Confissão de um filho de ferroviário com mais de 40 anos
28 Dezembro, 2015
Como filho de um ferroviário, tive, durante os anos 80 e início dos 90, as seguintes benesses:
- Desconto de 75% do preço de qualquer bilhete em Portugal;
- 4000 km anuais a serem usados em fracções de 50 km em 1ª classe;
- Cartão com desconto de 50% em qualquer bilhete regular nas redes europeias;
- 4 vouchers anuais por rede estrangeira, permitindo, cada um, viagens com qualquer destino por 24 horas (classe económica).
Em 1993, sem qualquer custo de viagem, passei o mês de Julho numa viagem que partiu do Porto e passou por Paris, Bruxelas, Amsterdão, Luxemburgo, Colónia e Copenhaga. Também tinha vouchers para a British Railways e Schweizerische Bundesbahnen que acabei por não usar.
45 comentários
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from NYT
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Isso em Banif’S da quanto?
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Acho bem que os familiares dos funcionários não paguem os serviços onde exercem a sua profissão. Deve ser alargado aos restaurantes, hospitais, escolas e até os filhos dos construtores civis não devem pagar renda de casa. Porque para haver justiça todos devem ser tratados de igual modo. P´rá frente Portugal!
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Ganda boca…
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e os funcionários das finanças deviam ter direito a parte dos impostos cobrados ,
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http://www.spiegel.de/international/world/islamic-state-helps-assad-gain-legitimacy-in-west-a-1066211.html
from der spiegel
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E qual é o problema? Esse tipo de regalias fazem parte do pacote de compensações de quem trabalha em empresas de transportes. Não vejo injustiça nenhuma nisso, ainda mais se considerarmos que todos os cidadãos do país podem ser funcionários destas empresas… basta terem aptidões para tal!
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Uma empresa em dívida permanente? As regalias ‘deles’ são asseguradas por quem não tem comboios para andar, com os poucos horários numa rede exigia.
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> “Não vejo injustiça nenhuma nisso”
Razão pela qual tal situação devia ser generalizada para as outras empresas (públicas e privadas…) – com direito a mais um artigo imperativo na nossa excelsa Constituição. Tal como preconizado no comentário do Joaquim Carreira Tapadinhas.
Também p.e.: os funcionários das finanças e seus familiares deveriam estar isentos do pagamento de impostos…
> “todos os cidadãos do país podem ser funcionários destas empresas… basta terem aptidões para tal!”
A questão ‘sine qua non’ não é a aptidão dos cidadões; é como funciona o recrutamento controlado pelas ‘Guildas’ dos ferroviários, dos trabalhadores do Metro e demais empresas de transportes…
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Os comunas são sempre os que possuem maiores previlégios
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Está a chamar comuna ao Vitor Cunha?
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Os coveiros deviam ser todos comunas….
Não é verdade Bolota?
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V. Cunha podia e devia recusar essa benesse. Um liberal não é mamão.
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“Devia”? Uma pessoa começa muito bem, com “podia” e, passados dois segundos, já está a querer mandar.
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Eu também tenho algumas regalias devidas pela empresa em que trabalhei.
No seu caso, a empresa com um pequeno investimento (notar que provavelmente havia lugares vagos) deu-lhe um banho de civilização europeia que foram muito bem aproveitados para agora nos deliciar com os seus posts.
Acho tudo muito positivo.
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Nunca percebi o motivo para retirarem essas regalias. Em primeiro lugar por ser parte de um pacote salarial; em segundo por, como refere, ser pequeno o investimento face ao efeito produzido nos trabalhadores.
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Não há nada como usufruímos para compreendermos.
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Eu acho que devia. “Devia” é a expressão certa. O dinheiro não é seu, Vitor, é dos contribuintes.
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Um Liberal é obrigado pela violência do Estado a pagar para isto, tem todo o direito moral a receber, onde quer que seja.
Só não tem o direito moral a votar em partidos que promovem isto. Deve votar sempre contra.
Se tivéssemos uma Democracia Liberal em vez de uma Democracia Social onde existe Objecção de Consciência e cada um contribui para o que concorda então teria razão.
Já o Carlos Reis não fala dos Comunistas e Socialistas que compram produtos de empresas privadas – e não são obrigados – e que têm empregos em empresas privadas – e não são obrigados.
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Há dez anos fui a Faro em trabalho. Estava com problemas no carro. Fui de rede -expresso para baixo e vim de comboio para cima. Havia uma campanha na CP para lançar o intercidades de 1ª Classe para o Algarve. A viagem foi partilhada com uma dezena de ferroviários que iam ao bar buscar mines para em alegre cavaqueira discutirem o Santana Lopes. Até um ferroviário reformado de lancheira e sachola almoçou e descascou a laranja em plena primeira classe enquanto uns camones olhavam incrédulos para aquele serviço de primeira classe.
Foi uma coisa inesquecível. A simbiose entre o interesse comercial e turistico da empresa e a regalia sindical do ferroviario. Ainda bem que voltámos a esses tempos.
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A CP é inconstitucional, pois um comboio CP não caminha para uma sociedade sem classes.
Resta-lhe o rumo ao socialismo, e a dívida que acumula mostra quão bem socialista está. Pago-a eu.
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O que impressionava ainda mais era o direito a viajar em primeira classe numa ocasião em que passava nas TV’s uma campanha publicitária sobre a excelencia e a selectividade do serviço CP.
E lá vinha o reformado da CP que tinha ido á horta com o sacho em primeira classe
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É mentira pa,ou é muito menos que meia verdade. A grande maioria dos ferroviários tinha “somente” passe de segunda classe. Se queres malhar nestas e noutras regalias usa a verdade, palavra que pareces desconhecer. E já agora fala também das tuas regalias e da PT,dos bancários, da EDP etc etc, que como os comentários acima revelam são tão do agrado dos liberais de pacotilha.
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Não percebo o seu comentário. Qual é o problema de um pacote salarial incluir compensações não pecuniárias? Nenhum liberal se indigna com um salário de 100 e três galinhas por mês, isso costuma ser indignação socialista, daí que prefiram chamar-lhes privilégios em vez do que realmente são: salário.
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Eu não vejo qualquer problema. O problema, se é que é problema, é visitar este blog há vários anos e assistir a um verdadeiro massacre sobre todos os que não sendo da vossa cor, usufruem de algumas regalias…e depois vai-se a ver.
V C também eu tenho uma confissão a fazer: fui ferroviário dos 16 aos 27 anos, mas nunca tive direito a um passe de primeira classe, talvez por ter sido um simples funcionário.
PS:Fico ao seu dispor para fazer uma visita guiada ao Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento.
Saudações Ferroviárias
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Qual é a minha cor?
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Sabão laranja? Azul? “Vossa” é plural.
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Interpretei como um tratamento mais aristocrático à minha pessoa.
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Eu também tenho taxa de juro bonificada por ser empregado bancário… Será que devo renunciar a esse privilégio (e ser parvo) ou manter o empréstimo com a deliciosa taxa de 0,15% ao ano? Se acabarem com isto, informo que vou com mais uns quantos gritar para as galerias de S. Bento.
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Quando é para nós achamos sempre muito bem.
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O pior é quando achamos bem o nosso privilégio e lhe chamamos “um direito” (adquirido)…
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Não seja parvo e continue a usufruir e a malhar nos que usufruem.
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Tantas regalias e ainda te queixas? Talvez o distinto articulista quisesse um voucher para Trans-Siberiano…:)
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Fui ler e não encontrei queixas. Terá você lido o texto imaginário que decidiu ser o que eu deveria ter escrito?
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O Vitor não se queixa. Ninguém que receba regalias à custa do contribuinte se queixa.
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Por outro lado, se reparar bem, não só não me queixo como não não me queixo.
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De onde se tira que a Máfia dos Ferrovários adquiriu
privilégios próprios da Numenclatura Soviética. Está certo,
e de acôrdo com as reivindicações pelo que os Sindicatos afins
andam sempre em luta.
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O VC confessa mas não denota sequer um niquinho de arrependimento. Se aproveitou bem como diz o fado,estou pronto para me arrepender por si. Também eu, apesar de não concordar com alguns, me delicio com os seus posts.
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Eu confesso sem arrependimento para que o Carlos Reis possa julgar-me em nome do povo.
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Povo, qual povo?
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O que lava no rio.
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Com sabão amarelo ou azul?
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Cor indiferente para talhar com o seu machado as tábuas do meu caixão.
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Não há machado que corte a raiz ao pensamento.
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Eu penso que verdadeiramente não está em causa a existência desse tipo de regalias. E quem as tem deve mesmo “espremê-las” o máximo que puder. O que choca isso sim, é que as empresas que conhecemos e que possuem esse tipo de regalias são empresas públicas e normalmente com prejuízos acumulados.
Penso que as pessoas que se assumem de direita reclamam é da facilidade e libertinagem com que se gere dinheiros públicos. Dinheiros que são de todos nós. As empresas públicas não tem que dar lucro, mas também não tem que dar prejuízo.
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