Tudo normal (II)
Victor, não me parece que o referendo grego seja uma «capa de democracia», mas sim algo absolutamente necessário: se a esquerda radical e o seu parceiro foram eleitos com base no pressuposto de não aceitarem mais medidas de austeridade, na eminência de obterem um acordo que implica essa mesma austeridade, lógico será que tenham de dar novamente voz ao povo para que este se pronuncie, de forma a não violarem a delegação de poder democratica que receberam. Mal seria se assim não fosse.
Sobre o eventual objectivo de Tsipras de « rebentar com o bloco europeu», parece-me à partida imagem demasiado simpática vê-lo com um David face a Golias. Tanto mais sabendo que o jovem David após tal feito ascendeu a Rei de Israel, ao passo que me dá a sensação que ainda que Tsipras consiga tal propósito, será certamente em vão, pois que o seu país é que ficará derrubado e em muito maus lençois, ao passo que os membros do «Golias» até provavelmente ficariam melhor sem tal pendura pedincha.
Mas é como eu disse, independentemente do que decida o povo grego, nada obriga os restantes povos a aceitarem ou a terem de se conformar com esse resultado. A democracia é igual para todos e por via parlamentar ou via referendária, também os outros povos poderão legitimamente entender que já chega ou de nada serve mais empréstimos e perdões.

Uma coisa são as contas de mercearia outra a política e estratégica.
eles jogam com a segunda para lhes pagarem as contas de mercearia.
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E, na verdade, até lhes têm pago. A mentira é muito antiga. Há mais do que uma geração que só conhece a mentira e a tome por verdade.
Por cá a coisa anda próxima mas não é sequer por necessidade estratégica .
É darem o poder à escardalhada e vão ver que nem como gregos são tratados depois.
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Se foram eleitos com mandato para rejeitar a austeriade, o lógico seria que rejeitassem um acordo com austeridade sem convocar qualquer referendo. Se acham que este é o melhor acordo possível apesar da austeridade, lógico seria que o referendassem apelando ao “sim”. Se não concordam com a austeridade do acordo, lógico seria que se demitissem, porque um acordo com austeridade demonstra o seu falhanço.
Em qualquer dos casos, tiveram 4 meses para chegar a acordo, para referendar um acordo, para preparar as contingências. Depois de chegarem atrasados a todas as reuniões, vão fazer um referendo 5 dias depois do prazo. Se o sim ganhar, a proposta referendada não é válida e tem que ser renegociada. Se o não ganhar, como pedem, dizem que vão negociar uma proposta melhor, e que não vão abandonar o Euro.
É isto a democracia, Gabriel?
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Esquece-se de que eles também foram eleitos defendendo a manutenção na moeda única. Ora, se a situação actual os coloca perante a hipótese de terem que sair do euro, claro que eles querem saber a opinião do povo (aliás, o Tsipras já disse que se demite no caso da maioria votar “sim”). Não o fazerem, era colocarem-se no mesmo nível dos “Holandes” e “Passos Coelhos” deste mundo, ou seja, mentirem.
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“Esquece-se de que eles também foram eleitos defendendo a manutenção na moeda única. ”
Eles, como o Parodiante de Lisboa, prometeram tantas coisas, que é impossível saber-se o que realmente levou os Gregos a darem-lhes a vitória. É até perigoso pensar-se que alguém sabe mesmo porquê que votaram neles.
As sondagens gregas, desde há muito tempo, mostram dois sentimentos contraditórios. Por um lado opõem-se à austeridade mas por outro nã abdidam do euro.
E aqui, já concordo com quem diz que, se eles não conseguem chegar a um acordo sem pôr em causa a participação na moeda única, então que se demitam. Ou melhor, já se deviam ter demitido há muito.
O problema é que o Syriza é contra o euro e contra a UE. Deram o flanco para ganhar as eleições e agora estão de novo com as mesmas ideias de antes. Contra a UE e contra a moeda única.
Como querem sair do euro subrepticiamente usam estes estratagemas ditos democráticos. E um referendo promovido pelo PASOK era “anti-democrático”. O de agora é consular as populações. lol
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A vida seria fantástica se fosse a “preto e branco” como o anti-comuna defende. Mas não é. O Syriza, tal como o “nosso” Bloco de Esquerda ou o recém formado Livre, são, mesmo, pela manutenção no euro. Isto porque, ao contrário do que simplisticamente alguns lhe chamam (ou porque dá jeito, ou porque se fixaram no percurso político de alguns dos seus nomes), eles não passam de sociais-democratas com um programa keynesiano. Veja que o Durão Barroso também começou a impedir o embarque de soldados para as colónias e a debitar as citações do “camarada” Mao. É a vida…
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Olha aqui, ó tosco, até este xuxa vê
http://causa-nossa.blogspot.pt/2015/06/suprema-burla-3.html
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Parece estar esqudcido quer pelo Gabriel quer pelo Almeida que o Tsipras quase chamou nomes a Papandreu quando este propôs um referendo.
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Zazie:
A que propósito vem a citação do “catecismo”?
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Lucklucky:
Provavelmente está a confundir com esta proposta de referendo:http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/papandreou_admite_coligacao_com_o_syriza_mas_quer_referendo_em_troca.html
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Que catecismo?
O Vital é xuxa, o catecismo é que não parece ser o teu.
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Tem razão: não gosto de “catecismo”. Cometem o “pecado” do simplismo.
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Espera ai, que eu vou correr ao meu banco e ameaçar que me recuso a pagar o que devo e exigir que rasguem o contrato que assinei para a compra de casa, carro e passeatas no estrangeiros, e me façam um novo contrato garantindo-me o perdão de metade da dívida, juros mais baratos e a amortização da dívida por 300 anos.
Eu sou o devedor, logo sou eu que dou cartas, certo?
Não é o que a canalha dos ‘piquenos’ que estão a meter a Grécia no fundão do poço estão a fazer, com os aplausos néscios da esquerdalhada lusa?
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Gabriel Silva,
Nem mais.
Os outros países que façam como que quiserem mas qualquer perdão da dívida da Grécia a Portugal deve ser liminarmente recusado pelo governo português ou ir a referendo.
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“A democracia é igual para todos e por via parlamentar ou via referendária, também os outros povos poderão legitimamente entender que já chega ou de nada serve mais empréstimos e perdões.”
Mas Vc. no texto anterior escreveu assim:
” terá de ser submetido à apreciação democrática dos parlamentos ”
Portanto, ninguém é obrigado a fazer um referendo a um acordo destes. Mesmo o governo grego poderá assinar um acordo e mesmo assim estar a respeitar as regras democráticas.
Dirá. Mas eles prometeram o contrário. Não, eles prometeram acabar com a austeridade. Mas o porquê que a população votou neles não sabemos. Pode ter sido por essas promessas ou outras. Ninfuém sabe.
Mesmo quando um governo viola as suas promessas eleitorais não quer dizer que esteja a violar os principios democráticos. Aliás, este mesmo Syriza foi contra um referendo semelhante proposto pelo PASOK. Hoje diz o contrário do que disse antes.
Um dos problemas, velhos como o tempo, é saber-se se uma Democracia aguenta este tipo de “democracia directa”. Se todos os Tratados fossem referendados, em vez de uma democracia tinhamos uma RGA. E quem diz um Tratado diz muitas outras coisas. Uma Democracia Representativa baseia-se na ideia que delegamos em alguém o poder de decidir por nós. Se formos um bocado radicais, é como passar uma procuração a um advogado. Confiamos em alguém que defenda os nossos interesses, por manifesta incapacidade nossa de o fazer por nós própios.
Quem disse que a Democracia é um regime perfeito e à prova de falhas?
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“Portanto, ninguém é obrigado a fazer um referendo (…)”.
Claro que não. Mas há países que fazem referendos para saber se uma rua deve ou não ter circulação automóvel (Áustria), outros para saberem se uma determinada área pode ter estabelecimentos abertos até mais tarde (Suíça). Há países em que os governantes levam mesmo a sério esse pormenor da “vontade do povo”. Manias…
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E em Portugal também se fazem muitos referendos locais. Até para saber se as calçadas devem manter-se ou não.
Mas isso não faz desses países mais democráticos do que aqueles que elegem representantes (ou se quiser, procuradores) para decidir pelas populações.
Eu, por exemplo, seria incapaz de votar muitas coisas, que não me julgo capaz de saber a melhor resposta a determinados problemas. Prefiro confiar em alguém, que possa tomar a decisão por mim. Agora é evidente que se a decisão for péssima, tenho-a que a aceitar. Fui eu que escolhi os decisores.
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Um voto nunca é um cheque em branco.
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“lógico será que tenham de dar novamente voz ao povo para que este se pronuncie, de forma a não violarem a delegação de poder democrática que receberam.”
Desculpe mas não concordo com esta sua afirmação.
Se vencer o SIM o Syriza terá de assinar o acordo (qual?) e depois demitir-se: não faz qualquer sentido governar na base de um acordo que, embora tendo aceitação da maioria da população, vai contra os seus princípios programáticos mais fundamentais.
Se vencer o NÃO não me parece que faça sentido continuar as negociações que, ao fim de 5 meses, não produziram resultados. Qualquer outro potencial acordo que viesse a ser conseguido com certeza que violaria os seus princípios e lá teria de haver outro referendo.
Ou seja. O Syriza já devia ter admitido perante o povo grego que não consegue obter um acordo com os parceiros que mantenha a Grécia no euro sem austeridade (ignorar as suas linhas vermelhas). Portanto, o melhor era irem para novas legislativas onde cada partido defenderia uma de duas opções:
a) sair do euro
b) aceitar negociar com imposição de alguma austeridade
Qualquer que seja a modalidade (referendo ou legislativas) eram estas as duas opções com que os gregos deviam ser confrontados. A vantagem das legislativas era que se decidia também quem devia governar com a alternativa escolhida.
Tal como está o referendo não resolve nada. A não ser que a UE ceda: e aí, chapeaux Syriza!.
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O Tsipras já disse que se demitia, caso vença o “sim”.
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Não me parece. Eles aceitariam a decisão da população. Mas não disseram que se demitiam. Foram dúbios, como é costume entre os comunas. Na altura decidirão o que querem fazer. O mais certo? Manter-se no tacho.
Em Portugal até o Camarada Bernardino se gaba de ser mais competente do que os tipos da troika. 😉
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Está aqui:http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4652290
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Agora diz que afinal pedem novo acordo com mais money por 2 anos.
É o que eu digo, estes retardados mentais mudam mais de planos que de roupa interior.
E a populaça vai votar ao segundo, de acordo com as palpitações syrizianas?
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É curioso… Ainda há pouco ouvi na TSF que foi o Juncker que tomou a iniciativa de avançar com nova proposta.
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Como v.s vivem ligados ao transistor, não sei.
Deve ter sido um deles, enquanto o outro foi à casa de banho.
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Mas se o teu problema é afirmar como quem cede é a UE porque o Syriza é só coerência e nem vacila, leva a bicicleta e monta-te nela mas tem cuidado e não caias.
É que se isto fosse feito por quaisquer outros que não tivessem etiqueta escardalha, eu queria ver o que chamvam.
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Isto é uma anedota. Só falta gritarem .óh mãe, óh mãe!
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“O Syriza, tal como o “nosso” Bloco de Esquerda ou o recém formado Livre, são, mesmo, pela manutenção no euro.”
Não, não eram. O Syriza, ou melhor, o Tsipras era contra o euro e até a UE. Da mesma forma que o PCP é contra a UE e o euro. Podem ser dúbios para não afastar o eleitorado moderado, mas este tipo que lidera a frente radical de esquerda era contra a UE. Como ainda são alguns dos que fazem parte desse movimento e até da própria coligação governamental.
Depois há outro problema. O euro tem determinadas regras. Quem quer entrar nele aceita as regras. Não pode pensar em entrar nele e depois mudar as regras ao nosso bel-prazer. Quer dizer, aí chegamos ao problema de quem tem mesmo poder efectivo.
Se não querem o euro com estas regras que saiam do euro. É simples.
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Não confunda. O equivalente ao nosso PC é, na Grécia, o KKE. Por outro lado, também não confunda ter sido contra a moeda única e querer sair dela. Contra o modo como o euro foi “construído”, houve gente de áreas políticas muito diferentes (João Ferreira do Amaral e Carlos Carvalhas, por exemplo). Defender, hoje, a saída pura e simples, é outra coisa.
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Foram contra mas o país entrou e a democracia implica respeitarmos a decisão dos nossos reprsentantes políticos.
Fui eurocéptico no inicio mas nunca acusei ninguém em Portugal de ser anti-democrático. Ou melhor, sempre considerei a arquitectura inicial do euro errada. Mas nunca acusei ninguém de ser anti-democrata só porque assinaram um mau acordo.
As regras de jogo do euro mudaram, para muito melhor e todos os países aceitaram. Quem não gosta do euro, que saia dele.
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“(…) e a democracia implica respeitarmos a decisão dos nossos reprsentantes políticos”.
FALSO! Implica que os representantes políticos respeitem a vontade maioritariamente expressa pelo povo. Por isso mesmo, um “representante”, deve estar, sempre, sob o mais apertado controlo.
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Os teus amigos em inglaterra tambem sao contra a ue. So uma pessoa burra apoia essa agremiacao de corruptos que é a ue.
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“Um voto nunca é um cheque em branco.”
Isso é apenas boutade. Na prática é. Desde que as regras constotucionais democráticas vigentes sejam cumpridas. Palavras bonitas leva-as o vento.
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Por isso estamos como estamos…
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E estamos melhor que a maioria do resto do mundo. Não é verdade?
E sobretudo estamos melhor que os gregos, quando antes estavamos quase ao mesmo nível. Não precisamos de teorias da jogatina para termos conseguido melhores condições que os gregos.
Ou seja, isto da teoria à prática vai uma grande distância. O grego das teorias até se vê grego. 😉
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Quando virmos economias a “mexer” e não apenas raciocínios contabilísticos, então veremos quem “tem unhas”.
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Obrigado pelo link, caro Almeida. Confirmo que o tipo nega-se a implementar um acordo com os europeus.
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Como vê, demite-se mesmo.
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Sim, confirmo isso. Inicialmente não foi isso que eu li. Obrigado pelo link.
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“FALSO! Implica que os representantes políticos respeitem a vontade maioritariamente expressa pelo povo. ”
Então o Hitler foi um grande democrata. 😉
Foi mesmo?
” Por isso mesmo, um “representante”, deve estar, sempre, sob o mais apertado controlo.”
Aqui concordo e o melhor é não lhes dar demasiado poder. Melhor que os controlar e fiscalizar é dar-lhes pouco poder. E assumir os riscos de viver numa sociedade um bocado, direi, caótica e imprevisivel.
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Como o anti-comuna acaba por concluir, o Hitler não foi um grande democrata 🙂 Pelo contrário: foi, de facto, eleito e, depois, teve rédea solta. O que (infelizmente) muitos fazem na nossa democracia.
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Mas na teoria, ele cumpriu a vontada da maioria. 😉
Está a ver o problema? Se fosse assim, lá se iam os imigrantes, os gays, os deficientes, etc. Não pode ser.
Dar-lhes menos poder e exigir menos deles. O que agora acontece ao contrário. Mal surge um problemazito qualquer, já pedem a intervençlão dos políticos. Por qualquer coisa menor, querem regular tudo e meter os políticos ao barulho. Não pode ser.
É a tragédia das democracias modernas. Não toleramos o risco de viver em Liberdade. Gulp
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Admitir que o Hiltler respeitou a vontade da maioria, implica aceitar que o povo alemão era constituído por uma maioria de assassinos. Não aceito. Não só tenho muito respeito pelo povo alemão, como penso que o Hitler fez o que fez, precisamente porque destruiu os mecanismos que o podiam controlar (acabou com a democracia).
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“Dar-lhes menos poder (…)”.
Nisto estamos de acordo.
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Como em todas as peças de teatro há o momento em que o pano cai.
No caso destes figurantes, patifes sorridentes, os espectadores têm por vezes a impressão de estar perante uma comédia.
Quando o pano cair todos perceberão que se trata tão só de uma tragédia.
Quantos serão gravemente atingidos.
A contabilidade vai demorar algum tempo a fazer.
Os patifes estão desde o primeiro dia a fazer com que seja o maior número possível.
É o desejo ardente dos seus sequazes em noutros lados.
Afinal voltamos ao princípio do quanto pior melhor, tão querido de certa esquerda.
Foram certeiros em criar um estado pária, parabéns!
O “optimismo” deles tem algum fundamento,por isso se riem a espaços
Veremos se se concretiza.
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“Admitir que o Hiltler respeitou a vontade da maioria, implica aceitar que o povo alemão era constituído por uma maioria de assassinos. ”
Interprete como quiser. Mas a maioria exprimiu-se pelo apoio à “resolução do problema judeu”.
Quem votou nele já sabia ao que ia.
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“The mass of ordinary Germans did know about the evolving terror of Hitler’s Holocaust, according to a new research study. They knew concentration camps were full of Jewish people who were stigmatised as sub-human and race-defilers. They knew that these, like other groups and minorities, were being killed out of hand.
They knew that Adolf Hitler had repeatedly forecast the extermination of every Jew on German soil. They knew these details because they had read about them. They knew because the camps and the measures which led up to them had been prominently and proudly reported step by step in thousands of officially-inspired German media articles and posters according to the study, which is due to be published simultaneously in Britain and the US early next month and which was described as ground-breaking by Oxford University Press yesterday and already hailed by other historians.”
in http://www.theguardian.com/uk/2001/feb/17/johnezard
Pior que saberem é desejarem acabarem com eles. Os judeus foram o bode expiatório ideal para atirar as culpas dos problemas na Alemanha. Todos sabiam. Uns lutram contra e tiveram o mesmo destino dos judeus ou foram ostracizados. Outros votaram no Hitler crentes que ele tinha a solução para o “problema judeu”.
Mesmo na Alemanha não me parece que existam bastantes dúvidas do desejo da população em acabar com os judeus. O que prova que as massas populares, em determinadas circunstâncias, podem ser autênticas máquinas asassinas.
Já os bolcheviques na Rússia quase obrigaram a comer as famosas criancinhas.
O Pol-Pot nunca teria conseguido exterminar 1/4 da população sem o apoio da grande maioria da população.
Para quem acredita cegamente no juizo das massas populares, saber-se disto, deve ser um choque. Mas não deviam. É que, nos EUA, até fizeram umas experienciazinhas nalgumas escolas e como era fácil transformar meros estudantes em autênticos ditadorizinhos e implacáveis máquinas dispostas a matar. Não é assim que se faz nos exércitos? Preparar homens normais para se tornarem em máquinas assassinas?
Custa a acreditar mas as coisas são como são.
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Almeida PERMALINK
30 Junho, 2015 15:46
Um voto nunca é um cheque em branco.
______________
Ná vezes, sabe,
é um branco em xeque . . .
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Raciocinem, caramba!
Um partidote sem clientela é alçado ao poder de repente,
um povo manhoso que quer viver à custa da Europa
prepara o golpe.
As “santas” almas vêm com o argumento cínico da
legitimidade democrática para dar força à chantagem.
O povo Grego merece o nosso respeito?
Merece?
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Ainda há uns meses te li aqui a dizeres a mesma coisa.
também querias aumentos na reforma e mais não sei quantos e até pensavas votar PS para teres essa pequena garantia pessoal.
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Almeida PERMALINK
30 Junho, 2015 16:30
” O que, infelizmente, muitos fazem na nossa democracia”
Nós estamos atentos e repudiamos os tristes profetas da desgraça.
OLHO NELES.
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anti-comuna PERMALINK
30 Junho, 2015 16:09
Quem não gosta do euro, que saia dele.
____
Aplaudo.
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Gabriel
O seu post pareceu-me equilibrado, o que me deixou estupefacto.
Fui consultar outros posts seus e, concordando mais ou concordando menos, mantive a impressão de ser alguém que pensa.
O que faz aqui, Gabriel?
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É bem verdade. Os posts do Gabriel têm iluminação, enquanto os outros são um jogo de sombras.
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Ainda não percebi porque é que a Zazie está contra os Jovens Gregos? Será que prefere os Jovens Turcos?
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Que jovens gregos?
Tu és suplente do LIVRE, não és?
Só pode.
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Sou um liberal à moda do Minho….
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Apesar da manifesta má fé negocial do Syriza, a única posição possível da Eurozona é a de respeitar a soberania grega. Eles sabem que o referendo aos 45 minutos do segundo tempo, não só tem custos directos altos como custos indirectos avassaladores com o incumprimento de facto, o controlo de capitais e colapso do sistema financeiro. Isto é tudo evidente para o pateta da teoria dos jogos, mas ainda assim decidiu jogar mais esta cartada.
Na pior das hipóteses no final fica com um país prontinho para as revoluções e lutas de classes que tanto gostam.
E enquanto isso a Europa só pode tentar desacreditar os irresponsáveis e esperar que os gregos queiram mudar de vida. Sendo que quanto mais tempo passa pior ficam os gregos e mais se esgota a paciência do resto da europa.
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Acho que a Grécia devia começar a usar os submarinos e os tanques que a Alemanha lhes vendeu, antes que aquilo enferruge. Há que ser empreendedor.
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Eu acredito nestes políticos gregos! Pela primeira vez, e apesar de terem o país destruído, sinto que têm VONTADE de melhorar o seu país. O resto é RUÍDO.
Os portugueses deveriam olhar para si próprios e reflectirem se, ao fim de 4 anos vivem melhor…..
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Naaaa, os portugueses continuam extremamente burros e vão votar PS. Passados uns meses percebem que não há diferenças entre o Costa e o Coelho e nas próximas legislativas votam novamente no PSD.
Basicamente, as coisas ainda têm que ficar piores antes de melhorar, ainda há muita gente a falar de barriga cheia(neste espaço então são mato).
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A questão é mesmo essa. Aqui há muita gente a falar de “austeridades”, mas que nunca sentiu.. falam de boca cheia!
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Os portugueses ate precisam de maus austeridade (cortes de ordenados e pensoes, aumentos nas compaticipacoes para a saude e educacao, TSU, IVA, IRS, etc.etc).. PPC precia de ir ainda mais longe. O povo quer mais umas boas arrochadas no lombo para poder finalmente gritar a plenos pulmoes: “Bate filho, que quanto mais me bates, mais eu gost de ti”.
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Se ganhar o ‘sim’ faz-se acordos com a UE. Se ganhar o não’ faz-se acordos a UE. Fica-se em queê ? Se a Grecia não quiser o que o Eurogrupo quere é corrida. O que o Eurogrupo quere é aue a Grecia mudqa todos os dias, então quando é que cumprem a ameaça do excomungar a Grecia ? As contradições, o jogo baixo, as chantagens etc
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são o habitual secular em qualquer negociação que lá na aldeia diriam de ‘aldrabões’ mas que afinal sõ de ‘negociadores’ etc e tal. Até o Maquiavel passou a coisa a livro, o que vinha já dos gregos, egipcios, sodomas, gomorras etc e não sei se dos maias, indios das américas ou dos amazinas, ou fulas ou dos arabes do deserto ou dos ……
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Sugere é que uma história muito mal contado por uns e por outros com “os amigos metralha” a dispararem tiros de polvora seca por todos os lados,
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para embasbacarem os de cá e de lá que vão pagar a conta toda, ganhe o sim, o não, o nim ou o penim. Uma tragédia grega num grande teatro ‘Euopa’ mas que podia ser no defunto Monumental ou Maria Vitória. Corriqueiro, só muda a publicidade e os cartazes hodiernamente mais informaticos, digitais & Cª Lda para o mesmo ser ‘diferente’.desiluminando o ‘taco’, o ‘canta joão, o ‘arame’, o ‘carcanhol’, quem ganha mais na coisa no lavar dos cestos; por ora por cá engracham-se os sapatos bem coladinhos a quem tem o money mas se a coisa virar afinal não era bem isso, era outra coisa, também queremos o nosso. Sem critica.
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Só o secular habitual em ‘tuga style’ em vez de ‘peloponeso style’ ou ‘boche style’ ou ‘frog style’ ou ‘beef style’ ou … ou ‘olhos em bico style’ ou ‘vodka style etc etc. Uma comédia, uma farsa. Só é pena deixar para alguns um lastro de miséria, desemprego e fome. Afinal também o habitual, o que nunca mais ninguém falará. Quem foi lixado que se lixe. Também historicamente secular. E vai daí de que como dizia o velho ‘capenga’ com a sua barriga de àgua e cinto pedurado no aparelho sexual para as calças mais ou menos não cairem e deixarem as partes fodengas à vista,
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Ora bem. Pois é, sobre, penso eu de que como dizia o outro que em vez de agua do Xiveve bebe do Douro.
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Ah falhou-me um detalhe,
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o inenarravel Capenga era o ‘mineiro’ que comandava o abrir poços a alvião, picareta e roldana, . depois do vedor c/ 2 raminhos de olveira sentenciar ‘o veio de agua está aqui’. E na festa era o juiz,
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Dos tempos que ainda há uns dias relembrei quando atirei com a minha descendencia para Minas Gerais e a grande S Paulo. aquele Aeroporto de LIsboa onde quando era puto iamos ao domingo ver os aviões e levantar voo e espreitar as ‘madames cá do sitio’ a embarcarem com o melhor tailleur de chapelames com penas de avestruz poruqe ir num SuperConstelation era outro ‘embasbacar’ o povolareu ‘ignorante’ … e hoje num Airbus 3 e troca o passo ou num Boeing 7 não sei quantos, a malta manda-se de calções, T-Shirt, Ténis e Ipad no bolso.
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Não é velhice, é a distancia naquele já de fora a mirar esta ‘candonga’ toda, hoje excepcional, mas tão façha por ilusões, tretas e cantadores de sonhos tão tão tão velhos e broncos como eu escutava no tempo do ‘botas’. Uns habilidosos e por tal a coisa está muito insegura para o Novo ser de facto novo.
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Mas isto não é chorar-me como aqueles putos das minhas idades que se piravam de Portugal porque os paizinhos cheios de massa os punham ao fresco nas Oropas para darem o salto da tropa. E eis que no 26 de Abril se me apresentavam como ideologicamente deram o salto por isto e por aquilo enquanto não davam banho ao cão.
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Dentre eles havia uns 0,1% que ideologicamente não bebiam nas polainas da bota do ‘botas’ …
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Sim dezenas de anos depois do 25 de Abril, a história começa a falar das hipocrisias e dos ‘artistas’,
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Sim o mundo está a mudar.
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A Oropa depois da ‘irrevrencia’ dos gregos já mudou pese o dia que disse e esceve aí,
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(essa coisa de extrema esquerda é treta, são outros perfis de homens que tanto podem estar na Direita como na Esquerda, que no caso acidentalmente apareceram embrulhados com emblema da extrema esquerda, que nada tem ver com ela nem com a nossa de trazer por casa,
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em substancia é outra gente, outros ‘pensares’, outros perfis …. surgem e surgirão pela Esquerda na Direita no Centro ou aqui ou acolá e que custam tanto à velharia como aos novatos velhos babuje das sobras da velharia já 80 e 90 que parece que só desaparecem tal qual o seu odiado. hemorragias ou não sei quantas como o botas, imitação até ao fim.
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Prontos mas até inté, todas as opiniões e defesas de causa de cima de baixo da esquerda da direita ou do meio ainda fazem parte do filme. No depois é que é o busilis. E ele estão tão em cima.
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