Le Parti Libéral Démocrate dénonce le programme d’aide à la Grèce, ruineux et immoral vis-à-vis des autres pays européens. L’Europe a cru sauver son avenir en conservant à n’importe quel prix la Grèce en son sein. Elle a amorcé une spirale qui pourrait l’emmener à la faillite morale et, peut-être un jour, financière. Le referendum grec a rejeté le programme européen d’aide de 15,5 milliards d’euros, l’Eurogroupe est revenu avec un plan de 82 à 86 milliards. Le pays qui a menti pour entrer dans l’euro, triché pour y rester, et exercé un chantage pour ne pas en sortir a été bien mieux récompensé que tous ceux qui ont suivi les règles. La prise d’otage de la zone euro a payé, c’est le message envoyé aux pays comme l’Irlande ou le Portugal qui font des efforts drastiques pour réformer leur économie et rembourser – parfois de manière anticipée – leurs créanciers honnêtement.
En plus des 240 milliards d’aides cumulées et des 89 milliards prêtés par la BCE aux banques grecques, les 82 à 86 milliards supplémentaires porteront l’aide globale à plus de 400 milliards d’euros que nous sommes assurés de ne jamais récupérer . Le FMI annonce déjà qu’une partie de la dette devra être effacée en plus de l’argent frais, aucun doute que la Grèce obtiendra au fil de l’eau l’effacement complet de ses engagements qui ont servi à financer l’embauche de fonctionnaires, des retraites généreuses et un train de vie à crédit pendant dix ans.
Si la Grèce veut lever des impôts, qu’elle instaure une « flat tax » comme de nombreux pays d’Europe de l’Est dévastés par l’occupation soviétique. Cet impôt proportionnel constitue un impôt simple, populaire et rentable pour les comptes publics. Mais ce n’est pas l’essentiel. L’économie grecque a d’abord besoin d’instaurer un véritable état de droit et de se libérer du poids de sa bureaucratie – qui a pesé jusqu’à 60% du PIB – et de ses excès de réglementations. La croissance a fortement ralenti depuis l’arrivée au pouvoir de la gauche populiste arrimée à l’extrême droite. Ce n’est pas en mettant la bureaucratie grecque sous tutelle de la bureaucratie européenne que nous remettrons la Grèce sur les rails, ni que nous rendrons leur fierté aux Grecs qui ont avant tout besoin de se retrousser les manches pour se mettre au travail.
Nous appelons les parlementaires français à rejeter le plan d’aide inique, à refuser toute aide supplémentaire et à demander le départ temporaire de la Grèce de la zone euro en échange d’un abandon partiel de créance. Dans l’intérêt des Grecs, mais aussi de la cohésion européenne largement entamée par ce plan déjà dénoncé par Alexis Tsipras et l’Allemagne.
Eis um texto elucidativo…
Afinal, em todo este processo, quem ganha e quem perde?!
É que eu tenho lido, visto e ouvido que a Grécia “perdeu em toda a linha”!…
Pelos vistos, ainda tem algo mais a perder.
Tretas!
1 – Tsipras ganha as eleições defendendo o fim da austeridade
2 – Seis meses de blá-blá-blá, road show e eintermináveis reuniões
3 – A situação degrada-se
4 – Os bancos fecham e estabelece-se controlo de capitais
5 – As Insitituições e a Grécia não chegam a acordo sobre o novo pacote
6 – As Insituições retiram a proposta da mesa
7 – Tsipras volta a Atenas e convoca um referendo para referendar….as propostas que já não estavam em cima da mesa
8 – Tsipras apela ao OXI às propostas que já não estavam em cima da mesa
(Varoufakis demite-se após Tsipras ter rejeitado a sua proposta, na prática, de saída do Euro*)
9 – O OXI ganha.
10 – Passados dias Tsipras chega ao grupo dos “Eurotontos” e propõe mais ou mesmo as mesmas propostas a que o povo tinha dito OXI
11 – Os “Eurotontos”, ao fim de 17 horas, chegam a acordo com Tsipras com um pacote muito mais duro que o anterior
12 – Tsipas regressa a Atenas para aprovar um pacote no qual não acredita e é contra (Na prática torna-se PM e, ao mesmo tempo, líder da oposição 🙂 )
13 – Parte da coligação no poder na Grécia vota contra o pacote mas diz apoiar o governo
14 – OS deputados da coligação no poder em Atenas que votam sim, dizem não acreditar no pacote mas apoiam o governo
15 – Varoufakis vota contra o pacote mas diz apoiar Tsipras
16 – O FMI não acredita no pacote e diz que ou se perdoa uma substancial parte da dívida grega ou se suspendem os pagamentos por 30 anos (lol)
17 – As Insitituições não acreditam no pacote
18 – O Wolfgang assume: http://economico.sapo.pt/noticias/ao-minuto-saida-temporaria-da-grecia-do-euro-continua-a-ser-a-melhor-opcao_223768.html
Ou estão a gozar connosco, ou estão todos loucos ou então já metiam mais tabaco naquela cena 🙂
Neste momento, já estou com o alemão das finanças. Para os Gregos é preferível um perdão da dívida e um pacote de ajuda para sair do euro. Para nós, tem uma grande vantagem, como eles vão á frente quando chegar a nossa vez o nosso pacote e o nosso perdão de dívida serão mais pensados. A minha duvida é se a nova moeda se chamará escudo novo ou novo escudo, coisa que os jotas podiam ir discutindo, penso que têm capacidade para propor uma boa solução.
*Eis as razões da saída de Varoufakis, segundo o próprio (embora continue a apoiar Tsipras mas sem acreditar no pacote no qual nem Tsipras nem ninguém parece acreditar 🙂 :
A propósito do conto do vigário, passava na rádio nos anos 70 uma campanha a prevenir as pessoas para terem cuidado a quem abriam a porta, mesmo que se apresentassem de fato e gravata. Acrescento eu…especialmente a estes.
“Varoufakis explica também o episódio da sua “expulsão” da reunião do Eurogrupo em junho. Quando chamou a atenção de Dijsselbloem que as declarações do Eurogrupo têm de ser aprovadas por unanimidade e que ele não pode convocar uma reunião excluindo um dos membros, “ele disse: Tenho a certeza de que posso. Então pedi um parecer legal. Isso criou alguma confusão. A reunião parou cinco ou dez minutos, os funcionários falavam uns com os outros ao telefone e acabou por chegar um responsável dos assuntos legais ao pé de mim a dizer-me isto: Bom, o Eurogrupo não tem existência legal, não há nenhum tratado que tenha previsto este grupo”
Destaco: “….o Eurogrupo não tem existência legal, não há nenhum tratado que tenha previsto este grupo”
Logo os Eurotontos são algo entre o “ilegal” e o “clandestino” 🙂
OBS – A Grécia deveria ter saído há cinco anos, quando Papandreou chegou ao governo e viu as contas de tal forma “marteladas” que teve que pedir um bailout.
Tinha sido melhor para todos (especialmente para os gregos).
O que é expectável num país em cujo parlamento (um cochicho em que os deputados se sentam quase ao colo uns dos outros e o público fica em pé, numa espécie de átrio) em que os votos são contados a conta-gotas, chamando os deputados um a um, e anotando umas cruzinhas num papel (deduzo que não será de hotel..), demorando mais de duas horas num processo que em qualquer outro parlamento demora poucos minutos, ou segundos? Um sistema que permite óbvios malabarismos como ir votando ao sabor da evoluçao das coisas (os últimos a votar ontem, depois de verem assegurado o sim, poderiam fazer um bonito, votando não…).
Uma cabal demonstração de gasto inútil do tempo, porta aberta para falcatruas de conveniência, e uma total esclerose de processos.
Os gregos são espertos. Ainda vão sacar mais uns milhares de milhões. A chantagem do Tsipras está a resultar. Quanto às «reformas» que a troika exige, claro que ficarão para as calendas gregas 🙂
Genial!
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já usa colarinho branco e casaco
o descamisado varu-fucks na próxima vai aparecer nu
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É isto sem tirar nem pôr:
Le Parti Libéral Démocrate dénonce le programme d’aide à la Grèce, ruineux et immoral vis-à-vis des autres pays européens. L’Europe a cru sauver son avenir en conservant à n’importe quel prix la Grèce en son sein. Elle a amorcé une spirale qui pourrait l’emmener à la faillite morale et, peut-être un jour, financière. Le referendum grec a rejeté le programme européen d’aide de 15,5 milliards d’euros, l’Eurogroupe est revenu avec un plan de 82 à 86 milliards. Le pays qui a menti pour entrer dans l’euro, triché pour y rester, et exercé un chantage pour ne pas en sortir a été bien mieux récompensé que tous ceux qui ont suivi les règles. La prise d’otage de la zone euro a payé, c’est le message envoyé aux pays comme l’Irlande ou le Portugal qui font des efforts drastiques pour réformer leur économie et rembourser – parfois de manière anticipée – leurs créanciers honnêtement.
En plus des 240 milliards d’aides cumulées et des 89 milliards prêtés par la BCE aux banques grecques, les 82 à 86 milliards supplémentaires porteront l’aide globale à plus de 400 milliards d’euros que nous sommes assurés de ne jamais récupérer . Le FMI annonce déjà qu’une partie de la dette devra être effacée en plus de l’argent frais, aucun doute que la Grèce obtiendra au fil de l’eau l’effacement complet de ses engagements qui ont servi à financer l’embauche de fonctionnaires, des retraites généreuses et un train de vie à crédit pendant dix ans.
Si la Grèce veut lever des impôts, qu’elle instaure une « flat tax » comme de nombreux pays d’Europe de l’Est dévastés par l’occupation soviétique. Cet impôt proportionnel constitue un impôt simple, populaire et rentable pour les comptes publics. Mais ce n’est pas l’essentiel. L’économie grecque a d’abord besoin d’instaurer un véritable état de droit et de se libérer du poids de sa bureaucratie – qui a pesé jusqu’à 60% du PIB – et de ses excès de réglementations. La croissance a fortement ralenti depuis l’arrivée au pouvoir de la gauche populiste arrimée à l’extrême droite. Ce n’est pas en mettant la bureaucratie grecque sous tutelle de la bureaucratie européenne que nous remettrons la Grèce sur les rails, ni que nous rendrons leur fierté aux Grecs qui ont avant tout besoin de se retrousser les manches pour se mettre au travail.
Nous appelons les parlementaires français à rejeter le plan d’aide inique, à refuser toute aide supplémentaire et à demander le départ temporaire de la Grèce de la zone euro en échange d’un abandon partiel de créance. Dans l’intérêt des Grecs, mais aussi de la cohésion européenne largement entamée par ce plan déjà dénoncé par Alexis Tsipras et l’Allemagne.
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Eis um texto elucidativo…
Afinal, em todo este processo, quem ganha e quem perde?!
É que eu tenho lido, visto e ouvido que a Grécia “perdeu em toda a linha”!…
Pelos vistos, ainda tem algo mais a perder.
Tretas!
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Ficava melhor e mais de acordo com o acto com a corda ao pescoço como o Egas Moniz.
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Mais uma coisa:
– Toda a gente fala e opina, de alto a baixo, mas eu pergunto: alguém conhece verdadeiramente o dito acordo?!…
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Vamos ver:
1 – Tsipras ganha as eleições defendendo o fim da austeridade
2 – Seis meses de blá-blá-blá, road show e eintermináveis reuniões
3 – A situação degrada-se
4 – Os bancos fecham e estabelece-se controlo de capitais
5 – As Insitituições e a Grécia não chegam a acordo sobre o novo pacote
6 – As Insituições retiram a proposta da mesa
7 – Tsipras volta a Atenas e convoca um referendo para referendar….as propostas que já não estavam em cima da mesa
8 – Tsipras apela ao OXI às propostas que já não estavam em cima da mesa
(Varoufakis demite-se após Tsipras ter rejeitado a sua proposta, na prática, de saída do Euro*)
9 – O OXI ganha.
10 – Passados dias Tsipras chega ao grupo dos “Eurotontos” e propõe mais ou mesmo as mesmas propostas a que o povo tinha dito OXI
11 – Os “Eurotontos”, ao fim de 17 horas, chegam a acordo com Tsipras com um pacote muito mais duro que o anterior
12 – Tsipas regressa a Atenas para aprovar um pacote no qual não acredita e é contra (Na prática torna-se PM e, ao mesmo tempo, líder da oposição 🙂 )
13 – Parte da coligação no poder na Grécia vota contra o pacote mas diz apoiar o governo
14 – OS deputados da coligação no poder em Atenas que votam sim, dizem não acreditar no pacote mas apoiam o governo
15 – Varoufakis vota contra o pacote mas diz apoiar Tsipras
16 – O FMI não acredita no pacote e diz que ou se perdoa uma substancial parte da dívida grega ou se suspendem os pagamentos por 30 anos (lol)
17 – As Insitituições não acreditam no pacote
18 – O Wolfgang assume:
http://economico.sapo.pt/noticias/ao-minuto-saida-temporaria-da-grecia-do-euro-continua-a-ser-a-melhor-opcao_223768.html
Ou estão a gozar connosco, ou estão todos loucos ou então já metiam mais tabaco naquela cena 🙂
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Neste momento, já estou com o alemão das finanças. Para os Gregos é preferível um perdão da dívida e um pacote de ajuda para sair do euro. Para nós, tem uma grande vantagem, como eles vão á frente quando chegar a nossa vez o nosso pacote e o nosso perdão de dívida serão mais pensados. A minha duvida é se a nova moeda se chamará escudo novo ou novo escudo, coisa que os jotas podiam ir discutindo, penso que têm capacidade para propor uma boa solução.
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Viriatos?
1 Viriato = 100 Euros
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*Eis as razões da saída de Varoufakis, segundo o próprio (embora continue a apoiar Tsipras mas sem acreditar no pacote no qual nem Tsipras nem ninguém parece acreditar 🙂 :
http://www.infogrecia.net/2015/07/varoufakis-abre-o-livro-voce-ate-tem-razao-mas-vamos-esmagar-vos-a-mesma/
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Como é óbvio…… ninguém acredita no pacote.
O Wolfgang, na prática, está em Berlim a dizer o mesmo 🙂
http://www.theguardian.com/business/video/2015/jul/16/greek-bailout-finance-minister-vote-video
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Estou esclarecido.
Completamente…
Muito obrigado!
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http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-13-O-futuro-da-Grecia-em-44-paragrafos-a-traducao-do-documento-do-acordo
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Ficou esclarecido em 30 minutos? Estou impressionado.
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A propósito do conto do vigário, passava na rádio nos anos 70 uma campanha a prevenir as pessoas para terem cuidado a quem abriam a porta, mesmo que se apresentassem de fato e gravata. Acrescento eu…especialmente a estes.
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“Varoufakis explica também o episódio da sua “expulsão” da reunião do Eurogrupo em junho. Quando chamou a atenção de Dijsselbloem que as declarações do Eurogrupo têm de ser aprovadas por unanimidade e que ele não pode convocar uma reunião excluindo um dos membros, “ele disse: Tenho a certeza de que posso. Então pedi um parecer legal. Isso criou alguma confusão. A reunião parou cinco ou dez minutos, os funcionários falavam uns com os outros ao telefone e acabou por chegar um responsável dos assuntos legais ao pé de mim a dizer-me isto: Bom, o Eurogrupo não tem existência legal, não há nenhum tratado que tenha previsto este grupo”
Destaco: “….o Eurogrupo não tem existência legal, não há nenhum tratado que tenha previsto este grupo”
Logo os Eurotontos são algo entre o “ilegal” e o “clandestino” 🙂
OBS – A Grécia deveria ter saído há cinco anos, quando Papandreou chegou ao governo e viu as contas de tal forma “marteladas” que teve que pedir um bailout.
Tinha sido melhor para todos (especialmente para os gregos).
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O que é expectável num país em cujo parlamento (um cochicho em que os deputados se sentam quase ao colo uns dos outros e o público fica em pé, numa espécie de átrio) em que os votos são contados a conta-gotas, chamando os deputados um a um, e anotando umas cruzinhas num papel (deduzo que não será de hotel..), demorando mais de duas horas num processo que em qualquer outro parlamento demora poucos minutos, ou segundos? Um sistema que permite óbvios malabarismos como ir votando ao sabor da evoluçao das coisas (os últimos a votar ontem, depois de verem assegurado o sim, poderiam fazer um bonito, votando não…).
Uma cabal demonstração de gasto inútil do tempo, porta aberta para falcatruas de conveniência, e uma total esclerose de processos.
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vc nunca viu uma votacao no congresso americano?
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Os gregos são espertos. Ainda vão sacar mais uns milhares de milhões. A chantagem do Tsipras está a resultar. Quanto às «reformas» que a troika exige, claro que ficarão para as calendas gregas 🙂
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