Soluções alternativas para o BES
Estado pode ficar com 70% do BES sem traumas ideológicos
Pedro Sousa Carvalho
01/08/2014
Há outra opção para salvar o BES. O Banco de Portugal e Vítor Bento garantem que há investidores de fora interessados. Com as imparidades e provisões agora assumidas, os capitais próprios do banco ficaram reduzidos a 3 mil milhões de euros. Isto quer dizer que o BES precisa, no mínimo, de outros 3 mil milhões para repor os rácios a níveis confortáveis e acima do mínimo legal. E quem lá puser os 3 mil milhões, tendo em conta a actual capitalização, ficará com mais de 70% do BES, o que até parece ser um bom negócio.
O problema é que, enquanto não se perceber a real dimensão das perdas, nenhum investidor privado arrisca investir no BES. E para apurar as perdas totais vai ser preciso tempo. E tempo é coisa que o banco não tem. Como tal, resta o Estado, que ainda tem 6,4 mil milhões de dinheiro da troika precisamente para tapar buracos na banca. E aqui não se trata de salvar a família ou de nacionalizar prejuízos. Trata-se de salvar o património dos clientes e o sistema financeiro. E não precisamos de ter grandes pruridos ideológicos. Os bancos têm de ser nacionalizados quando têm de ser nacionalizados e ponto final.

Eu quero que o BES se vá f*****! O BES e o C. Costa!
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Não sei o que me faz mais confusão: nacionalizarem o que dá prejuízo ou privatizarem o que dá lucro.
Devo ser eu, e alguns milhares, os que não têm interesses em nenhum partido!
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Acho que o C. Costa deve ser detido para averiguações. O pessoal do papel comercial não vai ficar parado.
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Ou seja, a velha máxima desprovida de ideologia: os lucros são para privatizar, os prejuízos para nacionalizar. Porquê? Porque nenhum privado compra se tiver prejuízo (CP), e se já der lucro (CTT), o privado gere melhor. Se o que já for privado der entretanto prejuízo (BES, BPN), então em nome do bom funcionamento do sistema, o prejuízo deve ficar com todos. Se o que for privado for todavia bem gerido e tiver lucros abismais (EDP) então devemos premiar a boa gestão privada sem qualquer ingerência do Estado. Isto é nepotismo e oligarquia, porque no liberalismo não se salvam empresas privadas mal geridas e no comunismo não se privatizam empresas que dão lucros. Logo o Dr. Pedro Carvalho tem toda a razão: “Que não hajam pruridos ideológicos! Isto é nosso e os outros que paguem!”
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