduras a contragosto, como diz o Variações, o corpo é que paga. É preciso aprofundar as relações entre os países da UE, pois isto não é uma guerra, entre bonzinhos e cumpridores e malandros que não querem cumprir. Os gregos, muitos deles, tal como muitos portugueses, estão com fome e isso não abona a União Europeia. Eu não posso ser feliz, mesmo que viva bem, se o meu vizinho estiver em dificuldade. Se não tivermos tal compreensão, não passamos de animais selvagens. Posso estar errado, pois, para muitos, isto é um salve-se quem puder.
GostarGostar
Outro país que pertence ao corpo da Europa é a Albânia.
GostarGostar
Assim é difícil. Mas a juventude é lutadora e, mesmo que não esteja no caminho certo, por que é repentina, investe sempre. É preciso amadurecer o fruto para dele se tirar o melhor proveito. Não podemos ter tudo: juventude e experiência. Um abraço lusitano.
GostarGostar
Infelizmente o seu discurso não vende neste mercado em que só se valoriza a competitividade, o lucro, o consumo e o crescimento ad eternum.
Mas o seu discurso da solidariedade há de vingar, porque é o que se coaduna com a nossa natureza humana.
Porque somos pessoas.
Porque não somos bichos.
GostarGostar
Somos poucos, mas a fraternidade há-de vencer.
GostarGostar
O Sol brilhará amanhã.
https://www.ipma.pt/pt/index.html
GostarGostar
O sol brilha todos os dias. É preciso estar atento. De contrário, a vida serve para quê?
GostarGostar