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fala aí, antónio costa!

30 Agosto, 2015
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Mats Person, economista sueco especializado em pensões, sobre o sistema de pensões sueco, hoje, no Público:

«Mas num sistema actuariamente justo, como é agora o sueco, investe-se o dinheiro do salário no sistema, o sistema investe, por exemplo, na bolsa e depois há uma queda de mercado. O que acontece é que se receberá uma pensão mais baixa»;

«Há sempre risco relacionado com a taxa de retorno»;

«(…) há um grande risco para os reformados»;

«O sistema antigo criava desincentivos ao trabalho, enquanto o actual cria incentivos ao trabalho. E isso consegue-se ver actualmente. As pessoas mais velhas trabalham bastante mais do que noutros países. Porque tudo aquilo com que se contribui vai ser recebido de volta em pensões. A grande desvantagem é que os riscos são assumidos pelos reformados.»

«E quando as pessoas se queixam de que a pensão não é o suficiente, o que é preciso perceber é que isto é aquilo que o sistema pode suportar».

Algumas pistas interessantes sobre um país onde grassa o mais selvagem dos capitalismos desumanos, a Suécia, que o Dr. António Costa bem poderia aproveitar numa das suas futuras cartinhas sobre a sustentabilidade do nosso sistema de segurança social. Aquele que está sólido e não precisa de reformas.

20 comentários leave one →
  1. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    30 Agosto, 2015 11:48

    O modelo a seguir pelo Parodiante de Lisboa não é o sueco. É mesmo o Venezuelano. Os venezuelanos não jogam o futuro das suas pensões no casino da bolsa. E é por isso que eles vivem num paraíso socialista ao passo que os suecos estão cada vez mais pobres. Que o diga o jovem Galamba. lol

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    • Francisco Miguel Colaço's avatar
      30 Agosto, 2015 14:28

      Se o modelo sueco vingasse, nunca mais um governo seria socialista. Ninguém iria votar em quem lhes syrizasse a pensão.

      Pode compreender que o PeiÉsse não irá nunca considerar esse modelo.

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  2. PR's avatar
    30 Agosto, 2015 12:51

    O modelo sueco é campo minado para o sistema político português. Basta dizer que coisas como as declarações de rendimentos dos cidadãos (sem excepção) são públicas.Toda a comunicação, electrónica ou não, dos membros do governo e parlamento, é acessível a quem o requerer. Já para não falar da cultura de consenso, que ultrapassa a esfera pública e entra pelo local de trabalho e a vida familiar adentro. Quem seria o primeiro a abrir esta caixa de Pandora? Agitem antes o espectro da pornografia fiscal, devassa da vida privada ou segredo de estado, e desrespeito pelas alianças (tribais) e princípios (ideológicos). Assim é que estão bem.

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  3. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    30 Agosto, 2015 13:30

    Sim, sim o sistema venezuelano é que é bom.
    Não há como segui-lo, para sentir como é.
    Há muitos que estão a precisar ardentemente.
    É um sistema demucrático, progressista e revolucionário.
    Porque não havemos de estar entre os primeiros?
    Venha o costa depressa para instituí-lo.
    “Vem antes que o 44 saia, que ele chega-te”!
    Tiram-lhe a foto com a boquinha mais pequena ao costa.
    “Ó costa, aperta os lábios para não te descobrirem a bocarra!”
    Truques de mais um brasileiro fugido dos mensalões.
    A velha máxima socialista:
    No abocanhar é que está o ganho

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  4. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    30 Agosto, 2015 13:54

    o sistema sueco é tão bom tão bom, que ainda este mês o FT dizia que andavam por lá todos eriçados com as propostas do governo de reforma do sistema.

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  5. Aladdin Sane's avatar
    30 Agosto, 2015 14:12

    Quem será que o Tó Cataclismo apoiará nas eleições gregas agora? O syriza, de quem recentemente se demarcou? O PASOK, de quem disse que “o PS não é o PASOK”?

    Sorte a dele que se pode justificar com a sua própria campanha eleitoral.

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  6. Aladdin Sane's avatar
    Aladdin Sane permalink
    30 Agosto, 2015 14:12

    Mais uma questão: quem estará no frente a frente com Pedro Passos Coelho a 9 de setembro?

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  7. A.R's avatar
    A.R permalink
    30 Agosto, 2015 14:52

    Costa é mais populista que o berloque de esquerda e todas as restantes esquerdas caviar.

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  8. LTR's avatar
    LTR permalink
    30 Agosto, 2015 15:06

    O doutor Costa não tem categoria nenhuma para discutir qualquer assunto de política com cabeça tronco e membros. É ver as suas intervenções ao longo da Quadratura do Círculo que se percebe logo que é como aqueles tipos que vão dar aulas sem perceberem quase nada do assunto de que estão a falar. São tudo chavões, ideias feitas, abordagens por alto e acima de tudo bitaites. Politicamente o homem é uma fraude da cabeça aos pés.

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  9. LTR's avatar
    LTR permalink
    30 Agosto, 2015 15:15

    Que partido fez em Portugal uma reforma da SS “para cem anos” e depois outra?
    Quem era membro desses governos?

    Antes era assim:

    «Felizmente, com as alterações que foram introduzidas nos últimos anos, o cenário de ruptura de que falava o Livro Branco da Segurança Social não se coloca de todo, e mesmo as dificuldades de financiamento, como já atrás afirmei, apenas deverão surgir em meados da década de 30, e estas surgirão com uma dimensão compatível com uma diversificação de fontes de financiamento que garanta o crescimento razoável e sustentado, face ao que existe na generalidade dos países da União Europeia, do peso das pensões no produto interno bruto» – Cfr. DAR, 12/07/2002, p. 1345.

    Vieira da Silva, Ministro da Segurança Social em 11 Julho 02

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  10. Luís's avatar
    Luís permalink
    30 Agosto, 2015 15:31

    Ora no modelo à moda antiga da sociedade portuguesa as famílias mais abastadas não precisavam de reforma. Isto porque tinham quintas e moradias, que arrendavam, e viviam das rendas. Para o país em parte isto constituía uma vantagem. As nossas quintas tradicionais tinham as casas arranjadas e arrendadas a caseiros, os centros das vilas e cidades estavam impecáveis, sem uma única casa abandonada. O país era mais bonito, tinha a sua identidade arquitectónica preservada, as rendas face ao rendimento médio das famílias eram baratas, o mercado de arrendamento era atractivo.

    Mas esta sistema também tinha as suas desvantagens. Os mais pobres, que eram a maioria, não tinham poupanças para fazer face à velhice. Portugal não tinha tido revolução industrial, as mulheres do povo estavam em casa e na economia informal, tinham apenas parcas poupanças para gastos no médico ou para ajudar os filhos nas «necessidades».

    Com o avanço tecnológico e o crescimento do país entre a Segunda Guerra Mundial e 1974 seria justo que fosse atribuída aos mais pobres e com idade mais avançada uma ajuda que lhes permitisse uma vida digna. E isso começou a suceder, penso que com Marcelo Caetano.

    Se o sistema se tivesse mantido assim, ou seja, se a pensão fosse apenas um sistema de redistribuição para quem efectivamente precisa, para ter uma vida digna, as reformas mínimas seriam talvez mais altas, mas as reformas máximas seria radicalmente mais baixas. Para além disso apenas uma fracção da população com mais de 65 anos receberia reforma do Estado. Parte da classe média viveria de rendimentos de rendas como no passado e de poupanças.

    Quanto precisamos para viver? Com casa própria e sem contar com impostos, aguento-me bem com 500 euros. As férias de Verão podem ser pagas com os subsídios. Por que carga de água um juiz, médico do SNS, professor, autarca, todo o funcionalismo tem de ter uma reforma igual ao último salário? Pego no caso dos médicos. A maioria teve durante anos rendimentos médios superiores a 5000 euros por mês. Se desses 5000 euros durante 25 anos tivessem poupado 1500 euros para a velhice, teriam o suficiente para viver se se reformassem aos 70 e vivessem até aos 85 (esperança média de vida actual).

    Para além disso, se o Estado não desse pensões aos mais abastados, este seriam estimulados a restaurar e arrendar as suas propriedades, que agora estão ao abandono, como faziam no passado. Acabariam com o tempo as casas devolutas, os montados com a cortiça por retirar, os pinhais abandonados na zona Centro, as fazendas algarvias e alentejanas cobertas de esteval, as quintas minhotas com os solares em ruínas.

    Mais tarde ou mais cedo por uma questão de sustentabilidade só deverá haver pensões para os mais pobres, para quem teve baixos rendimentos durante a vida de trabalho e não tem propriedades, e deverá ser uma pensão que permita uma vida digna, atribuída depois dos 70 anos. Esta mudança de paradigma provocará uma revolução social e económica em Portugal mas terá de ser feita, é inevitável tendo em conta os índices de fertilidade e o aumento da esperança média de vida.

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  11. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    30 Agosto, 2015 15:36

    Por que é que há-de ser o Estado a meter-se em assuntos para os quais não tem conhecimentos, nem capacidade, nem aptidão de espécie alguma. Há soluções melhores.

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    • Luís's avatar
      Luís permalink
      30 Agosto, 2015 15:42

      O Estado nunca se deveria ter metido nas pensões como se meteu.

      Os médicos, juízes, altos cargos militares, empresários, gestores, muitos professores… tudo gente com rendimentos para pouparem para terem uma velhice bem desafogada.

      Por causa destas pensões os impostos estão altíssimos, o esforço fiscal é quase o dobro da média da UE, não há solução para os salários baixos nem para o desemprego jovem. Eles bem andam a dar mesadas aos netos e a pagar o colégio, mas são estes reformados que estão em parte a roubar o futuro aos jovens e a obrigá-los a emigrar.

      O país não tem petróleo para pagar este sistema de pensões. É tudo uma ilusão alimentada pelo poder político e pela comunicação social.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      30 Agosto, 2015 17:46

      “Por que é que há-de ser o Estado a meter-se em assuntos para os quais não tem conhecimentos, nem capacidade, nem aptidão de espécie alguma.”

      Estado é Poder. E chama aqueles que não conseguem viver sem controlar os outros.

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  12. Luís's avatar
    Luís permalink
    30 Agosto, 2015 15:38

    E mais.

    Querer igualar os suecos é coisa de provinciano.

    Nós somos uma sociedade do Sul. A maior parte do país pertence à Europa Mediterrânica. Só o Noroeste faz parte da Europa Média. Os portugueses são maioritariamente católicos, embora não pratiquem. A cultura é católica até à ponta dos cabelos. Os esquerdistas agnósticos urbanos que estão nos partidos e na comunicação social são uma minoria que não representa o povo português.

    Os suecos são uma sociedade nórdica, protestante, luterana. Nunca nos poderemos comparar ou viver como eles.

    Aposto que os jornaleiros deslumbrados com a Suécia nunca viveram lá…

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    • LTR's avatar
      LTR permalink
      30 Agosto, 2015 16:17

      Essa malta nunca quis igualar-nos aos suecos. O que eles quiseram sempre foi o dinheiro e segurança como os suecos. O resto é para permanecer constante. 🙂

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      • Luís's avatar
        Luís permalink
        30 Agosto, 2015 16:50

        Os suecos têm cerca de 9 milhões e meio de hab. para quase 450 mil km2.

        Nós temos 10 milhões para 92 mil km2.

        isto tem todo o seu significado na organização que se quer para a economia e para o Estado.

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  13. Baptista da Silva's avatar
    Baptista da Silva permalink
    30 Agosto, 2015 20:22

    Nunca conseguiremos reformar a SS, nem o Estado, os Partidos têm agenda, têm compromissos.

    A corrupção é geral, da extrema esquerda à esquerda moderada, direita não existe.

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  14. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    31 Agosto, 2015 12:58

    Vocês são mesmo anjinhos. Quantos governos já viram a lamentarem-se do peso das pensões? E quantos já viram a fazer alguma coisa, para além de cortes e queixas? Vocês são mesmo anjinhos !

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