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eurosarilho

14 Julho, 2015
by

O euro é um enorme sarilho do qual a União Europeia sairá com dificuldade, se é que conseguirá sair incólume do problema que ela mesma criou. À esquerda e à direita já se entendeu, e nem sempre por motivos divergentes, que a unificação política de um bem – a moeda – que deveria obedecer às normais regras da concorrência de mercado, é um prejuízo para o Mercado Comum e não traz qualquer vantagem para a integração política.. Um dos pontos mais críticos, sobretudo à esquerda, é o predomínio que a Alemanha alcançou sobre as políticas do euro e a sua quase hegemonia financeira na União.

Não sendo as coisas exactamente assim, vale a pena recordar um pouco da história do euro e os factos que nos levaram até aqui. Apresentada nos termos precedentes, fica a parecer que a moeda única foi resultado de um masterplan imperial alemão para dominar a Europa, de que os restantes países foram vítimas inocentes. Nada de mais errado. Quem conhecer a história deste processo, não ignora que a Alemanha não tinha o mais pequeno interesse em abdicar da sua moeda – o marco -, que era a moeda europeia mais forte, ao tempo em que se decidiu enveredar pela moeda única, no final da década de 80 e no Tratado de Maastricht de 1992.

O que de facto sucedeu foi que o euro foi imposto à Alemanha como condição para a reunificação alemã. O raciocínio estratégico aplicado, da responsabilidade de Mitterrand e do governo socialista francês, foi que a Alemanha era já excessivamente poderosa para se reunificar e manter a sua soberania monetária intacta. Assim, fez-se à moeda alemã o que tinha sido feito, na década na década de 50 ao seu carvão e aço, com medo que aquele país se voltasse a rearmar: foram colocados sob a soberania de uma alta autoridade europeia supranacional, a CECA: a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Ou seja: a Alemanha poderia reunificar-se se abdicasse da sua soberania monetária absoluta e a passasse a partilhar com outros países da União, concretamente a França.

O resultado disto já todos o conhecemos: a Alemanha, fruto de diversos motivos, afirmou-se como a primeira potência europeia continental, com uma economia que prevalece sobre todas as outras economias da Zona Euro. A coisa correu mal para a França, é certo. Mas este país só poderá queixar-se de si mesmo.

39 comentários leave one →
  1. Ali Kath's avatar
    Ali Kath permalink
    14 Julho, 2015 11:25

    comemora-se hoje a ‘tomada da pastilha’
    difícil de engolir

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  2. João de Brito's avatar
    João de Brito permalink
    14 Julho, 2015 11:43

    Sempre admirei a disciplina e o rigor alemães.
    Mas, quando entramos para o euro, pensei e comentei:
    1. estamos a entrar num jogo que não sabemos jogar;
    2. a Alemanha, pela via da economia/euro, vai conseguir o que Hitler não conseguiu pelas armas.
    Meu dito, meu feito.

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    • Abre-latas's avatar
      Abre-latas permalink
      14 Julho, 2015 14:31

      Esses malandros dos alemães.
      Contribuições para o orçamento da UE:
      Alemanha paga 26 000 milhões, recebe 13 000 milhões (-13 000)
      Portugal paga 1600 milhões, recebe 6100 milhões (+ 4 500)
      França paga 21 800 milhões recebe 14 200 milhões ( -7 600)
      Reino Unido 14 500 milhões recebe 6 300 milhões (-8 200)

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        14 Julho, 2015 17:19

        Isso é a conta em tostões.
        Depois há o poder que essas contribuições atribuem e valem muito, a médio e longo prazo (e no caso dos automóveis logo a curto)

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    • PiErre's avatar
      PiErre permalink
      14 Julho, 2015 21:58

      “…vai conseguir o que Hitler não conseguiu pelas armas.”
      .
      O que é que o Hitler não conseguiu pelas armas?

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  3. manuel's avatar
    manuel permalink
    14 Julho, 2015 12:01

    Artigo ponderado e com substância. Sou a favor do euro, que funciona como uma espécie de padrão ouro, para países relapsos e pouco disciplinados como Portugal. Mas, se os países não querem ajustar os seus estados à dimensão da economia, depois de terem desperdiçado os dinheiros da CEE para a reforma estrutural da economia no sentido da competitividade e constatando que os países com excedentes não querem sustentar os que tem défices crónicos ( Portugal em 2014, despesas84728,8- receitas77011,9= défice de 7716,9 milhões), só nos resta a porta de saída que é a mesma da Grécia.

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  4. insider's avatar
    insider permalink
    14 Julho, 2015 12:08

    e agora, irão expulsar da “união” europeia o reino “unido”?
    que se recusa a contribuir para o “resgate” à grécia aos bancos gregos

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      14 Julho, 2015 12:21

      A UE e o Euro acabaram! Repito, acabaram!

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        14 Julho, 2015 12:34

        falta a certidão de óbito.

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      • Duarte de Aviz's avatar
        Duarte de Aviz permalink
        14 Julho, 2015 15:08

        Palpita-me que há um granbde exagero nas suas previsões. Todas as alternativas são piores.

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    • Churchill's avatar
      Churchill permalink
      14 Julho, 2015 17:20

      O Reino Unido ficou com a libra, porque é que haveria de pagar para a Grécia ficar no euro?

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        14 Julho, 2015 17:54

        Então mas as regras não são para cumprir? .

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        14 Julho, 2015 19:03

        Quais regras?
        As que o Tsipras inventou com o varofuck?

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  5. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    14 Julho, 2015 12:13

    “Ou seja: a Alemanha poderia reunificar-se se abdicasse da sua soberania monetária absoluta e a passasse a partilhar com outros países da União, concretamente a França.”

    A França andava desesperada, desde o De Gaulle, por ter uma moeda forte. Então com o E’Estaing (1974-1981) foi clamoroso. O Miterrand conseguiu a moeda. O então ECU.

    O problema dos franceses é que não se pode ter uma moeda forte sem uma economia forte que agente taxas de juro altas quando é preciso aprertar o gasganete às pressões inflacionistas. E arrostar com os custos de uma recessão. Como a Alemanha pasou a fazer após a chegada do Bundesbank.

    Aliás, o problema dos franceses (e de muitos como eles) é que não estão dispostos a sofrer uma recessão de curto prazo para aumentar a tendência de crescimento da sua economia. Vivem a pensar no curto prazo. E no curto prazo é melhor ter uma recessão mas corrigir problemas graves e potencialmente perigosos para o crescimento equilibrado futuro que apostar no crescimento a torto e a direito.

    E quem diz a França diz grande parte dos pataratas ideológicos de hoje. É ver nos USA ou no UK. Também preferem um crescimento económico imediato, mesmo insustentável, do que sofrer uma recessão mas depois crescer mais e melhor.

    A Itália é que está mesmo a ganhar imenso com o euro. Está a conseguir, lentamente, a mudar o seu tecido produtivo e capaz de concorrer nos mercados internaiconais sem recorrer à inflação. A Itália e a Espanha.

    Portugal, durante um longo período do séc. XX conviveu bem com uma moeda forte. Aliás, a par da Alemanha, é Portugal o país que melhor se adapta a uma moeda forte. Basta ver o ritmo de crescimento das exportações dentro do euro, que estamos um bocado à frente da Alemanha. Mas o problema Português foi adaptar-se a um regime de juros baixos após ter vividos alguns bons anos com juros altos. Isso criou uma bolha crediticia que ainda hoje estamos a pagar. Mas que agora está a ser corrigido e a alta velocidade.

    O euro teve uma má configuração inicial. Foi a época em que se acreditava que se podia mutualizar as dívidas sem aumentar os riscos sistémicos. Aliás, em Portugal quase todos os ditos economias achavam que o risco sistémico tinha sido eliminado e só havia risco europeu. Até que estoirou a crise do sub-prime e ficou patente que não há free lunchs.

    Hoje o euro está aí para lavar e durar. Por muitas críticas que a esquerda faça. A própria França não quer abdicar de uma moeda forte e fará tudo para mudar a sua economia e manter o euro.

    Faltava era um mecanismo de saída do euro. Foi encontrado agora. lol

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  6. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    14 Julho, 2015 12:19

    Ao ruir o império comunista, a “união” europeia deixou de ter razão de ser , e esse “entreacto” contra-natura, fruto da Guerra Fria , passou a ter os dias contados.A velha História regressou ( aliás, esteve sempre presente…) , com os mesmos velhos problemas servidos por uma “novilíngua” que só engana os incautos…
    Como os estados por enquanto unidos hesitam entre a implosão ou a explosão, e ,excepção feita ao Reino Unido,a “europa” se desmazelou nas questões militares e está corroída por um sentimento de cobardia e incapacidade atrozes ( que tenta disfarçar “ideològicamente” ) , de que Sebrnica e o papel dos “soldados” holandeses são um exemplo, é de crer que as questões de “mercearia”, do “deve e haver”, por respeitáveis que sejam, passem, por muito que nos custe, a um segundo plano.
    A não ser que funcionem como “causa próxima” de ” acções definitivamente clarificadoras”…numa eventual(íssima) articulação entre a “Prússia” e o Czar…
    Utilizando métodos assépticos e polìticamente correctos, e com a aprovação de tudo que é ONG devidamente certificada,claro está…

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    • anti-comuna's avatar
      anti-comuna permalink
      14 Julho, 2015 12:29

      “Como os estados por enquanto unidos hesitam entre a implosão ou a explosão, e ,excepção feita ao Reino Unido”

      Agora sem poderem matar manifestantes contra a União é apenas uma questão de tempo até que o UK também desapareça. Deve já acontecer nos próximos meses. 😉

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  7. insider's avatar
    insider permalink
    14 Julho, 2015 13:39

    realizar eleições na grécia vai demorar um nadita mais do que a organização do referendo…
    lá vamos ter o cavaco a fazer contas para que as eleições de lá não sejam antes das de cá…
    a grelly season vai ser uma delícia…

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    • anonimo's avatar
      14 Julho, 2015 14:17

      Não podemos implementar já algumas das politicas impostas à grécia, ou temos que esperar para não termos outra hipotese?

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        14 Julho, 2015 14:33

        Como não discutimos nada e só agimos sobre o fato consumado, a nossa saída do euro vai ser uma espécie de descolonização de Moçambique, saímos em 24 horas com 20 kg de roupa(lei24/20). A culpa foi do Machel, agora vai ser da Merkel!

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  8. Luís's avatar
    Luís permalink
    14 Julho, 2015 14:32

    Olhando para um mapa e com o alargamento a Leste,

    a Alemanha está numa situação geográfica óptima, é o coração da Europa, o Centro.

    Já países como Portugal ou o Reino Unido têm de olhar para o Atlântico, têm de estar com um pé na Europa e outra no mundo. Não há alternativa dada a nossa situação periférica.

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      14 Julho, 2015 14:35

      Se não passarmos/quisermos ter superavits no orçamento de estado, devíamos discutir abertamente a saída do euro.

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      • Luís's avatar
        Luís permalink
        14 Julho, 2015 14:40

        Se sairmos do euro e não fizermos as reformas necessárias à organização do Estado continuaremos nesta mediocridade podre.

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  9. manuel's avatar
    manuel permalink
    14 Julho, 2015 14:46

    Luís: mas o empobrecimento será feito no escudo com desvalorizações e os portugueses viverão felizes e enganados.

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  10. AP-AmigodePeniche's avatar
    AP-AmigodePeniche permalink
    14 Julho, 2015 14:49

    Grandes discussões sobre a Grécia… no seguimento da vitoria de um partido comunista e de esquerda radical nas eleições de janeiro de 2015.
    Com a vitoria nas eleições do partido Siriza, segue-se com o apoio da esquerda radical europeia uma ofensiva anti-União Europeia e anti – Euro.
    As correntes europeistas – surpreendidas??? – não conseguiram de imediato ( não percebo porque razão: receio/cobardia??? ) reagir da melhor maneira.
    O governo grego perante as dificuldades praticas acabam por recuar e aceitar as condições minimas para permanecer no Euro face ao sentimento maioritario do povo grego.
    Tenho no entanto para mim que não se transmitiu de maneira correcta para a opinião publica o que se estava a passar na realidade
    Confundiu-se União Europeia e comunidade aderente ao Euro
    As condições que os paises aderentes aceitaram são diferentes.
    Quem aderiu ao Eurogrupo aceitou condições mais exigentes que quem aderiui a União Europeia.
    Assim quem apos reconhecer que não tem condições ou que não pretende continuar a sujeitar-se as exigencias para se manter no EURO, deve ter a possibilidade de sair, sem dramas, assumindo por si todas as consequencias.
    A solidariedade europeia so deve ser solicitada nessa situação.
    Permanecer no Euro não deve esperar solidariedade mas sim esforçar-se por cumprir as condições quando solicitou a adesão

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  11. Simão's avatar
    Simão permalink
    14 Julho, 2015 15:37

    Acho que todos percebemos (ou se vão apercebendo) que a questão já não é de meras abstracções ou ideologias. A Grécia, neste momento, não tem as mínimas condições financeiras e técnicas para se manter na Zona Euro.
    Até o “bridge-loan” parece estar a ser quase uma impossibilidade….quanto mais o novo Bailout que pode ser rejeitado em muitas capitais (o PM finlandês, coitado, não faz a mais pequena ideia de como ter uma votação favorável, pr.ex).
    Isto é tudo “posturing”.
    A Grécia está com os bancos fechados há que tempos (pensava-se que abriam na quinta mas já foi novamente adiada a reabertura)….está sob controlo de capitais (pelo menos mais dois meses a tudo correr bem para além de ser um contrasenso dentro da Zona Euro), cada vez mais ATM’s não têm dinheiro…. (tempus fugit)
    O GREXIT, parece-me, inevitável.

    OBs: Tsipras deveria ter aceite a proposta de GREXIT “temporário” oferecida pelos alemães em vez de ceder às vontade da França. Fez mal.

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      14 Julho, 2015 17:57

      Eu concordo com o resgate, mas racionalmente e lendo a partir do post anterior do VC de onde vem e para onde vai o dinheiro, em que nada fica para investimento na Grécia, isto não funcionará. Eventualmente, poderá ser mais um resgate que os Gregos já partem do princípio que não vão cumprir.

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  12. Simão's avatar
    Simão permalink
    14 Julho, 2015 15:48

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  13. Simão's avatar
  14. jorge's avatar
    jorge permalink
    14 Julho, 2015 16:13

    No euro ou fora dele cada país tem que viver de acordo com o produz . Ou seja, tem que dar ao pedal e não recorrer sistematicamente ao endividamento. Tal como durante a descolonização milhões de portugueses se adaptaram rapidamente e conseguiram sobreviver, também no pós 25 abril milhões aguentaram o impacto de 2 bancarrotas e nos últimos anos o mesmo aconteceu com a austeridade. Conheço gente que no tempo do escudo andava sempre com as calças na mão e no tempo do euro idem idem. O problema não foi o euro ou o escudo mas o engano de se levar uma vida baseada no crédito sistemático. O que agora acabou não foi o euro, mas a ilusão que muitos tinham de que era possível viver do endividamento ( défices sucessivos), porque a conta nunca chegava ou o dinheiro aparecia sempre.

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    • insider's avatar
      insider permalink
      14 Julho, 2015 17:34

      este território da ibéria oeste – e outros está(m) endividado(s) para um número infinito de próximas gerações…
      e os “mercados” agradecem… o que seria deles sem os desgraçados que foram empurrados pelos governos, mancomunados com a banca, para “viverem acima das possibilidades”?

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  15. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    14 Julho, 2015 17:13

    jorge, nem mais.
    O que começou a acontecer na Grécia com o syrisa foi um ensaio.
    O golpe era de mestre, mas metia jogos de azar.
    Os alemães não são flores que se cheiro e que dominam a UE por mérito próprio, diga-se de passagem, uma “nova internacional” gizou uma estratégia.
    Rebentar a UE pelo sul, pelos países endividados.
    Alguém os mandou endividar?
    Perguntem ao toninho guterres de boa memória.
    Quando lhe perguntaram: “E se os devedores não puderem pagar as prestações, das casas?”
    Resposta: ” O Estado cá está para os apoiar!”. Lembram-se. Foi antes do pântano.
    Putin, chavez transformado no passarão maduro, o podemos, le pen, o topo gigio italiano, o berloque micoscópio, foram as peças chave.
    O sonho dos amanhãs que já não cantam há muito, mas que querem ressuscitar.
    A manobra falhou em toda a linha.
    Agora é a hecatombe,
    o massacre,
    a chacina dos inocentes,
    a matança dos yogurtes gregos,
    o desastre,
    a catástrofe,
    a calamidade.
    Ai valha-me Deus, que mais nos irá acontecer!
    Eles voltarão com outras roupagens.

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  16. Churchill's avatar
    Churchill permalink
    14 Julho, 2015 17:37

    Rui A.
    Mais alguns pormenores para compreender a história.

    A Grécia entrou para a CEE e para o Euro a par de Portugal, mas bem antes disso estavam na NATO.
    Portugal teve alguns desvarios com as esquerdas folclore (normalmente na oposição), mas no essencial nunca se bandeou para outras paragens.
    A Grécia no meio desta tempestade andou a Putinar, o que deve ter deixado o socialista Obama à beira de um ataque, pois a Nato tem lá uma base fundamental. Não foram só os membros do eurogrupo!
    Nestes dias os americanos devem ter estado em turbilhão diplomático, para ver se os gregos não se põem a mijar fora do penico.
    Não sei qual vai ser o resultado desta insanidade, mas se os gregos abrirem portas a russos e chineses não tenho dúvida que a Nato tenha de retaliar em força.
    E se as caixas multibanco racionadas é mau, começar a chover bombas é bem pior.

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    • João de Brito's avatar
      João de Brito permalink
      14 Julho, 2015 18:22

      Pois é!…
      Finalmente, começam a ver a força negocial dos gregos.
      E a consequente cedência das instituições europeias, por mais que a queiram mascarar.
      E não é só a NATO, Putin, a China…
      São as ondas de emigrantes desesperados, os estados islâmicos, todo aquele barril de pólvora ali ao lado…
      Há males que vêm por bem.
      Ainda bem!

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      • Churchill's avatar
        Churchill permalink
        14 Julho, 2015 19:07

        Qual força?
        É mais é a fraqueza, porque se o céu cair é em cima da cabeça deles!

        É mais ou menos como um tipo estar na beirada da janela no 10º andar e ameaçar a mulher que se ela não lhe perdoar por ter comido a vizinha ele se atira.
        Ela diz não e ele fica f…
        Onde é que está a vantagem negocial?

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  17. licas's avatar
    licas permalink
    14 Julho, 2015 20:59

    Os gregos, tentaram o “bluff” elegengo um partido
    tão pulha que se dispõs ao golpe.
    Agora foram obrigados a honrar os compromissos
    mesmo com acrescida dor.
    Entrada de leão, saída de sendeiro . . .

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  18. licas's avatar
    licas permalink
    14 Julho, 2015 21:04

    _______elegendo_____

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  19. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Julho, 2015 22:34

    Um texto basicamente errado.

    O Euro tem pouco que ver com estes problemas da União.

    A diferença de culturas políticas tem tudo que ver.

    Por exemplo Portugal. Tem uma Democracia e a prática dessa Democracia construiu uma cultura política que se habituou a viver às custas das contas sãs da Ditadura.

    Por isso pode sempre ter défices porque a dívida era baixa. Até ao dia em não pode mais.


    O Euro nem sequer é o termómetro que avisa da temperatura.

    Mas o Euro é o método que por via da dívida permite ver a qualidade dos Governos.

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  20. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    14 Julho, 2015 23:38

    Mais patranhas. O país que mais vezes vota contra no BCE tem o “predomínio sobre as políticas do euro”…?
    O euro forte, o marco forte, tudo. Desculpas esfarrapadas, quem prefere ter moeda diferente faça favor, a Dinamarca e a República Checa não usam euros, mas naturalmente se não seguem regras parecidas e adormecem na forma vão derrapando e por via monetária fica-lhes de repente mais caro viajar ou importar e sofrem por essa via os ajustamentos necessários. Dói o mesmo, mas há políticos e países mais cobardes que outros na hora de explicarem as decisões menos boas ou o que fizeram ao dinheiro.

    Depois em todos os continentes o maior país, se não se distrair com animados bolchevismo ou guerras ou o que seja, desde que razoavelmente bem gerido, assume naturalmente predominância. Os EUA dominam o continente americano (e não só), dificilmente não acontecerá o mesmo com a China na Ásia (e veremos se não só) e na Europa, comparativamente, encontrou-se a maneira mais branda e federal de um só país não mandar na moeda de referencia de 350 milhões de alminhas (mais os outros todos das moedas satelite). Suponho que há quem preferisse o rublo que seria a tendência natural assim que a Rússia, maior país Europeu, passasse a ser bem gerida. Eu não.

    Nunca os EUA vão mexer no dólar por Porto Rico, a California ou a Colômbia terem dificuldades, nunca a China vai mexer no Yuan por uma província qualquer ou a Mongólia precisar de ajuda. Só na Europa há essa ideia peregrina de a culpa ser da moeda… suponho que tem a ver com o pouco tempo que tem de vida, mas também tem alguma coisa a ver com não ter dono nem força militar por trás. Essa é aliás uma das suas principais forças e o principal receio que inspira nas tradicionais potências monetárias. Uma moeda que se resume a ser instrumento de troca põe naturalmente em risco todas as que pretendem ser mais do que isso… por isso vai ser sempre atacada. A não ser, claro, que os americanos se vejam incapazes de derrotar a China por outros meios e com receio de perderem o monopólio da batota decidam unificar o euro e o dólar numa grande federação do ocidente. Vão nesse sentido alguns interessantes “tratados” que andam por aí a serem negociados…

    Finalmente, em qualquer zona monetária quando há dificuldades podem-se organizar pequenos ou grandes planos Marshal. O original aqui é pretenderem que sejam os senhores que se meteram em sarilhos a gerirem a massa fresca… isto tem algum cabimento? Quem pede ajuda pode negociar os termos da mesma, o prazo, etc. mas não há motivo nenhum para não serem os donos do dinheiro a supervisionar, o mais directamente possível, a aplicação dos programas. São afinal quem tem o maior interesse em que a coisa acabe depressa e lhes possam pagar de volta.

    Cumps,
    Buiça

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