Bancos são fixes, os governos é que não são
Uma vantagem de não ser economista é não criar expectativas sobre a função que os bancos devem desempenhar. Para mim – e para a grande maioria das pessoas – um banco é uma instituição que serve o propósito de armazenar com relativa segurança – mas maior que o colchão – as minhas poupanças, com um custo pelo serviço na forma de comissões. Sei que os bancos não podem, simplesmente, ser meros detentores de passivos deste tipo: precisam de activos em forma de crédito concedido. Mais uma vez, a minha visão simplista diz-me que o banco assume um risco calculado quando me empresta dinheiro: no meu caso pessoal, não me emprestaram pouco, emprestaram perto de 140 meses dos rendimentos do agregado após a colecta de impostos, ou seja, 10 anos dos rendimentos da família sem despesas como alimentação e vestuário. Vivo bem com isto: compenso o risco que os bancos assumiram em juros pagos mensalmente e de uma forma decrescente – primeiro pago o risco, só depois começo a pagar o que devo. Todas as partes envolvidas nesse contrato estão de acordo, respeite-se.
Daí que discorde deste artigo do Luís Aguiar-Conraria que diz, logo à cabeça, que “a principal actividade dos bancos é emprestar dinheiro, transformando passivos líquidos (depósitos bancários) em activos ilíquidos (empréstimos)”. A minha discordância vem do significado de dinheiro. Sendo o dinheiro um instrumento político que, a bel-prazer de governantes, tem valor que depende não só do mercado em que se insere mas também da vontade de um conjunto restrito de homens falíveis, a principal actividade dos bancos para os seus clientes passa a ser garantir que os passivos líquidos sejam preservados da melhor maneira possível em dissonância com a vontade governativa de os desvalorizar ao longo do tempo. Daí que um banco comercial, seja ele qual for, tem o seu objectivo minado à partida quando se insere num âmbito político que consiste na necessidade de financiar a loucura dos falíveis que, por doença ou mera vontade de aclamação pela plebe, rebentam com o mercado livre do país extravasando, em muito, aquilo que se pode considerar a gestão da causa pública.

BPN: Pum!
BPP: Pum!
BES: Pum!
BANIF: Pum!
Pudim Boca-doce: o que é nacional é bom!
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Montepio????
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Olhe Q esse nao (é o meu) 😛
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Bolota concordo 100%
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os únicos bancos sólidos que conheço são os que tenho cá em casa.
os outros só têm as pernas dos contribuintes
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Quando se ficou a saber que havia empréstimos por grandes figurões da política que não tinham garantias e/ou não eram sequer pagos logo a a partir das primeiras prestações, ninguém quis saber da banca. Eram tempos de mamar e estavam todos fechados nos seus gabinetes legislativos, reguladores e observadores. Mas claro, o Governador não é Constâncio, nem o PM o 44. E sobre estes bancos ninguém sabia de nada. Estava tudo bem! Contem-nos histórias de adormecer.
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Os bancos nacionais estão em vias de deixar de ser de todo.
Desde que o capicua se intrometeu e meteu, mais o amigo jo berardo, o que foi corrido da África do Sul, a banca nunca mais se endireitou.
O Nuno Amado, um tipo sério e competente esforça-se mas a tvi também lá vai chegar.
O outro problema é que com a embalagem das esganiçadas e do geróimo podemos ter tudo escaqueirado em pouco tempo. Depois é só apontar as culpas, criar a confusão e restruturar à maneira que só eles sabem. Quem falar vai dentro.
O instalação do goulag é uma velha aspiração dos que se dizem de “esquerda” na tugolândia. É só ver o ar deles a todo o momento e em todo o lado.
Se ainda não decifraram o discurso sibilino do césar, os arremedos do nº 2, as ameaças do nogueira e do arménio por conta de outrem, estão muito a tempo de perceber.
O nºo 2, perante o descalabro de cair na mão daqueles a quem virou as costas, já se devia ter demitido.
Claro que é melhor vê-lo assar em lume brando. Só que de um momento para o outro vem a insustentabilidade, a falência pura e dura. Nessa altura as trombetas vão soar:
Escudo por euro!
O cavaco já avisou. Passa-se de uma moeda para outra em minutos e o céu vai deixar de ser azul e os amanhãs vão estrilhar com relâmpagos.
Os tugas merecem.
O plano B já está debaixo da mesa. Os merdia só vão falar numa segunda feira de mamhã, mas os seus donos e os donos disto tudo, já têm a massa a salvo.
Na Grécia entre Janeiro e Junho sairam mais de 40 biliões.
Entre a geringonça e o calhambeque os diabos e as suas donzelas que escolham.
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O António Costa paga aos espanhóis para se ver livre do BANIF.
Devia fazer o mesmo com a TAP, pagar a quem fique com ela.
Já se fez o mesmo com a EDP, com os CTT etc. etc.
Porque nunca nada foi nosso, a não ser o sol e as praias lusas.
O meu ídolo de Santa Comba é que nos viciou com enganos durante 40 anos e nós acreditávamos.
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Espero que a culpa banif seja do 44. A ver se pelo menos desta culpa possa ser acusado…
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vai dar banho ao farrusco
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O governo acabou hoje. Sem PR e sem governo, isto está bonito para começar o ano.
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manolo, fico indignado com a suposição torpe que o capicua possa ter culpa seja do que for.
O capicua tem amigos, há quem o inveje por isso.
Tomara eu ter amigos como ele.
Já agora, não tem amigos apenas no reino dos silvas, também tem na tvi, na prisa, no el país, isto é na Media Capital e até na Global Media.
E já teve na cgd, no bcp, na octapharma. Amigos por todo o lado.
E o dinheiro, esse fiel amigo, vai ter sempre com ele
Descanse manolo, quem tem amigos não morre na cadeia.
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Razão tinha eu para não avançar com a minha candidatura à PR.
Ora aqui está um homem em melhor posição, capaz de pôr tudo na ordem.
“Com sete caixotes e um cesto das vindimas com 8.118 proposituras e respetivas certidões, Tino de Rans já esteve esta manhã no Tribunal Constitucional. Mas vai ter que voltar…
Tino de Rans deslocou-se hoje ao Tribunal Constitucional para entregar as assinaturas necessárias à formalização da sua candidatura a Presidente da República, que assume o objetivo de “devolver a alegria ao povo” e pôr “o povo a sorrir”.
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Procópio, a consoada é só amanhã e a garrafeira lá em casa já está a ficar vazia.
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O artigo do sr professor lê-se, levanta questões, e obriga-nos a pensar no assunto. É demasiado académico e de um futuro Ministro espera-se mais. No meu entender o PS esteve bem e o PSD devia ter votado a favor e não abster-se. A minha posição é a seguinte: tal como a banca Irlandesa, Espanhola e Grega a nossa precisa de ter igualmente um resgate, repito, resgate e era isso que eu gostava de ver o PS a assumir, devidamente apoiado pelo PSD e PP. Porque decidiu bem o PS? Porque quando alguém perder depósitos( acima ou abaixo de 100000 euros) passada uma semana, a banca fecha e voltamos à troca por troca e a ser pagos em espécie, em conclusão,estoira este “sítio” e teremos de ter uma administração europeia, já que parecia mal uma interrupção da democracia por mais uns 48 anos.
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A banca não precisa de resgate, basta que tenha uma participação nos investimentos altamente reprodutivos do estado que o multiplicador mágico faz o resto.
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Essa era a fórmula do Ricardo com o Sócrates, deve ser ironia sua.
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É ironia, só pode.
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“Porque quando alguém perder depósitos (acima ou abaixo de 100000 euros) passada uma semana, a banca fecha e voltamos à troca por troca e a ser pagos em espécie, em conclusão, estoira este “sítio” e teremos de ter uma administração europeia, já que parecia mal uma interrupção da democracia por mais uns 48 anos”.
O Manel não se apercebeu que já estoirou, em três semanas estoirou.
Só não estoira porque os ddts querem continuar a mamar.
Eles não querem para já vir para cá administrar porque ainda não estamos suficientemente vacinados. Era sorte demais. A dose final da vacina está a caminho.
O xuxialismo é o veículo certo para a tramóia.
O bovino tem que se manter vivo para continuar a dar leite.
À volta dele, dos campo e dos mares há recursos insuspeitados.
Vão ser sugados um a um.
Do punho erguido o tuga vai meter o dedo no rabo e assobiar baixinho
Os vitelos passarão mal, os filhos dos vitelos também, mas isso é o fado.
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Irritam-me certos intelectuais que questionam e criam incerteza nas poupanças dos portugueses, qualquer coisa como 140MM( cento e quarenta mil milhões de euros) os quais permitem que a banca “funcione”. Os nossos emigrantes mandam anualmente aproximadamente 4000 M (quatro mil milhões) e esta gente queria as poupanças no Banif de emigrantes na Venezuela e na África do Sul se fossem juntar ao papel comercial do BES! Atenção que também há gente a arder no Banif, são os portadores de obrigações subordinadas, muitos nem devem saber, têm o dinheiro no banco e estão descansados, em breve, vamos ter os lesados do Banif na rua. Considero tudo uma vergonha e já devia estar gente presa, mas ainda somos um Estado, digo eu, ou somos um acampamento de ciganos? Relativamente ao que escreveste,tenho um receio: que ninguém nos queira resgatar e tenhamos de voltar ao euro sem um plano de saída.
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Vale a pena ler com atenção as declarações do nº 2 de há pouco por altura do Natal.
O disléxico vomitou impropérios sem saber como embrulhá-los em papel de prata.
Declarou que o PR ía ficar em liberdade! A ofensa paga-se caro.
O termo liberdade é ácido demasiado para o energúmeno.
Perdeu toda e qualquer autoridade para ocupar oo levar as negas dos seus companheiros, mas não de route.
Um simulacro de coligação, um arranjo de um miserável.
Podia ter pedido ao camarada Tino das Rãs, distinto candidato à presidência para ser ele a falar. Não se notava tanto o ódio a turvar a mente. Era mais decente
Mais uma oportunidade perdida.
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Nem de propósito…
Acabo de escrever na concorrência:
“Uma das formas mais cínicas de manter a incompetência e a corrupção é reconhecer que tudo é muito complexo e difícil de fazer e explicar.
O tanas!
Criei e geri vários pequenos negócios durante décadas.
Hoje, são os meus filhos que os continuam.
Se tomarmos más decisões, aguentamos os prejuízos.
Temos de cumprir à risca com os colaboradores, os fornecedores, os bancos e os impostos.
Ninguém nos perdoa um centavo ou uma hora.
Por que raio é que os bancos hão de ser diferentes?!
Ah! Já sei. É que eles têm de pagar as refeições aos famintos, os medicamentos aos idosos…
Por amor de deus, não deem mais tanga ao povo.
O mínimo que têm a fazer é reconhecer que há que mudar de vida.
Já ontem era tarde.
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Nem de propósito…
Acabo de escrever na concorrência:
“Uma das formas mais cínicas de manter a incompetência e a corrupção é reconhecer que tudo é muito complexo e difícil de fazer e explicar.
O tanas!
Criei e geri vários pequenos negócios durante décadas.
Hoje, são os meus filhos que os continuam.
Se tomarmos más decisões, aguentamos os prejuízos.
Temos de cumprir à risca com os colaboradores, os fornecedores, os bancos e os impostos.
Ninguém nos perdoa um centavo ou uma hora.
Por que raio é que os bancos hão de ser diferentes?!
Ah! Já sei. É que eles têm de pagar as refeições aos famintos, os medicamentos aos idosos…
Por amor de deus, não deem mais tanga ao povo.
O mínimo que têm a fazer é reconhecer que há que mudar de vida.
Já ontem era tarde.”
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A abstenção de PPC é inqualificável
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Tem toda a razão.
Já a abstenção do PSD pecou por escassa…
Quando é que nos comportaremos como gente adulta e responsável?!
Quando é que exigiremos, de forma consequente, que todos, mas todos, façam o mesmo?!
Boas Festas!
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Acho que o PPC fez em bem em esperar. A vingança serve-se fria. Para já mostrou a toda a gente que o motor da geringonça já gripou.
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Sim há governos que não são fixes.
São liderados por uma canalha ontem sorridente, hoje sombria.
Já mostraram pelas atitudes, pelas berrarias do que seriam capazes.
Parece exagero, eu sei, há a demucracia, a central de negócios, a constituição.
A demucracia lá vai se os interesses do “nosso povo” assim o exigirem.
A central de negócios deixa de ser precisa para nada se alguns passarem a fazer os negócios todos sem concorrência. O estado trata dos demais.
A constituição é boa, mas falta-lhe uma pitada de sal.
Quem tem o sal necessário? Abram os olhos
Olhem para a tv, elas e eles estão lá a toda a hora.
Por isso, às tantas, é sempre útil recordar a história recente.
Só não se repete, se não deixarmos.
Há quem entre nós seria muito capaz de repetir as façanhas.
E votam neles.
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Armandinho, pense por uns segundos, a precipitação seria a morte do artista.
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Mais um texto neo-pós-estruturalista. Perdi-me pelo meio. Simplifica, Vitor. “Significado do dinheiro”? WTF… E que “risco calculado”? Os bancos emprestaram muito a quem não podia pagar. Não conheces nenhum caixa de banco que te explique uma coisa tão simples?
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Pedro, vá sugar o Jorge.
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Vitor, a sério, aquela do banco comercial “minado à partida quando se insere num âmbito político que consiste…”, é do melhor. Se eu traduzir o teu texto para inglês e o divulgar por aí, ficas famoso em dez minutos.
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Não sei o que espera. É só garganta.
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Nada de especial, Vitor. Sou caçador de contextos, âmbitos & circunstâncias e topei aqui, por acaso, com um exemplar, o dos bancos comerciais que se inserem num âmbito, que é uma espécie muito rara.
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