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Que lógica tem proteger um dador, remunerado, por muito que se vá dizendo que recebe apenas pelas despesas médicas, mas deixar vulnerável uma mulher que provavelmente deu em segredo o filho para adopção?

20 Junho, 2015

Isabel Stilwell sobre o novo Regime Jurídico da Adopção, em discussão na AR, que prevê que aos 18 anos os adoptados possam ter acesso à informação sobre a sua família biológica sem a intervenção de um juiz com uma  única e perturbante excepção: os “filhos” dos dadores de esperma e óvulos. Justifica um especialista ouvido pelo jornal: “Partiu-se do princípio de que o anonimato facilitaria a angariação de dadores.” E acrescenta: “Mais: anularia o risco de a pessoa assim gerada depois bater à porta do dador e perturbar a sua vida familiar.” (…)  Protege-se o casal que recorreu a dadores, mas deixa-se a família que acolhe uma criança rejeitada, abandonada ou maltratada sujeita à chantagem de uma família biológica que rejeitou, abandonou e maltratou? Considera–se que são pais verdadeiros aqueles que amam e criam, transforma-se legalmente aquela criança num filho biológico, mas afinal o importante é conhecer a “verdadeira” família? Permite–se que, sem a ponderação que se espera de um magistrado, um impulso aos 18 anos resulte na cruel descoberta de um relatório de tragédias sórdidas?

 E que lógica ética tem proteger um dador, remunerado, por muito que se vá dizendo que recebe apenas pelas despesas médicas, mas deixar vulnerável uma mulher que provavelmente deu em segredo o filho para adopção? Não pode ser a sua vida familiar perturbada por um filho indesejado que lhe bata à porta? Talvez os senhores que querem alterar a lei tenham pensado muito bem nisto tudo, mas eu vou ter de pensar mais.

5 comentários leave one →
  1. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    20 Junho, 2015 19:49

    As leis da Natureza estão a ser subvertidas.

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  2. mg's avatar
    20 Junho, 2015 20:35

    São estes os “humanistas” que andam constantemente a bater no peito em nome da “dignidade humana” ? Mas que tratam as pessoas e a vida humana como meros objectos juridicos, e como produtos para consumo.

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  3. Vladomiro, o Conspirador's avatar
    21 Junho, 2015 00:17

    A excepção é “muito compreensível” de modo a evitar que 2 pessoas que acasalaram e procriaram descubram que são meios-irmãos, filhos do mesmo dador de esperma ou óvulos!

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  4. gato's avatar
    gato permalink
    21 Junho, 2015 12:39

    São filhos que não sabem quem é o pai…

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  5. josephvss's avatar
    22 Junho, 2015 15:21

    Isto é o gayzismo…..

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