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Em defesa do medo

8 Outubro, 2015

Por Paulo Tunhas: E o medo em política? Aí, a utilidade é ainda mais indiscutível. É verdade que há, neste capítulo, adeptos da adversa escola do entusiasmo. Mas normalmente a coisa aí dá para o torto. O medo é muito mais sábio em política, até porque, por exemplo, nos ajuda a decidir em quem não votar: naqueles que nos ameaçam com uma tempestade que nos entre pela janela dentro. Por isso, francamente, não percebo o desprezo em que a emoção em questão é tida neste domínio. Parece-me, pelo contrário, uma emoção, pelo menos em certos casos, muito racional.

3 comentários leave one →
  1. LTR's avatar
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    8 Outubro, 2015 12:18

    Certamente, o artigo de David Castaño no Observador caiu de para-quedas.
    Que raio. Tinha de ser logo este ano e hoje!

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  2. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    8 Outubro, 2015 12:41

    “Nada há tão contagioso como o medo”.
    O superman chegou a Coimbra.
    O boaventura a agitar-se,
    As moçoilas a rodopiar,
    O louçã a lucubrar,
    O dão a escorregar,
    Os jornalistas a delirar,
    As violas a ranger,
    A catarina a espanejar,
    A joana a desnudar,
    Os doidos a alucinar.
    Eis que voa, voa, na sua mota chic.
    Os gregos disseram-lhe de uma vez por todas, vai para longe, madraço!
    O tsipras disse-lhe ao ouvido:
    “Porra, não me f…”, mais precisamente: “Μην σκατά μαζί μου”.
    A mota acabará por cair em cima dos espectadores tontos da poeira.
    Há gajos ganzados pelo do estrépito do motor de mil cavalos.
    Ouvem-se vivas à beira da estrada, cheia de buracos.

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  3. A.Silva's avatar
    A.Silva permalink
    9 Outubro, 2015 12:13

    Medo, tenham medo, tenham muito medo! Leninha vai comprar mantimentos e arrecada-os em casa, porque não se sabe e os tempos que vêem podem ser duros, muito duros, para a extrema direita.

    Ahahahahahahahahah!

    Ahahahahahahahahahah!

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